
Confira na íntegra a edição de Julho/2025, do jornal “Cidadão Evangélico”. Clique aqui.
Um grupo de crianças da primeira série foram conhecer um grande hospital.
Depois de falar sobre os cuidados e a higiene no hospital e percorrer os corredores, ao final do tour pelo hospital a enfermeira perguntou se alguém tinha alguma pergunta.
Uma criança levantou a mão e perguntou:
- Por que e como as pessoas que trabalham aqui estão sempre lavando as suas mãos?
A enfermeira sorriu e respondeu: - As pessoas que trabalham no hospital estão sempre lavando as suas mãos por duas razões:
Primeiro, porque elas amam a saúde e segundo, porque elas odeiam os germes.
– Muitas vezes o amor e o ódio caminham lado a lado: “Vós que amais o Senhor, detestai o mal” (Sl 97:10). “O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem” (Rm 12:9). O mesmo João que nos falou que o amor é a marca do verdadeiro cristão (1 Jo 2:10), agora nos diz que a marca do verdadeiro cristão é não amar o mundo (1 Jo 2:15).
– Há quatro motivos pelos quais os cristãos não devem amar o mundo:
I. Por causa do que o mundo é – v. 15
1. Os três significados da palavra MUNDO
• A palavra “mundo” tem três diferentes significados no Novo Testamento:
1) Mundo físico – “Deus fez o mundo e tudo o que nele existe” (At 17:24); 2) Mundo humano – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira…” (Jo 3:16); 3) Mundo sistema – “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo” (1 Jo 2:15).
2. O que significa o Mundo Sistema?
• Nós usamos a palavra “mundo” como sistema em nossas conversas diárias: o mundo dos esportes, da política, da economia. Estamos nos referindo ao sistema que rege esses mundos.
• Para João, o mundo era a sociedade pagã com seus falsos valores, suas falsas maneiras de viver.
• O mundo na Bíblia é o sistema de Satanás que se opõe à obra de Cristo na terra. Esse sistema se opõe a tudo o que é piedoso (1 Jo 2:16). “O mundo inteiro jaz no maligno” (1 Jo 5:19). Jesus chamou o diabo de “príncipe deste mundo” (Jo 12:31). O diabo tem uma organização de espíritos maus trabalhando com ele e influenciando as coisas (Ef 6:11-12).
• Assim como o Espírito de Deus nos influencia para fazermos a sua vontade, as pessoas não regeneradas são energizadas pelo diabo para cumprir os seus nefastos planos – “andastes segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef 2:2).
• As pessoas não salvas pertencem a este sistema do mundo. Elas são filhas do mundo (Lc 16:8). Esse mundo não conheceu a Cristo nem conhece a nós (1 Jo 3:1). Esse sistema odiou a Cristo e odeia a igreja (Jo 15:18).
• Esse sistema do mundo não é o habitat natural do crente. Nossa cidadania está no céu (Fp 3:20). Estamos no mundo, mas não somos do mundo (Jo 15:15). Exemplo: A canoa – ela está na água, mas a água não está nela.
• Ficamos revoltados com a poluição do meio ambiente: a contaminação dos rios, as chaminés das indústrias, poluição dos motores. Precisamos protestar contra a poluição moral do sistema do mundo: Crime organizado, tráfico de drogas, prostituição, impunidade.
• A ordem para não amar o mundo baseia-se em dois argumentos: Primeiro, a incompatibilidade entre o amor pelo mundo e o amor pelo Pai (v. 15-16) e segundo, a transitoriedade do mundo contrastada com a eternidade daquele que faz a vontade do Pai (v. 17).
II. Por causa do que o mundo faz para nós – 2: 15-16
1. O amor ao mundo compromete o nosso amor a Deus Pai – v. 15
• O amor pelo mundo e o amor pelo Pai são mutuamente excludentes.
• O mundo não é tanto uma questão de atividade, mas de atitude interior. É possível ter uma vida externa bonita e um coração cheio de podridão. É possível um fariseu, um legalista, um sepulcro caiado. É possível não deitar-se com uma mulher e ainda assim, a desejar no coração. É possível não ser rico e ainda sim, cobiçar a riqueza.
- O amor ao mundo afeta nossa resposta à vontade de Deus – v. 17
• “O mundo passa, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 Jo 2:17). Fazer a vontade de Deus é a alegria de todos aqueles que amam a Deus. “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14:15). Mas quando um crente perde a sua alegria no amor do Pai, fazer a vontade do Pai deixa de ser deleite, para ser peso.
