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6 de maio de 2022 / carlostrapp

Seleção, treinamento e envio depessoas para o campo missionário

O que você como pastor, líder faz quando um membro da igreja te procura pedindo ajuda e orientação para ir para o campo missionário? Seja dentro ou fora do Brasil. Uma vez que você é responsável por isso e a sua decisão fará toda a diferença na vida dessa pessoa agora e para o resto da sua caminhada, penso que vale a pena entender como isso pode ser feito de maneira responsável e eficiente.
Existe algum texto bíblico que nos ajuda a entender o princípio bíblico para a seleção? (At 13:1-4). A liderança deve buscar o Senhor com jejum e oração (v. 2; A liderança precisa ser sensível a voz do Espírito Santo (v. 2); A liderança deve oferecer o melhor para missões (v. 2). A Igreja de Antioquia enviou o seu melhor. O que eu escuto geralmente é que o melhor precisa ficar aqui e ajudar a fortalecer ainda mais a nossa comunidade local. Meu amado isso é um grande pecado!
Segunda coisa que preciso observar é que todo e qualquer candidato ao campo missionário precisa demons-trar essas marcas de maneira muito clara: 1. Demonstrar convicção de ser salvo; 2. Precisa apresentar constante crescimento na vida cristã; 3. Deve ter um caráter aprovado; 4. Deve ter convicção de chamado; 5. Deve ter um espírito disposto a aprender; 6. Deve ser submisso à liderança; 7. Deve ter o reconhecimento da igreja; 8. Deve ter a unção do Espírito Santo; 9. Deve ter autoridade espiritual; e 10. Deve ter as qualidades bíblicas para o ministério. Se você como líder tem dúvidas, ainda não é hora de aprovar e enviar. Precisa ter convicção que é a pessoa certa e que está em obediência a Deus.
Terceiro, como deve ser o processo de seleção? No nosso caso, já fazemos isso há 22 anos e tem dado certo. Aí vai o que e como fazemos.

  1. Entrevista com o mi-nistro de missões. Aqui a pessoa precisa conhecer as regras do jogo. Isto é: quais são os passos a serem dados? O que preciso fazer para chegar ao campo missionário;
  2. Elaboração do projeto de 5 anos. Esse projeto precisa falar: Vai para onde? Vai fazer o que? De que maneira vai fazer? Que resultados se espera nos próximos 5 anos de trabalho? Quanto isso vai custar?;
  3. Apresentação do candidato ao Conselho Missionário. O Conselho tem o poder de decisão para aprovar, vetar e orientar no encaminhamento. Isso dependerá da seleção, do treinamento, campo de atuação, apresentação do projeto, verbas disponíveis e outras séries de fatores que venham contribuir para o bom andamento da expansão da obra missionária; Bateria de Testes psicológicos. Cada candidato será submetido a uma bateria de testes por um profissional, com o objetivo de auferir ao candidato o credenciamento no processo de preparação para o campo missionário. Essa bateria de testes deverá acontecer no máximo no último ano de preparação do candidato;
  4. Agência Missionária definida. Uma vez aprovado pelas etapas anteriores, o candidato é encaminhado a entrar em contato com a agência missionária necessária e mais conveniente para realizar a parceria com a igreja; Quando o candidato fecha com uma agência missionária está muito perto de ir para o campo missionário. Falta pouco agora.
  5. Adoção de PGM (Pe-quenos Grupos Multiplicadores). Todo missionário(a) precisar ser adotado por pelo menos um PGM. Que irá orar por ele(a), oferecer cobertura espiritual, manter uma boa comunicação, divulgará nos PGMs as informações necessárias do bom andamento do trabalho missionário no campo, bem como apoiará na eventual visita à cidade quando da sua visita ou mesmo do seu retorno;
  6. Culto de envio. Essa é a última etapa antes do candidato partir para o campo missionário. Será fundamental para igreja que o candidato seja apresentado, que haja um momento para apresentação de um clip do candidato e sua família compartilhando sobre suas etapas ou trajetória vivenciada na igreja local, um momento de intercessão por ele(s), a bênção dos membros do PGM e da igreja.

Como podemos treinar melhor nossos candidatos ao campo? Jesus treinou seus discípulos (Mc 1.17). Paulo treinou seus companheiros (At 15:40; 16:1-3; 18:18; 20:4; 21:16). Precisamos cuidar muito bem das seguintes áreas: 1. Espiritual (Formação de caráter, família, aconselhamento e mordomia, vida devocional, como trata com o pecado e as tentações etc.); 2. Teológica (precisam ter um curso teológico reconhecido pela Abibet); 3. Missiológico (Teologia Bíblica de Missões, História das Missões, Contextualização, Costumes, Culturas e Religiões e Antropologia); 4. Ministerial (descobrir seus dons e talentos e colocá-los em práticas primeiramente aqui na igreja local, com o propósito de obter o reconhecimento.
É muito importante observar: história pregressa, família origem, relações interpessoais, relações matrimoniais, filhos, motivação, como lida com tensões, administração do tempo, administração das finanças, situação jurídica e legal, situação sentimental); 5. Treinamento Complementar (isso depende do local que irá – enfermagem, primeiros socorros, sobrevivência, linguística, língua, economia, mecânica etc.).
Você já percebeu que ir para o campo missionário não pode ser uma aventura, um passeio, uma fuga, ou seja, lá o que se passa na mente de uma pessoa. Mas a responsabilidade e o privilégio da obediência a Cristo Jesus. Por isso, precisamos fazer o melhor ao nosso alcance.

Pr. Djalma Prazeres de Jesus Albuquerque

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15 de março de 2022 / carlostrapp

Os cristãos e a “necessidade” de engajamento político

Numa campanha política é comum ouvir evangélicos dizendo: “não estou tão interessado em política” ou “a política não é a minha praia”. 

Essas observações são muitas vezes proferidas com um verniz de piedade, implicando que o engajamento político é inerentemente corrompido, ocupando uma arena imprópria para os que levam o evangelho a sério. Para aqueles inundados com anúncios de televisão, ligações robóticas, correspondências de campanha e o tom geral negativo da política, essa pode ser uma posição tentadora a ser adotada. No entanto, não é uma posição que os cristãos que amam o evangelho possam ou devam aceitar como congruente com as Escrituras. 

