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20 de setembro de 2016 / carlostrapp

Uma agenda para o voto consciente

“Eu tenho ouvido: ‘Não traga a religião para a política’. É precisamente para este lugar que ela deveria ser trazida e colocada ali na frente de todos os homens como um candelabro”
(C. H. Spurgeon).

Como se costuma dizer, “a política é o espaço do bem comum”, frase que pode ser entendida como uma forma de praticar o amor cristão. Afinal, é pela ação política que muitas pessoas no país podem ser beneficiadas pelo bem e pela justiça. Mas para que isso aconteça, é necessário que a prática política esteja fundamentada em valores éticos. Além disso, a transformação da conjuntura social de acordo com a cosmovisão cristã é, também, uma forma de evangelizar. Portanto, com o objetivo de propor o voto consciente e responsável aos cristãos evangélicos, sugerimos alguns elementos que deverão ser considerados na hora da sua escolha eleitoral:

1. Conheça bem o candidato que receberá o seu voto. Pesquise seu histórico pessoal, seus feitos, seus valores e suas propostas. Pesquise também suas promessas durante a campanha eleitoral, analisando se são plausíveis. Acompanhe as entrevistas que os candidatos concederem na mídia e compare o que cada um diz. Veja também se o candidato se porta com decência e se sua escala de valores é voltada para o interesse público. Se ele se identifica como cristão, é importante saber a que igreja ou comunidade ele está filiado e se ele a frequenta regularmente, buscando conselho e prestando-lhe contas. Enfim, não desperdice o seu voto com alguém de quem você nunca ouviu falar, sem saber as suas propostas e sua postura ética durante a campanha eleitoral.

2. Também considere se os projetos do candidato estão de acordo com os do partido ao qual ele está filiado, pois ao votar em um candidato você ao mesmo tempo vota num partido, ajudando a eleger candidatos do mesmo partido. Por isso, é preciso conhecer os programas e a filosofia do partido. No caso de candidatos evangélicos, é bom averiguar se estes e seus partidos não somente afirmam, mas estão comprometidos com a separação entre a Igreja e o Estado, lembrando que toda autoridade procede de Deus.

3. Lute contra todas as formas de corrupção, apoiando mecanismos de controle do uso do dinheiro público e das prioridades do governo; colaborando para que projetos tais como o Ficha Limpa, que tratem sobre a ética nas eleições, sejam conhecidos e aplicados; denunciando o uso da máquina administrativa federal, estadual ou municipal para favorecer determinados candidatos; em conformidade com a lei N.º 9.840/99, denunciando a compra de votos através de dinheiro, programas assistenciais ou promessas de vantagens pessoais, assim como quem obrigue os eleitores a votar em determinados candidatos, seja por meio de ameaças, seja através de pressão religiosa.

4. Apoie propostas que defendam a vida e a dignidade do ser humano em qualquer circunstância. Para a fé cristã, a vida humana é dom de Deus, desde a concepção no ventre materno até ao dia de sua morte. Portanto, proteger a vida inclui combater o aborto e a eutanásia; reprimir a violência por meio de políticas de segurança pública realistas; promover uma ética do trabalho que enfatize virtudes bíblicas, tais como honestidade, pontualidade, diligência, obediência ao quarto mandamento (“seis dias trabalharás”), obediência ao oitavo mandamento (“não furtarás”) e obediência ao décimo mandamento (“não cobiçarás”); defender o direito à propriedade privada como direito fundamental (cf. Êx 20.15, 17; 1Rs 21.1-29).

5. Verifique qual a proposta educacional do candidato, analisando se ele defende a qualidade e a liberdade do ensino, inclusive no âmbito religioso, promovendo uma escola digna e de qualidade. Confira também se ele promove as liberdades individuais, por meio do estabelecimento de normas gerais de conduta que redundem em liberdade de expressão, associação e de imprensa.

6. Rejeite candidatos e partidos com ênfases estatizantes e intervencionistas nas esferas familiar, eclesiástica, artística, trabalhista e escolar, que concebam um ambiente onde se tem pouca ou nenhuma liberdade pessoal e econômica. Para a fé cristã, a família, a igreja, o trabalho e a escola são esferas independentes do Estado, pois existem sem este, derivando sua autoridade somente de Deus. Logo, o papel do Estado é mediador, intervindo quando as diferentes esferas entram em conflito entre si ou para defender os fracos contra o abuso dos demais. Portanto, os cristãos devem não somente não apoiar, mas também resistir a um sistema político autoritário ou totalitário (cf. At 5.29; Ap 13.1-18).

7. Repudie ministros, igrejas ou denominações que tentem identificar determinada ideologia com o reino de Deus ou com a mensagem bíblica. Pois, como afirma a Declaração de Barmen [8.18], “rejeitamos a falsa doutrina de que à Igreja seria permitido substituir a forma da sua mensagem e organização, a seu bel-prazer ou de acordo com as respectivas convicções ideológicas e políticas reinantes”. A igreja, ao proclamar com fidelidade a Palavra de Deus, influencia o Estado, de modo que suas leis se conformem com a vontade de Deus, decorrendo daí consequências políticas de tal fidelidade ao chamado primário da comunidade cristã.

8. Apoie candidatos comprometidos com propostas e leis que sejam derivadas da lei de Deus, como revelada nas Escrituras, pois esta é a fonte absoluta e final da ética pessoal, eclesiástica e social. Há que se ter compromisso por parte do candidato com o contrato social, que é um acordo entre os membros de uma sociedade pelo qual reconhecem a autoridade sobre todos de um conjunto de regras, a Constituição, que limita o poder, organiza o Estado e define direitos e garantias fundamentais.