• O mundanismo pode ser definido como tudo aquilo que leva você a perder a alegria do amor do Pai e desencoraja você a fazer a von tade do Pai. - O sistema do mundo usa três armadilhas para derrubar o cristão – v. 16
3.1. A concupiscência da carne
• A carne são as tentações que nos assaltam de dentro para fora. São desejos sórdidos. É viver para o prazer imediato. É endeusar os prazeres puramente humanos.
É viver uma vida dominada pelos sentidos.
• A carne é nossa natureza caída. São os impulsos e desejos que gritam por ser satisfeitos. Esses desejos estão dentro de nós, estão no nosso coração. O mundo assim, não é apenas produto do meio. Os mosteiros da Idade Média não resolveram esse problema.
• Uma coisa boa em si mesma pode ser pervertida quando ela nos controla: A fome não é um mal, mas a glutonaria sim. A sede não é um mal, mas a bebedice sim. O sexo não é um mal, mas a imoralidade sim. O sono não é um mal, mas a preguiça sim!
• O sistema do mundo é a vitrine que busca satisfazer os desejos da carne (Gl 5:19-21).
3.2. A concupiscência dos olhos
• A concupiscência dos olhos são tentações que nos assaltam de fora para dentro. Ser tentado por valores falsos.
Cuidado com os seus olhos: Se eles lhe fazem tropeçar, arranca-os porque é melhor você entrar no céu sem um olho do que todo o seu corpo ser lançado no inferno.
3.3. A soberba da vida
• É atitude de querer impressionar todos que encontra com a sua inexistente importância. É a vanglória com coisas externas como riqueza, posição, inteligência, poder, beleza, jóias, carros, vestuário. É qualquer ostentação pretensiosa. É tocar trombetas para si mesmo. É gostar dos holofotes. É o desejo de brilhar ou de ofuscar os outros com uma vida luxuriosa. - A glória de Deus é rica e plena; a do homem é vã e vazia. O soberbo é aquele que tenta impressionar as pessoas com sua importância. As pessoas compram carros, casas, roupas, jóias para impressionar as pessoas. Elas sacrificam a honestidade, a inte-gridade para ostentar poder
- • As pessoas compram o que não precisam, com o dinheiro que não têm, para impressionar as pessoas que não conhecem.
- • Eva ficou descontente em ser criatura e ser colocada num jardim. Quis ser igual a Deus e caiu no estado de miséria e vergonha.
- • O processo de mundanização: Primeiro, torna-se amigo do mundo (Tg 4:4); segundo, contaminado pelo mundo (Tg 1:27); terceiro, conformado com o mundo (Rm 12:2) + condenado com o mundo (1 Co 11:32).
- III. Por causa de quem o cristão é – v. 12-14
- 1. Os três estágios da Vida Cristã – v. 12-14
- • João não está descrevendo idade físicas, mas estágios de desenvolvimento espiritual, pois a família de Deus tem membros de diferente maturidade. Os filhinhos são os recém-nascidos em Cristo. Os jovens são cristãos mais desenvolvidos e fortes na luta espiritual, enquanto os pais possuem a estabilidade da experiência cristã.
- • A vida cristã não é só gozar o perdão e a comunhão com Deus, mas combater o inimigo. O perdão dos pecados passados deve ser acompanhado pela libertação do poder atual do pecado.
- • O cristão é aquele: 1) Fi-lhinhos: Foi perdoado e conhece o Pai; 2) Jovens – Tendes vencido o maligno, sois fortes e a Palavra de Deus permanece em vós; 3) Pais: conheceis aquele que existe desde o princípio: Perdão + Comunhão com Deus + Vitória pela Palavra + Experiência com Deus.
- • Quais são as marcas do cristão: 1) O perdão mediante Jesus; 2) O crescente conhecimento de Deus; 3) A força vitoriosa contra o Maligno.
- IV. Por causa para onde o mundo está indo – V. 17
- A transitoriedade do mundo – v. 17
• Outra razão porque não devemos amar o mundo é que chegou a nova era, e a era presente está condenada. O mundo com suas trevas já está se dissipando (2:8) e os homens com sua concupiscência mundana passarão com ele. - O mundo não é permanente. Um dia esse sistema passará. Seus prazeres e encantos passarão. Um cristão maduro considera-se estrangeiro e peregrino sobre a terra (Hb 11:13). Ele não tem cidade permante aqui, mas procura a cidade que está por vir (Hb 13:14).
