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5 de julho de 2019 / carlostrapp

Cuide de suas obras: Abençoe vidas!

“O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos da iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu…” (Tito 2.14).
A salvação é pela graça, mas a evidência dela é pelas obras.
A salvação é a obra que Deus fez por nós; as obras são as ações de bondade que Deus faz através de nós.
Nós não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras.
As obras não são a causa da nossa salvação, mas o seu resultado.
Não praticamos boas obras para alcançar o favor de Deus; fazemo-las para demonstrar nossa gratidão a Ele.
A salvação é pela graça mediante a fé, independentemente das boas obras, mas a fé salvadora nunca vem só.
A fé sem obras é morta, mas as obras evidenciam a fé.
Quando os homens veem as nossas boas obras tornam-se gratos e glorificam ao Pai que está no céu.
Quando fazemos o bem aos homens na terra, Deus é glorificado no céu.
Por essa causa, o apóstolo Paulo diz que devemos ser ricos de boas obras, em vez de acumularmos os recursos que Deus coloca em nossas mãos apenas para o nosso deleite.
Deus nos salvou pela fé para sermos um povo zeloso de boas obras.
A fé nos justifica diante de Deus e as obras nos justificam diante dos homens.
Os homens não podem ver nossa fé, mas não podem deixar de ver nossas obras.
Que a nossa família seja uma agência da generosidade de Deus na terra; uma família de portas e mãos abertas para abençoar as pessoas, seja de perto ou de longe.

Luz para o caminho

11 de junho de 2019 / carlostrapp

O mundo não é tão maternal

No dia 12 de maio, comemoramos o Dia das Mães. Escrevi algo sobre isso que foi publicado num site de notícias e que repassei para meus contatos no Facebook e no WhatsApp, destacando a importância da minha mamãe, que era sentido, principalmente, quando ela ficava acamada e que a gente precisava “se virar”, quando criança.

Nesse dia, vi muitas mensagens circulando pelas redes sociais, todas procurando homenagear as mães. Isso é muito bom; melhor ainda lembrar da mãe com carinho, todos os dias.

E falando em redes sociais, vou publicar uma crônica que o pastor Inaldo Almeida Borba divulgou, de autoria de Martha Medeiros, sob o título “O mundo não é tão maternal”, fazendo uma comparação entre o mundo e as mães, conforme segue:

“É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto.
Quando se é adolescente a gente pensa que viveria melhor sem ela, mas é um erro de avaliação.

Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.

O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se viramos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos. O mundo quer defender o seu, não o nosso.

O mundo quer que a gente torre nossa grana, que a gente compre um apartamento que vai nos deixar endividados, que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência e estoure o cartão de crédito.

Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, nossos dentes, nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba.

O mundo nos olha superficialmente. Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento.

O mundo quer que sejamos lindos, magros e vitoriosos para enfeitar a ele próprio, como se fôssemos objetos de decoração do planeta.

O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa.

O mundo quer nosso voto, mas não quer atender nossas necessidades.

O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui.

O mundo não tem doçura, não tem paciência, não nos escuta.

O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego.

Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta: exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática. Sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades, enquanto que o mundo nos exige eficiência máxima, seleciona os mais bem dotados e cobra caro pelo seu tempo. Mãe é de graça.”

Achei muito interessante essa comparação que a cronista faz entre as mães e o mundo, o que é um grande motivo para valorizar, honrar as nossas mães.

Agora, eu quero acrescentar algo sobre o comportamento das mães por causa da sua importância, pois se a mãe não educar corretamente o filho poderá levá-lo a caminhos tortuosos.

Para isso, quero contar uma pequena história que se deu com mãe e filho, nos Estados Unidos.

O filho foi condenado à morte, e como ele poderia expressar seu último pedido, ele disse que queria ver sua mãe, antes de ser executado, no que foi atendido.

Ao entrar na sala de execução o filho solicitou que ela se aproximasse dele, pois queria lhe dar um beijo.

A mãe se aproximou e ao invés do filho lhe dar um beijo, ele a mordeu.

Depois, explicou o motivo daquele gesto, dizendo que ela era a culpa de de ele estar sentenciado à morte, porque ela, quando ele era pequeno, praticando pequenos furtos, entre outras malcriações, não o corrigia.

