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9 de agosto de 2021 / carlostrapp

Dr. Luiz Ovando pede que líderes cristãos combatam manipulações contra Bolsonaro

Com o aumento das críticas e ataques da oposição ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), o deputado federal, Dr. Luiz Ovando (PSL), está pedindo apoio de líderes religiosos para combater manipulações e distorções que têm o propósito de atingir o go-verno.

“Este é meu recado para pastores, padres, evangelistas ou teólogos. O presidente Bolsonaro representa a volta dos valores e princípios, como o respeito a Deus e à religião, respeito à identidade e à cultura do povo brasileiro, defesa da vida, da legítima defesa, da família e da infância”, afirma, em vídeo publicado em suas redes sociais.

Ovando diz que, ao ser apeada do poder, a esquerda não aceitou que o país fosse comandado por um presidente conservador, que defende valores e princípios da família, em contraposição ao PT, por exemplo, que segundo ele, quer liberar o aborto e atacar outros pontos que afetam princípios cristãos.

Afirma ser importante que líderes cristãos esclareçam aos fiéis sobre as reais intenções da oposição.

“Precisamos esclarecer a população sobre o risco que corremos com todas essas manipulações e distorções que entram em nossos lares diariamente”, reforça o parlamentar, que é médico há 46 anos.

Ao avaliar os dois anos e meio de governo, o deputado destaca o fechamento das torneiras por onde jorrava dinheiro para sindicatos, entidades e ONGs com viés ideológico.

“Com Bolsonaro, o repasse de recursos passou a ser feito de forma criteriosa, o que afetou o faturamento de quem vivia à custa do poder público”, diz.

Também cita o fato de as estatais começarem a dar lucro, enquanto em governos anteriores os prejuízos colocavam em risco a sobrevivência dessas empresas, sem aporte governamental.

“Mesmo com pandemia e muitas adversidades, tem havido recordes de produção, exportação, arrecadação e geração de empregos”, des-taca.

Ovando entende que é preciso que igrejas promovam debates sobre o perigo que ronda as famílias brasileiras. “Que os mal intencionados sejam retirados do nosso meio com a transformação do Brasil em mensageiro mundial do projeto libertador de Deus”, defende o deputado, que é professor da Escola Bíblica na Terceira Igreja Batista de Campo Grande.

Assessoria de comunicação

9 de agosto de 2021 / carlostrapp

Os desafios que encontramos pela vida

Quando olhamos à nossa volta, quando pensamos no futuro, vemos quantos desafios que podemos encontrar.
Tenho como desafio as minhas tarefas que são fazer o jornal mensalmente, mas também realizar o trabalho com a Sociedade Bíblica do Brasil com o Projeto Semeador, só para citar as atividades normais.
Mas eu também tenho res-ponsabilidades com a igreja, com a distribuição de folhetos, através dos quais procuro pregar o evangelho, que não devo ficar devendo para ninguém.
Falando em pregar o evangelho, nós temos hoje as redes sociais, onde podemos compartilhar vídeos, músicas, textos, enfim, temos muitas ferramentas para difundir o evangelho de Jesus Cristo.
Lembro que fui alcançado pelo evangelho através de uma literatura que meu tio enviou do RS, pelo Correio, que ele recebeu da Alemanha. Por isso, eu tenho essa queda pela literatura para evangelizar.
Agora, no campo político, quase que diariamente surgem novos desafios, dentre os quais vou citar alguns:
Voto impresso e auditável: Há um empenho considerável nesse sentido por causa da sua importância.
Hoje cedo, inclusive, ao assistir um programa noticioso pela TV, vi a fala de um parlamentar, se manifestando contra o voto impresso.
Logo peguei meu celular e mandei a seguinte mensagem para ele, na qual também abordei alguns outros assuntos:
Bom dia, Deputado!
Obrigado pelo diálogo!
Corrupção? Só se for a inventada por alguns difamadores da CPI, pois nada foi comprado!
Acabei de assistir sua mani-festação contra o voto impresso e auditável, que já conhecia!
Sua postura já é demonstrada aqui no WhatsApp ao desabi-litar os pauzinhos, não falando se leu ou não a mensagem, nem coloca foto no perfil.
Por que essa falta de amor pela transparência? Não te-nho como dizer outra coisa.
Há mil e um motivos para desconfiar das urnas: a própria postura do ministro Barroso, que deveria ser neutra, além da soltura do Lula.
Nas eleições municipais, houve um “apagão” gerando uma revolta de muitos.
E se podemos ter trans-parência quanto aos votos, por que nos opor?
Você recebe um comprovante de que votou; de que fez uma compra.
Quando nasce, casa, falece emite-se um documento que comprovam isso.
Fico realmente aborrecido com sua postura, que não contribui com a qualidade, a transparência da eleição.
Na igreja, no condomínio, na prefeitura, na empresa, enfim, em todo lugar se deve prestar contas.
Aqui em casa, só tem um caixa e eu e minha esposa prestamos conta um ao outro.
Confiança não se exige; se conquista.
Ainda acrescentei: Veja o que acontece na política brasileira: Não querem que você se oponha à prática homossexual, que está dentro da liberdade religiosa (crime de opinião), mas pode praticar o assassinato de um bebê no ventre materno, que muitos advogam.

Temos também diante de nós a questão da Covid-19, que tem ceifado vidas, até pelo fato de ter sido politizada.
Há poucos dias, perdi um irmão na fé, que era alguém próximo de nós. Ele foi várias vezes ao posto de saúde e lhe deram dipirona e mandaram para casa.
Em vez de entrar com o tratamento precoce, lhe deram dipirona.
Também entendo que postos de saúde não deveriam exigir testes, pois esses somente retardam o tratamento, e a Ciência nos diz que quanto mais antes tratamos de uma doença, mais certa é a recuperação.
Ainda quanto à Covid, fico triste quando vejo pessoas usando máscaras desnecessariamente. Se saio para passear com um animal de estimação, não preciso usar máscara, nem quando saio de bicicleta. Tudo deve ser feito com inteligêcia.

Outro desafio que vejo é em relação às redes sociais. Primeiro, quero destacar a grande utilidade que as mesmas tem. Por outro lado, tem o mau uso. Um deles é no campo do uso do WhatsApp, pois há pessoas que desabilitam os chamados pauzinhos que se habilitados lhe dizem se a pessoa leu ou ouviu a sua mensagem.
Essa é uma atitude louvável, pois é uma opção pela verdade, pela transparência.
Outro ponto negativo é um certo egoísmo, pois já ouvi comentários de pessoas que saíram de grupos simplesmente porque não estão inte-ressados em contribuir com o grupo, mas apenas em receber coisas boas.
Outro detalhe são os bloqueios. Eu nunca bloquei ninguém dos contatos pessoais. Se entendo que está me enviando coisas inconvenientes eu falo com a pessoa, que é muito mais elegante do que bloqueá-la.
A questão do bloqueio também deve valer quanto às listas de transmissão, pois é sempre melhor falar do que bloquear as mensagens da pessoa.

Outro desafio é o exercício da cidadania.
Falando nisso, ano que vem, se Deus quiser, tem eleições, e é bom que estejamos atentos “no andar da carruagem”, para ter os devidos subsídios, visando uma escolha adequada.
Que Deus nos ajude a vencer os desafios!

Pr. Carlos Trapp

8 de janeiro de 2021 / carlostrapp

Eleições municipais 2020

No dia 15 de novembro, tivemos as eleições para o Legislativo e Executivo Municipal, sendo reeleitos e eleitos os novos vereadores, sendo que a Câmara teve 58% de renovação. O prefeito Marcos Trad foi reeleito, em primeiro turno, com 52,58% dos votos válidos.
Em segundo lugar, ficou Sérgio Harfouche, Avante, com 11,58% (esses votos acabaram sendo anulados); em terceiro, ficou Pedro Kemp, PT, com 8,32%, e em quarto, Vinícius Siqueira, PSL, com 8,20%; em quinto, Sidneia Tobias, Podemos, com 4,60%; em sexto, Márcio Fernandes, MDB, com 3,01%; em sétimo, Esacheu Nascimento, PP, com 2,45%; em oitavo, João Henrique Catan, PL, com 2,44%; em nono, Marcelo Miglioli, SD, com 1,90%; em décimo, Dagoberto Nogueira, PDT, com 1,57%; em décimo primeiro, Guto Scarpanti, Novo, com 1,16%; em décimo segundo, Cris Duarte, Psol, com 1,11%; em décimo terceiro, Marcelo Bluma, PV, com 0,64%; em décimo quarto, Paulo Matos, PSC, com 0,45%.
É preciso considerar também o índice de abstenção, que foi alto, ou seja, 25,14% (154.003). Os votos brancos foram 5,51% (25.241) e os nulos, 4,46% (20.447). Enfim, os que não aproveitaram a oportunidade de votar, que não se interessaram, foram 35,11%, ou seja, os que se abstiveram, anularam o voto ou votaram em branco, somaram um total de 199.691 eleitores.
Esse número é preocupante, pois somente se participarmos com o nosso voto podemos mudar os rumos de uma sociedade. Portanto, fica o apelo para que todos votem e expressem a sua vontade, nas futuras eleições.
Os vereadores eleitos foram:

  • Tiago Vargas, PSD;
  • Carlão, PSB;
  • Zé da Farmácia, Podemos;
  • João César Mattogrosso, PSDB;
  • Prof. Juari, PSDB;
  • Gilmar da Cruz, Republicanos;
  • Prof. João Rocha, PSDB;
  • Sílvio Pitu, DEM;
  • Prof. Riverton, DEM;
  • Valdir Gomes, PSD;
  • Otávio Trad, PSD;
  • Beto Avelar, PSD;
  • Júnior Coringa, PSD;
  • William Macksoud, PTB;
  • Betinho, Republicanos;
  • Camila Jara, PT;
  • Dr. Jamal, MDB;
  • Papy, Solidariedade;
  • Edu Miranda, Patriota;
  • Clodoilson Pires, Podemos;
  • Dr. Sandro Benites, Patriota;
  • Dr. Loester, MDB;
  • Marcos Tabosa, PDT;
  • Airton de Araújo, PT;
  • Dr. Victor Rocha, PP;
  • Ronilço Guerreiro, Podemos;
  • Coronel Alírio Villasanti, PSL;-
  • Prof. André, Rede;
  • Dharleng Campos, MDB

Agora, quero falar um pouco sobre os candidatos batistas que disputaram as eleições municipais, em Campo Grande, MS, citando nome de urna, partido, número de votos e igreja.

  • Kriegel Nascimento, PT, 108, IB Jd. Tarumã;
  • Luiz C. Zaparolli, Avante, 133, IB Centenário do Povo;
  • Josué dos Anjos, PV, 139, TIB;
  • Karina Ketty, SDD, 151, IB Janelas do Céu;
  • Enf. Sumaira, PSB, 184, IB Ágape;
  • Paulo Amaral, Republicanos. 241, Ágape;
  • Josafá Coquinho, PSC, 252, MB Noroeste (QIB);
  • Marcos Rogério Cabeleireiro, Patriota, 266, IB Coronel Antonino;
  • Rodrigues Cartório, Patriota, 274, IB Guanandi;
  • Carlinhos Senador, Avante, 300, IB Filadélfia;
  • Ubirajara, PP, 332, PIB;
  • Victória Peixoto, Novo, 332, PIB;
  • Edil, PV, 338, IB Vila Célia;
  • Coronel Trindade, MDB, 340, IB Boas Novas;
  • Martinha, PSD, 347, IB Redenção;
  • Demontiê, SDD, 352, PIB;
  • Carlos Trapp, PSL, 381, IB Nova Jerusalém;
  • Eduardo Carvalho, PTB, 384, TIB;
  • Sgto. Viana, Podemos, 569, IB Guanandi;
  • Marcos Silva, PSL, 591 PIB;
  • Enf. Soninha, Patriota, 829, IB Jd. Tarumã;
  • Denis Pereira, SDD, 1.622, IB Reconciliação;
  • Edu Miranda, Patriota, 2.986, IB Memorial (único eleito);
  • Veterinário Francisco, PSB, 4.223, TIB.
    Já fiz a média dos candidatos eleitos, que é de 3.407 votos.
    Vamos ver quantos batistas poderiam ter sido eleitos. Esses 24 candidatos batistas fizeram 15.674 votos.
    Com a média de 3.407 votos, poderiam ter sido eleitos seis vereadores, com sobra de cerca de 1.800 votos.
    Outra, com menos candidatos, mais votos teriam sido conquistados, pois o eleitor adquire mais confiança. Com muitos, geralmente, raciocina de que há muita pulverização e pouca chance de se eleger, acabando em votar em outro.
    Há cerca de 20 mil batistas em Campo Grande, enfim, um enorme potencial, que pode e deve ser melhor aproveitado, bastando um estudo e orientação nesse sentido.
    Peço a devida compreensão do leitor por ter abordado esse segmento da população campo-grandense, pelo fato de ter dados sobre os mesmos.
    Que Deus abençoe os eleitos!
  • Pr. Carlos Trapp
8 de janeiro de 2021 / carlostrapp