9. Valorize candidatos e partidos comprometidos com o modelo republicano de governo, no qual a nação é governada pela lei constitucional e administrada por representantes eleitos pelo povo, assim como a divisão e a separação dos poderes executivo, legislativo e judiciário, de modo que nenhum governo ou ramo do governo monopolize o poder. Assim também valorize aqueles que respeitem a alternância do poder civil, que impede que um partido ou autoridade se perpetue no poder, assim como a defesa do pluralismo político e partidário. Portanto, devem-se rejeitar candidatos que apoiem o Decreto N.º 8.243, conhecido como Política Nacional de Participação Social (PNPS). Tal decreto fere a cláusula pétrea constitucional da autonomia e independência dos Poderes, e praticamente desmonta a democracia representativa, substituindo-a pela participação popular direta, indicada, nomeada e controlada por órgãos do Estado.

10. Apoie candidatos que enfatizem as funções primordiais do Estado, onde os governantes têm a obrigação de zelar pela segurança do povo, pela qual pagamos tributos (cf. Rm 13.1-7), assim como ressaltem a limitação do poder do Estado, pois a partir das Escrituras, entende-se que o governo civil não tem autoridade para cobrar impostos exorbitantes, redistribuir propriedades ou renda, criar zonas francas ou confiscar depósitos bancários.

Pedimos que o Cristo Rei, o único e absoluto soberano Senhor, nos sustente e nos conduza sempre em nossas opções políticas. Façamos destas eleições um gesto de amor a este país e a nossos irmãos e irmãs, para maior glória de Deus.

Bibliografia:

• “A Declaração Teológica de Barmen”, em A Constituição da Igreja Presbiteriana Unida dos Estados Unidos da América, Parte 1: Livro de Confissões (São Paulo: Missão Presbiteriana do Brasil Central, 1969), 8.01-8.28.
• Johannes Althusius, Política (Rio de Janeiro: Top Books, 2003).
• João Calvino, As Institutas ou Tratado da Religião Cristã. ed. latina de 1559 (São Paulo: Cultura Cristã, 2006), IV.20.1-32.
• Wayne Grudem, Política segundo a Bíblia (São Paulo: Vida Nova, 2014).
• Abraham Kuyper, Calvinismo (São Paulo: Cultura Cristã, 2002).
• Augustus Nicodemus Lopes, Ética na política e a universidade: Carta de princípios 2006 (São Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2006).
• Ives Gandra da Silva Martins, “Por um congresso inexpressivo”, Folha de São Paulo (10/06/2014). http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/06/1467665-ives-gandra-da-silva-martins-por-um-congresso-inexpressivo.shtml.
• Merval Pereira, “Desconstruindo a representação”, O Globo (08/06/2014). http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?blogadmin=true&cod_post=538649&ch=n.
• Francis Schaeffer, A igreja no século 21 (São Paulo: Cultura Cristã, 2010).
• C. H. Spurgeon, The Candle (Delivered on Lord’s-Day Morning, April 24, 1881, at The Metropolitan Tabernacle, Newington). http://www.spurgeongems.org/vols25-27/chs1594.pdf.
• Voto consciente: dever do cristão (Rio de Janeiro: Arquidiocese do Rio de Janeiro, s/d).

Pr. Franklin Ferreira

teologiabrasileira.com.br

28 de agosto de 2016 / carlostrapp

Solicitação importante de um pastor

Certa vez, meu marido, Carlos Trapp, como presidente do Grupo Evangélico de Ação Política (Geap), recebeu a solicitação de um pastor, em época de campanha eleitoral, para que escrevesse algo que fosse oportuno para os membros de sua igreja e que, depois, foi disponibilizado a outros pastores, conforme segue:
 
“Caro pastor 
Parabéns pela sua preocupação em exercer, de forma salutar, a cidadania. Esta é uma área em que precisamos passar bastante informações, pois existem diversas distorções em nosso meio. Há pouco, estava falando com um pastor no Paraná, pelo messenger, dizendo que “o Evangelho basta”.
Se todos aceitassem o Evangelho, daria para concordar, mas sabemos que não é assim, por isso precisamos do Estado, para reprimir a maldade e elogiar a bondade, entre outas coisas (Rm 13).
É hora de votar! – Uma escolha criteriosa.
Primeiro, precisamos saber que todos somos políticos; o ser político é algo inerente ao ser humano; apenas podemos escolher em ser bons ou maus políticos. 
Segundo, política não é apenas um pleito eleitoral, mas muito mais do que isso: é pedir nota fiscal quando fazemos uma compra, é ter programas originais em nosso computador, é respeitar o outro no trânsito, gostar de estudar, pagar impostos, etc.
Terceiro, precisamos ter consciência que somos sócios do País e como tais devemos contribuir com nossas ações para o bem-estar da sociedade brasileira.
Quarto, precisamos ter em mente que sem Governo a vida em sociedade não é possível, pois somos regidos por leis, deveres, direitos, sanções, punições etc.
Sendo assim, é muito salutar que participemos das eleições, pois é uma parte interessante do ‘ser um bom político’.
 
 E como podemos fazer isso? É fazer uma boa escolha. Mas isso implica em quê? 
Primeiro, gostaria de falar sobre escolhas inadequadas
a) Não devemos votar em alguém por que nos fez um favor; uma cirurgia, arranjou um documento, deu emprego, patrocinou a gravação de um CD, etc. Isso é interesse pessoal, imediatista; devemos pensar em alguém que vai legislar em favor do povo durante quatro anos.
b) Não devemos votar em alguém que não imprime suas propostas, distribui apenas ‘santinhos’, que não dizem praticamente nada (talvez alguém diga que estou exagerando, mas é hora de sermos mais exigentes na política).
c) Não devemos votar em quem não tem tradição política, ainda não trouxe nem um benefício para a sociedade, enfim, um/a aventureiro/a.
d) Não devemos votar em quem não tem compromissos com os valores do Cristianismo.
Segundo, como escolher bem o/a candidato/a:
a) A Bíblia traz orientações, pois em Deuteronômio 17.15, diz que os israelitas deveriam escolher alguém dentre eles, o que equivale hoje, no meu entender, alguém do nosso meio (se houver para o cargo), ou seja, um/a cristão/ã.
b) Precisamos ver se esta pessoa, do nosso meio, tem traquejo político, propostas, coerência com os valores do Cristianismo e se quer agir em favor da sociedade toda. No livro supracitado, Deus não só diz quem escolher, mas também como o escolhido deve se comportar (17.16-20).
Outra coisa que gostaria de acrescentar, é o seguinte:
Primeiro, há os que não transferem seu título, ao se  mudarem de domicílio;
Segundo, os que desejam anular o voto;
Terceiro, os que querem votar em branco.
Estes, não expressam o devido amor à Pátria e também não podem orar pelo País, pois oração sem ação é presunção.
Então, vamos votar, criterio-samente, e para isso, precisamos assistir os programas políticos na televisão, participar de reuniões, examinar a propaganda impressa, analisar as propostas, enfim, demonstrar amor ao nosso País e dar ‘a César o que é de César’, sendo um ‘cidadão por inteiro’. 
Outra coisa interessante que podemos fazer é guardar o material de campanha e cobrar as propostas dos eleitos, pois o exercício da cidadania não termina com o voto.
Que Deus nos ajude nisso tudo.
Grato, pela oportunidade e sempre à disposição para esclarecer dúvidas.”
 