• João está contrastando dois tipos de vida: a vida vivida para a eternidade e a vida vivida para o tempo. Uma pessoa mundana vive para os prazeres da carne, mas um cristão dedicado para as alegrias do Espírito. • O homem que se apega aos caminhos mundanos, está entregando sua vida a coisa qwue literalmente não têm futuro. O homem do mundo está condenado ao desengano, à desilusão. O mundo é um beco sem saída.
2. A permanência eterna daqueles que fazem a vontade de Deus – v. 17
• Mesmo depois que este mundo acabar: com suas refinada cultura, suas vaidosas filosofias, seu egocêntrico intelectualismo, seu impiedoso materialismo.
Mesmo depois que tudo isso for esquecido e este mundo tiver dado lugar aos novos céus e à nova terra, os fiéis servos de Deus permancerão para sempre, refletindo a glória de Deus por toda a eternidade.
• Não é tolo aquele que dá o que não pode guardar para ganhar o que não pode perder – Jim Elliot, mártir entre os Alcas.
3. A suprema importância da conhecer a fazer a vontade de Deus – v. 17
• A vontade de Deus não é alguma coisa que devemos consultar esporadicamente como uma enciclopédia, mas é alguma coisa que deve controlar nossas vidas. A questão não é se isso ou aquilo é certo ou errado, é bom ou ruim, mas para mim.
• Deus deseja que nós compreendamos sua vontade, mas do conhecê-la (Ef 5:17). “Deus fez conhecido os seus caminhos a Moisés e seus atos aos filhos de Israel” (Sl 103:7). Israel conheceu o que Deus estava fazendo, mas Moisés conheceu porque ele estava fazendo.
• Não falando sobre a vontade de Deus que nós iremos agradar a Deus, mas fazendo sua vontade (Mt 7:21). A vontade de Deus não é como um restaurante self-service que você apanha o que gosta e deixa o que não gosta. Um crente mundano não tem apetite pela Palavra de Deus. Precismaos experimentar toda a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para a nossa vida. - Conclusão
- • O cristão está no mundo (Jo 17:11), mas não é do mundo (Jo 17:14). O cristão é chamado do mundo e enviado de volta ao mundo como luz e testemunho (Jo 17:18).
- • Temos que ter cuidado porque o mundo entra no cristão pela porta do coração: “Não ameis o mundo…” (1 Jo 2:15).
- Devemos sempre nos lembrar que o amor ao mundo é o amor que Deus odeia!
- Pr. Vilson Scholl, da PIB de Mal. Cândido Rondon, PR

Confira na íntegra, a edição de Junho/2025 do jornal “Cidadão Evangélico”. Acesse!

Confira na íntegra a Edição de Maio/2025, do jornal “Cidadão Evangélico”. Acesse !

Confira na íntegra a Edição de Abril/2025, do jornal “Cidadão Evangélico”. Acesse !
Inicialmente, quero agradecer ao pastor Cleber Montes Moreira por ceder seus textos para serem publicados aqui no jornal.
Jà disse, que, às vezes uso material de terceiros aqui por causa da importância do teor e também porque o jornal não tem muito espaço, e por aproveito o espaço aqui.
Mas vamos ao texto do pastor Cleber, que começa citando um texto bíblico:
“E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.” (Lc 15:13 – ACF)
O filho pródigo ansiava por liberdade. Não queria mais se submeter às regras ou aos limites da casa do pai, sem perceber que essas restrições eram fruto do cuidado amoroso e da sabedoria paterna. Ele desejava explorar o mundo, experimentar novos prazeres e viver segundo a própria vontade. No entanto, essa “liberdade” era uma ilusão, uma armadilha que o conduziria ao cativeiro.
Muitos jovens hoje compartilham desse mesmo anseio. Querem ser donos do próprio nariz, tomar suas decisões e experimentar tudo o que o mundo oferece. Sentem-se sufocados pelos pais e rejeitam os ensinos bíblicos que confrontam seus impulsos. Acreditam que a verdadeira liberdade está em viver sem restrições, sem regras ou qualquer forma de controle, ignorando que essa suposta liberdade é pecaminosa e os leva à escravidão.
O filho pródigo não percebeu que, ao deixar a casa do pai, também abandonava sua segurança, provisão e dignidade. Sua busca por independência o levou à miséria. O dinheiro acabou, os praze-res se dissiparam, os amigos desapareceram, e ele se viu sozinho, faminto, cuidando de porcos — um trabalho humilhante para um judeu. Aquele que buscava viver à sua maneira acabou mendigando, desejando alimentar-se da ração destinada aos animais.