Separação entre Igreja e Estado

Este item amplia a liberdade da igreja. Ela não está subordinada ao Estado e ela e o Estado têm esferas diferentes. A igreja é cidadã deste mundo e sujeita-se a leis de justiça e de bom senso. Mas deve dizer: “Mas Pedro e João, respondendo, lhes disseram: Julgai vós se é justo diante de Deus ouvir-nos antes a vós do que a Deus” (At 4.19). A lealdade última da igreja é para com Deus e sua Palavra. Sua pátria mais amada é a celestial. O Estado também está sob a lei da justiça divina. No Antigo Testamento, Iahweh escolheu Israel, mas é Senhor de todas as nações e toda a terra. Devemos nos lembrar disto.
Na Escandinávia, os pastores luteranos são pagos pelo Estado. No Brasil, constantemente, verbas públicas são usadas para recuperar igrejas católicas, sob desculpa de patrimônio arquitetônico ou cultural. Mas são lugares de cultos. Isto é contra nosso princípio de um Estado leigo, que não deve investir em nenhuma religião nem beneficiar nenhum culto.
Diferentemente de grupos anabatistas e outros radicais do século 16, os batistas não questionam o Estado por ser Estado. Mas não o sacralizam. O Apocalipse mostra o Cordeiro contra um Estado que deseja ser Deus. Nosso compromisso é com a justiça, com a honestidade e com a dignidade humana.
Podemos nos rejubilar de termos em nossa história um Prêmio Nobel da Paz, o Pr. Martin Luther King Jr, assim agraciado pela sua luta pelos direitos dos negros norte-americanos.
Uma igreja batista não é da direita nem da esquerda nem mesmo do centro. É de cima. Seus valores são espirituais e celestiais. Uma igreja batista faz parte da igreja de Cristo, que é multirracial, multi-étnica, multigeográfica. Sou brasileiro e não me envergonho disto. Digo como Fernando Pessoa: “minha pátria é a língua portuguesa”, ou seja, tenho uma identidade linguística. Amo meu idioma, dizendo como Olavo Bilac: “em que da voz materna ouvi: ‘meu filho’”. Foi na língua portuguesa, no Brasil, que ouvi minha mãe, Nelya Werdan, uma filha de suíços, me chamar de “filho”. Foi neste país, o Brasil, que duas famílias estrangeiras, os portugueses Gomes Coelho e os suíços Werdan Suhett me deram origem. Mas, mais que brasileiro e descendente de portugueses e suíços, sou cidadão do reino do céu. Os princípios do reino celestial devem reger minha vida.
Deus não é brasileiro nem tem nacionalidade alguma. Devemos ser patriotas, mas devemos discordar do Estado quando este invade área que não é sua. Não lhe compete nos ditar fé ou perspectivas religiosas.
Pagamos impostos, servimos ao exército, damos nossa parcela para este país. Mas não o sacralizamos nem o deificamos. O culto ao Estado produziu a aberração chamada “Cristãos Alemães”, que queria uma igreja germânica, de raça pura. Mas não admitimos a ingerência do Estado em nossa vida. Nem transigimos nossos padrões por causa do Estado. As casas de prostituição pagam taxas e são estabelecidas legalmente, mas a prostituição é pecado. O que é legal nem sempre é moral. O casamento de homossexuais pode ser tolerado civilmente, mas é pecado. Um batista deve dizer como Lutero: sua consciência é cativa da Palavra de Deus.
Somos cidadãos como todos os demais e não devemos esperar tratamento especial. É errado igrejas batistas pedirem ônibus às prefeituras e órgãos públicos para fa-zerem piqueniques. Se não têm dinheiro para alugar um ônibus, não andem de ônibus! Vão a pé ou não façam piquenique! Se nos incomoda ver dinheiro público sendo usado para levantar estátuas a Iemanjá em cidades da orla marítima, deveria nos incomodar também o uso de dinheiro público para monumentos à Bíblia. O poder civil não pode patrocinar nenhuma religião! Nem a nossa!
Nunca fomos subversivos. Mas não podemos ser coniventes com um Estado desumano, corrupto, desvalorizador do homem. Nosso norte são os valores da Palavra de Deus. Olhamos para eles e seguimos nossa jornada. O que se desvia deles, isso recriminamos. Não é se nos beneficia, mas se é um princípio bíblico.

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho (1948-2013),

para um congresso doutrinário em Altamira, Pará, novembro de 2009

7 de outubro de 2020 / carlostrapp

Carlos Trapp, candidato a vereador pelo PSL, sob número 17.237.

Biografia

Primeiro, destaco que sou cristão (batista), conservador e bolsonarista, com independência

Nasci em Selbach, RS, em 06 de outubro de 1955, onde fiz o primário, que, à época, tinha cinco séries.

Em 1970, minha família mudou-se para Santa Helena, no Extremo Oeste Paranaense, onde terminei o Primeiro Grau, na Escola Verônica Zimmermann, de São Clemente e fiz o Segundo Grau, no Colégio Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, de Santa Helena (Assistente de Administração).

Em 1987, entrei no Seminário Batista Ana Wollerman de Dourados, MS, e fiz o Bacharelado em Teologia, concluído em 1990.

Em 1991, vim para Campo Grande, MS. Fiz o curso Pós-Graduação em Novo Testamento, no Seminário Teológico Batista da Oeste do Brasil e Mestrado em Teologia (incompleto) pelo Seminário Sul Americano, de Londrina, PR.

Aqui, casei com Simone Nogueira de Moraes, em 2001, e organizei o Grupo Evangélico de Ação Política (Geap) e compilei dois livros: Evangélicos em Campo Grande – Origens e Desenvolvimento, em 1999, por ocasião do Centenário de Campo Grande e Urbieta & Sherwood – Pioneiros na obra de evangelização em terras mato-grossenses, por ocasião do Centenário dos Batistas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, ocorrido em 2011.

Também sou jornalista e tenho atuado nesse campo há mais de 20 anos, primeiro, no jornal O Batista Sul-Mato-Grossense, e depois, através do jornal Cidadão Evangélico.

Já fui candidato a vereador por duas ocasiões: 2008 e 2016. Esta é a terceira vez, portanto, que procuro conquistar uma vaga na Câmara Municipal, para o qual conto com a bênção de Deus e o seu apoio e voto.

Propostas:

Fiscalização: Um dos principais papéis do vereador é fiscalizar o poder público, pois esse trabalha com bilhões de reais, provenientes de nossos impostos. Há setores como o tratamento do esgoto, transporte urbano, Flex Park (estacionamento), saúde, merenda escolar, entre outras áreas que precisam ser acompanhadas. Enfim, a corrupção deve ser combatida, com muito empenho.

Conselhos Regionais: Ficam próximos da população e levantam os problemas da Região Urbana, e levam as mesmas para a administração municipal, para a devida solução.

Recursos públicos: Não devem ser aplicados para grupos, como: carnaval, parada gay, Marcha para Jesus, pois eles devem se autossustentar. Dinheiro público deve ser para questões de interesse geral, como: saúde, educação, segurança, cultura.

Material reciclável: Primeiro, não deve ser chamado de lixo, pois pode ser aproveitado. Vou me empenhar para que seja reciclado e reaproveitado. Isso pode acontecer com material produzido nas casas, em condomínios, escolas. Com material eletrônico, com locais para coletas. Com galhos de árvores, que podem ser triturados e servir de adubo. Com entulhos, que podem ser moídos e reaproveitados.

Terceira Idade: A expectativa de vida da nossa população está aumentando, e são necessário cuidados mais amplos quanto à saúde, ao lazer, à cultura, aos exercícios físicos, exposição ao sol, à leitura, visando o bem-estar do idoso.

Proteção à família: Que envolve a proteção à vida, desde a concepção. O cuidado quanto à amamentação, à saúde, e a presença marcante dos pais na vida da criança, providenciando, desde os cuidados básicos, a disciplina, a instrução e a realização de pequenos trabalhos, adequados à criança. Envolve também o conceito conservador da família, composto de pai, mãe e filhos.

Prevenção: Pode acontecer tanto na saúde, quanto a quedas, queimaduras, acidentes, consumo de drogas, suicídios, etc. Podem ser feitas campanhas de prevenção, nesse sentido.

Cristolândia: É um trabalho que visa resgatar pessoas em estado de vulnerabilidade, que se encontram nas ruas de nossa Capital. Não basta dar alimentos, roupas e calçados para essas pessoas, pois elas precisam sair dessa situação e voltar ao lar, ao trabalho.

Audiências públicas: Há um texto na Bíblia que diz: “Com os que se aconselham se acha a sabedoria” (Provérbios 13.10b). Então, em casos que geram polêmica, a população deve ser ouvida, pois assim se age com sabedoria e se valoriza o cidadão campo-grandense.

Educação: Muitos se preocupam com a sala de aula, com a formação do professor, com salários, com a forma de ensinar, mas entendo que uma das questões importantes está sendo esquecida, que é a importância do conhecimento, do saber. Já vi muitos alunos se contentarem com nota mínimo, em quantas faltas poderiam ter, enfim, demonstravam pouco interesse no saber. Também quero fomentar as escolas cívico-militares.

BR 163: Alguém pode dizer que não é da alçada do município de Campo Grande, mas posso, até junto com outros vereadores, lutar para que ela seja concluída o mais breve possível, pois ajudará no progresso de nossa Capital e na redução de acidentes, na salvação de vidas.

Comércio dos bairros: Valorização do pequeno comerciante, pois ele está próximo do morador, dá emprego e gera renda.

Segurança: É fundamental para todo o serviço, inclusive para o turismo. As pessoas precisam se sentir seguras para trabalhar e para investir. Sou a favor da posse e porte de armar por pessoas de bem, para se defender, para inibir agressões. O policial também usa arma, que é para defender a população, e não, para agredi-la.

Sensibilidade: Não posso colocar todos os desafios que tem na Cidade Morena, por isso devo lembrar que a marca do vereador deve ser a sensibilidade, ou seja, ver o problema e se ocupar com o mesmo. A Bíblia diz: “Informa-se o justo da causa dos pobres, mas o perverso de nada disso quer saber” (Provérbios 29.7).

Apoio da esposa, Simone: Em breve, devo publicar o projeto que ela pretende realizar, em benefício da população.

Eleitor, você pode dar sugestões quanto às propostas, e sugerir outras. Fazer questionamentos, também.

Por fim, peço o seu voto e o seu apoio.

Qualquer dúvida, estou à disposição!

Você também pode acessar e compartilhar minhas redes sociais:

facebook.com/carlostrapp

facebook.com/carlostrappoficial

instagram.com/carlostrapp_oficial

O candidato a prefeito é Vinícius Siqueira, número 17, do PSL.

Para conhecê-lo melhor, bem como suas propostas, você pode acessar seu Facebook, neste endereço:

facebook.com/viniciusdesiqueirabrasil

O candidato a vice-prefeito é Rhiad Abdulahad, PSL

Para conhecê-lo melhor, você pode acessar seu Facebook, neste endereço:

facebook.com/rhiad.abdulahad

20 de setembro de 2020 / carlostrapp

Revolução Farroupilha – Dia do Gaúcho

Nasci no Rio Grande do Sul em 06 de outubro de 1955. Portanto, sou gaúcho!
E para saber um pouco de História em torno da data, trago algumas informações extraídas do site calendarr.com, que traz as seguintes informações:

“20 de setembro, conhecido como o Dia do Gaúcho, é feriado no estado do Rio Grande do Sul. A data recorda o dia em que teve início a Revolução Farroupilha, ou Guerra dos Farrapos, que teve início nessa data, em 1835.
Para o Brasil, marca a revolta civil mais longa da sua história, que durante cerca de 10 anos – conhecido como o Decênio Heroico (1835-1845) – teve como cenário o Rio Grande do Sul, sendo por isso a data mais importante do calendário desse estado.
Assim, o Dia do Gaúcho consiste numa homenagem a um dos episódios históricos mais importantes para a comunidade gaúcha.
A data ganhou maior destaque e comemoração a partir do momento em que foi decretado feriado no Rio Grande do Sul, de acordo com o decreto estadual 36.180, de 18 de setembro de 1995.

O que foi a Revolução Farroupilha?
A Revolução Farroupilha foi uma revolta regional contra o Governo Imperial do Brasil, na qual os revoltosos queriam se separar do Império do Brasil. Recebeu este nome por conta dos farrapos que seus participantes vestiam. Após ser feito um acordo de paz entre as partes envolvidas, a revolução chegou ao fim em 1º de maio de 1845.

Semana Farroupilha
O Dia do Gaúcho está incluído na Semana Farroupilha, uma celebração da cultura e das tradições gaúchas, que ocorre anualmente entre 14 e 20 de setembro, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul.
Tradicionalmente, durante o Dia do Gaúcho, são organizadas festas nos CTG’s (Centros de Tradição Gaúcha) que ressaltam os costumes típicos deste povo, como a culinária, vestimentas, danças e apresentações musicais”.
Os gaúchos se espalharam por todo o Brasil, levando seus costumes e tradições. Portanto, em boa parte do país se encontram churrascarias, CTGs, músicas, vestimentas, poesias, lá dos pampas, sem esquecer o “gauchês”, um linguajar especial do gaúcho.
Parabéns a todos os gaúchos, com votos das mais ricas bênçãos celestiais!