Claro que preciso incluir também o pai, enfim, os pais, pois ambos são responsáveis pela educação dos seus filhos, dizendo da grande importância de ajudar os filhos a trilhar nos caminhos de Deus, conforme diz a Bíblia em Efésios 6.4, que diz o seguinte: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”.

O que também devemos combater é a rejeição em relação aos filhos, pensando que eles são difíceis de educar, de lidar com eles.

Muitos pais, de fato, têm dificuldades com os filhos, pois não sabem mais lidar com eles, achando que não podem mais usar a vara quando necessário, sofrendo, terrivelmente com a desobediência com os filhos. Mas a Bíblia diz: “Corrige o teu filho e te dará descanso, dará delícias à tua alma” (Pv 29.17). O que não convém é ralhar com o filho, mas ser sereno e enérgico. Veja mais este texto de Provérbios: “O que retêm a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” (13.24).

Por amor à família!

Pr. Carlos Trapp

8 de maio de 2019 / carlostrapp

As redes sociais

Quero, inicialmente, falar um pouco sobre minha trajetória até o advento das redes sociais:
Nasci no RS, numa região onde praticamente todos falavam Alemão.

Rádio adquirimos somente quando eu tinha uns nove anos de idade. Era um enorme rádio à pilha, mas que dava para ouvir emissoras do exterior, através das ondas curtas.

Televisor não tínhamos, pois nem havia energia elétrica naquela região no interior, até nossa mudança para o município de Santa Helena, no Paraná, em 1970, onde fomos morar no meio do mato, para onde levamos nosso rádio à pilha, pois também não havia energia elétrica.

Em 1977, fomos morar do interior para o distrito de São Clemente, onde, pela primeira vez, conseguimos instalar energia elétrica em nossa casa, mas a TV e o telefone demo-raram um pouco para chegar. Primeiro, foi o telefone, para poder me comunicar com minha mãe, pois já estava estudando no Seminário Batista em Dourados, MS (1987-1990); depois, comprei uma TV para ela quando já estava morando em Campo Grande, isso por volta de 1992.

Foi em 1994, que comprei uma TV para mim, e que foi instalada no quarto do internato do Seminário Batista do Oeste do Brasil, onde morava.

Nesse período de internato, também comprei um telefone fixo, mas que não consegui usar, por questão de logística (também era mais para um investimento).

Em 1997, fui morar no apartamento que comprei através da Cooperativa Ha-bitacional Evangélica, aqui em Campo Grande, e transferi meu telefone para o apartamento.

Meu primeiro celular comprei em 2000. Era analógico e um “baita tijolo”, como hoje dizem, mas moderno à época.
Como morava sozinho, aplicava bastante dinheiro com os dois aparelhos telefônicos para me comunicar.

Logo surgiram celulares mais sofisticados com internet, whatsapp, email, facebook, instagram, telegram etc.

Mas eu também comprei um computador que, à época, não tinha internet, mas logo comprei um e instalei internet que ainda era discada, para, logo em seguida, colocar banda larga.

Devido ao fato de fazer um jornal (esse que você está lendo), uso bastante os meios de comunicação.

Mas também uso bastante o whatsapp, por exemplo, para fazer parte de grupos, me comunicar através de listas de transmissão, ter facebook, email, e assim por diante.

E sobre esses meios, chamados de redes sociais, quero fazer algumas considerações, dizendo, primeiro, que meu celular até já está travando por causa das mensagens que recebo e envio.

Dou graças a Deus por esses meios pelos quais a gente consegue se comunicar com grande velocidade e baixo custo.

Agora, tenho observado que alguns saem de grupos dizendo que “não há nada edificante nos mesmos”. Ora, fico com a impressão que a pessoa somente quer receber, pois os grupos são para a gente contribuir, não apenas para receber.

Então, que a gente possa ter em mente o que Jesus diz a respeito dos seus seguidores: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7.38).

Então, o que Jesus está dizendo? Que os cristãos têm algo a dar, a contribuir. Então, vamos participar de grupos, usar as redes sociais para compartilhar coisas boas, transmitir aos outros o que é conveniente.

Para que isso aconteça devemos adotar alguns critérios, ou seja, cuidar para não repassar algo que não seja verdadeiro, evitar passar adiante material e solicitar que o receptor o envie de volta, imagens que transmitem violência, entre tantas outras coisas a evitar, pois há muitas coisas boas para postar.