Aqui estão quatro razões pelas quais os cristãos devem se engajar com a política:

 1. A cosmovisão cristã fala a todas as áreas da vida: uma objeção frequentemente levantada contra o envolvimento cristão com a política é que qualquer coisa além de pregação e ensino da Bíblia é uma distração da missão da igreja. No entanto, esta é uma compreensão limitada do Reino de Deus e contrária às Escrituras. A cosmovisão cristã fornece uma compreensão abrangente da realidade. Fala a todas as áreas da vida, incluindo o engajamento político. No AT, José e Daniel serviram no governo civil, exercendo influência em suas nações. No NT, Jesus engajou-se cuidando das necessidades espirituais e físicas das pessoas. Alimentar os famintos e curar as doenças eram um desdobramento de sua mensagem reconciliatória. Paulo também defende essa abordagem: “Enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos” (Gl 6.10). Engajar-se em “boas obras” (Ef 2.10) deve incluir a participação na política devido ao papel legítimo e significativo do governo. 

2. A política é inevitável:  como “peregrinos e exilados” (1Pe 2.11), pode ser tentador para os cristãos adotar uma mentalidade de que os sistemas de governo terrenos são irrelevantes para a tarefa de promover o evangelho. Mas pergunte a um pastor de uma igreja clandestina ou a um missionário tentando acessar um país fechado se a política é inconsequente. Liberdade religiosa, passaportes e vistos não são luxos desnecessários, mas muitas vezes são vitais para pastores e missionários que procuram pregar e ensinar o evangelho. Como a política tem implicações no mundo real para o evangelismo, missões e pregação, os cristãos devem se envolver no processo político alavancando sua autoridade legítima, defendendo leis e políticas que contribuam para o florescimento humano. 

3. Precisamos amar o próximo: quando questionado pelas autoridades religiosas sobre a Lei, Jesus explicou que amar a Deus de coração, alma e mente era o maior mandamento (Mt 22.37). Acrescentou ainda que a segunda prioridade era: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.39). Quando perguntado sobre as qualificações do “próximo”, Jesus contou a parábola do Samaritano (Lc 10.25-37), indicando que, independentemente de raça, origem, status social ou ocupação, o amor ao próximo é devido. Cumprir o mandato bíblico de amar o próximo e cuidar do “menor destes” deve ser uma prioridade para todo crente. Um bom governo e leis não são fatores desprezíveis na prosperidade e liberdade de uma sociedade. Por exemplo, a maioria dos norte-coreanos é mantida em escravidão econômica por forças políticas corruptas, enquanto na Coreia do Sul os cidadãos recebem liberdade e um sistema que incentiva a prosperidade. O povo da Coreia do Norte precisa de mais do que despensas de alimentos e hospitais; eles precisam de liderança política e políticas que reconheçam os direitos humanos. A obediência à regra de ouro inclui buscar leis que protejam os nascituros, fortaleçam casamentos e famílias, defendam os vulneráveis e ofereçam oportunidades para o florescimento. A política é um meio de efetuar grandes mudanças e deve ser engajada por cristãos que amam o próximo. 

4. O governo restringe o mal e promove o bem:  o governo deriva sua autoridade de Deus para promover o bem e restringir o mal (Rm 13.1-7). Paulo também exorta que as orações sejam feitas “pelos reis e todos os que estão em posições elevadas, para que possamos levar uma vida pacífica e tranquila” (1Tm 2.1-2), pois entendia a necessidade da participação cristã no governo. O bom governo encoraja um ambiente propício para as pessoas viverem pacificamente, enquanto o mau governo fomenta a inquietação e a instabilidade. Na verdade, o Cristianismo mudou o mundo, através da influência cristã no governo. Exemplos incluem a proibição do infanticídio, do abandono de crianças, da prática de sacrifício humano, além de banir a pedofilia e a poligamia e proibir a queima de viúvas na Índia.

Lierte Soares – é vice-presidente da Baptist Convention Of New England e missionário plantador de igrejas na Nova Inglaterra / EUA, desde 2014. Pastoreia uma igreja em Vermont e está plantando uma igreja multicultural em Boston.

Extraído do Batista Pioneiro, março/abril/2022

2 de março de 2022 / carlostrapp

Reflexões em torno da Covid-19

De início, quero lembrar aos leitores que as reflexões são minhas, mas as decisões em torno do assunto são minhas e as decisões são dos leitores. Quero fornecer alguns subsídios para uma decisão mais adequada.
Essa pandemia já campeia em nosso meio desde o início do ano de 2020.
Diversas pessoas tem morrido por causa de complicações advindas da doença, que vão desde medo, falta de medicação adequada, entre outras questões.
Quero abordar alguns assuntos para nossa meditação:

  1. Medicamentos:
    Sabe-se que diversos setores da sociedade, principalmente, encontrados na mídia, tem combatido os remédios que visam o tratamento preventivo e precoce.
    Vamos analisar isso um pouco: Por que será que isso acontece? Veja os custos das vacinas, que chamo de experimentos: São elevadíssimos dando lucros exorbitantes aos grandes laboratórios. Em contrapartida os remédios que citei, são baratos e facilmente acessíveis.
    Quanto à eficácia, principal argumento para sua rejeição, é dito que não são eficazes em relação à Covid-19. Mas eu sou testemunha de que os remédios funcionam, pois os que tomaram os mesmos, nem sequer foram internados em hospital.
  2. Experimentos:
    Agora, ainda falando em eficácia, fico bastante receoso com os experimentos que estão fazendo, já estando na quarta dose, em alguns casos. Até aonde será que vai, pois as pessoas continuam se infectando? E os laboratórios continuam ganhando rios de dinheiro!
    Os experimentos com crianças foram desaconselhados por um médico experiente e sério. E num outro país, laboratórios já solicitaram a permissão usar esses experimentos em crianças de alguns meses a cinco anos de idade. Já imaginaram a fonte de renda que é isso?
    Outro detalhe quanto aos experimentos é temos que ver são a pressa com que esse material foi fabricado, sendo que, geralmente, vacinas levam anos para serem fabricadas, testadas e aprovadas.
    Por esse e outros motivos tenho minhas reservas quanto a esses procedimentos.
  3. A mídia e políticos
    A que mais tem combatidos, como já falei, é a mídia dizendo que o tratamento preventivo e precoce não é eficaz. Podemos imaginar por quais motivos o fazem. Há setores que com isso querem atingir a economia e, consequentemente, o governo federal. Também é possível que queiram beneficiar os grandes laboratórios e ganhar algum benefício em troca. Enfim, é bem provável que haja intenções sinistras por trás das ações.
    Já alguns políticos são movidos simplesmente por serem da oposição e procuram com suas ações atingir o governo federal.
  4. Máscaras
    Há cerca de três meses, estavam discutindo a suspensão de uso de máscaras ao ar livre, mas decidiram pela sua permanência, porém houve o recrudescimento da pandemia, dando a impressão que a decisão teve um efeito nocivo.
    Tenho lutado para que não haja da parte do poder público a exigência de uso de máscara ao ar livre, pois é desnecessário, porque não se tem contato com o outro e se tiver pode ser observado o distanciamento.
    Vamos analisar isso um pouco mais: Já pensou uma pessoa sair de casa para passeaar com seu animal de estimação com máscara? Fazer sua caminhada de máscara? Andar de bicicleta de máscara?
    Por que sou contra o uso de máscaras quando não é necessário? Porque respiramos gás carbônico, pois inspiramos oxigênio e expiramos gás carbônico, que é inspirado novamente ao seu usar máscara.
    Então, quando não é necessário, deve se evitar o uso de máscaras.
  5. Protagonismo
    A sociedade civil deve se posicionar quanto a essas questões e não ser subserviente quando se pede algo errado.
    Já tenho ouvido muitas vezes que devemos ouvir as autoridades, e eu concordo, desde que estejam certas.
    E é preciso acrescentar aqui que autoridade somente é a que pede algo certo, pois ao se impor algo errado, perde-se a autoridade. Por exemplo, se um pai pede algo errado ao filho, este não deve obedecer, pois o que o pai pediu está errado, perdendo, assim, a autoridade.
    Então, a sociedade civil deve ser protagonista do que é certo, mostrando até para as autoridades aquilo que é correto, e não obedecendo se pedir algo errado.
  6. Cuidado
    Como viram, fiz meus questionamentos, mas isso não significa que não me cuido, pois tomo dois antivirais: ivermectina e tenofovir. Estou pronto para me submeter ao tratamento precoce, se porventura for acometido pela Covid-19.
    Outros detalhes que procuro observar são: a boa alimentação; mobilidade, pois ando de bicicleta ou faço caminhada todos os dias, praticamente. Isso, além do exercício físico, ajudar na exposição ao sol, que é salutar.
    Também procuro observar Provérbios 18.14, que diz que “O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido, quem o pode suportar”. O medo é altamente nocivo, devendo ser evitado a todo o custo!
    Além disso, procuro observar o distanciamento e lavar as mãos com água a sabão.
    Tire suas conclusões!
    Pr. Carlos Trapp
18 de janeiro de 2022 / carlostrapp

Datas importantes

Temos, no mínimo, três datas importantes em dezembro. A primeira é o Dia da Família, comemorado no dia 08 de dezembro; a segunda, é o Dia da Bíblia, que sempre é comemorado no segundo domingo de dezembro (estou escrevendo o Editorial nesse dia). A terceira data importante é o Natal, o nascimento de Jesus.
Na edição passada, já escrevi um pouco sobre o Natal, mas cabe dizer mais sobre essa data tão significativa.

Mas eu quero ir, em ordem cronológica, começando pelo Dia da Família.
Segundo o site calendarr.com “A data tem como objetivo homenagear a família, bem como lembrar a sua importância.
Família significa relação afetiva entre as pessoas que tenham ou não laços sanguíneos, um conceito que se baseia no amor, na ajuda mútua, na partilha, e que promove a formação de valores em cada um de nós.
Como elemento fundamental, é importante ser celebrada e homenageada. Assim, o Dia Nacional da Família foi instituído pelo Decreto nº 52.748, de 24 de outubro de 1963.
Além de ser comemorada nesta data, a instituição familiar é comemorada em mais duas ocasiões distintas:

  1. 24 de abril: dia nacional da família na escola;
  2. 15 de maio: dia internacional da família”.
    A família é a base da sociedade. Em tempos idos, tudo acontecia na família, tanto o trabalho, a educação e a formação de novos lares.