Carlos Trapp, pastor batista (OPBB/MS) e jornalista (DRT/MS, 928).

11 de agosto de 2020 / carlostrapp

Esclarecimentos a respeito da Covid-19

Visando esclarecer determinados fatos, nem sempre colocados com clareza pela grande mídia, um grupo de pessoas, infra qualificados, resolveu vir a público, dar a sua parcela de contribuição, relacionados ao novo coronavírus, conhecido como Covid-19.

Desde o final do ano passado, com origem em Wuhan, na China, o vírus supracitado, tem se espalhado pelo mundo, fazendo as suas vítimas. Autoridades, infectologistas, imprensa e o povo em geral tem se preocupado com isso, sendo declarado como pandemia em 11 de março de 2020, pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Infelizmente, em muitos setores o assunto foi politizado, dificultando um tratamento adequado para debelar o mal.

Mas em meio a esse caos que se instaurou, há autoridades e médicos, com bom senso, que adotaram remédios existentes, como a Ivermectina, como tratamento preventivo, além da Cloroquina, da Hidroxicloroquina como fármacos para serem usados no início do surgimento dos primeiros sintomas.

E isso o grupo quer destacar, ou seja, a existência desses remédios, bem como sua eficácia e, consequente, confiabilidade. Por isso, cada cidadão brasileiro, pode procurar o Posto de Saúde, ou seu médico, para que lhe sejam prescritos, pois só devem ser usados sob prescrição médica.

É necessário destacar que medidas como as que são adotadas por muitos prefeitos e governadores (fechamento do comércio, máscaras, etc), não detém o vírus; apenas protelam a resolução do problema. Por isso, até convém que os mais jovens e sadios se exponham ao vírus, para formar uma barreira imunológica, porém, zelando para que pessoas idosas, com comorbidades, tenham o devido cuidado, tomando, inclusive, os remédios supracitados, sob recomendação médica.

O nosso objetivo com a divulgação dessas informações é levar ao conhecimento da população, o caminho que se pode seguir, para que possamos nos ver livres dessa pandemia. Além disso, alertamos as pessoas para que não se deixem levar por setores da imprensa que tratam do assunto de modo tendencioso, até desaconselhando os remédios e os devidos tratamentos.

Aproveitamos para dizer que esse é um tempo para analisar a nossa conduta, a fim de optar, se ainda não o fizemos, de um estilo de vida salutar, com boa alimentação, exercícios físicos, exposição ao sol, evitando vícios, a preocupação e a ansiedade, tendo um “espírito firme” (Pv 18.14).

Ainda lembramos que esse não é momento para farmácias tirarem proveito da situação, majorando grandemente os preços dos remédios; é tempo de solidariedade. Também lembramos às autoridades que é possível cuidar da saúde e da economia, e assim esperamos que o façam.

Dirigimo-nos, em especial, às lideranças religiosas para que levem ao conhecimento, das pessoas que estão sob seus cuidados, o teor dessa Nota de Esclarecimento, pois visamos repassar boas informações, que lhes poderão ser muito úteis.

Por fim, declaramos que, além das informações dadas, devemos interceder por todas as autoridades, para que tratem com honestidade a questão, e não a politizem; que os cientistas sejam iluminados por Deus para que aprimorem os remédios existentes; que o povo se mantenha sereno, zeloso e confiante em Deus.

Campo Grande, 31 de julho de 2020

Dr. Luiz Ovando: Deputado Federal (PSL/MS), médico, clínico e cardiologista. Membro da Terceira Igreja Batista de Campo Grande, MS.

Dr. Marcelo Vilela: Médico Urologista com Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia; Doutor em Medicina na Área de Urologia pela Unifesp, SP; Pós-Doctoral Fellow, pela UCSF-EUA, área de Urologia Pediátrica; Professor Adjunto de Medicina da UFMS; Atual Diretor da Famed/UFMS; Ex-Secretário de Saúde de Campo Grande, MS, 2017 e 2018, até março 2019. Membro da Primeira Igreja Batista de Campo Grande.

Carlos Trapp: pastor batista (OPBB/3650) e jornalista (DRT/MS, 928). Membro da Igreja Batista Nova Jerusalém, de Campo Grande, MS.

Sérgio Nogueira, pastor batista (OPBB/1156) e vereador (PSDB, Dourados, MS). Membro da Igreja Batista Boas Novas de Dourados, MS.

8 de junho de 2020 / carlostrapp

Minha luta com uma emissora de TV

Quando vão falar aos telespectadores como podem aumentar a imunidade? Quando vão falar que tomar sol e se movimentar faz bem à saúde?
Será que não estão vendo os exageros que cometem, pois além das máscaras ainda querem o distanciamento. Só a máscara basta nos ônibus. Também mais gente pode ficar em pé.
Querem tratar o povo de um modo ditatorial, interferindo na vida das pessoas, de modo indevido. Isso vocês deveriam denunciar em vez de fomentar.
Da parte de vocês também há preocupação desproporcional entre a economia e o vírus da China. A economia parece que não interessa, ou interessa bem pouco.
É bom que agora estão falando sobre as pessoas que foram curadas. Mas não dizem como isso aconteceu, que remédio tomaram, ou se não tomaram nem um remédio.
Que coisa triste não deixarem as pessoas terem seu lazer saudável neste final de semana na Lagoa Itatiaia, nos Altos da Afonso Pena e no Mirante do Aeroporto!
Ficou esquisito o uso de máscaras pelos repórteres e pelos entrevistados. Vocês são mestres do exagero, pois é necessário apenas uma coisa: máscara ou distanciamento; não é máscara e distanciamento.
Por favor, não me causem constrangimento!
O uso de máscaras por parte dos repórteres ficou ruim, pois até dificulta a audição. Não sei porque esse exagero.
Com o uso de máscaras inspiramos boa parte do gás carbônico que expiramos. Devemos respirar ar puro e com máscara isso não acontece.
Máscara somente em caso de aglomerações. E assim que sair da aglomeração, tire a máscara.
Querem saúde? Então, precisam falar sobre isso.
Pessoas ficam deprimidas, enfim, ficam doentes por causa de falta de sol, de mobilidade, de sociabilidade.
Estultícia mata!
Insisto em que repórteres e entrevistados não usem máscara, pois é um exagero, enfim, algo nocivo, pois a observação da distância é suficiente.
(nome), você acabou de contar uma mentira dizendo que vocês “ouvem os dois lados”. Repito que é mentira.
As provas estão aí porque não disseram nada sobre o lado nocivo das máscaras, que a gente deve tomar sol, se movimentar, fazer caminhadas, e não ficar só em casa.
Vejam o que sempre estamos falando: é uma falácia essa questão do confinamento. Vejam o que o prefeito de NY diz.
A máscara também é nociva à saúde e deve ser usada somente quando estritamente necessário, pois você respira seu próprio ar que seu corpo descartou, cheio de gás carbônico. Não é possível que a pessoa seja tão estulta e não veja isso!
Você sabe que nem todo cientista pensa como você propala, de ficar somente em casa.
Outra, você já pensou nos milhões de informais que precisam sair de casa para buscar o pão cotidiano?
Vocês simplesmente são terríveis. E duvido que façam o que o (nome) falou ontem de que “ouvem os dois lados”.
Vocês até agora não falaram sobre como aumentar a imunidade. Por que?
Deixa a gente aborrecido, (nome) com as críticas que você faz ao governo Bolsonaro com a “enrolação”. Ora, ele deve agir com responsabilidade, dar o passo conforme a perna.
E nenhum elogio à vinda do recurso. Ingratidão! Jornalismo reprovável!
Felizmente já vi muita condenação moral em relação à conduta de vocês.
Vocês tem consciência de que a máscara faz mal e que deve ser usada somente quando estritamente necessário, pois com a máscara se inala ar quente, carregado de gás carbônico, que é nocivo à saúde.
As consequências vamos colocar na conta de vocês.
Essas políticas restritivas só vão protelar a saída da pandemia, agravando, em muito, o problema econômico.
Ficou ruim dos repórteres com máscara. Que motivo teria o (nome) para usar máscara, lá no interior, em campo aberto? Será que vocês não veem que é algo totalmente desnecessário?
Não tem ninguém em volta da (nome) e por que, então, usar máscara, que dificulta até a audição?
Máscara faz você inalar gás carbônico. Então, máscara somente em aglomerações. No mais, respira-se ar puro.
Sensatez sempre!
Tomar sol é algo essencial Fazer caminhadas, também. Sou diabético e preciso me movimentar.
Outra, as atividades das igrejas foi decidido que seriam vistos como serviços essenciais. Fica-se com a impressão de que estamos num país socialista.
Onde fica o direito de ir e vir, pois é possível ter uma vida normal com os devidos cuidados.
E os milhares de informais que precisam sair de casa diariamente para ganhar o pão cotidiano.
É só isolar as funcionárias e deixar o frigorífico atuando. Cada estultícia! Por isso o Brasil, com toda riqueza que tem, é tão pobre.
“Sair do sedentarismo em casa”. Pode? E tomar sol?
Essa política do fique em casa vai trazer danos muito graves como depressão, irritação, tédio e até suicídios, sem falar da miséria.
Gripe? O que eu faço? Eu me cuido e não tomo vacina, que pode ter reações violentas. Resultado: não pego gripe, nem os efeitos colaterais que a vacina pode gerar, nem dou despesas para o po-der público.
Ações no condomínio devem ser tomadas em Assembleia, e não, apenas no Conselho. Estamos virando uma ditadura?
Aos domingos tem que ficar em casa? Ora, os cultos foram declarados serviços essenciais. E como fica isso? São coisas conflitantes. É uma perseguição velada. Estamos de olho!
Será que vocês pensam nos milhares de informais quando dizem fique em casa, sendo que estes tem que sair de casa para ganhar o pão cotidiano? E não digam que os R$ 600,00 são suficientes.
Repito que vocês poderiam combater o fumo, pois afeta o pulmão, que torna a pessoa mais vulnerável quanto ao vírus da China. Também poderiam trazer informações de como aumentar a imunidade.

Carlos Trapp

13 de maio de 2020 / carlostrapp

Deus preparou pessoas para a perdição?

O texto de Romanos 9 é um dos mais controversos da Bíblia. Algumas afirmações parecem mostrar um Deus demasiadamente humano, tratando as pessoas de acordo com seu capricho particular. O que quer dizer afirmações como: “Amei a Jacó, e odiei a Esaú” (v. 13), e: “Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer” (v. 18). Mas nenhum verso do capítulo é mais inquietante do que o 22b, no qual o apóstolo fala dos “vasos da ira, preparados para a perdição”. Será que Deus preparou pessoas para a perdição?
O espaço impede um tratamento cuidadoso do capítulo e, consequentemente, dos versículos mencionados. Por isso, vamos focar na última citação. A comparação com o verso seguinte é bastante elucidativa. Neste, Paulo fala de “vasos de misericórdia, que para a glória já dantes preparou”. A conjugação verbal exige o pronome “Ele” elíptico: “que para a glória [Ele, Deus] já dantes preparou”. Mas o verso anterior não diz por quem os vasos de ira foram preparados para a perdição. Isso somado ao fato de que o verbo, na língua grega, pode ser compreendido na voz média: “preparados por si mesmos para a perdição”.
O próprio contexto fortalece essa ideia: Por que Deus diria que “suportou com muita paciência os vasos da ira” (v. 22) se Ele mesmo os tinha preparado para a perdição?
Que sentido faria falar da grande paciência divina para com pecadores que o próprio Deus havia determinado que agissem contra a Sua vontade? Nenhuma.
Por isso, é evidente que o texto fala de pecadores que, através dos seus pecados, haviam se preparado para receber o juízo de Deus, e não de um Deus que arbitrariamente havia escolhido uma porção da humanidade para receber a condenação.

Thiago Titillo é pastor batista, professor e escritor.

6 de maio de 2020 / carlostrapp

O que é possível fazer para aumentar a imunidade?

A pandemia do Covid-19 (coronavírus) despertou a atenção das pessoas para um cuidado essencial em relação à saúde: a manutenção da imunidade em níveis elevados, de modo a fornecer uma proteção adequada contra os agentes nocivos que podem causar doenças

O sistema imunológico é um conjunto de estruturas responsáveis por garantir a defesa e por manter o corpo funcionando livre de doenças.
Compreende todos os mecanismos pelos quais nosso organismo se defende de invasores como bactérias, vírus e parasitas.
O sistema imunológico também é responsável pela limpeza do organismo, ou seja, a retirada de células mortas, a renovação de determinadas estruturas, rejeição de enxertos, além de memória imunológica. Também é ativo contra células alteradas que diaria-mente surgem no nosso corpo como resultado de mitoses anormais: essas células, se não forem destruídas, podem dar origem a tumores.
Para reforçar a imunidade é preciso alguns cuidados, a serem cultivados diariamente, como:

Alimentar-se bem: A melhor forma de reforçar o sistema imunológico do nosso organismo é através de uma alimentação correta e saudável.