Agora, também é necessário ter alguns cuidados com a saúde, cuidando do tempo no qual ficamos diante do computador, do tablet, do celular; se estamos no posição correta, pois se inclinamos a cabeça ao usar o celular podemos ficar com dores na região da nuca. Também devemos cuidar se estamos piscando o suficiente ao usar os aparelhos móveis, pois quando piscamos lubrificamos os olhos (o fato de eles arderem é por falta de lubrificação).
Que Deus nos ajude a usar de forma altruísta essas redes que nós temos para nos comunicar.

Que Ele nos dê sabedoria para abençoar o nosso semelhante com textos, áudios, vídeos e imagens edificantes!

Pr. Carlos Trapp

21 de abril de 2019 / carlostrapp

Páscoa, vitória sobre a morte!

A Páscoa era a primeira das três festas anuais em que todos os homens tinham a obrigação de comparecer no santuário (Êx 23.14-17). A Páscoa é associada com a festa dos pães asmos, a semana durante a qual a levedura era rigidamente excluída da dieta dos hebreus (Êx 23.15).

A Páscoa histórica relaciona-se com a décima praga – a morte dos primogênitos no Egito. Israel recebeu a ordem de preparar um cordeiro para cada lar. O sangue devia ser aplicado na verga e nas ombreiras das portas (Êx 12.7). O sinal do sangue garantiria a segurança de cada casa assim indicada.

Os cordeiros da Páscoa eram mortos e depois de assados, eram comidos com pães asmos e ervas amargas (Êx 12.8), enfatizando a necessidade de uma saída apressada e relembrando a amarga escravidão no Egito (Dt 16.3). Isso era uma observância familiar, e no caso de uma família pequena, os vizinhos podiam ser convidados para compartilharem da refeição pascal.

A experiência da Páscoa devia ser repetida a cada ano, como forma de instrução para as gerações futuras (Êx 12.24-27).

A morte de Cristo na época da Páscoa era considerada significativa pela igreja primitiva. Paulo chama Cristo de “nossa Páscoa” (1Co 5.7), pois foi morto como “como cordeiro de Deus”, para nos redimir dos nossos pecados. Assim como o sangue do cordeiro colocado nos umbrais das portas dos israelitas no Egito os livrava da morte, assim o sangue de Cristo nos livra da condenação eterna.

Então, estamos na semana chamada santa, que para mim é como todas as outras, mas na qual comemoramos a morte e ressurreição de Jesus. Hoje, é lembrada a Ceia que Jesus celebrou com seus discípulos, que foi instituída para que lembrassem que Cristo deu seu corpo e sangue para salvação da humanidade. Já no domingo, é comemorada a ressurreição de Jesus.

Vejam este relato: “Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: — Não tenham medo! Sei que vocês procuram Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito […]. Agora vão depressa e digam aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos” (Mt 28.5-7).

No domingo, após a crucificação e a morte de Jesus, algumas mulheres foram até o sepulcro onde o corpo de Jesus havia sido sepultado. O que parecia ser a despedida final, a última oportunidade de estar com Jesus, foi, na verdade, um recomeço. A pedra estava removida e o corpo de Jesus não estava lá. Ele havia ressuscitado. Assim, as mulheres testemunharam a derrota do poder da morte. A vida venceu.

Páscoa: festa da ressurreição! Festa da vida! Portanto, a Páscoa é o tempo de anunciar que a morte foi vencida. O sofrimento que Jesus Cristo experimentou ficou para trás. Em Cristo, Deus venceu a morte para nos salvar e nos colocar novamente no caminho da fé e da esperança.

Devemos exclamar que a Páscoa é festa da vida e da esperança! Cristo ressuscitou para que nós também possamos ressuscitar!

A Ceia do Senhor, que os cristãos, geralmente, comemoram mensalmente, em seus cultos, são para nos lembrar do grande de amor de Deus manifestado em Cristo Jesus pela humanidade. E isso é para ser feito, “até que Ele venha.”, ou seja, até a segunda vinda de Cristo.

Creiamos nisso, e vivamos gratos a esse imensurável amor Deus, que venceu o pecado e a morte, em nosso favor!

Carlos Trapp, pastor batista (OPBB/3650) e jornalista (DRT/MS, 928).

Nota: Com informações do livro Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, vol. III, verbete Páscoa. Edições Vida Nova, 1990.

31 de março de 2019 / carlostrapp

Carnaval: Faz bem ou mal?