Meu marido usou como base para sua argumentação, em parte, o livro Cristianismo & Política, de Robinson Cavalcanti, da Editora Ultimato, 2002.
Concluo dizendo que este é um momento ímpar para a gente se informar, conhecer bem os candidatos, para ter subsídios para um voto criterioso, pois só assim contribuiremos para o bem-estar da população, combatendo os males que campeiam em nosso meio.
Que Deus nos ajude a votar criteriosamente!
Simone Trapp
27 de agosto de 2016 / carlostrapp

Bem-vindo, Bolsonaro!

Jair Messias Bolsonaro, 60, é paulista de Campinas. Está na sétima legislatura como deputado federal, pelo Partido Progressista do Rio de Janeiro. Já atuou em nosso Estado como capitão do Exército Brasileiro, de 1979 a 1981, em Nioaque.

É conhecido pela sua ousadia na luta em favor da família, contra a corrupção, entre outros males que grassam em nosso País.

Agora, o deputadoBolsonarofoi convidado pelo comando da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul para receber a Medalha Tiradentes. Essa homenagem acontece a cada ano e é dividida em duas partes: numa, são homenageadas autoridades civis e militares de outras forças e, na outra, apenas militares da Polícia Militar de nosso Estado.

Acontece que certos setores da nossa sociedade, entre os quais a OAB-MS, contestam essa homenagem, chegando, inclusive, a solicitar o cancelamento dela. Fato que não ocorreu por firmeza do comando da PM de MS.

Eu já fiquei contente com a homenagem que será prestada ao capitão do Exército Brasileiro (aposentado) e deputado federal Jair Bolsonaro, pois além de ter trabalhado em nosso Estado como capitão do Exército Brasileiro, conforme já citei acima, ele tem sido alguém muito combativo na Câmara dos Deputados, onde tem se colocado, de modo bem contundente, contra as políticas do movimento LGBT, consequentemente, em favor da família e a sua valorização e preservação. Bolsonaro também tem se destacado na luta contra a corrupção, desferindo duras críticas ao atual governo do PT, à presidente Dilma, à Petrobras, com destaque para a corrupção.

Agora, voltando aos opositores da homenagem, verifico, com alegria, que a grande maioria dos comentários que li na internet condenam a OAB-MS, entre outros, e apoiam a homenagem. Inclusive uma das críticas, dirigidas à OAB-MS, diz o seguinte: “Que não se pronunciou sobre a sucessão de escândalos que assolam a política nacional, que não se uniu aos movimentos de rua que pedem o saneamento da administração”. Outra crítica, praticamente na mesma linha de pensamento, diz: “Uma instituição que até o momento não se pronunciou ou se posicionou contra o maior escândalo de corrupção do planeta. Não criou nenhuma comissão para acompanhar o caso da Petrobras. Não tem credibilidade para criticar homens que lutam bravamente em defesa da família”.

Então, apesar da oposição de alguns setores da sociedade, o povo, em sua maioria, concorda com a honraria concedida ao Bolsonaro e exalta as suas qualidades, como alguém empenhado por valores, dos quais a sociedade não pode abrir mão, como a família e a honestidade.

E como cristão e conhecedor da luta do exmo. sr. Jair Bolsonaro, só posso chamá-lo, portanto, bem-vindo ao nosso Estado, congratulá-lo pela justa homenagem que vai receber, bem como o comando da PM de nosso Estado, pelo reconhecimento do serviço prestado pelo nobre deputado federal, Jair Bolsonaro.

Nota: Esse artigo foi escrito por mim e publicado no Correio do Estado em 22 de abril de 2015. Hoje, o Bolsonaro está filiado ao PSC e é pré candidato do PSC à presidência da República.