O Dia da Bíblia, como já foi dito, sempre acontece no segundo domingo de dezembro.
Segundo relata o site batistasmineiros.org.br “O Dia da Bíblia surgiu em 1549, quando um bispo chamado Cramner, que vivia na Grã-Bretanha, incluiu no livro de orações do rei Eduardo VI, um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do livro Sagrado.
A data escolhida foi o segundo domingo do advento. (O Advento é celebrado nos quatro domingos que antecedem ao Natal). Foi assim que o segundo domingo de dezembro se tornou o Dia da Bíblia.
No Brasil, a data começou a ser celebrada em 1850, com a chegada dos primeiros missionários evangélicos vindos da Europa e dos Estados Unidos.
Uma canção infantil traz em sua letra uma grande verdade: “Sei que a Bíblia é a Palavra de Deus, a regra de conduta é fé, a Palavra de Deus a Bíblia é.” Que a Bíblia seja a cada dia nossa regra de conduta e fé.
Que este dia memorável seja para nós um marco de conscientização para priorizarmos a leitura, o estudo e a aplicação ativa dos ensinos bíblicos em nosso cotidiano, de maneira que, ao manejarmos bem esta Palavra, sejamos forjados em nosso caráter para experimentarmos a vida em abundância em Cristo Jesus”.
Acrescento que é importante destacar a aqui o relevante serviço das Sociedades Bíblicas na causa do Livro Sagrado, e para isso convém remeter o leitor para a história da menina Mary Jones que protagonizou a organização dessas sociedades, tornando a Bíblia mais acessível às pessoas, pois eram caras e raras à época, ou seja, nos meados do século 19.
Quero citar mais dois livros que ajudam o leitor a conhecer a história da Bíblia no Brasil. Um leva o título que citei, ou seja, História da Bíblia no Brasil. O segundo, conta a história dos colportores, que levaram a Bíblia a muitos lares, surgindo desse trabalho muitas igrejas. O título é Semeadores da Palavra – Personagens que tiveram participação decisiva na divulgação da Bíblia no Brasil.
Os dois livros são de autoria do Rev. Luiz Antônio Giraldi, que trabalhou muitos anos na Sociedade Bíblica do Brasil (SBB).
Também importante observar que no Brasil foram organizadas duas entidades para imprimir e difundir a Bíblia.
A primeira, foi a Imprensa Bíblica Brasileira, uma iniciativa das igrejas batistas brasileiras, em 1944; a segunda, a SBB, que foi organizada em 1948.
Quero ainda contar um breve relato da experiência minha com a Bíblia: Quando eu tinha uns 11 anos de idade, deparei-me com uma Bíblia alemã, em letras góticas do ano de 1900.
Comecei a ler, mas minha mãe disse que isso poderia trazer “alguma confusão à minha mente” (era a compreensão que ela tinha à época).
Mas em 1974, voltei a lê-la e fui ricamente abençoado.
O meu desejo é que possamos comemorar condignamente esse Dia da Bíblia, conhecê-la cada vez mais e melhor e seguir os seus ensinos, portanto, que sempre a Palavra de Deus guie as nossas vidas!
O Natal – O nascimento de Jesus deve ser motivo de grande alegria a gratidão de todos nós, pois Deus veio até nós por meio de seu Filho, Jesus, que veio nos redimir, nos salvar, nos livrar da condenação eterna, sem nenhum mérito nosso, ou seja, por graça, por bondade, por misericórdia.
Que esse amor imensurável de Deus nos possa levar a sermos eternamente gratos, e nos levar a obedecer, como salvos, a sempre buscar a fazer a sua vontade, principalmente divulgar essa boa notícia, para que outros também possam crer, pois “a fé vem pela pregação” (Rm 10.17).
Que as igrejas possam comemorar essa data com cultos especiais, cantatas, pregações, nos seus templos, e além dos mesmos!
Obrigado, Papai do Céu, pelo Seu amor!

10 de dezembro de 2021 / carlostrapp

O Natal está chegando

Nessa época, ouvimos, com frequência, de que ano passou voando, e que já estamos próximos das comemorações do nascimento de Jesus.
Quanto às comemorações há os que não o fazem com argumentos bem radicais.
Mas eu entendo que, embora a gente não saiba a data exata do nascimento de Jesus, não há nada de errado na comemoração, desde que vise se alegrar com o nascimento do Salvador Jesus e com o fato de proclamar essa boa notícia aos outros.
Falando nisso, vamos ver alguns textos bíblicos que falam do Natal de Jesus.
Logo após a queda dos nossos “pais”, Adão e Eva, houve a promessa do envio do Salvador, em Gênesis 3.15.
Isaías também lembra disso ao dizer: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (9.6).
Mais adiante, diz: “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz duma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nemhuma beleza havia que nos agradasse.
Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.
Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados (53.2-5).
O evangelista Lucas, relata: “Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se.
Este, o primeira recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria.
Todos iam alistar-se, cada um na sua própria cidade.
José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judeia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
Estando ele ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.
Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite.
E um anjo do Senhor desceu onde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor.
O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura.
E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:
Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele quer bem.
E, ausentando-se deles os anjos para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer.
Foram apressadamente e acharam Maria e José e a criança deitada na manjedoura.
E, vendo-o, divulgaram o que lhes tinha sido dito a respeito deste menino.
Todos os que ouviram se admiraram das coisas referidas pelos pastores.
Maria, porém, guardava todas estas palavras, meditando-as no coração.
Voltaram, então, os pastores glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora anunciado” (2.1-20).
Então, eu citei textos bíblicos extensos para vermos e relato bíblico do amor de Deus para conosco, para ter a certeza de que Deus nos amo e que Ele demonstrou isso ao enviar seu Filho Jesus e que isso deveria ser motivo de grande alegria para nós e que isso deveria ser proclamado.
Ora, alegria remete a festejos. Então, temos motivos abundantes para celebrarmos o nascimento de Jesus.
Lembro que no meu tempo de criança sempre fazíamos peças teatrais, cânticos, mensagens, tudo promovido pela escola na qual estudava. Enfim, a data não passava em branco.
Sei que aqui em Campo Grande muitas igrejas fazem cultos especiais, onde imperam as cantatas natalinas, visitantes são convidados e há uma mensagem especial de Natal, afinal, o nascimento de Jesus merece ser comemorado condignamente.
Creio que um dos fatores importantes é levarmos as mensagens para além dos nossos templos para que maior número de pessoas possa conhecer essa maravilhosa história do amor de Deus para com a humanidade, essa boa-nova que fomos mandados pregar a toda criatura.
Que esse tempo de Natal possa ser motivo de alegria, como foi para os pastores na época de Jesus, de comemoração adequada, de muito louvor, de proclamação dessa boa notícias, ainda mais em tempos um tanto quanto difíceis.
Jesus foi o maior presente que Deus nos deu, e a Sua salvação está disponível para todos, por isso é chamado de evangelho, a boa nova para todos os povos.
Vamos proclamá-la a todas as direções, pois é o nosso dever!

Pr. Carlos Trapp

17 de outubro de 2021 / carlostrapp

Ecos do contexto

Já passamos a primeira quinzena do mês de setembro.
Já tivemos as manifestações gigantes do Dia da Independência, onde o povo manifestou o seu desejo de liberdade, contra as arbitrariedades praticadas por integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), entre as quais a ingerência no Poder Legislativo e no Executivo.
Há pessoas presas por “crime de opinião”; houve reuniões de integrantes do STF com representantes políticos, quanto à questão do voto impresso e contagem pública de votos, o que é interferência nos poderes; o STF já tomou decisões que eram de competência do Congresso, como foi o caso da equiparação da tal “homofobia” em relação ao crime de racismo, que são coisas bem distintas.
Então, nada mais plausível do que o povo reagir e mostrar a sua contrariedade em relação a esses fatos, se manifestando pacificamente, como aconteceu.