Eu e minha esposa costumamos levantar às 05h40 para ouvir um programa religioso de cinco minutos e, em seguida, as notícias pela TV.

No dia 04 de março, ao ligar a TV só estavam passando imagens e informações sobre o carnaval, na emissora pela qual costumamos assistir notícias. Parece que os foliões ficaram a noite toda no sambódromo, o que faz mal à saúde.

Depois de tomar o café da manhã, fui à lotérica e a encontrei fechada. Os bancos também estão fechados. O poder público, também. Quer dizer que podemos nos dar ao luxo de ficar parados durante alguns dias, para depois nos lamentar com o Produto Interno Bruto, com desempenho pífio?

Mas o que eu quero destacar é a influência do carnaval, pois digo que ele faz mal. Vejam: No carnaval a ideia que se tem é que há uma licença, uma permissão para extravasar, para passar dos limites, enfim, é uma festa da licenciosidade, embora tenha surgido a questão de não forçar um beijo, por exemplo.

O próprio poder público tem parte na culpa dessa permissividade, pois distribui milhões de camisinhas para as pessoas fazerem sexo, enfim, estimula a promiscuidade. Até tem um embaixador para a campanha do “use camisinha” que tem como lema “Pare, pense e use camisinha”, tudo patrocinado pelo SUS, e capitaneado pelo nosso Ministro da Saúde.

Mas vamos ver como essa mentalidade, que campeia no carnaval, tem influência em nossa sociedade. Pessoas não estacionam, frequentemente, em qualquer lugar? Não se apropriam do que não é delas? Passam dos limites quanto à velocidade no trânsito? Bebem excessivamente? Não sonegam impostos? Enfim, a lista da permissividade é longa.

Outro aspecto nocivo que podemos ver é que o carnaval é uma festa egoísta, onde se pensa em satisfazer desejos pessoais, não se pensa em generosidade, ajuda ao semelhante. Além disso, dinheiro público que deveria ser aplicado em questões de interesse geral, como saúde, segurança e educação, é gasto nessa diversão nociva.

E para evitar críticas indevidas, quero destacar a campanha do “use camisinha” como algo nocivo, contando um fato que aconteceu há cerca de dez anos: Liguei a TV, em determinada manhã, e vi, numa sala, um grupo de adolescentes, sendo instruídos por um médico famoso, quanto ao uso de camisinhas masculinas e femininas. No final do programa, forneceram o telefone do Ministério da Saúde, de Brasília. Liguei para o número e uma senhora de cerca de 25 anos de idade me atendeu. Falei da inconveniência de estimular adolescentes a fazerem sexo. Mas a mulher não aceitava minha argumentação, ao que eu disse: Quer dizer, então, que posso passar num órgão público, pegar meia dúzia de camisinhas, ir à Brasília, e fazer sexo com você? Ao que ela retrucou, dizendo que eu estava sendo “inconveniente” com ela. Ao que repliquei dizendo que era justamente isso que desejava ouvir dela, para mostrar a inconveniência dessa campanha, ao que, por fim, ela me deu razão.

Então, a campanha do “use camisinha” é uma ação sem ética, pois transmite a ideia de que não precisa haver limites, respeito, consideração, sendo, por isso, nociva, assim como o carnaval, pois incute na população a permissividade, a falta de limites.

Por isso, vamos nos conscientizar de que o carnaval faz mal, e aplicar o nosso tempo e as nossas energias em ações salutares, fraternas e produtivas.

Pr. Carlos Trapp

9 de março de 2019 / carlostrapp

Separação dos Poderes, Ditadura e Democracia

Está sendo votado no Supremo Tribunal Federal (STF) a chamada criminalização da “homofobia”. As atividades começaram na semana passada e devem continuar hoje, dia 20 de fevereiro.

O fato tem chamado à atenção, principalmente, de grupos cristãos, pois veem com preocupação tal atividade, porque pode afetar a liberdade religiosa. Por causa disso, cristãos tem se manifestado a respeito do assunto.