O mundo promete felicidade sem Deus, mas tudo o que entrega é uma existência vazia e infeliz, marcada pela decadência moral, emocional e espiritual. A falsa liberdade conduz ao desespero. Quantos jovens já trilharam esse caminho e colheram apenas sofrimento? Gravidez indesejada, lares destruídos, escravidão dos vícios, frustrações profundas e sonhos despedaçados são algumas das consequências. A falsa liberdade sempre cobra um preço elevado.
O sábio escreveu: “Escute, meu filho. Seja sábio e pense seriamente na sua maneira de viver… Escute o seu pai, pois você lhe deve a vida; e não despreze a sua mãe quando ela envelhecer” (Provérbios 23.19,22 — NTLH).
Devemos valorizar e ouvir aqueles que nos amam de verdade e desejam nosso bem.
Aplicação: A verdadeira liberdade não está em fazer o que queremos, mas em viver conforme a vontade de Deus. Somente na casa do Pai encontramos amor, segurança e propósito. Se você está distante dos cuidados do Pai celestial, é hora de voltar. Ele o espera de braços abertos (Lucas 15:20).
Oração: Senhor, livra-me da ilusão da falsa liberdade. Concede-me um coração humilde para obedecer a Ti e acolher os conselhos sábios que me guiam para a vida. Não permitas que eu me afaste da Tua presença nem despreze aqueles que verdadeiramente me amam e desejam meu bem-estar. Em nome de Jesus, amém!
Desafio: Avalie sua vida. Você tem seguido o caminho da obediência ou tem sido seduzido pelo mundo? Se necessário, arrependa-se e volte para Deus antes que o pecado o leve ao fundo do poço.”
Bom alerta!
O capitão ia para o porto. Diante da cabine de um restaurante, viu um menino maltrapilho, meio trêmulo.
“Que faz aí, pequeno?”, perguntou. “Olhando quanta coisa gostosa há aí para se comer…” “Tenho pouco tempo. Se estivesse arrumadinho, eu o levaria para comer algo…”
O garoto passou a mãozinha sobre os cabelos em desalinho e falou: “Estou pronto, agora!”
Comovido o capitão o levou ao restaurante. Enquanto, o garoto comia, perguntou-lhe: “Onde está sua mãe?” “Ela foi para o céu quando eu tinha apenas quatro anos”, disse o menino.
“E o seu pai?” “Não vi mais meu pai desde que mamãe partiu…” “Quem cuida de você?” Resignado, o menino respondeu: “Mamãe disse que Deus cuidaria de mim. Ela me ensinou a pedir isso todos os dias a Ele”. O capitão acrescentou: “Se você estivesse limpo e arrumadinho, eu o levaria comigo e cuidaria de você. Novamente, o menino, alisando os cabelinhos, repetiu a expressão: “Estou pronto, agora!”
O capitão o levou e o apresentou no navio, dizendo: “Ele será o meu ajudante”.
O garoto recebeu cuidados e as coisas iam bem, até que um dia ele amanheceu febril. O médico fez tudo o que pode, mas em vão.
Na tarde seguinte, o menino chamou o capitão e falou-lhe: “Eu o amo tanto! Você foi bom para mim. Gostei de estar aqui, mas será melhor ainda no céu. Estou pronto, agora, para me encontrar com o Pai. Ele também o ama. Não deseja aceitá-Lo? Assim nos veremos no céu” Sim, filho, tenho pensado nisso”, disse-lhe. “Quando estará pronto para dar o seu coração ao Pai?” Com lágrimas, o capitão, tomando as mãos do menino, disse: “Estou pronto, agora!” E aceitou a Jesus.
Cristo morreu na cruz, por nos amar, para termos vida nova junto dele, aqui e no céu. Quero estar lá, abraçar pessoas que amam.
Você está pronto, agora?
Autor desconhecido!

Confira na íntegra a edição de Março/2025 do Jornal “Cidadão Evangélico”.
Certa vez, escrevi um artigo com o seguinte título: “Em situação de risco”, citando várias situações em que podemos estar em risco, e uma delas que citei é a questão de onde vamos passar a eternidade.
Costumo dizer que estamos neste mundo por breve tempo, ou seja, em torno de 70, 80, 90 anos. Outros morrem em idade inferior. Enfim, para morrer basta estar vivo e o importante é viver com certeza da salvação, pois sem esta nosso destino eterno não é a salvação (quem avisa, amigo é).
O motivo de usar o texto publicado na Ultimato Online, de autoria de Henrique-ta Rosa F. Braga, é porque é necessário alertar as pessoas quanto à eternidade, pois onde ‘cai a árvore, ali ela fica’, ou seja, na eternidade não pode passar de um lugar para outro. Portanto, céu ou inferno se escolhe aqui.