Datas importantes: Os presbiterianos comemo-raram no dia 12 de agosto a chegada do primeiro missionário ao Brasil. Trata-se do Rev. Ashbel Green Simonton. Embora já em 1558 um grupo de cristãos huguenotes havia chegado ao Brasil, mas que foram martirizados à época, fato que ficou conhecido como A tragédia da Guanabara.
Mas a vinda de Simonton, embora tenha falecido precocemente, teve a felicidade de ver seu trabalho frutificando, tendo hoje cerca de 650 mil membros, em mais de 6 mil igrejas e congregações, distribuídos em 362 presbitérios, agrupados em 87 sínodos.

Já os batistas tiveram duas datas importantes: A primeira foi no dia 20 de agosto, quando foram lembrados os 110 anos desde a organização da primeira igreja batista em solo mato-grossense (Estado indiviso).
No início, o trabalho foi dificil por causa das perseguições que os primeiros cristãos sofreram, mas a persistência fez com que chegassem a todos os municípios de nosso Estado.
Hoje, temos em todo o Estado, 296 igrejas e congregações, divididas em seis associações, com 37 mil membros, e cerca de 400 pastores.
Há, inclusive, igrejas que tem atividades religiosas fora da Brasil, levando o evangelho além-mar.
Que Deus abençoe o tra-balho evangelístico e missio-nário de todos os cristãos, para que todos sejam alcançados pelo evangelho (Mc 16.15,16).
Já no dia 10 de setembro, comemoraram 150 anos da organização primeira igreja batista em solo brasileiro, mais precisamente em Santa Bárbara do Oeste, SP.
Hoje, os batistas estão em todos os estados brasileiros, divididos em 33 convenções estaduais, com 13 mil igrejas e congregações, com cerca de 15 mil pastores, e contando com cerca de três milhões e meio de membros.
Possuem três seminários institucionais, fora os que pertencem a convenções estaduais, associações e igrejas. Além disso, possuem duas juntas missionárias: Uma que abrange o país e outra que visa alcançar o mundo, cujos endereços eletrônicos são os seguintes: missoesnacionais.org.com e missoesmundiais.com.br

Quanto à pandemia, temos visto, graças a Deus, um arrefecimento da incidência, e amanhã, dia 20, devem ser liberadas mais atividades.
Espero em Deus que em breve estejamos totalmente livre desse incômodo.

Ligado à pandemia temos o passaporte sanitário que visa exigir o uso da cartei-rinha de vacinação para a entrada em certos recintos.
Entendo que isso é algo inconstitucional, pois obriga a pessoa a se deixar vacinar.
Lembro que ninguém deve ser obrigado a se vacianar. Com isso não estou estimulando a pessoa a fugir da vacina, apenas lembrando da não obrigatoriedade, até porque existem formas de a pessoa se proteger contra o vírus. Por exemplo, eu tomo dois antivirais, procuro observar o distanciamento, lavar as mãos, uso de máscara em ambientes fechados, observar Provérbios 18.14, e assim por diante.
Acabei de ver num grupo de WhatsApp, a seguinte mensagem:
Cada ser humano escolhe o que deseja, não é? Ao menos é que o almejamos num País Democrático.
O cidadão decide, mesmo com todas as propagandas advertindo o mal que causa a saúde:
• Fumar cigarro ou maconha ou não fumar!
• Injetar drogas em seu próprio corpo ou não injetar!
• Ingerir bebidas alcoólicas ou não ingerir!
Quanto as prevenções de saúde, cada cidadão decide:
• Vacinar contra H1N1 ou não vacinar!
• Vacinar contra Pneumonia ou não vacinar! (Neste dois casos acima, as vacinas encontram-se disponíveis gratuitamente para pequenos “grupos de risco” da sociedade).
Não pode ser diferente com essa pandemia – Covid 19.
Cada cidadão deve ter a livre escolha de:
• Fazer uso de medicamento precoce ou não fazer.
• Vacinar com vacinas experimentais ou não vacinar.
É preciso garantir o direito de escolha, assim como se escolhe um candidato a um cargo público, o futuro cônjuge, e assim por diante!
Nota: O foco não é o certo ou errado, mas a liberdade de escolha. Você não deve obrigar alguém a ser cristão, por exemplo: Se não for cristão não entra aqui!