Por isso, destaco, resumidamente, um documento do Juiz Federal, Professor, Mestre em Direito e Pós-Graduado em Políticas Públicas e Governo, William Douglas, e de Rogério Greco, que é Procurador de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, Pós-Doutor, Doutor e Mestre em Direito, conforme segue:

Separação dos Poderes, Ditadura e Democracia
Foi veiculado nos meios de comunicação jurídicos que está pautado o julgamento da ADO 26 e do Mandado de Injunção 4.733 para o dia 13/2/2019. Nestas ações, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros – ABLGBT e o Partido Popular Socialista – PPS querem que o STF declare a omissão do Congresso em legislar, de maneira que pedem ao Supremo para criar o crime de homofobia por meio de analogia ao crime de racismo. A consequência prática é que o STF inseriria na figura típica do crime de racismo, por sinal imprescritível e inafiançável, a homofobia. Vale começar dizendo isso: somos contra a homofobia. Pensamos também que ao se legislar sobre ela deve ser feita a distinção entre homofobia (algo reprovável) e opinião e expressão do pensamento (que são direitos humanos).

A questão, no âmbito jurídico, é que o pedido afronta o art. 2º da Constituição que trata da separação dos Poderes, que devem atuar em harmonia. É óbvio que NÃO cabe ao STF fazer leis, por mais que algum (ou vários) Ministro possa gostar ou querer essa oportunidade. O STF é fruto da CF e seu guardião, não pode agir como se fosse seu dono ou desrespeitá-la a seu bel-prazer. Quem quer fazer leis deve se submeter ao tormentoso e difícil escrutínio do voto popular.

A matéria é de Direito Constitucional e de Direito Penal também, além de tratar de direitos e garantias fundamentais: a Constituição Federal é extremamente clara em seu art. 5º, XXXIX: “não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal”. Estamos diante de uma norma que é cláusula pétrea (art. 60, § 4º, da CF), não podendo ser objeto sequer de emenda constitucional. Só a lei pode criar crime, nunca uma decisão judicial, mesmo que do STF.

Ao Congresso cabe a tarefa de definir “homofobia” e sua extensão.

Qualquer estudante no início da faculdade de Direito sabe que não é possível que o Judiciário crie um tipo penal, muito menos existe a possibilidade de analogia in malam partem, ou seja, uma extensão, uma equiparação, onde se insere por equiparação a um crime uma outra situação não prevista como tal. A lei do racismo é bem clara: “Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”.

Não há previsão de homofobia. Qualquer interpretação fora do texto viola a legalidade (art. 5º, caput, da CF), que é princípio caro ao Direito Penal e é também um Direito Fundamental do cidadão.

É sem dúvida odiosa qualquer conduta que crie ou estimule preconceito ou discriminação contra a população LGBT, devendo o autor responder, se for o caso, nos termos dos crimes já previstos de injúria e difamação, bem como na esfera civil. Um Ministro do STF, por mais bem-intencionado que possa estar, não pode rasgar a Constituição. Onze ministros não podem querer exercer a função para a qual foram eleitos 81 Senadores e 513 Deputados Federais, os quais têm a legitimidade para re-presentar os diversos segmentos da sociedade.

A questão é ainda mais sensível por termos eventual colidência com direitos humanos como os da liberdade de opinião, de expressão de pensamento, liberdade religiosa, liberdade de consciência e/ou liberdade de cátedra. Atualmente, vemos que opiniões acadêmicas, filosóficas, culturais, religiosas e outras, protegidas por direitos humanos reconhecidos universalmente, vêm sendo acusadas de serem homofóbicas. Há questões científicas envolvidas também. Por exemplo, ser contra a ideologia de gênero ou intervenções cirúrgicas em crianças e adolescentes pode ser visto como homofobia. Os livros religiosos de judeus, muçulmanos e cristãos têm textos expressos em que tratam da homossexualidade e não cabe ao STF criminalizar nada, ainda mais em tema onde apenas o debate sereno e no lugar próprio pode trazer solução adequada. Esses temas já estão levantados no Congresso e demandam grande cautela, para que não se criminalize a opinião, não haja crime de hermenêutica e muito menos se proíba alguém de ler e seguir seus respectivos textos sagrados, de pesquisar e produzir seus textos científicos ou filosóficos, e a todos de expressarem suas opiniões.