Praticar exercício físicos: Os exercícios físicos devem ser feitos pelo menos três vezes por semana, por um tempo médio de 30 a 40 minutos.

Higiene das mãos: Man-ter as mãos sempre adequada-mente limpas e evitar colocá-las na boca.

Higiene bucal: Cultivar hábitos de higiene bucal, como escovar os dentes após as refeições e usar sempre fio dental.

Ambiente salubre: Manter os ambientes sempre limpos, arejados e, especialmente, banhados de sol.

Alimentos que contribuem para a melhoria dos níveis de imunidade:

A receita básica é: alimente-se sempre com um prato de comida bem equilibrado com va- riedade de itens. Dê preferência a alimentos frescos e naturais, que são ricos em vitaminas, minerais e outras substâncias que auxiliam na manutenção do sistema imunológico.

Alguns exemplos:

Alho e cebola: Excelentes para o sistema imunológico.
Contêm substâncias que estimulam enzimas e inibem o crescimento bacteriano.

Tomate: Rico em licopeno, o tomate é forte aliado para combater doenças cardiovasculares, removendo radicais livres do organismo.

Cenoura e brócolis: Ambos são ricos em vitamina A. A deficiência dessa vitamina provoca uma redução no número de linfócitos, aumentando a probabilidade de infec-ções bacterianas, virais ou parasitárias.

Laranja, manga, morango e pimentão: Ricos em vitamina C, aumentam a produção de leucócitos, células de defesa que estimulam a resistência.

Castanha do Pará, amêndoas, nozes, e as folhas verdes: Contêm selênio, vitaminas e atuam como antioxidantes. Protegem as membranas celulares contra substâncias tóxicas, radiação e os temíveis radicais livres, que são liberados nas reações químicas naturais do organismo.

Carne, leite, peixes, aves, feijão e cereais integrais: Como esses alimentos contêm zinco e selênio, a deficiência pode causar diversas doenças imunológicas.

Ômega 3 (azeite e salmão): Auxilia as artérias a permanecerem longe de inflamações, ajudando a imunidade do corpo.

Chocolate meio amargo e linhaça: Contêm antioxidantes e propriedades que defendem o organismo.

Jornal Novas, março/2020

27 de abril de 2020 / carlostrapp

Bolsonaro e os valores de nosso Brasil

Com tristeza vejo a decisão tomada por Moro de expor situações com as quais ele tinha concordado. Nesses 30 anos de Ministério Público e mais 27 como filho de Juiz, aprendi que o pior caráter é aquele que entrega os outros por atitudes que até um dia atrás lhes eram convenientes. Não custaria nada a ninguém sair de cabeça erguida e em silêncio.

Vou mandar duas mensagens muito importantes para os eleitores de Bolsonaro. Ou para quem votou e se arrependeu.

A primeira mensagem: Resumindo o cenário atual, apesar das calúnias, difamações, do pessimismo e dos discursos negativos da oposição, o Brasil estava indo muito bem, o PIB aumentou, os juros tiveram queda histórica, a bolsa de valores teve altas históricas, a criminalidade e o desemprego diminuíram, o salário aumentou, a economia cresceu, empresas e indústrias abrindo, promessas e posicionamentos políticos se cumprindo, e muito mais.

De repente, veio uma pandemia que trouxe uma crise de saúde, que gerou uma crise econômica, que está gerando uma crise política. O cenário perfeito para a oposição deitar e rolar. Se antes eles criavam caso com um simples espirro agora uma exoneração de um ministro virou um escândalo nacional. Lembrando que nos governos anteriores ninguém sabia nem o que era um ministro, muito menos quem eles eram. Esses cargos sempre foram ocupados com politicagem, às escondidas e ninguém nunca reclamou de nada. Agora pela pressão da mídia e da oposição qualquer coisa que acontece no governo é transformada em um fim de mundo.

Nesses últimos dias aconteceu o escândalo sobre a mudança do ministro da saúde, agora o escândalo sobre a mudança do diretor da PF e a demissão do Ministro da Justiça. Lembrando que a oposição nunca elogiou o presidente por ter nomeado nenhum desses ministros, muito menos elogiou algum desses ministros ou suas competências, pelo contrário, todos os ministros do governo eram taxados de loucos e incompetentes pela oposição. Sobre o diretor da PF nem se fala, ninguém nem sabe quem é nem nunca ouviu falar, mas agora virou a bola da vez. Ou seja, para a oposição nenhum membro do governo, nunca prestou, mas somente depois que qualquer um deles deixam o governo, de repente eles viram santos.

Para a oposição, ainda ontem Moro era o golpista que prendeu o dito cujo inocente, mas a partir do momento que Moro deixou o cargo virou um herói; a mesma coisa aconteceu com o Mandetta. Ou seja, a oposição sempre vai ser do contra, eles sempre vão criar um discurso para tentar destruir Bolsonaro.

Esses discursos hipócritas e tendenciosos da oposição já são esperados, mas vale à pena chamar atenção, então, não se deixe enganar por quem perdeu as eleições e perdeu o poder para Bolsonaro, pois já é de se esperar que eles façam de tudo para destruir Bolsonaro com o objetivo de voltar ao poder. Portanto, não se deixem enganar, o ideal é nem dar ouvidos as enganações da oposição; lembre-se que o objetivo deles é apenas destruir o atual governo, na intenção de voltar ao poder.

A segunda mensagem: Vou tentar resumir um livro em uma página: Nunca esqueça os motivos que fizeram você votar em Bolsonaro. Eu digo para você eleitor, que o escolheu principalmente pelas suas ideologias políticas. Vou citar algumas ideologias políticas dos candidatos da oposição que Bolsonaro veio para combater: A oposição é a favor do aborto, das drogas, da ideologia de gênero para crianças, a favor da causa LGBT, como foi visto nos últimos anos e a disseminação dessas ideias, até mesmo usando dinheiro público para promover parada gay e produzir material didático infantil através do MEC, para doutrinação homossexual de crianças. Nesse meio existem até mesmo políticas em defesa da pedofilia, querendo descaracterizar como crime, e colocar apenas um desvio psicológico. A oposição é contra a família tradicional, e nos últimos anos já conseguiram mudar a constituição e já descaracterizaram a família tradicional, pois antes era homem, mulher e sua prole, pai e mãe; agora família é qualquer coisa, e até os conceitos de pai e mãe eles querem destruir.

Eles promovem lutas de classes, brancos contra negros, heteros contra gays, ricos contra pobres, homens contra mulheres (vide feminismo), e muitas outras coisas; é o “nós contra eles”. Também usam o povo como massa de manobra, pondo uns contra os outros com a estratégia de dividir para conquistar (vide marxismo). Eles são contra os valores tradicionais da sociedade, contra valores religiosos cristãos que é crença da maioria dos brasileiros.

A oposição é contra polícia que é generalizada e taxada como agressora, corrupta e incompetente. A oposição defende políticas a favor de bandidos, que são taxados como vítimas da sociedade; são a favor de políticas de desencarceramento, diminuição de pena, audiências de custódia para liberar bandidos até mesmo no ato da prisão, é o “prende e solta”. A oposição é a favor de políticas de desarmamento da população, só bandidos podem andar armados, o cidadão não tem o direito de defesa da sua própria vida ou de defesa da sua família.

A oposição é a favor da censura da mídia e da internet, contra a liberdade de expressão, através do marco civil da internet e propostas de campanha que incluíam regulação da mídia.

A oposição não respeita o direito de propriedade privada (vide MST e MTST). A oposição é contra o capitalismo a favor do comunismo e socialismo; eles são contra o livre comércio. Eles são inimigos dos Estados Unidos e amigos de ditaduras esquerdistas como Cuba e Venezuela; são parceiros políticos dessas ditaduras e tem esses países, de quinta categoria, como referência para reproduzirem suas políticas no Brasil.

Enfim, existem muitas outras coisas que poderiam ser ditas e o texto ficaria ainda maior, mas basta dizer que Bolsonaro tem uma ideologia política totalmente contrária a toda essa patifaria, sendo que ele veio para acabar com a festa dessa corja, por isso que eles estão tão empenhados em destruir Bolsonaro a todo custo para voltar ao poder.

Eles são capazes de falar e de fazer qualquer coisa para alcançar seus objetivos mesquinhos na tentativa de voltar ao poder.

Nunca se esqueça dos ideais políticos que Bolsonaro representa, e não caia na lábia da oposição que vai falar e fazer de tudo para destruir a imagem do nosso presidente eleito democraticamente.

Eles perderam as eleições, e agora estão tentando virar o jogo. Então, não entre no jogo deles. E por mais que Bolsonaro erre, porque ele é humano e falho como qualquer outra pessoa, por mais que ele erre feio, muito feio mesmo, não entre no jogo deles. Na pior das hipóteses se Bolsonaro for tudo de ruim que eles dizem, mesmo assim seria menos pior do que todas essas ideologias nefastas que eles defendem e que tem destruído nossa nação.

Lembre-se que tudo é importante, porém o mais importante no final das contas é a ideologia política que cada candidato defende. Uma ideologia política ruim pode tirar seu direito a liberdade de expressão, pode tirar seu direito de defesa da própria vida, pode até mesmo tirar a sua vida ou a vida de outros inocentes. Uma ideologia política ruim pode te alienar, te escravizar, pode tirar suas posses, tirar sua saúde, pode destruir a educação, a inocência e o futuro dos seus filhos, pode perseguir sua fé, seus ideais e sua liberdade de ir e vir. Uma ideologia política ruim pode fazer tudo isso e muito mais, por isso antes de cair na lábia da oposição e pensar em abandonar Bolsonaro, não se esqueça que outro vai ter que ocupar o lugar dele, e quem será? Pode ter certeza que os mesmos que lhe enganaram e lhe colocaram contra Bolsonaro, vão estar prontos para voltar ao poder, e dessa vez com ódio e sede de vingança para nunca mais sair do poder.

Nunca se deixe enganar por eles, as consequências podem ser muito graves. Vamos permanecer sóbrios, analisar as coisas com calma; então, não se deixar levar pelas emoções e pelos enganos, precisamos permanecer atentos e conscientes. Está dado o recado. Que Deus abençoe a todos!

Lembrando que essa mensagem é somente para os eleitores de Bolsonaro. Portanto, não dê espaço para que a oposição, mais uma vez, se aproveite para vomitar suas difamações e discursos de ódio aqui também. Dessa vez não entre em debates vãos.

Pelo bem do nosso país, marque pelo menos cinco amigos que vão ler esse texto. Repassem essa mensagem, divulguem nas redes sociais.

BRENO LINTZ, promotor de Uberlândia, MG

 

20 de maio de 2018 / carlostrapp

Os valores e princípios cristãos imprescindíveis para o sucesso de uma nação

Neste ano, estamos diante de uma eleição para presidente, senadores, governador, deputados federais e estaduais, fato que nos leva a pensar em melhorias para o nosso país, afetado pelos mais variados problemas. E para visualizar isto, cito um texto extraído do site do Fórum Evangélico Nacional Social e Político (Fenasp), que trata de valores e princípios necessários para o desenvolvimento de um país, e fazer um breve comentário após. Eis o texto:

“Há cerca de oito anos, o mundo recebeu a notícia que, o sucesso ou fracasso das nações, não dependia de suas economias ou recursos naturais, mas sim de suas instituições. Essa informação foi a conclusão de uma profunda pesquisa feita através da história comparada das nações, por Douglas North, dos Estados Unidos, que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Economia.

‘Instituições’, segundo North, não se resumem apenas às estruturas jurídicas-legais ou aos sistemas de governos, mas sim aos seus valores, crenças e culturas consensualmente aceitas pela sociedade. É aí que nós entramos.

Como se forma o conjunto de princípios que constituem esta ‘cultura’ de valores? Quem lhes dá forma? De onde vem o ‘jeito’ de viver, de se comprometer, de acreditar em si e nos outros? São forças quase invisíveis que compõem esse quadro, até há pouco tido como inofensivo e sem valor substancial à nação.

A chamada cultura popular é sim a base de desenvolvimento de um país, pois nela se sustentam as demais relações da vida, como mostra North.

Na entrevista dada à revista Veja, ele menciona acreditar serem essas as bases para o desenvolvimento dos países nórdicos, chamados de ‘Ética protestante’.

É nesta seara, nos meandros da sociedade, que trabalham todos os dias, semanas, meses e anos, um exército de pastores, líderes e igrejas em todas as camadas sociais do país. Dos mais ricos bairros a mais carente favela brasileira e até mesmo, nas penitenciárias e casas de detenções.

O quadro desenhado por North a respeito do ambiente necessário ao sucesso de um povo, é no mínimo intrigante e coincide com a interpretação que damos à vida e ao evangelho para o homem comum.

Segundo North, ‘Instituições positivas’ são traduzidas por confiança mútua, ética no trabalho, senso comunitário, valorização social do mérito e do esforço individual, cumprimento dos compromissos. São, por ele, enumeradas como valores que levam um povo à maturidade, ao progresso e à prosperidade.