Pr. Carlos Trapp

16 de setembro de 2021 / carlostrapp

Há 162 anos, uma semente foi plantada eaté hoje a árvore cresce frondosa

A primeira mensagem da fé cristã de tradição reformada foi proclamada em terras brasileiras, ainda muito cedo, no longínquo ano de 1558, quando um grupo de huguenotes franceses, chegados ao Brasil um ano antes, foi martirizado na então “França Antártica” (hoje Rio de Janeiro), no episódio que ficou conhecido como “A Tragédia da Guanabara”, que deu origem à Confissão de Fé da Guanabara, o primeiro escrito pro-testante redigido no Brasil e de todo o Continente Americano.
A Fé Reformada voltou ao Brasil no século XVII, sendo pregada pelos holandeses na Região Nordeste aos nativos. No auge do trabalho reformado, existiam 22 igrejas instituídas, organizadas em dois presbitérios e um sínodo regional. As Igrejas Reformadas realizaram muitos trabalhos missionários nas aldeias dos indígenas, usando uma tradução em tupi do Catecismo de Heidelberg, o que levou a conversão de indígenas e até mesmo a ordenação de mi-nistros nativos para as igrejas locais, formados na Universidade de Leiden; mas esse trabalho foi duramente perseguido após a expulsão dos holandeses do Brasil.
Mas em 12 de agosto de 1859, chega ao Brasil um jovem missionário, o Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867), pioneiro presbiteriano em nossa pátria! Simonton, fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), juntamente com o Rev. José Manoel da Conceição (1822-1873), o primeiro pastor evangélico brasileiro, foram os personagens mais notáveis dos primórdios do protestantismo no Brasil.
Simonton, nasceu em West Hannover, no sul da Pensilvânia, filho do médico William Simonton e de Martha Davis Snodgrass, filha de um pastor presbiteriano. Ashbel era o mais novo de nove irmãos, sendo que um deles, James Snodgrass Simonton, quatro anos mais velho que Ashbel, viveu por três anos no Brasil e foi professor na cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro. Uma das quatro irmãs, Elizabeth Wiggins Simonton (1822-1879), conhecida como Lille, veio a casar-se com o Rev. Alexander Latimer Blackford, vindo com ele para o Brasil.
Simonton, influenciado por um reavivamento em 1855, fez a sua profissão de fé e, pouco depois, ingressou no Seminário de Princeton. Um sermão pregado por seu professor, o famoso teólogo Charles Hodge, levou-o a considerar o trabalho missionário no estrangeiro. Três anos depois, candidatou-se perante a Junta de Missões da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, citando o Brasil como campo de sua prefe-rência. Dois meses após a sua ordenação, embarcou para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade, vindo a falecer, de febre amarela, aos 34 anos, em 1867, no Rio de Janeiro – sua esposa, Helen Murdoch, falecera três anos antes, também em terras brasileiras. Apenas oito anos, mas preciosos para o Reino de Deus.
Foi sucedido pelo Rev. Alexander Latimer Blackford, nascido em 09 de janeiro de 1829, em Martins Ferry, Ohio. Blackford formou-se em teologia pelo Western Theological Seminary, sendo ordenado mi-nistro presbiteriano em 20 de abril do mesmo ano, vindo para o Brasil com sua esposa (Elizabeth Blackford, irmã de Simonton) em 25 de julho de 1860, para auxiliar seu cunhado. Foi incansável na evangelização dos brasileiros, viajando por toda a região de São Paulo e Minas Gerais, pregando o evangelho segundo a tradição reformada. Em 05 de março de 1865, organizou a Igreja Presbiteriana de São Paulo, sendo o seu primeiro pastor. Após a morte de seus cunhados, ficou responsável também pelo cuidado e educação de sua sobrinha, Helen Murdoch Simonton.
Um dos frutos desse esforço missionário foi o Rev. José Manoel da Conceição, o primeiro brasileiro a ser ordenado ministro protestante, em 1865. Ex-padre, após alcançado pelo trabalho do Rev. Blackford, visitou incansavelmente dezenas de vilas e cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e sul de Minas, pregando e fundando comunidades, tendo sido bastante perseguido em suas peregrinações – não poucas vezes sendo alvo de agressões físicas. Faleceu na região do Vale do Paraíba, no Natal de 1873, devido a ferimentos sofridos.
Em sua memória, aos 11 de fevereiro de 1980, foi fundado o Seminário Teológico Presbiteriano, Reverendo José Manoel da Conceição – JMC, em São Paulo-SP.
A Igreja Presbiteriana é uma federação de igrejas que tem em comum uma história, uma forma de governo, uma teologia, bem como um padrão de culto e de vida comunitária. Historicamente, a Igreja Presbiteriana do Brasil pertence à família das igrejas reformadas ao redor do mundo, e é uma das primeiras Igrejas protestantes em nosso país, antecedida apenas pela Igreja Evangélica Fluminense, fruto do ministério autônomo iniciado pelo também presbiteriano, Rev. Robert Reid Kalley. Mais tarde, ao longo do século 20, surgiram outras igrejas congêneres, que também se consideram herdeiras da tradição calvinista, como Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (1903), a Igreja Presbiteriana Conservadora (1940), a Igreja Presbiteriana Fundamentalista (1956), a Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (1975), e Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (1978) – assim como algumas igrejas criadas por imigrantes vindos da Europa continental, tais como suíços, holandeses e húngaros.
Hoje a IPB conta, conforme o último levantamento consolidado (2016), com 649 mil membros, em 2.805 igrejas e 3.256 congregações e pontos de pregação. Entre 2004 e 2016, a Igreja cresceu cerca de 37,14%, enquanto o IBGE apontou, no mesmo período, um crescimento da população de 10,69%. Hoje as Igrejas estão distribuídas em 362 presbitérios, por sua vez agrupados em 87 sínodos. A instância maior da IPB é o Supremo Concílio, cujo atual presidente é o Rev. Roberto Brasileiro Silva, reeleito na última reunião ordinária (2018) para um mandato de 04 anos. O vice-presidente é o Rev. Augustus Nicodemus Lopes.
Possui diversas autarquias missionárias, das quais se destacam a Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT) e Junta de Missões Nacionais, com missionários em todo o território nacional e em todos os continentes.
A Missão Evangélica Caiuá, em Dourados-MS, também é um trabalho da IPB. além disso, possui diversos hospitais e intituições educacionais espalhados pelo Brasil, desde escolas e colégios até universidades, como, por exemplo, o Instituto Presbiteriano Mackenzie, em São Paulo-SP (este último, agora, com extensão em nosso Estado através da Escola Presbiteriana Erasmo Braga, em Dourados-MS). Possui ainda 08 seminários para formação teológica de pastores, tanto presbiterianos quanto de ou-tras denominações evangélicas.
Nada disso teria sido possível sem aqueles que colocaram suas vidas no altar de Deus, para serem usados conforme o Seu eterno propósito. Lembramo-nos dos pioneiros, mas a glória pertence somente ao Senhor, que através de incontáveis servos e servas fiéis tem resgatado vidas para o Seu Reino. Como escreveu um missionário, “a missão do ide é dada aos discípulos – mas primeiro recebemos o Espírito Santo que nos capacita a cumprir a missão recebida. A proclamação do evangelho, é então nossa responsabilidade e nosso privilégio”. Até que o Rei volte, devemos trabalhar para que Sua árvore continue crescendo e dando frutos de justiça e louvor para a honra de Deus, o Pai!
Nossa certeza é a mesma do Rev. Ashbel Green Simonton, há mais de um século e meio: “amanhã, quando eu acordar, Deus estará comigo; e, se acaso não acordar, eu estarei com Ele”.