Há um grande abismo entre homofobia e opinião, cabendo ao Congresso, por meio de representantes eleitos, através do debate entre pessoas eleitas pelo povo, resolver esse desafio. É o que diz a Constituição. Quem quiser resolver esse assunto deve procurar o Congresso, jamais o STF. Sem isso, morre a democracia e nasce uma ditadura do STF.
É no mínimo contraditório que o STF permita esse descalabro jurídico quando a Corte tem diversos posicionamentos pró-direitos humanos e em favor das liberdades. No momento atual em que o país precisa de serenidade e união para enfrentar os atuais desafios esse tipo de pauta é um desserviço à democracia e só acirra a tensão entre os Poderes sem nada contribuir para a Nação. Há projetos de lei tramitando que podem criminalizar a homofobia (PL 122/2006 e Projeto de Código Penal), mas esta é questão a ser discutida no Parlamento, com os representantes do povo e a própria sociedade civil.

Quando um Poder extrapola suas competências e começa a impor sua vontade a outros e ao povo, agindo à margem da Constituição, começamos a ingressar em um campo perigoso. As ditaduras e a morte das democracias podem ter sua gênese em comportamentos de qualquer dos Poderes.

Esperamos que o STF tome a decisão correta e não crie um conflito sem sentido com o Congresso e com a sociedade, em respeito à Constituição Federal, a si mesmo, aos demais Poderes e à democracia.

Pr. Carlos Trapp

20 de janeiro de 2019 / carlostrapp

Retrospectiva 2018

Estamos chegando no final do ano, e por isso vamos olhar para trás para ver algumas coisas interessantes que aconteceram em nosso País.
Como destaque precisamos citar as eleições.
O deputado federal, Jair Bolsonaro, que estava no PSC, procurou se filiar no Patriotas, mas, por fim, acabou se filiando ao Partido Social Liberal (PSL).
Lula (PT), preso, não conseguiu se candidatar, sendo que Fernando Haddad ficou em seu lugar.
Entre os diversos outros candidatos queremos destacar o Geraldo Alckmin, que conseguiu aglutinar diversos partidos políticos, obtendo, assim, um considerável espaço no rádio e na televisão, no horário de propaganda eleitoral gratuita.
Agora, o que é preciso dizer em relação ao Alckmin, é referente à campanha que desenvolveu, quando até estava razoavelmente bem colocado nas pesquisas eleitorais, começou a malhar, principalmente, o Bolsonaro, trazendo-lhe um efeito altamente negativo, pois acabou perdendo votos com isso. Enfim, como diz o ditado popular: “O feitiço virou contra o feiticeiro”.
Já Bolsonaro, com poucos segundos no rádio e na televisão, no horário eleitoral, conseguiu chegar ao Segundo Turno, usando, principalmente as redes sociais, disputando, com Haddad, do PT.
Vale acrescentar que Bolsonaro, no Primeiro Turno, sofreu um atentado, em Juiz de Fora, MG, tirando-o da campanha em termos de locomoção, sendo que, assim que foi possível, Bolsonaro usou as redes sociais, além da propaganda eleitoral no rádio e na TV.
Já o Segundo Turno, estava carregado de críticas, de ambos os lados, especialmente, do candidato do PT, sendo que, no embate, saiu vitorioso, Jair Bolsonaro, com mais de 57 milhões de votos.
Falando na eleição, precisamos destacar alguns deta-lhes, ou seja, o grande número de abstenções, significando um desinteresse generalizado pelas eleições, sendo que precisamos nos interessar pelos destinos de nossa nação, e isso se faz com participação, assistindo os programas eleitorais, conhecendo os candidatos, as suas propostas, o seu histórico, com o objetivo de obter subsídios para uma boa escolha.
Falando em escolha, queremos chamar a atenção também para aqueles que anularam o voto, ou votaram em branco.
Lembramos que os que se abstiveram, ou os que anularam o voto ou votaram em branco, deixaram as decisões nas mãos dos outros, não podendo, futuramente, se queixar de erros na campo da política, cujas ações afetam milhões de pessoas.
Falando em política, costumamos repetir que não é possível viver em sociedade sem governo, e que sendo assim, precisamos participar da sua elaboração, na escolha dos nossos representantes, de um modo bem criterioso.
Como decisões no campo da política nos afetam, vejam o recente aumento que os integrantes do Supremo Tribunal Federal decidiram em relação ao próprio salário e que foi sancionado pelo presidente Temer, que tem efeito cascata, ou seja, afeta o salário dos deputados fe-derais, senadores, deputados estaduais, vereadores, governadores, prefeitos.
O próprio Bolsonaro disse que “todos nós iríamos pagar esse rombo”.
Então, a sociedade civil precisa ser bem organizada e reagir diante dessas situações, que pode fazer muita diferença, começando pelo voto, prosseguindo com su-gestões, cobranças e a intercessão junto ao nosso Deus, que deve vir em primeiro lugar.
Ainda falando sobre o presidente eleito, Jair Bolsonaro, o mesmo já escolheu todos os seus ministros, o que é algo muito bom, pois assim já podem se inteirar dos respectivos ministérios e fazer planos para o futuro.
Acrescentamos que Bolsonaro foi diplomado no dia 10 de dezembro e tomará posse, se Deus quiser, no dia 01 de janeiro.
Já os eleitos de Mato Grosso do Sul, serão diplomados no dia 14 de dezembro.
Em Mato Grosso do Sul, o governador Reinaldo Azambuja foi reeleito, tendo como vice, Murilo Zauith.
Queremos destacar também que, em nosso Estado, o PSL, partido de Bolsonaro, elegeu dois deputados fe-derais, uma senadora e dois deputados estaduais, fato que se credita ao apoio do presidente eleito, que receberam.
Entre os cinco, queremos destacar ao Dr. Luiz Ovando, que, após 20 anos conseguiu se eleger deputado federal, com mais de 50 mil votos. Persistiu até conseguir, também, ajudado, grandemente, pelo efeito Bolsonaro.
Mas vamos olhar um pouco mais para frente e ver que as comemorações em torno do nascimento de Jesus se aproximam.
Por todos os lados vemos situações caóticas, com corrupção, criminalidade, pobreza, engano, mentira, doenças, e assim por diante.
Por isso a vinda de Jesus a este mundo é de fundamental importância, pois nos dá esperança de perdão, de salvação, enfim, de um mundo melhor, e por fim, a vida eterna, de paz e harmonia, se crermos na sua graça, na sua Salvação.
Essa História da Salvação, ou o amor de Deus, está narrado na Bíblia. E falando em Bíblia, no domingo passado, dia 09, comemoramos o Dia da Bíblia, com destaque para a exposição de parte do acervo do Museu da Bíblia (MuBi), de Barueri, SP, que pertence à Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), que teve início no domingo passado, às 16h, no Armazém Cultural, que fica na Av. Calógeras, próximo à Feira Central.
Os acervos que estão sendo expostos são sobre os 500 anos da Reforma Protestante e a Bíblia, o livro da Espe-rança.
Essa programação continua até o dia 16, próximo domingo; nos dias 10, 11, das 16h às 22h. Nos dias 12 a 14, das 12 às 22h; no dia 15, das 10 às 22h; no dia 16, das 10 às 22h. Ore, divulgue, participe!
Bem, olhamos para o passado, destacando a cidadania e a nossa tarefa como cidadãos, mas também questões recentes e futuras.
Que Deus nos ajude a sermos bons membros de igreja e bons cidadãos!