‘Instituições negativas’ como desconfiança do próximo, valorização do mínimo esforço, esperteza, malícia, a cultura do ‘levar vantagem em tudo’, cobiça da propriedade alheia, falta de compromisso com a palavra dada e contratos, levam à desagregação, aos conflitos sociais permanentes, de onde nascem à corrupção generalizada e o desinteresse ao empreendimento, tanto individual como coletivo.

As verdades do evangelho são mais atuais e necessárias que se podia imaginar. Vemos que a igreja hoje é fundamental e imprescindível em qualquer sociedade, por ser a agência que deve, prioritariamente, propagar e difundir tais valores.

Sem Deus o homem está sem rumo, sem destino, sem referencial, sem valores. É a instituição negativa onde cada um tenta sobreviver por si próprio, tirar vantagem de tudo e de todos. Parece que vivemos este filme aqui no Brasil. Infelizmente!”

O texto nos fala que a igreja cristã tem um papel importante na difusão de valores dos quais a sociedade não pode abrir mão, caso queira se desenvolver. E aí entram alguns questionamentos: Será que a igreja está cumprindo esse papel, ou está se preocupando apenas com os seus membros? A igreja está preocupada em ser a “consciência da sociedade”, ou ela está praticamente alienada do que acontece além das quatro paredes? Será que a igreja está instruindo os membros a serem bons cidadãos? Será que se ora constantemente pelas autoridades constituídas?

Deixo estas perguntas para que analisemos nossa atuação na sociedade, para ver se estamos cumprindo o nosso dever para que os princípios e valores supracitados sejam inculcados em nossa sociedade, e para que alcancemos mais desenvolvimento e tranquilidade em nosso querido Brasil.

Para finalizar, chamo a atenção para as eleições deste ano, solicitando aos eleitores para que sejamos criteriosos, a fim de eleger candidatos comprometidos com os princípios esposados pela Bíblia.

Pr. Carlos Trapp

25 de agosto de 2017 / carlostrapp

Eu e a Globo

Eu, como me costumo identificar, sou pastor batista e jornalista. Também digo que nasci no RS e resido em Campo Grande, desde 1991, e sou casado com Simone Nogueira de Moraes Trapp. Já a Globo (estou falando da TV aberta, pois não tenho TV a cabo) é a maior emissora de televisão do Brasil.

Costumo assistir os telejornais da Globo, na medida do possível. Mas também procuro observar sua programação, embora superficialmente.

As novelas eu não assisto, mas pela propaganda que se faz delas já consigo ter uma noção de que são carregadas de intrigas, traições, conflitos, enganos, e assim por diante. Diz-se que as mesmas retratam a realidade brasileira. Confesso que em nosso país há muitos problemas, mas também há famílias bem estruturadas, cristãs, com as quais, nem de longe, as novelas se identificam.

A Globo poderia aproveitar as novelas para serem um referencial aos brasileiros, em questão de apresentar famílias ordeiras, com filhos bem educados; com os pais, cada um cumprindo o seu papel, com o homem sendo o provedor do lar e a mulher a Rainha do Lar. E repito: com filhos bem educados, nutridos e instruídos, pois esta é a maior contribuição que os pais podem dar à sociedade.

Outro fato que chama a atenção nessa emissora de TV é a sua postura em relação aos evangélicos. Outras emissoras (canais abertos), de madrugada, apresentam programas cristãos, mas a Globo, não.

No campo político, a Globo, às vezes de forma velada, em outra situação, de modo mais explícito, demonstra sua preferência. No caso da política americana, em relação à última eleição presidencial, demonstrou sua clara preferência pela Hillary Clinton, do partido Democrata, que é o PT norte-americano. Essa preferência continua com as contínuas críticas ao presidente Donald J. Trump.

Mais um detalhe, um tanto quanto sutil, é que várias apresentadoras dos telejornais estão usando, ultimamente, roupas mais decotadas. Isso traz um questionamento em relação à próxima “ousadia” da emissora.

Como há a possibilidade de a gente interagir através do WhatsApp, mandei uma mensagem hoje cedo (dia 23 de agosto) falando que a emissora não dá espaço a um religioso (padre ou pastor) para opinar em situações como stress (o assunto no Bom dia, MS era esse).

Também sugeri que em caso de conflitos entre casais não há necessidade de logo se partir para uma demanda, uma denúncia, mas a busca de solução de conflitos, e isso também com o contato com um religioso. Mas também não deram atenção para isso, quando estavam tratando da Lei Maria da Penha!

Como podem ver, eu e a Globo temos nossas divergências. E o que eu quero deixar para o leitor é que devemos ver o mundo ao nosso redor com olhos críticos e reagir em relação ao que está errado e propor o que é certo, destacando que a imprensa tem uma influência muito grande na sociedade!

Eu e a Globo: Pouco a ver!

Carlos Osmar Trapp, pastor batista (OPBB/3650) e jornalista (DRT/MS, 928).

12 de setembro de 2022 / carlostrapp

Lista dos que assinaram a Carta à Igreja Brasileira

  • Alan Rennê Alexandrino Lima, pastor da IP do Cruzeiro do Anil, em São Luís/MA.
    – Allen Porto, pastor na Primeira IP de Barretos/SP.
    – Augustus Nicodemus, pastor auxiliar na Primeira IP do Recife/PE.
    – Cleyton Gadelha, pastor titular da IB de Parquelândia e diretor executivo da Escola Teológica Charles Spurgeon (Fortaleza/CE).
    – Davi Charles Gomes, pastor da IP Paulistana e diretor internacional da Fraternidade Reformada Mundial.
    – Emílio Garofalo, pastor da IP Semear (Brasília/DF).
    – Euder Faber, pastor da Igreja O Brasil para Cristo e presidente da Visão Nacional para a Consciência Cristã.
    – Fabio Santos, pastor da IB Betel de Mesquita/RJ.
    – Filipe Costa Fontes, pastor auxiliar da IP de Santo Amaro/SP.
    – Fernando Angelim, pastor da IB Reformada de Belém (Belém/PA).
    – Franklin Ferreira, pastor da Igreja da Trindade, diretor-geral do Seminário Martin Bucer (ambos em São José dos Campos/SP) e presidente do Conselho da Coalizão pelo Evangelho.
    – Héber Campos Jr., pastor da IP do Parque das Nações (Santo André/SP), docente no Centro Presbiteriano de Pós -Graduação Andrew Jumper e do Seminário Presbiteriano José Manoel da Conceição.
    – Hélder Cardin, chanceler das escolas teológicas Palavra da Vida Brasil, e professor pesquisador no Seminário Bíblico Palavra da Vida.
    – Jonas Madureira, pastor da IBa da Palavra (São Paulo/SP), professor no Seminário Martin Bucer e vice-presidente da Coalizão pelo Evangelho.
    – Judiclay Santos, pastor da IB do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, e diretor da Pro Nobis Editora.
    Leonardo Sahium, pastor da IP da Gávea (Rio de Janeiro/RJ) e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.
    – Luiz Sayão, pastor da IB Nações Unidas (São Paulo/SP) e diretor da Faculdade Batista de São Paulo.
    – Mauricio Andrade, pastor da PIB Bíblica do Rio de Janeiro, Professor do Seminário Martin Bucer e Conselheiro do Ministério Fiel.
    – Mauro Meister, pastor da Igreja Presbiteriana – Barra Funda (São Paulo/SP).
    – Paulo Valle, pastor da IB do Redentor (Volta Redonda/RJ).
    – Renato Vargens, pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança (Niterói/RJ), escritor e conferencista.
    – Rodrigo Majewski, presbítero na Assembleia de Deus em Porto Alegre/RS, Congregação Jardim Botânico.
    – Sillas Campos, pastor da IB Central de Campinas/SP e presidente do Ministério Fiel.
    – Solano Portela, presbítero da IPB, servindo na IP de Santo Amaro (São Paulo, SP), e docente no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper e no Seminário Teológico José Manoel da Conceição.
    – Tiago Santos, um dos pastores da IB da Graça (São José dos Campos/SP), diretor do programa de estudos avançados no Seminário Martin Bucer e diretor executivo na Editora Fiel.
    – Valdeci Santos, pastor da IP do Campo Belo (São Paulo, SP) e professor e vice-diretor do Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper.
    – Valter Reggiani, pastor da IB Reformada de São Paulo/SP.
    – Vinicius Musselman Pimentel, um dos pastores da IB da Graça (São José dos Campos/SP), fundador do Voltemos ao Evangelho e supervisor editorial do Ministério Fiel.
    – Wilson Porte Jr., pastor da IB Liberdade (Araraquara/SP) e presidente do conselho administrativo e professor do Seminário Martin Bucer.

Com a colaboração de Warton Hertz, membro da IPB

Nota:
IP: Igreja Presbiteriana
IPB: Igreja Presbiteriana do Brasil
IB: Igreja Batista

7 de junho de 2022 / carlostrapp

Maio, mês importante com datas relevantes

Estamos no mês de maio. Primeiro, ele é considerado o Mês da Família. Nele, também comemoramos o Dia da Mães, e daqui a pouco, quero destacar isso.
Também é tido como Maio Amarelo, para incentivar os motoristas a terem o máximo de cuidado no trânsito para preservar a vida dos motorista e demais pessoas que circular nas ruas e nas rodovias.
No dia 01, tem destaque para o Dia do Trabalho, onde melhorias nas condições de trabalho, geralmente, são enfatizadas. Esse ano também foi marcado por manifestações em relação à liberdade de expressão.
Também temos a Lei Áurea, onde lembramos a Abolição da Escravatura, um fato que manchou nossa história, ou seja, a escravatura.
Nesse campo, quero lembrar de um fato importante que aconteceu nos Estados Unidos, ou seja, escravos em contato com o evangelho, se converteram e voltaram para o seu país de origem para pregar o evangelho aos seus patrícios.
No quarto domingo de maio também é comemorado o Dia da Comunicação Batista, onde são lembrados os meios de comunicação e a sua importância.
Mas eu falei que iria abordar o Dia das Mães. Quero fazê-lo mediante um texto extraído da revista Mensageiro Luterano (ML) de maio, escrito pela jornalista Daiane Bauer Kühl, de Curitiba, cujo teor é o seguinte:
“Na Bíblia há muitos modelos de mães corajosas, fiéis, humildes, guerreiras. Podemos apresentá-las como exemplos de milagres de Deus para mães de hoje que passam por situações difíceis. Mulheres atuais que se identificam com mulheres da Bíblia, que confiam que Deus podia fazer o impossível a olhos humanos.
Ana sofreu, chorou e orou incessantemente a Deus. Foi temente e confiou que o Senhor faria um milagre em sua vida, dando-lhe o filho que tanto queria. Recebeu o filho tão amado e o dedicou a Deus.
Joquebede foi corajosa, escondendo o filho recém-nascido e depois colocando-o em um cesto no rio para que se salvasse. Foi abençoada, podendo ainda cuidar do próprio filho que havia sido achado pela filha do Faraó.
E Eva, a primeira mãe, a mãe de primeira viagem, que não tinha exemplo de mãe para seguir? Talvez tenha tido dificuldades típicas de alguém que faz algo pela primeira vez e não tem em quem se basear. Instinto materno? Talvez! Mas contou, claro, com a ajuda do próprio Deus, o autor da vida, para exercer seu papel de mãe.
Talvez você conheça histórias que sejam de fato grandes milagres de Deus. Histórias de pessoas que passaram e passam por muitas dificuldades e que louvam a Deus por cada momento. Histórias de superação, talvez. Histórias de garra, de força, de coragem e, acima de tudo, de muito amor e fé.
Conversamos com algumas mulheres que têm histórias incríveis para contar. Acompanhe e louve a Deus conosco pela vida delas e de tantas outras mães com milagres para contar.”
Lembro que essas histórias das quais a jornalista fala estão relatadas no ML.
Ainda ligado às mães quero destacar que estão fazendo de tudo para tirar as mães do lar, ficando os filhos, geralmente, entregues a si mesmos, e assim começam os problemas na campo da instrução, culminando na agressão às mulheres, também levando a uma vida desregrada, que tem seus efeitos no trânsito e nos demais relacionamentos.
Então, vamos zelar para que, preferencialmente, as mães cuidem do lar, na educação dos filhos, e assim teremos a grande possibilidade de uma vida abundante.
Creio que esta é a vontade de Deus e por isso meu empenho nesse sentido (Tt 2.3-5).
Pr. Carlos Trapp