Rev. Clemente A. Albuquerque Jr, pastor da 3ª Igreja Presbiteriana em Campo Grande

Com consultas a:

  • CRESPIN, Jéan. “A TRAGÉDIA DA GUANABARA”. Editora CPAD, 1ª Edição: 2006.
  • MATOS, Adão Carlos Matos; NASCIMENTO, Alderi Souza De. “O QUE TODO PRESBITERIANO INTELIGENTE DEVE SABER”. Editora Z3Ideias, 1ª Ediçao: 2007.
  • https://www.ipb.org.br/
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/
15 de setembro de 2021 / carlostrapp

Meu pai amigo

No dia 08 de agosto, comemoramos o Dia dos Pais.
Aproveitei para escrever esse texto e o publiquei no Facebook e no meu blog, onde procuro destacar algumas qualidades de meu falecido papai, dentre as quais a amizade que ele cultivava comigo.
Eis o texto que publiquei, que sofreu alguns acréscimos:
Tive o privilégio de ter um pai amigo, entre outras virtudes.
Se estivesse vivo, teria 91 anos; faleceu, prematuramente, aos 54 anos de idade, vítima de cirrose hepática. Era casado com Elsi Trapp, que faleceu no ano passado (20 de janeiro), e tiveram dois filhos: eu e a minha irmã, Anelise.
Quero destacar algumas virtudes:

  • Amigo: Meu pai gostava de me levar para onde ia, sempre que possível, sinal que ele gostava de estar comigo e, consequentemente, eu gostava de estar com ele. Saíamos a pé, a cavalo, de bicicleta e de carroça, puxado por bois ou cavalos. Lembro que íamos aos cultos de carroça.
  • Caprichoso: Meu pai gostava de fazer as coisas com capricho, tanto na lavoura, como em casa. Ao capinar, procura não deixar um pé de mato para trás, e até chamava à atenção se eu ou a mamãe deixávamos algo para trás. Se construía algum brinquedo para mim, o fazia com esmero.
  • Rigoroso: Ele falava para mim, quanto à disciplina: “Eu falo duas vezes; na terceira, a vara entra em ação, ou assovia”. O rigor de meu pai me ajudou a me livrar de muitos males, sendo que hoje tem muitos pais que pensam que rigor e disciplina são nocivos, e não é isso, conforme a própria Bíblia diz: “O que retém a vara aborrece o seu filho, mas aquele que o ama, cedo, o disciplina” (Pv 13.24).
  • Leitor: Ele recebia material da Alemanha, através de um amigo, como revistas e livros. Também assinou, por longo tempo, uma revista chamada Kirchenblatt (Folha Eclesiástica), que era da Igreja Luterana. Lia à luz de lamparina, pois não havia energia elétrica. Às vezes, passava a noite lendo. Tinha uma Bíblia em alemão, de uma Editora Católica, em letras góticas, impressa na Alemanha, do ano de 1900, sem os livros apócrifos (hoje está comigo). Também possuía um livro sobre Medicina, chamado Der Hausarzt (O médico caseiro), impresso nos Estados Unidos, em língua alemã. Aprendi a ler com meu pai, que me comprou livros escolares e eclesiásticos.
  • Trabalhador: Morávamos na colônia, tanto no RS como no PR, para onde nos mudamos em 1970. No RS, além da cultura do milho, feijão, soja, batata doce, cana de açúcar, tínhamos uma lavoura de arroz irrigado. Pouco dependíamos de compras na “venda” como chamávamos o comércio local. Tínhamos um pequeno rebanho de gado: uma junta de bois, uma vaca, alguns bezerros, dois cavalos, além de galinhas e porcos. Fazíamos melado e “schmier”, uma espécie de doce para colocar no pão, que era feito de melado, com alguma fruta ou legume. Esse serviço geralmente era feito no inverno e em tempos úmidos, quando se levantava bem cedo para dar conta do serviço. Meu pai não deixava ninguém reclamar de algo; todos tinham que ter boa vontade para trabalhar. Aproveitávamos para assar batatas doces no fogo com o qual era feito o melado. Acrescento aqui que esse melado causava cáries, pois nem sabíamos o que era uma escova de dente. O melado também era aproveitado para fazer pé de moleque, muito usado junto ao chimarrão.
  • Formação: Meu pai tinha apenas o Primário, como era conhecido à época. Ele se preocupou com a minha formação, ao me colocar numa escola particular confessional luterana, que era paga, que ficava um pouco mais distante da escola pública. Já estava tudo encaminhado para que eu ficasse na casa de alguém na cidade para fazer o Ginásio. Esse plano só foi interrompido com a venda da nossa terra (12 hectares) e a consequente mudança para o PR, onde meu pai veio a falecer em 1984.
  • Gratidão: Quero agradecer a Deus por meu pai, por tudo de bom que me passou, lembrando que no momento do falecimento de meu pai, eu disse que assumiria o compromisso de honrar meu pai, do legado que ele deixou.
    Um pai cheio de virtudes é uma grande bênção.
    Parabéns aos pais e que você possa ser um pai assim!
  • Carlos Trapp

9 de agosto de 2021 / carlostrapp

Dr. Luiz Ovando pede que líderes cristãos combatam manipulações contra Bolsonaro

Com o aumento das críticas e ataques da oposição ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), o deputado federal, Dr. Luiz Ovando (PSL), está pedindo apoio de líderes religiosos para combater manipulações e distorções que têm o propósito de atingir o go-verno.

“Este é meu recado para pastores, padres, evangelistas ou teólogos. O presidente Bolsonaro representa a volta dos valores e princípios, como o respeito a Deus e à religião, respeito à identidade e à cultura do povo brasileiro, defesa da vida, da legítima defesa, da família e da infância”, afirma, em vídeo publicado em suas redes sociais.

Ovando diz que, ao ser apeada do poder, a esquerda não aceitou que o país fosse comandado por um presidente conservador, que defende valores e princípios da família, em contraposição ao PT, por exemplo, que segundo ele, quer liberar o aborto e atacar outros pontos que afetam princípios cristãos.

Afirma ser importante que líderes cristãos esclareçam aos fiéis sobre as reais intenções da oposição.

“Precisamos esclarecer a população sobre o risco que corremos com todas essas manipulações e distorções que entram em nossos lares diariamente”, reforça o parlamentar, que é médico há 46 anos.