Carlos Trapp

15 de julho de 2016 / carlostrapp

A questão do desperdício

O “Minidicionário Escolar da Língua Portuguesa” define desperdício como: “Ato ou efeito de desperdiçar, esbanjamento; o que não se aproveita, resto, refugo, resíduo, perda”. E desperdiçar como: “Não aproveitar, perder, gastar inutilmente, dissipar”.
A Bíblia tem muitos textos que podem ser vistos como combatendo a negligência e o desperdício, mas tem um específico que trata do assunto e está registrado em Provérbios 18.9, que diz: “Quem é negligente na sua obra já é irmão do desperdiçador”.
Então, nós já não temos dúvidas de que não devemos ser negligentes naquilo que fazemos. Meu falecido pai dizia que “um serviço bem feito valia por dois”, pois se você faz mal um serviço, você precisa fazê-lo novamente para que fique perfeito.
Há poucos dias, vi uma reportagem na TV falando do que é desperdiçado no campo dos alimentos, dizendo que o brasileiro desperdiça em média um quilo e meio de alimentos por semana, fora aquilo que é perdido em relação às frutas, legumes e verduras.
Lembro que fomos salvos para a prática de boas obras, entre as quais, o zelo, o capricho, a economia.
Lembro também que desde cedo, dentro de casa, fui ensinado a fazer o serviço bem feito, confome já citei. E além do capricho, éramos orientados a não deixar comida no prato, bebida no copo, e em tantas outras coisas, éramos ensinados a ser zelozos para que não houvesse perdas.
Sei que nesse campo poderia citar muitas coisas, mas quero destacar algumas:
1. A nossa vida – Vibramos quando um adulto se converte, mas o importante mesmo é trabalhar com a pregação do Evangelho para as crianças, pois assim se ganha uma vida inteira para Cristo; o adulto já desperdiçou um tanto da sua vida sem Cristo. Por isso, a Simone já fez trabalhos com crianças onde moramos e também apoiamos o trabalho da Aliança Pró Evangelização de Crianças (Apec), que se ocupa com a evangelização de crianças.
2. O nosso tempo – Primeiro, tenho que dizer que se perdemos alguma soma em dinheiro, podemos recuperar o valor, porém, em se tratando de tempo, esse não volta mais, está perdido para sempre. Por isso, devemos ter um cuidado redobrado com o mesmo. Inclusive a Bíblia nos adverte que devemos “remir o tempo” (Ef 5.16). Isso significa que devemos ser cuidadosos com o descanso para que não seja nem de menos nem demais, pois atrapalha a saúde e o rendimento. O que vemos e o que lemos para que não seja algo supérfluo e de pouca importância. Enfim, saber priorizar o que realmente importa e que é necessário, também é aproveitar o tempo.
3. O dinheiro – Já tenho dito que saber aplicar o dinheiro é tão importante quanto ganhá-lo. Quantos há que chegando o dia 20 de cada mês já não tem mais dinheiro, pois gastaram (o termo certo é este, sendo que o certo é aplicar) tudo, excedendo-se nos gastos. Já muitos com um bom salário, mas que não sabem usar o dinheiro, comprando coisas desnecessárias, supérfluas, muito caras. Aliás, a Bíblia nos manda ter um estilo de vida simples, não uma vida regalada. E estendendo isso um pouco, acrescento que o dinheiro que ganhamos não é apenas para o nosso sustento, mas também deve ter o objetivo de ajudar o nosso próximo, conforme está registrado em Efésios 4.28, que diz: “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado”. Então, ajudar o próximo também é umas das finalidades do dinheiro.
4. O nosso voto – Como é um ano eleitoral, não poderia deixar de falar sobre isso, pois muitos deixam de votar; outros, anulam o voto; outros, ainda votam em branco. Esse desperdício e negligência tem graves consequências, pois tem influência no resultado das eleições, sendo que uma participação consciente e justa trás benefícios à sociedade. Lembro, inclusive, do pastor Mauro Clementino da Silva, da Terceira Igreja Batista de Campo Grande, escreveu sobre “Democracia desperdiçada”, abordando o detalhe de que dividir os votos na casa, é um desperdício, pois o ideal é concentrá-lo num só candidato. Acrescento que, mais do nunca, precisamos aproveitar bem o nosso voto, pela situação caótica da nossa política, e a forma mais adequada é participar, votando, criteriosamente, não desperdiçando o voto, nem deixando de votar, pois significa quatro anos de desperdício, e o desperdício e a negligência é o que estamos combatendo nesse texto.
Carlos Trapp, pré candidato a vereador pelo PSC
15 de julho de 2016 / carlostrapp

A arte de escolher

Em dois meses e meio, iremos às urnas para escolher vereadores e prefeitos e indiretamente os vice-prefeitos.
Escolha implica em conhecimento prévio, que por sua vez requer pesquisa e investigação que nos mostram qualidades e defeitos dos candidatos. Será preciso julgar e do julgamento sai a sentença que é a decisão por este ou aquele candidato.
É um grande privilégio poder escolher os nossos dirigentes, mas não devo esquecer que esse ato implica numa gigantesca responsabilidade. O voto é a arma que causa a maior revolução nos destinos da comunidade e do país. Pode ser uma arma construtora ou destruidora, depende de você. Se for consciente e responsável, promoverá mudanças profundas na sociedade para o lado do crescimento e aprimoramento das qualidades, valores e dedicação, se buscar interesses individuais e benesses e ainda condicionar o seu voto às vantagens que muitos buscam na hora da eleição, determinará a continuidade da corrupção, violência, desemprego e redução de oportunidades de crescimento individual e social. Com o seu voto você pode ajudar ou prejudicar a sua cidade, estado e país.
Qual tem sido a sua preocupação maior ao escolher um candidato a prefeito e vereador? Quais as falhas mais freqüentes na nossa cidade? Como estão a ética, moral, cultivo de valores e princípios do nosso governante e representantes municipais? Você tem conseguido se colocar para exercitar o seu potencial através do trabalho? E a saúde está satisfatória?
O médico que te atende no posto de saúde tem resolvido os problemas clínicos com os quais se depara? Tem havido resolubilidade eficiente do serviço de saúde do município? Como está a saúde preventiva a começar pela vacinação? E a prevenção de doenças crônico degenerativas como obesidade, pressão alta, diabetes mellitus, hipercolesterolemia e sedentarismo, têm sido tratadas de forma a envolver a população num programa de redução desses problemas?
Como está o idoso em Campo Grande? Não poderiam ser requisitados a participarem com sua experiência e conhecimento a ajudar a encontrar formas mais profícuas e participativas de resolver problemas comunitários?
Como está o cuidado de crianças e adolescentes de famílias onde as mães trabalham e precisam deixar os seus filhos com cuidadoras de creches? Eles têm recebido a orientação adequada para a formação do caráter e valores que serão fundamentais quando inseridos na sociedade?
Veja que são muitos os problemas e naturalmente há soluções a serem destacadas e aprimoradas, e não falamos ainda da educação, segurança, trânsito, geração de empregos, obras e tributação. São muitas questões a serem debatidas.
Seja criterioso(a) e não se deixe envolver por artefatos de marketing e propaganda. Investigue antes de decidir e vote com consciência buscando o melhor para o seu município. É do seu voto que sairá a redenção e resgate de tudo aquilo que você condena nos dias atuais.
Exerça bem a arte de bem escolher!
Dr. Luiz Ovando
Médico, Membro da Terceira Igreja Batista de Campo Grade e Pré-Candidato a Vereador pelo PSC
13 de junho de 2016 / carlostrapp

Os desafios das mães de hoje!

