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15 de julho de 2016 / carlostrapp

A questão do desperdício

O “Minidicionário Escolar da Língua Portuguesa” define desperdício como: “Ato ou efeito de desperdiçar, esbanjamento; o que não se aproveita, resto, refugo, resíduo, perda”. E desperdiçar como: “Não aproveitar, perder, gastar inutilmente, dissipar”.
A Bíblia tem muitos textos que podem ser vistos como combatendo a negligência e o desperdício, mas tem um específico que trata do assunto e está registrado em Provérbios 18.9, que diz: “Quem é negligente na sua obra já é irmão do desperdiçador”.
Então, nós já não temos dúvidas de que não devemos ser negligentes naquilo que fazemos. Meu falecido pai dizia que “um serviço bem feito valia por dois”, pois se você faz mal um serviço, você precisa fazê-lo novamente para que fique perfeito.
Há poucos dias, vi uma reportagem na TV falando do que é desperdiçado no campo dos alimentos, dizendo que o brasileiro desperdiça em média um quilo e meio de alimentos por semana, fora aquilo que é perdido em relação às frutas, legumes e verduras.
Lembro que fomos salvos para a prática de boas obras, entre as quais, o zelo, o capricho, a economia.
Lembro também que desde cedo, dentro de casa, fui ensinado a fazer o serviço bem feito, confome já citei. E além do capricho, éramos orientados a não deixar comida no prato, bebida no copo, e em tantas outras coisas, éramos ensinados a ser zelozos para que não houvesse perdas.
Sei que nesse campo poderia citar muitas coisas, mas quero destacar algumas:
1. A nossa vida – Vibramos quando um adulto se converte, mas o importante mesmo é trabalhar com a pregação do Evangelho para as crianças, pois assim se ganha uma vida inteira para Cristo; o adulto já desperdiçou um tanto da sua vida sem Cristo. Por isso, a Simone já fez trabalhos com crianças onde moramos e também apoiamos o trabalho da Aliança Pró Evangelização de Crianças (Apec), que se ocupa com a evangelização de crianças.
2. O nosso tempo – Primeiro, tenho que dizer que se perdemos alguma soma em dinheiro, podemos recuperar o valor, porém, em se tratando de tempo, esse não volta mais, está perdido para sempre. Por isso, devemos ter um cuidado redobrado com o mesmo. Inclusive a Bíblia nos adverte que devemos “remir o tempo” (Ef 5.16). Isso significa que devemos ser cuidadosos com o descanso para que não seja nem de menos nem demais, pois atrapalha a saúde e o rendimento. O que vemos e o que lemos para que não seja algo supérfluo e de pouca importância. Enfim, saber priorizar o que realmente importa e que é necessário, também é aproveitar o tempo.
3. O dinheiro – Já tenho dito que saber aplicar o dinheiro é tão importante quanto ganhá-lo. Quantos há que chegando o dia 20 de cada mês já não tem mais dinheiro, pois gastaram (o termo certo é este, sendo que o certo é aplicar) tudo, excedendo-se nos gastos. Já muitos com um bom salário, mas que não sabem usar o dinheiro, comprando coisas desnecessárias, supérfluas, muito caras. Aliás, a Bíblia nos manda ter um estilo de vida simples, não uma vida regalada. E estendendo isso um pouco, acrescento que o dinheiro que ganhamos não é apenas para o nosso sustento, mas também deve ter o objetivo de ajudar o nosso próximo, conforme está registrado em Efésios 4.28, que diz: “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado”. Então, ajudar o próximo também é umas das finalidades do dinheiro.
4. O nosso voto – Como é um ano eleitoral, não poderia deixar de falar sobre isso, pois muitos deixam de votar; outros, anulam o voto; outros, ainda votam em branco. Esse desperdício e negligência tem graves consequências, pois tem influência no resultado das eleições, sendo que uma participação consciente e justa trás benefícios à sociedade. Lembro, inclusive, do pastor Mauro Clementino da Silva, da Terceira Igreja Batista de Campo Grande, escreveu sobre “Democracia desperdiçada”, abordando o detalhe de que dividir os votos na casa, é um desperdício, pois o ideal é concentrá-lo num só candidato. Acrescento que, mais do nunca, precisamos aproveitar bem o nosso voto, pela situação caótica da nossa política, e a forma mais adequada é participar, votando, criteriosamente, não desperdiçando o voto, nem deixando de votar, pois significa quatro anos de desperdício, e o desperdício e a negligência é o que estamos combatendo nesse texto.
Carlos Trapp, pré candidato a vereador pelo PSC

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