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28 de agosto de 2016 / carlostrapp

Solicitação importante de um pastor

Certa vez, meu marido, Carlos Trapp, como presidente do Grupo Evangélico de Ação Política (Geap), recebeu a solicitação de um pastor, em época de campanha eleitoral, para que escrevesse algo que fosse oportuno para os membros de sua igreja e que, depois, foi disponibilizado a outros pastores, conforme segue:
 
“Caro pastor 
Parabéns pela sua preocupação em exercer, de forma salutar, a cidadania. Esta é uma área em que precisamos passar bastante informações, pois existem diversas distorções em nosso meio. Há pouco, estava falando com um pastor no Paraná, pelo messenger, dizendo que “o Evangelho basta”.
Se todos aceitassem o Evangelho, daria para concordar, mas sabemos que não é assim, por isso precisamos do Estado, para reprimir a maldade e elogiar a bondade, entre outas coisas (Rm 13).
É hora de votar! – Uma escolha criteriosa.
Primeiro, precisamos saber que todos somos políticos; o ser político é algo inerente ao ser humano; apenas podemos escolher em ser bons ou maus políticos. 
Segundo, política não é apenas um pleito eleitoral, mas muito mais do que isso: é pedir nota fiscal quando fazemos uma compra, é ter programas originais em nosso computador, é respeitar o outro no trânsito, gostar de estudar, pagar impostos, etc.
Terceiro, precisamos ter consciência que somos sócios do País e como tais devemos contribuir com nossas ações para o bem-estar da sociedade brasileira.
Quarto, precisamos ter em mente que sem Governo a vida em sociedade não é possível, pois somos regidos por leis, deveres, direitos, sanções, punições etc.
Sendo assim, é muito salutar que participemos das eleições, pois é uma parte interessante do ‘ser um bom político’.
 
 E como podemos fazer isso? É fazer uma boa escolha. Mas isso implica em quê? 
Primeiro, gostaria de falar sobre escolhas inadequadas
a) Não devemos votar em alguém por que nos fez um favor; uma cirurgia, arranjou um documento, deu emprego, patrocinou a gravação de um CD, etc. Isso é interesse pessoal, imediatista; devemos pensar em alguém que vai legislar em favor do povo durante quatro anos.
b) Não devemos votar em alguém que não imprime suas propostas, distribui apenas ‘santinhos’, que não dizem praticamente nada (talvez alguém diga que estou exagerando, mas é hora de sermos mais exigentes na política).
c) Não devemos votar em quem não tem tradição política, ainda não trouxe nem um benefício para a sociedade, enfim, um/a aventureiro/a.
d) Não devemos votar em quem não tem compromissos com os valores do Cristianismo.
Segundo, como escolher bem o/a candidato/a:
a) A Bíblia traz orientações, pois em Deuteronômio 17.15, diz que os israelitas deveriam escolher alguém dentre eles, o que equivale hoje, no meu entender, alguém do nosso meio (se houver para o cargo), ou seja, um/a cristão/ã.
b) Precisamos ver se esta pessoa, do nosso meio, tem traquejo político, propostas, coerência com os valores do Cristianismo e se quer agir em favor da sociedade toda. No livro supracitado, Deus não só diz quem escolher, mas também como o escolhido deve se comportar (17.16-20).
Outra coisa que gostaria de acrescentar, é o seguinte:
Primeiro, há os que não transferem seu título, ao se  mudarem de domicílio;
Segundo, os que desejam anular o voto;
Terceiro, os que querem votar em branco.
Estes, não expressam o devido amor à Pátria e também não podem orar pelo País, pois oração sem ação é presunção.
Então, vamos votar, criterio-samente, e para isso, precisamos assistir os programas políticos na televisão, participar de reuniões, examinar a propaganda impressa, analisar as propostas, enfim, demonstrar amor ao nosso País e dar ‘a César o que é de César’, sendo um ‘cidadão por inteiro’. 
Outra coisa interessante que podemos fazer é guardar o material de campanha e cobrar as propostas dos eleitos, pois o exercício da cidadania não termina com o voto.
Que Deus nos ajude nisso tudo.
Grato, pela oportunidade e sempre à disposição para esclarecer dúvidas.”
 
Meu marido usou como base para sua argumentação, em parte, o livro Cristianismo & Política, de Robinson Cavalcanti, da Editora Ultimato, 2002.
Concluo dizendo que este é um momento ímpar para a gente se informar, conhecer bem os candidatos, para ter subsídios para um voto criterioso, pois só assim contribuiremos para o bem-estar da população, combatendo os males que campeiam em nosso meio.
Que Deus nos ajude a votar criteriosamente!
Simone Trapp

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