Hoje é o Dia das Mães!
Já fiz a homenagem à minha mãe, Elsi, nas redes sociais, e liguei para ela e minha irmã, Anelise, que residem no Paraná. E pensei o que diria às mães nesse dia.
Há mães que agem de diversas formas:
Há as que temem a Deus e cumprem o seu papel, sendo conhecedoras da Palavra de Deus, boas esposas, boas companheiras, boas amigas, boas mães.
Porém, infelizmente, há mulheres casadas que não querem ser mães por puro egoísmo, por engano, pensando que ser mãe é penoso; há mulheres que preferem ter um animal de estimação a um filho; há mães que desejam ter prazer (sexo), mas não assumem a maternidade abortando o filho, ou o abandonando após o nascimento; há mulheres também que trocam a maternidade pelo emprego, pelo dinheiro, abandonando o lar, provocando a masculinização da mulher.
Há também mulheres, mães que sofrem todo tipo de desprezo e falta de amor de quem deveria amá-las, isso desde esposos, filhos, entre outros parentes.
Finalizando, gostaria dizer que devemos honrar e amar as mães e que elas não devem pensar que é difícil ser mãe, pois é só adotar o preceito bíblico da correção, quando necessário (Pv 13.24; 29.17), e se terá descanso e alegria. 
Então, seja esposa e mãe, enfim, seja a Rainha do Lar. Ame-se, ame e seja amada, sabendo que a maior contribuição que você pode dar ao mundo são filhos bem educados.
“A mão que embala o berço governa o mundo”.
Caro leitor, o texto acima, com pequenas alterações, foi o que publiquei nas redes sociais, no domingo passado, Dia das Mães, para homenageá-las.
Então, o Dia das Mães já passou, mas mesmo assim, quero que você, mamãe, sinta-se homenageada e reconhecida.
Quero, além do que já disse no domingo, acrescentar mais observações sobre as mães, começando pelo minha mãe, que tem 85 anos e ainda é forte.
Ela nasceu no RS, e veio para o Paraná em 1970, com a família (meu pai, minha irmã e eu). 
Não teve praticamente instrução, devido a distância e precariedade da escola. Assim, quanto à fé, também só recebeu orientação básica. E confesso, e peço a sua oração, para que a mamãe se interesse mais pela fé cristã. Digo isso por amor a ela.
Mas preciso acrescentar mais detalhes às demais mães, devido a importância das mesmas.
Conforme já adiantei, está acontecendo a masculinização da mulher. O que seria isso, visto de modo mais detalhado?
Podemos dizer aqui que é o que o nome diz, ou seja, abraçar tarefas masculinas, e deixar, consequentemente, atividades que, geralmente, as mães fazem, como cuidar do lar, do esposo, do filhos.
Sei que existem situações emergenciais, porém sempre se deve buscar o exercício da realeza, ou seja, ser Rainha do Lar.
Agora, por que muitas mulheres vão ao mercado de trabalho, em vez de cuidaram, integralmente, do lar?
Creio que aqui podemos citar diversos fatores. Vou procurar enumerar alguns. 
Primeiro, é a mídia que exalta a mulher que vai ao mercado de trabalho, inclusive, destacando posições que já ocupa, salários que recebe, estimulando-a a sair de casa, do lar.
Segundo, é o governo que também a estimula, pois até propaganda na mídia tem quanto a isso. Destaco, nesse caso, a propaganda que a Justiça Eleitoral faz nos meios de comunicação, sugerindo o número igual ao de homens, na carreira política. Creio que isso deve ser um processo natural, e não imposto por alguma lei. E o poder público também deve pensar no lar, na educação dos filhos, pois isso tudo é um grande aliado do Estado, pois já falei de uma das finalidades da mãe no lar, que é a educação dos filhos, e filhos bem educados não darão trabalho e despesas para o Governo, bem pelo contrário, darão lucro e desenvolvimento.
Terceiro, é o que já está incutido na mente de muitas pessoas que pensam e dizem e propalam que a mulher apenas “cuidar de panelas”, que é uma observação pejorativa, deve ser evitado e que ela deve buscar um “lugar ao sol”.
Agora, vamos ver o que aconteceu com a primeira mulher, Eva. Ela foi enganada pelo inimigo de nossas vidas, o diabo, com uma oferta mirabolante, que após a aquiescência de Eva, mostrou-se que não era o prometido. E ele continua procurando pessoas que se deixam enganar para aplicar o seu golpe.
E assim há mulheres que se deixam enganar com as mais variadas “vantagens” que no fim se tornam grandes problemas.
Vejam, eu, junto com minha esposa, Simone, já falamos com diversas mulheres, que estão no mercado de trabalho, e constatamos que elas não se sentem bem, pois estão divididas entre o trabalho, o lar, e os filhos, sofrendo com isso, causando até doenças, e dificuldades para realizarem seu trabalho, pois a preocupação afeta a concentração.
Outro engano é quanto a ter mais recursos financeiros, pois o que adianta ter mais dinheiro, se a qualidade de vida é afetada? Inclusive, aqui podemos acrescentar que a ida ao mercado de trabalho não só afeta o desejo de ter nem um, ou poucos filhos, o que também é nocivo, pois filhos não devem ser vistos como estorvos.
Então, estimada mulher e mãe, não se deixe enganar, mas siga a orientação bíblica, que podemos ver em diversos textos (1Tm 2.15; Tt 2.3-5, entre outros) e não se constranja em ser Rainha do Lar, cuidando bem do esposo, dos filhos, do bom andamento da sua casa, e da sua saúde!
 