12 de maio de 2022 / carlostrapp

Abril, mês da Escola Bíblica Dominical

Quero contar um pouco da minha experiência com a Escola Bíblica Dominical (EBD).
Quando ainda era membro de uma igreja luterana, não tive nem uma experiência com a EBD. Isso só aconteceu quando eu tinha 28 anos de idade, e comecei a frequentar uma igreja batista, no Extremo Oeste Paranaense.
Lembro que, aos domingos, antes do culto, havia diversas classes para os que participavam das atividades da igreja. Eu ganhei uma revista e a estudava avidamente. Na classe, certa vez, o professor chamou a minha atenção porque a participação era exagerada.
Também lembro que na revista havia um encarte para a gente assinar o Jornal Batista, que era um semanário, que eu assinei e lia com prazer. Inclusive, o Diretor do Jornal, à época, pastor José dos Reis Pereira, dizia que “se a igreja tem 80 membros, ela deveria ter 160 alunos matriculados na EBD”.
Quando estudei no Seminário Batista de Dourados, MS, sempre tive algum vínculo com a EBD, como aluno ou professor.
Esse investimento que as igrejas fazem na Educação Religiosa é de grande importância. O triste é que algumas igrejas estão abandonando o salutar hábito da instrução bíblica através das classes de EBD. Alguns podem argumentar que tem outras formas de instruir os membros. Isso é verdade, mas cabe ver se tem a mesma eficácia.
Outro detalhe que observo é que algumas igrejas tem EBD às 17h30 e culto às 18h30. Penso que isso dificulta um pouco a inserção de novas pessoas nas atividades, por se tornarem mais extensas.
Nós, da Igreja Batista Nova Jerusalém, temos o tradicional sistema de EBD pela manhã, às 09h, e culto às 18h, Entendo que isso facilita a participação do seu convidado para as atividades, tanto na parte da manhã, como no culto da tarde.
Há igrejas que preferem não ter atividades aos domingos pela manhã. Alguns argumentam até que há os que desejam dormir nesse período. Com isso, lembro de um artigo que já publiquei no jornal falando de bons hábitos, pois se vou dormir num horário adequado aos sábados (máximo 23h), consigo levantar cedo aos domingos, estando descansado.
Os alunos também já não tem aulas aos sábados, onde podem descansar e estarem livres e interessados na EBD.
Quero destacar ainda o apóstolo Paulo, que durante dois anos, diariamente, ficou dando a oportunidade aos habitantes da Ásia para que ouvissem a Palavra de Deus, na escola de Tirano (At 19.9,10). Era uma espécie de Escola Bíblica Diária.
Essa atividade do apóstolo Paulo, trouxe grandes benefícios, levando muitos à conversão, ou seja, a uma mudança de vida, que podemos notar no relato contido em Atos 19.17-20.
Em nossa igreja, antes da pandemia, tínhamos EBD, que foi interrompida pela doença. Mas em fevereiro retomamos a atividade. Queremos que a mesma seja instrumento de salvação e de edificação.
Se na sua igreja não tem EBD, veja a possibilidade de organizar uma, visando alcançar todas a faixas etárias.
Procure material didático adequado, em conformidade com o que sua igreja crê.
Já citei o apóstolo Paulo, quanto às suas atividades de ensino e ainda destaco frutos do ensino bíblico, que os próprios pais podem providenciar, conforme o apóstolo relata em 2Timóteo 1.5 e em 2Timóteo 3.14,15, que dizem: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendestes e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste. E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação em Cristo Jesus”.
Viva a EBD!

Pr. Carlos Trapp

6 de maio de 2022 / carlostrapp

Seleção, treinamento e envio depessoas para o campo missionário

O que você como pastor, líder faz quando um membro da igreja te procura pedindo ajuda e orientação para ir para o campo missionário? Seja dentro ou fora do Brasil. Uma vez que você é responsável por isso e a sua decisão fará toda a diferença na vida dessa pessoa agora e para o resto da sua caminhada, penso que vale a pena entender como isso pode ser feito de maneira responsável e eficiente.
Existe algum texto bíblico que nos ajuda a entender o princípio bíblico para a seleção? (At 13:1-4). A liderança deve buscar o Senhor com jejum e oração (v. 2; A liderança precisa ser sensível a voz do Espírito Santo (v. 2); A liderança deve oferecer o melhor para missões (v. 2). A Igreja de Antioquia enviou o seu melhor. O que eu escuto geralmente é que o melhor precisa ficar aqui e ajudar a fortalecer ainda mais a nossa comunidade local. Meu amado isso é um grande pecado!
Segunda coisa que preciso observar é que todo e qualquer candidato ao campo missionário precisa demons-trar essas marcas de maneira muito clara: 1. Demonstrar convicção de ser salvo; 2. Precisa apresentar constante crescimento na vida cristã; 3. Deve ter um caráter aprovado; 4. Deve ter convicção de chamado; 5. Deve ter um espírito disposto a aprender; 6. Deve ser submisso à liderança; 7. Deve ter o reconhecimento da igreja; 8. Deve ter a unção do Espírito Santo; 9. Deve ter autoridade espiritual; e 10. Deve ter as qualidades bíblicas para o ministério. Se você como líder tem dúvidas, ainda não é hora de aprovar e enviar. Precisa ter convicção que é a pessoa certa e que está em obediência a Deus.
Terceiro, como deve ser o processo de seleção? No nosso caso, já fazemos isso há 22 anos e tem dado certo. Aí vai o que e como fazemos.

  1. Entrevista com o mi-nistro de missões. Aqui a pessoa precisa conhecer as regras do jogo. Isto é: quais são os passos a serem dados? O que preciso fazer para chegar ao campo missionário;
  2. Elaboração do projeto de 5 anos. Esse projeto precisa falar: Vai para onde? Vai fazer o que? De que maneira vai fazer? Que resultados se espera nos próximos 5 anos de trabalho? Quanto isso vai custar?;
  3. Apresentação do candidato ao Conselho Missionário. O Conselho tem o poder de decisão para aprovar, vetar e orientar no encaminhamento. Isso dependerá da seleção, do treinamento, campo de atuação, apresentação do projeto, verbas disponíveis e outras séries de fatores que venham contribuir para o bom andamento da expansão da obra missionária; Bateria de Testes psicológicos. Cada candidato será submetido a uma bateria de testes por um profissional, com o objetivo de auferir ao candidato o credenciamento no processo de preparação para o campo missionário. Essa bateria de testes deverá acontecer no máximo no último ano de preparação do candidato;
  4. Agência Missionária definida. Uma vez aprovado pelas etapas anteriores, o candidato é encaminhado a entrar em contato com a agência missionária necessária e mais conveniente para realizar a parceria com a igreja; Quando o candidato fecha com uma agência missionária está muito perto de ir para o campo missionário. Falta pouco agora.
  5. Adoção de PGM (Pe-quenos Grupos Multiplicadores). Todo missionário(a) precisar ser adotado por pelo menos um PGM. Que irá orar por ele(a), oferecer cobertura espiritual, manter uma boa comunicação, divulgará nos PGMs as informações necessárias do bom andamento do trabalho missionário no campo, bem como apoiará na eventual visita à cidade quando da sua visita ou mesmo do seu retorno;
  6. Culto de envio. Essa é a última etapa antes do candidato partir para o campo missionário. Será fundamental para igreja que o candidato seja apresentado, que haja um momento para apresentação de um clip do candidato e sua família compartilhando sobre suas etapas ou trajetória vivenciada na igreja local, um momento de intercessão por ele(s), a bênção dos membros do PGM e da igreja.

Como podemos treinar melhor nossos candidatos ao campo? Jesus treinou seus discípulos (Mc 1.17). Paulo treinou seus companheiros (At 15:40; 16:1-3; 18:18; 20:4; 21:16). Precisamos cuidar muito bem das seguintes áreas: 1. Espiritual (Formação de caráter, família, aconselhamento e mordomia, vida devocional, como trata com o pecado e as tentações etc.); 2. Teológica (precisam ter um curso teológico reconhecido pela Abibet); 3. Missiológico (Teologia Bíblica de Missões, História das Missões, Contextualização, Costumes, Culturas e Religiões e Antropologia); 4. Ministerial (descobrir seus dons e talentos e colocá-los em práticas primeiramente aqui na igreja local, com o propósito de obter o reconhecimento.
É muito importante observar: história pregressa, família origem, relações interpessoais, relações matrimoniais, filhos, motivação, como lida com tensões, administração do tempo, administração das finanças, situação jurídica e legal, situação sentimental); 5. Treinamento Complementar (isso depende do local que irá – enfermagem, primeiros socorros, sobrevivência, linguística, língua, economia, mecânica etc.).
Você já percebeu que ir para o campo missionário não pode ser uma aventura, um passeio, uma fuga, ou seja, lá o que se passa na mente de uma pessoa. Mas a responsabilidade e o privilégio da obediência a Cristo Jesus. Por isso, precisamos fazer o melhor ao nosso alcance.

Pr. Djalma Prazeres de Jesus Albuquerque

15 de março de 2022 / carlostrapp

Os cristãos e a “necessidade” de engajamento político

Numa campanha política é comum ouvir evangélicos dizendo: “não estou tão interessado em política” ou “a política não é a minha praia”. 

Essas observações são muitas vezes proferidas com um verniz de piedade, implicando que o engajamento político é inerentemente corrompido, ocupando uma arena imprópria para os que levam o evangelho a sério. Para aqueles inundados com anúncios de televisão, ligações robóticas, correspondências de campanha e o tom geral negativo da política, essa pode ser uma posição tentadora a ser adotada. No entanto, não é uma posição que os cristãos que amam o evangelho possam ou devam aceitar como congruente com as Escrituras. 

Aqui estão quatro razões pelas quais os cristãos devem se engajar com a política:

 1. A cosmovisão cristã fala a todas as áreas da vida: uma objeção frequentemente levantada contra o envolvimento cristão com a política é que qualquer coisa além de pregação e ensino da Bíblia é uma distração da missão da igreja. No entanto, esta é uma compreensão limitada do Reino de Deus e contrária às Escrituras. A cosmovisão cristã fornece uma compreensão abrangente da realidade. Fala a todas as áreas da vida, incluindo o engajamento político. No AT, José e Daniel serviram no governo civil, exercendo influência em suas nações. No NT, Jesus engajou-se cuidando das necessidades espirituais e físicas das pessoas. Alimentar os famintos e curar as doenças eram um desdobramento de sua mensagem reconciliatória. Paulo também defende essa abordagem: “Enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos” (Gl 6.10). Engajar-se em “boas obras” (Ef 2.10) deve incluir a participação na política devido ao papel legítimo e significativo do governo. 

2. A política é inevitável:  como “peregrinos e exilados” (1Pe 2.11), pode ser tentador para os cristãos adotar uma mentalidade de que os sistemas de governo terrenos são irrelevantes para a tarefa de promover o evangelho. Mas pergunte a um pastor de uma igreja clandestina ou a um missionário tentando acessar um país fechado se a política é inconsequente. Liberdade religiosa, passaportes e vistos não são luxos desnecessários, mas muitas vezes são vitais para pastores e missionários que procuram pregar e ensinar o evangelho. Como a política tem implicações no mundo real para o evangelismo, missões e pregação, os cristãos devem se envolver no processo político alavancando sua autoridade legítima, defendendo leis e políticas que contribuam para o florescimento humano. 

3. Precisamos amar o próximo: quando questionado pelas autoridades religiosas sobre a Lei, Jesus explicou que amar a Deus de coração, alma e mente era o maior mandamento (Mt 22.37). Acrescentou ainda que a segunda prioridade era: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.39). Quando perguntado sobre as qualificações do “próximo”, Jesus contou a parábola do Samaritano (Lc 10.25-37), indicando que, independentemente de raça, origem, status social ou ocupação, o amor ao próximo é devido. Cumprir o mandato bíblico de amar o próximo e cuidar do “menor destes” deve ser uma prioridade para todo crente. Um bom governo e leis não são fatores desprezíveis na prosperidade e liberdade de uma sociedade. Por exemplo, a maioria dos norte-coreanos é mantida em escravidão econômica por forças políticas corruptas, enquanto na Coreia do Sul os cidadãos recebem liberdade e um sistema que incentiva a prosperidade. O povo da Coreia do Norte precisa de mais do que despensas de alimentos e hospitais; eles precisam de liderança política e políticas que reconheçam os direitos humanos. A obediência à regra de ouro inclui buscar leis que protejam os nascituros, fortaleçam casamentos e famílias, defendam os vulneráveis e ofereçam oportunidades para o florescimento. A política é um meio de efetuar grandes mudanças e deve ser engajada por cristãos que amam o próximo. 

4. O governo restringe o mal e promove o bem:  o governo deriva sua autoridade de Deus para promover o bem e restringir o mal (Rm 13.1-7). Paulo também exorta que as orações sejam feitas “pelos reis e todos os que estão em posições elevadas, para que possamos levar uma vida pacífica e tranquila” (1Tm 2.1-2), pois entendia a necessidade da participação cristã no governo. O bom governo encoraja um ambiente propício para as pessoas viverem pacificamente, enquanto o mau governo fomenta a inquietação e a instabilidade. Na verdade, o Cristianismo mudou o mundo, através da influência cristã no governo. Exemplos incluem a proibição do infanticídio, do abandono de crianças, da prática de sacrifício humano, além de banir a pedofilia e a poligamia e proibir a queima de viúvas na Índia.

Lierte Soares – é vice-presidente da Baptist Convention Of New England e missionário plantador de igrejas na Nova Inglaterra / EUA, desde 2014. Pastoreia uma igreja em Vermont e está plantando uma igreja multicultural em Boston.