Aproveito para perguntar ao leitor: Você tem certeza da salvação? Jesus é teu Salvador e Senhor?
Para saber mais sobre isso convém ler a Bíblia.
Agora, vamos ao texto publicado na Ultimato Online:
“Era uma manhã quente, mas cinzenta. No enorme salão de uma fábrica de tecidos para onde afluíam as peças de fazenda para serem revistadas, carimbadas e enfardadas, um jovem operário de 20 anos lidava automaticamente com o alvo tecido. Seu pensamento, porém, estava preso a algo que se passara na véspera, na pequena igreja batista local. O pastor, o Pr. A. B. Deter, após haver pregado um poderoso sermão evangelístico, lançara um comovente apelo ao auditório e numerosas pessoas haviam se decidido por Cristo. O fato ainda o emocionava e levou-o, pela imaginação, à Escola Dominical que frequentara na infância. Recordou com saudade os companheiros de classe, viu-se novamente no seio da família, em companhia dos pais, evocou a figura dos irmãos menores que a morte levara.
Nascido na Rússia, perto de Moscou, de pais letos, viera para o Brasil em 1897, aos oito anos incompletos. Vivia no momento em Jundiaí, São Paulo.
As recordações sucediam-se e o artesão nem se dava conta do ambiente sufocante, do tempo que corria e do tecido que maquinalmente lhe passava pelas mãos.
Repentinamente, como que por encanto, cessou a evocação e uma doce calma o invadiu. A seguir, em audição mental, ouviu uma música para ele desconhecida, mas que se desenhava clara e nítida, solene e lenta, gravando-se-lhe indelevelmente na memória. A melodia foi repetida inúmeras vezes. Trauteou-a o dia inteiro, procurando dar-lhe um texto.
À noite, regressou ao quarto em que morava, nos fundos do templo. Sentou-se à mesa e lançou no papel os versos que lhe haviam aflorado à mente na fábrica, para acompanhar a melodia. Não sabendo música, não pôde registrar também a linha melódica. Esta só foi reduzida a notas, na pauta, muitos anos depois por gentileza da filha do seu pastor.
O hino tão espontaneamente composto por João Diener, letra e música, foi pela primeira vez cantado, em público, na Igreja Batista do Alto da Serra, em São Paulo, num culto em que pregou o rev. Bagby e no qual foi solista o próprio autor.
A divulgação deste hino foi rápida. Primeiro, nas igrejas batistas; depois, nas igrejas de outras denominações. Figura hoje no Cantor Cristão sob o número 259 e no Hinário Evangélico sob o número 223.
Nas mãos de Deus, tem servido como instrumento para a conversão de muitas almas.
Aqui estão as cinco estrofes do hino 259 do Cantor Cristão:
- Ao findar o labor desta vida, quando a morte a teu lado chegar, que destino há de ter a tua alma? Qual será no futuro o teu lar?
Meu amigo, hoje tu tens a escolha: Vida ou morte, qual vais aceitar? Amanhã pode ser muito tarde, hoje Cristo te quer libertar.
- Tu procuras a paz neste mundo em prazeres que passam em vão, mas na última hora da vida eles já não te sa-tisfarão.
- Por acaso tu riste, ó amigo, quando ouvistes falar em Jesus, mas é só ele o único meio de salvar pela morte na cruz.
- Tens manchada a tua alma e não podes, nunca, ver o semblante de Deus; só os crentes com corações limpos poderão ter o gozo nos céus.
- Se decides deixar teus pecados, e entregar tua vida a Jesus, trilharás, sim, na última hora, um caminho brilhante de luz”.
Conta-se que diversas pessoas, ao passarem em frente a um templo e ouvirem esse hino ser cantado, entraram no templo e foram convertidos.
Aproveito para destacar os hinos dos nossos hinários, pois foram escritos por pessoas dedicadas a Deus, além de muitos terem conhecimento do vernáculo, de teologia, enfim, as qualidades para o surgimento de um belo e edi-ficante hino.
Lamento que muitos estejam deixando de lado os belos e edificantes hinos dos nossos hinários. Desafio o leitor a fazer o contrário, ou seja, valorizar os nossos hinários.
Eis aí o desafio para ter certeza do nosso destino eterno.
Jesus já fez a sua parte vindo a este mundo para nos salvar, imerecidamente.
Pr. Carlos Trapp

Confira na íntegra, a edição de Fevereiro do Cidadão Evangélico: Clique aqui!