Pr. Carlos Trapp
1 de março de 2016 / carlostrapp

Minhas aspirações em relação às eleições

Este ano tem eleições para vereador e prefeito.

Primeiro, temos que agradecer a Deus pelo privilégio que temos em escolher nossos governantes; segundo, temos que ter a consciência da grande responsabilidade que isso representa, pois se escolhermos mal, sofreremos as consequências; se escolhermos bem, colheremos os devidos benefícios. Então, é claro, que a minha aspiração é que escolhamos bem.

Minha aspiração também é que tenhamos bons candidatos, que já tenham mostrado serviço à comunidade, que valorizem a família, que saibam administrar bem o seu lar, suas finanças, que sejam honestos, que tenham traquejo político, enfim, que tenham vocação,  preparo político, e boas propostas.

Também espero que esse preparo seja acompanhado pelo seu líder religioso, pois entendo que os pastores devem se interessar por lideranças em sua igreja, candidatos em potencial e trocar ideias com os mesmas, orientá-los devidamente, enfim, acompanhar o processo eleitoral, visando o devido êxito e interação.

Quanto aos eleitores, espero que se interessem por política, já que todos somos políticos. Agora, isso implica em:

– Estar apto para votar, tirando seu título, ao completar a idade mínima (16 anos); transferir o título eleitoral, em caso de mudança de domicílio, ou ainda colocá-lo em dia, em caso de ter deixado de votar em eleições passadas.

– Assistir a propaganda eleitoral, ler as propostas dos candidatos, conhecer o seu passado, ver o que já fizeram, tomar conhecimento sobre valores dos quais a sociedade não pode abrir mão, como a família natural, a educação, a aplicação de recursos públicos, a liberdade de pensamento e de culto, o sistema de cotas, a disciplina física dos pais nos filhos, o princípio da laicidade do Estado, corretamente interpretado, e assim por diante.

– Votar sempre, pois a omissão mostra que a pessoa não está interessada no que poderá acontecer, enfim, não está preocupada com o futuro, ou seja, se haverá guerras, inflação, desemprego, arbitrariedades, violência, ou outros males. Por isso, a pessoa deve sempre procurar exercer este privilégio e responsabilidade, visando o bem-estar do seu município, que é o caso das eleições próximas. O eleitor até deve procurar estar no seu domicílio eleitoral, para poder votar.

Escolher candidatos, um a vereador e outro a prefeito, e apoiá-los. Isso o eleitor deve fazer de modo criterioso, conforme já expliquei. Essa atitude de escolher candidatos, faz com que o eleitor participe mais, se comprometa mais, se interesse mais pelo seu município, não ficando omisso e à margem do processo eleitoral. O eleitor também pode fazer com que os candidatos assumam compromissos em favor do povo, ganhando, com isso, o seu apoio.

Eu ainda quero acrescentar que Deus deixou três instituições através das quais quer “governar” o mundo: A família, a igreja e o estado.

Da relevância da família e da igreja, todos concordam, mas quanto ao estado, muitos o vêem com maus olhos. Mas eu digo que o governo é necessário, pois não é possível viver em sociedade sem governo. A Bíblia inclusive diz que “a autoridade é ministro de Deus para o teu bem” (Rm 13.4a). E se não está sendo, pode ser que seja por causa da nossa omissão, ou seja, sem o devido empenho para que o estado cumpra o seu papel.

Então, o meu desejo é que sejamos bons cidadãos, bons eleitores. Ainda que os líderes religiosos discutam política na Escola Bíblica Dominical, nos pequenos grupos, que abordem o assunto, esporadicamente, em sermões, visando com tudo isso o interesse e a participação na vida pública, conforme o desejo de Deus.

Falando em desejo de Deus, vejo o que já foi escrito no Velho Testamento a respeito da escolha de um rei em Deuteronômio 17.14-20, onde destaco o versículos 14 e 15, que dizem: “Quando entrares na terra que te dá o Senhor, teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Estabelecerei sobre mim um rei, como todas as nações que se acham em redor de mim, estabelecerás, com efeito, sobre ti como rei aquele que o Senhor, teu Deus, escolher; homem estranho, que não seja dentre os teus irmãos, não estabelecerás sobre ti, e sim um dentre eles.” Nos versículos seguintes é dito como o escolhido deve se comportar.

Então, que a minha, que a sua aspiração em relação às eleições seja adequada, pois assim, os resultados serão benéficos à nossa população.

Concluo dizendo que a postura, geralmente, é de cobrança do poder público (até dando a impressão que ele é um grande pai, que tudo deve prover), mas a responsabilidade primeiro é nossa, cumprindo o nosso papel de bom cidadão, que inclusive acompanha depois os eleitos, sem esquecer que tudo deve ser acompanhado de oração, suplicando a direção e bênção de Deus.