Extraído do Batista Pioneiro, março/abril/2022

2 de março de 2022 / carlostrapp

Reflexões em torno da Covid-19

De início, quero lembrar aos leitores que as reflexões são minhas, mas as decisões em torno do assunto são minhas e as decisões são dos leitores. Quero fornecer alguns subsídios para uma decisão mais adequada.
Essa pandemia já campeia em nosso meio desde o início do ano de 2020.
Diversas pessoas tem morrido por causa de complicações advindas da doença, que vão desde medo, falta de medicação adequada, entre outras questões.
Quero abordar alguns assuntos para nossa meditação:

  1. Medicamentos:
    Sabe-se que diversos setores da sociedade, principalmente, encontrados na mídia, tem combatido os remédios que visam o tratamento preventivo e precoce.
    Vamos analisar isso um pouco: Por que será que isso acontece? Veja os custos das vacinas, que chamo de experimentos: São elevadíssimos dando lucros exorbitantes aos grandes laboratórios. Em contrapartida os remédios que citei, são baratos e facilmente acessíveis.
    Quanto à eficácia, principal argumento para sua rejeição, é dito que não são eficazes em relação à Covid-19. Mas eu sou testemunha de que os remédios funcionam, pois os que tomaram os mesmos, nem sequer foram internados em hospital.
  2. Experimentos:
    Agora, ainda falando em eficácia, fico bastante receoso com os experimentos que estão fazendo, já estando na quarta dose, em alguns casos. Até aonde será que vai, pois as pessoas continuam se infectando? E os laboratórios continuam ganhando rios de dinheiro!
    Os experimentos com crianças foram desaconselhados por um médico experiente e sério. E num outro país, laboratórios já solicitaram a permissão usar esses experimentos em crianças de alguns meses a cinco anos de idade. Já imaginaram a fonte de renda que é isso?
    Outro detalhe quanto aos experimentos é temos que ver são a pressa com que esse material foi fabricado, sendo que, geralmente, vacinas levam anos para serem fabricadas, testadas e aprovadas.
    Por esse e outros motivos tenho minhas reservas quanto a esses procedimentos.
  3. A mídia e políticos
    A que mais tem combatidos, como já falei, é a mídia dizendo que o tratamento preventivo e precoce não é eficaz. Podemos imaginar por quais motivos o fazem. Há setores que com isso querem atingir a economia e, consequentemente, o governo federal. Também é possível que queiram beneficiar os grandes laboratórios e ganhar algum benefício em troca. Enfim, é bem provável que haja intenções sinistras por trás das ações.
    Já alguns políticos são movidos simplesmente por serem da oposição e procuram com suas ações atingir o governo federal.
  4. Máscaras
    Há cerca de três meses, estavam discutindo a suspensão de uso de máscaras ao ar livre, mas decidiram pela sua permanência, porém houve o recrudescimento da pandemia, dando a impressão que a decisão teve um efeito nocivo.
    Tenho lutado para que não haja da parte do poder público a exigência de uso de máscara ao ar livre, pois é desnecessário, porque não se tem contato com o outro e se tiver pode ser observado o distanciamento.
    Vamos analisar isso um pouco mais: Já pensou uma pessoa sair de casa para passeaar com seu animal de estimação com máscara? Fazer sua caminhada de máscara? Andar de bicicleta de máscara?
    Por que sou contra o uso de máscaras quando não é necessário? Porque respiramos gás carbônico, pois inspiramos oxigênio e expiramos gás carbônico, que é inspirado novamente ao seu usar máscara.
    Então, quando não é necessário, deve se evitar o uso de máscaras.
  5. Protagonismo
    A sociedade civil deve se posicionar quanto a essas questões e não ser subserviente quando se pede algo errado.
    Já tenho ouvido muitas vezes que devemos ouvir as autoridades, e eu concordo, desde que estejam certas.
    E é preciso acrescentar aqui que autoridade somente é a que pede algo certo, pois ao se impor algo errado, perde-se a autoridade. Por exemplo, se um pai pede algo errado ao filho, este não deve obedecer, pois o que o pai pediu está errado, perdendo, assim, a autoridade.
    Então, a sociedade civil deve ser protagonista do que é certo, mostrando até para as autoridades aquilo que é correto, e não obedecendo se pedir algo errado.
  6. Cuidado
    Como viram, fiz meus questionamentos, mas isso não significa que não me cuido, pois tomo dois antivirais: ivermectina e tenofovir. Estou pronto para me submeter ao tratamento precoce, se porventura for acometido pela Covid-19.
    Outros detalhes que procuro observar são: a boa alimentação; mobilidade, pois ando de bicicleta ou faço caminhada todos os dias, praticamente. Isso, além do exercício físico, ajudar na exposição ao sol, que é salutar.
    Também procuro observar Provérbios 18.14, que diz que “O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido, quem o pode suportar”. O medo é altamente nocivo, devendo ser evitado a todo o custo!
    Além disso, procuro observar o distanciamento e lavar as mãos com água a sabão.
    Tire suas conclusões!
    Pr. Carlos Trapp
18 de janeiro de 2022 / carlostrapp

Datas importantes

Temos, no mínimo, três datas importantes em dezembro. A primeira é o Dia da Família, comemorado no dia 08 de dezembro; a segunda, é o Dia da Bíblia, que sempre é comemorado no segundo domingo de dezembro (estou escrevendo o Editorial nesse dia). A terceira data importante é o Natal, o nascimento de Jesus.
Na edição passada, já escrevi um pouco sobre o Natal, mas cabe dizer mais sobre essa data tão significativa.

Mas eu quero ir, em ordem cronológica, começando pelo Dia da Família.
Segundo o site calendarr.com “A data tem como objetivo homenagear a família, bem como lembrar a sua importância.
Família significa relação afetiva entre as pessoas que tenham ou não laços sanguíneos, um conceito que se baseia no amor, na ajuda mútua, na partilha, e que promove a formação de valores em cada um de nós.
Como elemento fundamental, é importante ser celebrada e homenageada. Assim, o Dia Nacional da Família foi instituído pelo Decreto nº 52.748, de 24 de outubro de 1963.
Além de ser comemorada nesta data, a instituição familiar é comemorada em mais duas ocasiões distintas:

  1. 24 de abril: dia nacional da família na escola;
  2. 15 de maio: dia internacional da família”.
    A família é a base da sociedade. Em tempos idos, tudo acontecia na família, tanto o trabalho, a educação e a formação de novos lares.

O Dia da Bíblia, como já foi dito, sempre acontece no segundo domingo de dezembro.
Segundo relata o site batistasmineiros.org.br “O Dia da Bíblia surgiu em 1549, quando um bispo chamado Cramner, que vivia na Grã-Bretanha, incluiu no livro de orações do rei Eduardo VI, um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do livro Sagrado.
A data escolhida foi o segundo domingo do advento. (O Advento é celebrado nos quatro domingos que antecedem ao Natal). Foi assim que o segundo domingo de dezembro se tornou o Dia da Bíblia.
No Brasil, a data começou a ser celebrada em 1850, com a chegada dos primeiros missionários evangélicos vindos da Europa e dos Estados Unidos.
Uma canção infantil traz em sua letra uma grande verdade: “Sei que a Bíblia é a Palavra de Deus, a regra de conduta é fé, a Palavra de Deus a Bíblia é.” Que a Bíblia seja a cada dia nossa regra de conduta e fé.
Que este dia memorável seja para nós um marco de conscientização para priorizarmos a leitura, o estudo e a aplicação ativa dos ensinos bíblicos em nosso cotidiano, de maneira que, ao manejarmos bem esta Palavra, sejamos forjados em nosso caráter para experimentarmos a vida em abundância em Cristo Jesus”.
Acrescento que é importante destacar a aqui o relevante serviço das Sociedades Bíblicas na causa do Livro Sagrado, e para isso convém remeter o leitor para a história da menina Mary Jones que protagonizou a organização dessas sociedades, tornando a Bíblia mais acessível às pessoas, pois eram caras e raras à época, ou seja, nos meados do século 19.
Quero citar mais dois livros que ajudam o leitor a conhecer a história da Bíblia no Brasil. Um leva o título que citei, ou seja, História da Bíblia no Brasil. O segundo, conta a história dos colportores, que levaram a Bíblia a muitos lares, surgindo desse trabalho muitas igrejas. O título é Semeadores da Palavra – Personagens que tiveram participação decisiva na divulgação da Bíblia no Brasil.
Os dois livros são de autoria do Rev. Luiz Antônio Giraldi, que trabalhou muitos anos na Sociedade Bíblica do Brasil (SBB).
Também importante observar que no Brasil foram organizadas duas entidades para imprimir e difundir a Bíblia.
A primeira, foi a Imprensa Bíblica Brasileira, uma iniciativa das igrejas batistas brasileiras, em 1944; a segunda, a SBB, que foi organizada em 1948.
Quero ainda contar um breve relato da experiência minha com a Bíblia: Quando eu tinha uns 11 anos de idade, deparei-me com uma Bíblia alemã, em letras góticas do ano de 1900.
Comecei a ler, mas minha mãe disse que isso poderia trazer “alguma confusão à minha mente” (era a compreensão que ela tinha à época).
Mas em 1974, voltei a lê-la e fui ricamente abençoado.
O meu desejo é que possamos comemorar condignamente esse Dia da Bíblia, conhecê-la cada vez mais e melhor e seguir os seus ensinos, portanto, que sempre a Palavra de Deus guie as nossas vidas!
O Natal – O nascimento de Jesus deve ser motivo de grande alegria a gratidão de todos nós, pois Deus veio até nós por meio de seu Filho, Jesus, que veio nos redimir, nos salvar, nos livrar da condenação eterna, sem nenhum mérito nosso, ou seja, por graça, por bondade, por misericórdia.
Que esse amor imensurável de Deus nos possa levar a sermos eternamente gratos, e nos levar a obedecer, como salvos, a sempre buscar a fazer a sua vontade, principalmente divulgar essa boa notícia, para que outros também possam crer, pois “a fé vem pela pregação” (Rm 10.17).
Que as igrejas possam comemorar essa data com cultos especiais, cantatas, pregações, nos seus templos, e além dos mesmos!
Obrigado, Papai do Céu, pelo Seu amor!

10 de dezembro de 2021 / carlostrapp

O Natal está chegando

Nessa época, ouvimos, com frequência, de que ano passou voando, e que já estamos próximos das comemorações do nascimento de Jesus.
Quanto às comemorações há os que não o fazem com argumentos bem radicais.
Mas eu entendo que, embora a gente não saiba a data exata do nascimento de Jesus, não há nada de errado na comemoração, desde que vise se alegrar com o nascimento do Salvador Jesus e com o fato de proclamar essa boa notícia aos outros.
Falando nisso, vamos ver alguns textos bíblicos que falam do Natal de Jesus.
Logo após a queda dos nossos “pais”, Adão e Eva, houve a promessa do envio do Salvador, em Gênesis 3.15.
Isaías também lembra disso ao dizer: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (9.6).
Mais adiante, diz: “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz duma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nemhuma beleza havia que nos agradasse.
Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.
Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados (53.2-5).
O evangelista Lucas, relata: “Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se.
Este, o primeira recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria.
Todos iam alistar-se, cada um na sua própria cidade.
José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judeia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
Estando ele ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.
Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite.
E um anjo do Senhor desceu onde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor.
O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura.
E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:
Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele quer bem.
E, ausentando-se deles os anjos para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer.
Foram apressadamente e acharam Maria e José e a criança deitada na manjedoura.
E, vendo-o, divulgaram o que lhes tinha sido dito a respeito deste menino.
Todos os que ouviram se admiraram das coisas referidas pelos pastores.
Maria, porém, guardava todas estas palavras, meditando-as no coração.
Voltaram, então, os pastores glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora anunciado” (2.1-20).
Então, eu citei textos bíblicos extensos para vermos e relato bíblico do amor de Deus para conosco, para ter a certeza de que Deus nos amo e que Ele demonstrou isso ao enviar seu Filho Jesus e que isso deveria ser motivo de grande alegria para nós e que isso deveria ser proclamado.
Ora, alegria remete a festejos. Então, temos motivos abundantes para celebrarmos o nascimento de Jesus.
Lembro que no meu tempo de criança sempre fazíamos peças teatrais, cânticos, mensagens, tudo promovido pela escola na qual estudava. Enfim, a data não passava em branco.
Sei que aqui em Campo Grande muitas igrejas fazem cultos especiais, onde imperam as cantatas natalinas, visitantes são convidados e há uma mensagem especial de Natal, afinal, o nascimento de Jesus merece ser comemorado condignamente.
Creio que um dos fatores importantes é levarmos as mensagens para além dos nossos templos para que maior número de pessoas possa conhecer essa maravilhosa história do amor de Deus para com a humanidade, essa boa-nova que fomos mandados pregar a toda criatura.
Que esse tempo de Natal possa ser motivo de alegria, como foi para os pastores na época de Jesus, de comemoração adequada, de muito louvor, de proclamação dessa boa notícias, ainda mais em tempos um tanto quanto difíceis.
Jesus foi o maior presente que Deus nos deu, e a Sua salvação está disponível para todos, por isso é chamado de evangelho, a boa nova para todos os povos.
Vamos proclamá-la a todas as direções, pois é o nosso dever!