Ao avaliar os dois anos e meio de governo, o deputado destaca o fechamento das torneiras por onde jorrava dinheiro para sindicatos, entidades e ONGs com viés ideológico.

“Com Bolsonaro, o repasse de recursos passou a ser feito de forma criteriosa, o que afetou o faturamento de quem vivia à custa do poder público”, diz.

Também cita o fato de as estatais começarem a dar lucro, enquanto em governos anteriores os prejuízos colocavam em risco a sobrevivência dessas empresas, sem aporte governamental.

“Mesmo com pandemia e muitas adversidades, tem havido recordes de produção, exportação, arrecadação e geração de empregos”, des-taca.

Ovando entende que é preciso que igrejas promovam debates sobre o perigo que ronda as famílias brasileiras. “Que os mal intencionados sejam retirados do nosso meio com a transformação do Brasil em mensageiro mundial do projeto libertador de Deus”, defende o deputado, que é professor da Escola Bíblica na Terceira Igreja Batista de Campo Grande.

Assessoria de comunicação

9 de agosto de 2021 / carlostrapp

Os desafios que encontramos pela vida

Quando olhamos à nossa volta, quando pensamos no futuro, vemos quantos desafios que podemos encontrar.
Tenho como desafio as minhas tarefas que são fazer o jornal mensalmente, mas também realizar o trabalho com a Sociedade Bíblica do Brasil com o Projeto Semeador, só para citar as atividades normais.
Mas eu também tenho res-ponsabilidades com a igreja, com a distribuição de folhetos, através dos quais procuro pregar o evangelho, que não devo ficar devendo para ninguém.
Falando em pregar o evangelho, nós temos hoje as redes sociais, onde podemos compartilhar vídeos, músicas, textos, enfim, temos muitas ferramentas para difundir o evangelho de Jesus Cristo.
Lembro que fui alcançado pelo evangelho através de uma literatura que meu tio enviou do RS, pelo Correio, que ele recebeu da Alemanha. Por isso, eu tenho essa queda pela literatura para evangelizar.
Agora, no campo político, quase que diariamente surgem novos desafios, dentre os quais vou citar alguns:
Voto impresso e auditável: Há um empenho considerável nesse sentido por causa da sua importância.
Hoje cedo, inclusive, ao assistir um programa noticioso pela TV, vi a fala de um parlamentar, se manifestando contra o voto impresso.
Logo peguei meu celular e mandei a seguinte mensagem para ele, na qual também abordei alguns outros assuntos:
Bom dia, Deputado!
Obrigado pelo diálogo!
Corrupção? Só se for a inventada por alguns difamadores da CPI, pois nada foi comprado!
Acabei de assistir sua mani-festação contra o voto impresso e auditável, que já conhecia!
Sua postura já é demonstrada aqui no WhatsApp ao desabi-litar os pauzinhos, não falando se leu ou não a mensagem, nem coloca foto no perfil.
Por que essa falta de amor pela transparência? Não te-nho como dizer outra coisa.
Há mil e um motivos para desconfiar das urnas: a própria postura do ministro Barroso, que deveria ser neutra, além da soltura do Lula.
Nas eleições municipais, houve um “apagão” gerando uma revolta de muitos.
E se podemos ter trans-parência quanto aos votos, por que nos opor?
Você recebe um comprovante de que votou; de que fez uma compra.
Quando nasce, casa, falece emite-se um documento que comprovam isso.
Fico realmente aborrecido com sua postura, que não contribui com a qualidade, a transparência da eleição.
Na igreja, no condomínio, na prefeitura, na empresa, enfim, em todo lugar se deve prestar contas.
Aqui em casa, só tem um caixa e eu e minha esposa prestamos conta um ao outro.
Confiança não se exige; se conquista.
Ainda acrescentei: Veja o que acontece na política brasileira: Não querem que você se oponha à prática homossexual, que está dentro da liberdade religiosa (crime de opinião), mas pode praticar o assassinato de um bebê no ventre materno, que muitos advogam.

Temos também diante de nós a questão da Covid-19, que tem ceifado vidas, até pelo fato de ter sido politizada.
Há poucos dias, perdi um irmão na fé, que era alguém próximo de nós. Ele foi várias vezes ao posto de saúde e lhe deram dipirona e mandaram para casa.
Em vez de entrar com o tratamento precoce, lhe deram dipirona.
Também entendo que postos de saúde não deveriam exigir testes, pois esses somente retardam o tratamento, e a Ciência nos diz que quanto mais antes tratamos de uma doença, mais certa é a recuperação.
Ainda quanto à Covid, fico triste quando vejo pessoas usando máscaras desnecessariamente. Se saio para passear com um animal de estimação, não preciso usar máscara, nem quando saio de bicicleta. Tudo deve ser feito com inteligêcia.

Outro desafio que vejo é em relação às redes sociais. Primeiro, quero destacar a grande utilidade que as mesmas tem. Por outro lado, tem o mau uso. Um deles é no campo do uso do WhatsApp, pois há pessoas que desabilitam os chamados pauzinhos que se habilitados lhe dizem se a pessoa leu ou ouviu a sua mensagem.
Essa é uma atitude louvável, pois é uma opção pela verdade, pela transparência.
Outro ponto negativo é um certo egoísmo, pois já ouvi comentários de pessoas que saíram de grupos simplesmente porque não estão inte-ressados em contribuir com o grupo, mas apenas em receber coisas boas.
Outro detalhe são os bloqueios. Eu nunca bloquei ninguém dos contatos pessoais. Se entendo que está me enviando coisas inconvenientes eu falo com a pessoa, que é muito mais elegante do que bloqueá-la.
A questão do bloqueio também deve valer quanto às listas de transmissão, pois é sempre melhor falar do que bloquear as mensagens da pessoa.

Outro desafio é o exercício da cidadania.
Falando nisso, ano que vem, se Deus quiser, tem eleições, e é bom que estejamos atentos “no andar da carruagem”, para ter os devidos subsídios, visando uma escolha adequada.
Que Deus nos ajude a vencer os desafios!

Pr. Carlos Trapp