Pr. Carlos Trapp

6 de fevereiro de 2016 / carlostrapp

Caridade sem exibição e espetáculo

Na estação de Natal, um dos destaques entre os cristãos são atitudes, devidamente fotografadas e filmadas, de ajuda às pessoas em necessidade.
Igrejas fazem questão de mostrar para todos que estão alimentando os pobres e têm todas as fotos para provar que são caridosas.
Cristãos individuais posam em selfies ao lado de pobres e infelizes que eles acabaram de ajudar.
Esse tipo de caridade exibicionista é desaprovado por Jesus, que disse:
“Guardai-vos de fazer a vossa caridade e obras de justiça diante dos homens, com o fim de serem vistos por eles; caso contrário, não tereis qualquer recompensa do vosso Pai que está nos céus. Por essa razão, quando deres um donativo, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Com toda a certeza vos afirmo que eles já receberam o seu galardão.  Tu, porém, quando deres uma esmola ou ajuda, não deixes tua mão esquerda saber o que faz a direita. Para que a tua obra de caridade fique em secreto: e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6:1-4).
Em outra versão bíblica, as palavras de Jesus são ainda mais claras:
“Quando for ajudar alguém, não chame atenção para você mesmo. Você já viu gente assim em ação, tenho certeza – eu os chamo ‘atores’. Eles vão orar nas esquinas, como se elas fossem palcos, atuando para o público, interpretando para as multidões. Eles recebem aplausos, sim, mas é tudo que conseguirão. Quando você ajudar alguém, não pense na impressão que vai causar. Apenas ajude – com simplicidade e discrição. É assim que Deus, que o criou com todo amor, faz. Ele age nos bastidores para ajudar você” (Mt 6:1-4).
A caridade verdadeira não faz exibição pública do que fez ou faz por alguém. Não exibe o próprio nome.
Caridade sem humildade não é caridade. É publicidade pessoal. É propaganda para promover o próprio ego. É plataforma para chamar a atenção para si.
Jesus nunca aprova a caridade em benefício do ego.
Em contraste, a verdadeira caridade é simplicidade. É discrição. Deixa o próprio nome e ego na sombra e anonimato.
Essa é a caridade que agrada a Jesus.
No momento em que um cristão se gaba ou apenas mostra para todos que o que ele fez para alguém em necessidade, ele automaticamente perde de Deus todas a bênçãos que ele teria recebido se tivesse mantido seu ato de bondade nos bastidores, algo só entre ele e Deus.
No momento em que um cristão tira dos bastidores uma ajuda que deveria ser assunto somente entre ele e Deus, ele perde maravilhas de Deus que ele nunca imaginou.
A Palavra de Deus deixa claro que o ato de caridade deve ser oculto, secreto e pessoal, de modo que nem o seu amigo mais chegado deve saber o que você fez. Deus se alegra com tal demonstração de humildade.
Ninguém conhece os que fizeram caridade conforme Deus quer. Mas Deus os conhece. E isso é a única coisa que importa.
Julio Severo
14 de janeiro de 2016 / carlostrapp

Minhas aspirações em relação ao culto

Este ano, teremos eleições municipais, onde novos vereadores e prefeitos serão eleitos. Mas eu quero, sem desprezar as eleições, destacar o culto, sobre o qual tenho ouvido diversos comentários.
Sabemos que no culto há uma liturgia que, geralmente, é composta de cânticos, orações, mensagem, avisos. Participam a congregação, o grupo de louvor, regentes, pregadores, músicos, coralistas etc.
Grupo de louvor – Eu tenho um sonho de, no devido tempo, estar à frente de uma igreja, e uma das coisas que proporia seria a transformação (ou até mesma a extinção do grupo de louvor) em um conjunto vocal, que teria participações especiais no culto, mas não dirigiria o chamado “momento de louvor”, pois neste se destaca o grupo e não a congregação e o importante é ouvir os presentes cantarem, tendo à frente um regente. Aliás, tenho saudade dos regentes que, praticamente, estão em extinção.
O grupo de louvor que, geralmente, usa microfone, abafa, em grande parte, as vozes da congregação, e isso não é bom.
Outro detalhe que noto são os dirigentes, ou os que lideram o grupo de louvor, procurar “ministrar” esses momentos, onde falam, pregam, pedem à congregação fazer isso e  aquilo, além de, quase sempre, se estenderem bastante.
Então, como já disse, eu daria ênfase a um regente, para que se ouça a voz da congregação, cantando, preferencialmente, hinos dos nossos hinários.
Cânticos – Primeiro, quero dizer que, apesar de não ser um exímio cantor, gosto de cantar. Lembro, com carinho, quando era criança, cantava com meu falecido papai, hinos do hinário luterano e hinos avulsos, de boa qualidade, inclusive em Alemão.
Hoje, temos inúmeros cânticos, além dos diversos hinários, cujas letras são verdadeiros sermões, enfim, mensagens edificantes. Já os chamados corinhos ou cânticos, precisam ser selecionados criteriosamente, pois muitos têm erros de Português, falhas na campo da Teologia, além de frases e afirmações altamente repetitivas.
Como estou falando dos meus desejos em relação ao culto, penso que devemos enfatizar, dar o máximo de valor aos hinos dos nossos hinários, pois além de serem, geralmente, de uma música agradável, tem mensagens profundas e edificantes, que podem ser relacionadas facilmente à mensagem e ao motivo do culto.
O importante também dos hinos dos nossos hinários é que são compostos por gente que domina Teologia e o vernáculo.
Agora, os cânticos avulsos podem ser usados, com a devida seleção, nas atividades feitas nos lares, nos pequenos grupos, por serem, geralmente, menos extensos, consequentemente, mais fáceis de decorar.
Mensagem – Há poucos dias, terminei de ler o livro “Piedade e Paixão”, cujo subtítulo é “A vida do ministro é a vida do seu ministério”, do pastor Hernandes Dias Lopes, que destaca a piedade, a fome por Deus, a fome pela Palavra de Deus, a unção, e a paixão do ministro da Palavra, trazendo informações muito pertinentes aos pregadores de nossos dias.
Sei que alimentar um rebanho é uma tarefa sublime. Deve ter, portanto, esse desejo de ser o norte, o referencial e jamais tentar ser um momento exibicionista, de entretenimento.
A mensagem também deve ser didática, tendo um título claro, e a devida divisão em tópicos, para que os ouvintes, ao mínimo, possam memorizar os pontos principais.
Agora, um dos grandes desejos é apresentar uma mensagem que destaque o amor de Deus, a salvação pela graça, o favor imerecido de Deus, enfim, uma palavra, um sermão que enfatize o que Cristo fez por nós, pela humanidade, sem ser digno disso, dando, assim, toda honra e glória quanto à salvação, ao nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, tendo como objetivo levar os ouvintes a jamais pensarem ou entenderem que a salvação é pelas obras, mas pela graça remidora de Jesus (Rm 3.28; Ef 2.8,9; Gl 2.16).
Culto não é show – Culto para mim é algo solene e reverente, onde a nossa razão deve encontrar um ambiente propício para “dar” algo sensato, e “receber” também o que se necessita para o cotidiano, e para isso o ambiente precisa contribuir.
Durante o culto, também não se deve estimular os participantes a “se cumprimentarem uns aos outros”, pois isso gera um irreverência. Tal momento, deve acontecer após o culto, quando também deve reinar o silêncio, quero dizer, ninguém, após o culto, deve estar cantando ou tocando, para que as pessoas possam se comunicar sem dificuldades.
Já fiquei bastante triste quando indiquei uma igreja para uma pessoa nova na fé, e ela me dizer que não foi mais naquela igreja após uma pessoa ter “gritado duas vezes perto dela”.
Como podemos ver, vários fatores devem contribuir para um culto racional e proveitoso.
Você deseja participar de um culto assim? Em caso afirmativo, ore para que se concretize!
Pr. Carlos Trapp
24 de dezembro de 2015 / carlostrapp