Pr. Carlos Trapp

17 de outubro de 2021 / carlostrapp

Ecos do contexto

Já passamos a primeira quinzena do mês de setembro.
Já tivemos as manifestações gigantes do Dia da Independência, onde o povo manifestou o seu desejo de liberdade, contra as arbitrariedades praticadas por integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), entre as quais a ingerência no Poder Legislativo e no Executivo.
Há pessoas presas por “crime de opinião”; houve reuniões de integrantes do STF com representantes políticos, quanto à questão do voto impresso e contagem pública de votos, o que é interferência nos poderes; o STF já tomou decisões que eram de competência do Congresso, como foi o caso da equiparação da tal “homofobia” em relação ao crime de racismo, que são coisas bem distintas.
Então, nada mais plausível do que o povo reagir e mostrar a sua contrariedade em relação a esses fatos, se manifestando pacificamente, como aconteceu.

Datas importantes: Os presbiterianos comemo-raram no dia 12 de agosto a chegada do primeiro missionário ao Brasil. Trata-se do Rev. Ashbel Green Simonton. Embora já em 1558 um grupo de cristãos huguenotes havia chegado ao Brasil, mas que foram martirizados à época, fato que ficou conhecido como A tragédia da Guanabara.
Mas a vinda de Simonton, embora tenha falecido precocemente, teve a felicidade de ver seu trabalho frutificando, tendo hoje cerca de 650 mil membros, em mais de 6 mil igrejas e congregações, distribuídos em 362 presbitérios, agrupados em 87 sínodos.

Já os batistas tiveram duas datas importantes: A primeira foi no dia 20 de agosto, quando foram lembrados os 110 anos desde a organização da primeira igreja batista em solo mato-grossense (Estado indiviso).
No início, o trabalho foi dificil por causa das perseguições que os primeiros cristãos sofreram, mas a persistência fez com que chegassem a todos os municípios de nosso Estado.
Hoje, temos em todo o Estado, 296 igrejas e congregações, divididas em seis associações, com 37 mil membros, e cerca de 400 pastores.
Há, inclusive, igrejas que tem atividades religiosas fora da Brasil, levando o evangelho além-mar.
Que Deus abençoe o tra-balho evangelístico e missio-nário de todos os cristãos, para que todos sejam alcançados pelo evangelho (Mc 16.15,16).
Já no dia 10 de setembro, comemoraram 150 anos da organização primeira igreja batista em solo brasileiro, mais precisamente em Santa Bárbara do Oeste, SP.
Hoje, os batistas estão em todos os estados brasileiros, divididos em 33 convenções estaduais, com 13 mil igrejas e congregações, com cerca de 15 mil pastores, e contando com cerca de três milhões e meio de membros.
Possuem três seminários institucionais, fora os que pertencem a convenções estaduais, associações e igrejas. Além disso, possuem duas juntas missionárias: Uma que abrange o país e outra que visa alcançar o mundo, cujos endereços eletrônicos são os seguintes: missoesnacionais.org.com e missoesmundiais.com.br

Quanto à pandemia, temos visto, graças a Deus, um arrefecimento da incidência, e amanhã, dia 20, devem ser liberadas mais atividades.
Espero em Deus que em breve estejamos totalmente livre desse incômodo.

Ligado à pandemia temos o passaporte sanitário que visa exigir o uso da cartei-rinha de vacinação para a entrada em certos recintos.
Entendo que isso é algo inconstitucional, pois obriga a pessoa a se deixar vacinar.
Lembro que ninguém deve ser obrigado a se vacianar. Com isso não estou estimulando a pessoa a fugir da vacina, apenas lembrando da não obrigatoriedade, até porque existem formas de a pessoa se proteger contra o vírus. Por exemplo, eu tomo dois antivirais, procuro observar o distanciamento, lavar as mãos, uso de máscara em ambientes fechados, observar Provérbios 18.14, e assim por diante.
Acabei de ver num grupo de WhatsApp, a seguinte mensagem:
Cada ser humano escolhe o que deseja, não é? Ao menos é que o almejamos num País Democrático.
O cidadão decide, mesmo com todas as propagandas advertindo o mal que causa a saúde:
• Fumar cigarro ou maconha ou não fumar!
• Injetar drogas em seu próprio corpo ou não injetar!
• Ingerir bebidas alcoólicas ou não ingerir!
Quanto as prevenções de saúde, cada cidadão decide:
• Vacinar contra H1N1 ou não vacinar!
• Vacinar contra Pneumonia ou não vacinar! (Neste dois casos acima, as vacinas encontram-se disponíveis gratuitamente para pequenos “grupos de risco” da sociedade).
Não pode ser diferente com essa pandemia – Covid 19.
Cada cidadão deve ter a livre escolha de:
• Fazer uso de medicamento precoce ou não fazer.
• Vacinar com vacinas experimentais ou não vacinar.
É preciso garantir o direito de escolha, assim como se escolhe um candidato a um cargo público, o futuro cônjuge, e assim por diante!
Nota: O foco não é o certo ou errado, mas a liberdade de escolha. Você não deve obrigar alguém a ser cristão, por exemplo: Se não for cristão não entra aqui!

Pr. Carlos Trapp

16 de setembro de 2021 / carlostrapp

Há 162 anos, uma semente foi plantada eaté hoje a árvore cresce frondosa

A primeira mensagem da fé cristã de tradição reformada foi proclamada em terras brasileiras, ainda muito cedo, no longínquo ano de 1558, quando um grupo de huguenotes franceses, chegados ao Brasil um ano antes, foi martirizado na então “França Antártica” (hoje Rio de Janeiro), no episódio que ficou conhecido como “A Tragédia da Guanabara”, que deu origem à Confissão de Fé da Guanabara, o primeiro escrito pro-testante redigido no Brasil e de todo o Continente Americano.
A Fé Reformada voltou ao Brasil no século XVII, sendo pregada pelos holandeses na Região Nordeste aos nativos. No auge do trabalho reformado, existiam 22 igrejas instituídas, organizadas em dois presbitérios e um sínodo regional. As Igrejas Reformadas realizaram muitos trabalhos missionários nas aldeias dos indígenas, usando uma tradução em tupi do Catecismo de Heidelberg, o que levou a conversão de indígenas e até mesmo a ordenação de mi-nistros nativos para as igrejas locais, formados na Universidade de Leiden; mas esse trabalho foi duramente perseguido após a expulsão dos holandeses do Brasil.
Mas em 12 de agosto de 1859, chega ao Brasil um jovem missionário, o Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867), pioneiro presbiteriano em nossa pátria! Simonton, fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), juntamente com o Rev. José Manoel da Conceição (1822-1873), o primeiro pastor evangélico brasileiro, foram os personagens mais notáveis dos primórdios do protestantismo no Brasil.
Simonton, nasceu em West Hannover, no sul da Pensilvânia, filho do médico William Simonton e de Martha Davis Snodgrass, filha de um pastor presbiteriano. Ashbel era o mais novo de nove irmãos, sendo que um deles, James Snodgrass Simonton, quatro anos mais velho que Ashbel, viveu por três anos no Brasil e foi professor na cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro. Uma das quatro irmãs, Elizabeth Wiggins Simonton (1822-1879), conhecida como Lille, veio a casar-se com o Rev. Alexander Latimer Blackford, vindo com ele para o Brasil.
Simonton, influenciado por um reavivamento em 1855, fez a sua profissão de fé e, pouco depois, ingressou no Seminário de Princeton. Um sermão pregado por seu professor, o famoso teólogo Charles Hodge, levou-o a considerar o trabalho missionário no estrangeiro. Três anos depois, candidatou-se perante a Junta de Missões da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, citando o Brasil como campo de sua prefe-rência. Dois meses após a sua ordenação, embarcou para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade, vindo a falecer, de febre amarela, aos 34 anos, em 1867, no Rio de Janeiro – sua esposa, Helen Murdoch, falecera três anos antes, também em terras brasileiras. Apenas oito anos, mas preciosos para o Reino de Deus.
Foi sucedido pelo Rev. Alexander Latimer Blackford, nascido em 09 de janeiro de 1829, em Martins Ferry, Ohio. Blackford formou-se em teologia pelo Western Theological Seminary, sendo ordenado mi-nistro presbiteriano em 20 de abril do mesmo ano, vindo para o Brasil com sua esposa (Elizabeth Blackford, irmã de Simonton) em 25 de julho de 1860, para auxiliar seu cunhado. Foi incansável na evangelização dos brasileiros, viajando por toda a região de São Paulo e Minas Gerais, pregando o evangelho segundo a tradição reformada. Em 05 de março de 1865, organizou a Igreja Presbiteriana de São Paulo, sendo o seu primeiro pastor. Após a morte de seus cunhados, ficou responsável também pelo cuidado e educação de sua sobrinha, Helen Murdoch Simonton.
Um dos frutos desse esforço missionário foi o Rev. José Manoel da Conceição, o primeiro brasileiro a ser ordenado ministro protestante, em 1865. Ex-padre, após alcançado pelo trabalho do Rev. Blackford, visitou incansavelmente dezenas de vilas e cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e sul de Minas, pregando e fundando comunidades, tendo sido bastante perseguido em suas peregrinações – não poucas vezes sendo alvo de agressões físicas. Faleceu na região do Vale do Paraíba, no Natal de 1873, devido a ferimentos sofridos.
Em sua memória, aos 11 de fevereiro de 1980, foi fundado o Seminário Teológico Presbiteriano, Reverendo José Manoel da Conceição – JMC, em São Paulo-SP.
A Igreja Presbiteriana é uma federação de igrejas que tem em comum uma história, uma forma de governo, uma teologia, bem como um padrão de culto e de vida comunitária. Historicamente, a Igreja Presbiteriana do Brasil pertence à família das igrejas reformadas ao redor do mundo, e é uma das primeiras Igrejas protestantes em nosso país, antecedida apenas pela Igreja Evangélica Fluminense, fruto do ministério autônomo iniciado pelo também presbiteriano, Rev. Robert Reid Kalley. Mais tarde, ao longo do século 20, surgiram outras igrejas congêneres, que também se consideram herdeiras da tradição calvinista, como Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (1903), a Igreja Presbiteriana Conservadora (1940), a Igreja Presbiteriana Fundamentalista (1956), a Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (1975), e Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (1978) – assim como algumas igrejas criadas por imigrantes vindos da Europa continental, tais como suíços, holandeses e húngaros.
Hoje a IPB conta, conforme o último levantamento consolidado (2016), com 649 mil membros, em 2.805 igrejas e 3.256 congregações e pontos de pregação. Entre 2004 e 2016, a Igreja cresceu cerca de 37,14%, enquanto o IBGE apontou, no mesmo período, um crescimento da população de 10,69%. Hoje as Igrejas estão distribuídas em 362 presbitérios, por sua vez agrupados em 87 sínodos. A instância maior da IPB é o Supremo Concílio, cujo atual presidente é o Rev. Roberto Brasileiro Silva, reeleito na última reunião ordinária (2018) para um mandato de 04 anos. O vice-presidente é o Rev. Augustus Nicodemus Lopes.
Possui diversas autarquias missionárias, das quais se destacam a Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT) e Junta de Missões Nacionais, com missionários em todo o território nacional e em todos os continentes.
A Missão Evangélica Caiuá, em Dourados-MS, também é um trabalho da IPB. além disso, possui diversos hospitais e intituições educacionais espalhados pelo Brasil, desde escolas e colégios até universidades, como, por exemplo, o Instituto Presbiteriano Mackenzie, em São Paulo-SP (este último, agora, com extensão em nosso Estado através da Escola Presbiteriana Erasmo Braga, em Dourados-MS). Possui ainda 08 seminários para formação teológica de pastores, tanto presbiterianos quanto de ou-tras denominações evangélicas.
Nada disso teria sido possível sem aqueles que colocaram suas vidas no altar de Deus, para serem usados conforme o Seu eterno propósito. Lembramo-nos dos pioneiros, mas a glória pertence somente ao Senhor, que através de incontáveis servos e servas fiéis tem resgatado vidas para o Seu Reino. Como escreveu um missionário, “a missão do ide é dada aos discípulos – mas primeiro recebemos o Espírito Santo que nos capacita a cumprir a missão recebida. A proclamação do evangelho, é então nossa responsabilidade e nosso privilégio”. Até que o Rei volte, devemos trabalhar para que Sua árvore continue crescendo e dando frutos de justiça e louvor para a honra de Deus, o Pai!
Nossa certeza é a mesma do Rev. Ashbel Green Simonton, há mais de um século e meio: “amanhã, quando eu acordar, Deus estará comigo; e, se acaso não acordar, eu estarei com Ele”.

Rev. Clemente A. Albuquerque Jr, pastor da 3ª Igreja Presbiteriana em Campo Grande

Com consultas a:

  • CRESPIN, Jéan. “A TRAGÉDIA DA GUANABARA”. Editora CPAD, 1ª Edição: 2006.
  • MATOS, Adão Carlos Matos; NASCIMENTO, Alderi Souza De. “O QUE TODO PRESBITERIANO INTELIGENTE DEVE SABER”. Editora Z3Ideias, 1ª Ediçao: 2007.
  • https://www.ipb.org.br/
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/