Não havia lugar para o Rei da Glória

Introdução – Ler Lucas 2.7… “… não havia lugar… na hospedaria…”

Que cena comovente! O Senhor do Céu veio à Terra, nascido de uma virgem, mas não havia lugar para Ele! “… não havia lugar… na hospedaria…”

Não existem outras palavras, de toda a narrativa do nascimento do Salvador, em torno das quais os homens tenham se demorado por tanto tempo, de maneira mais meditativa e com maior ternura do que estas.

Não havia lugar para Ele, nem mesmo na humilde hospedaria da vila, lugar esse que homens de posição teriam evitado como indigno deles.

“Não havia lugar para eles na hospedaria…”

A. É possível que José tenha deixado sua viagem para o último momento.  Ou que o hospedeiro não quisesse abrigá-los.

Outra possibilidade é que a palavra não significasse hospedaria, mas, sim, um quarto numa casa  (Lc 22:11).

Talvez um aposento estivesse reservado para José e Maria, mas outros o ocuparam antes deles chegarem…

B. Após envolver o Menino “em panos” O deitou “numa manjedoura”.  Lucas é o único escritor que menciona este fato.

“A manjedoura” era um coxo colocado numa estrebaria onde era posto alimento para os animais. Isto indica que Jesus nasceu num estábulo…

Sim, o primeiro lugar a abrigar o Senhor da Glória, foi um dos locais mais imundos que há sobre a terra – um estábulo!

Naturalmente, isso não se deu por escolha, pois o cuidado, bem estar, saúde, é um aspecto prático do cristianismo. Foi uma situação de emergência.

Além disso, toda a terra se assemelhava a um imenso estábulo no qual por quatro mil anos, a humanidade havia realizado todas as espécies de depravação e perversidade.

Mas o fato de Jesus ter nascido num estábulo não alterou o que JESUS era: “Maravilhoso, conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da paz”.

No entanto, o nascimento de Jesus alí, modificou esse estábulo, tornando-o um lugar de honra que tem sido prestigiado simbolicamente através da história.

Na verdade, a manjedoura e seu Precioso Ocupante estão entre as mais carinhosas lembranças de nossa infância. E, à medida que relembramos no decorrer dos anos a admiração sempre cresce.

Precisamos lembrar que assim como Jesus transformou o estábulo com a Sua presença, pode entrar no coração mais pecaminoso e cruel, e transformá-lo completamente.

“Não havia lugar… na hospedaria”.

Estas palavras eram um prenúncio dramático daquilo que aconteceria mais tarde dAquele que veio para ser o Salvador do homem.

Anos mais tarde, também não havia lugar para Ele no coração e na vida daquelas pessoas. Ele entrou em contato com estas pessoas por meio do Seu grande amor, com Seus ensinos maravilhosos, sempre com espírito amável, mas não foi recebido. Sua última tentativa foi com a Sua morte dolorosa e gloriosa ressurreição, mas mesmo assim, muitos não o receberam.

INTERESSANTE: Os homens se aglomeravam para ouví-Lo,  mas, para a maioria deles, Ele simplesmente não tinha lugar em seus corações e vida.

Com o coração dolorido dizemos: “Se tivéssemos estado ali há dois mil anos, nosso coração e lares estariam abertos para Ele!” Será???

A minha pergunta hoje para você é esta:

Tem lugar para Jesus em sua vida e em sua casa hoje?

Ou Jesus continua sendo encaminhado pros estábulos?

Mas, Jesus continua a procurar espaços hoje, e nós o acolhemos quando:

– Temos lugar para o estudo de Sua Palavra

– Temos lugar para falar com Ele em oração

– Temos lugar para que o Seu Espírito manifeste e revele o Seu amor?

– Temos tempo para partilhar com outros o que Ele tem feito por nós?

– Temos tempo, no Natal, para Jesus nestas celebrações de fim de ano?

Conclusão:

Aquilo que os habitantes de Belém fizeram por ignorância é praticado por muitos hoje por completa falta de vontade. Sim, muitos recusam dar lugar para o Filho de Deus em suas vidas. Eles não Lhe oferecem um lugar em seus sentimentos, em suas afeições, em seus pensamentos, em suas vidas, em seus desejos, em suas decisões, em suas ações, nem em sua conduta diária.

E assim eles se negam o maior de todos as bênçãos e incorrem na maior perda de suas vidas… suas vidas continuam uns estábulos, cheios…mágoa, inveja, cobiça, sensualidade, luxúria, egoísmo, vaidade, vícios.

Deixam de receber Aquele que pode satisfazê-los completamente!

Jesus deseja entrar em cada coração (Ap 3:20).

Você deixará que Ele entre no seu?  Ou você fará como o dono da hospedaria em Belém, que não tinha lugar para o Salvador?.

Amigos, peçam que o Senhor da Glória, Jesus, Neste natal que está as portas, mostre seu grande amor para você e assim, mesmo que seu coração seja um sujo estábulo, ele pode transformá-lo num magnífico palácio.

Jesus mesmo promete: “Quem crer em mim, verá a glória”. Isso é Natal.

Que seu Natal seja assim, com Jesus no coração. Amém

                            Pr. Davi Bischoff, Comunidade Evangélica Luterana Cristo de Marechal Cândido Rondon, PR.