Pr. Carlos Trapp

Nota: Publicado como Editorial no jornal Cidadão Evangélico de 2018

7 de dezembro de 2018 / carlostrapp

Escola Bíblica Dominical

Um dos últimos baluartes do ensino bíblico está tornando-se demodê.

Conversando com amigos, ministros do evangelho, constato que as pessoas tem ido menos a Escola Bíblica Dominical (EBD). O esvaziamento da EBD traduz uma triste realidade. O conformismo com a superficialidade do conhecimento de Deus. O que é muito comum nas religiões, também está assolando os nossos arraiais. A busca pela essência do evangelho, pelo aprofundamento do relacionamento com Deus, parece ter ficado na história da igreja. Uma clara demonstração do esfriamento previsto por Jesus para os últimos dias. Esta palavra de Deus nunca foi tão divulgada como nos últimos dias: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” (Jo 8.32).

Satanás e suas hostes estão assolando os lares trazendo a filosofia, o conformismo e o espírito crítico, enganando aqueles que são enganáveis, tornando-os cativos do pensamento livre, do mero desejo de criticar, da crítica sem racionalidade, sem propósito.

O estudo da Palavra de Deus liberta o homem, inclusive da rebeldia trazendo-o de volta à essência. “Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13).

Orando por você nesta madrugada, o meu coração arde pela sua vida. Emprego neste texto toda a minha energia espiritual num grito de alerta: “Desperta tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo te esclarecerá (Ef 5.14).

Enquanto pastor eu te convido: O mundo jaz no maligno, desperta tu e vem. O Senhor te chama hoje; lembre-se: amanhã pode ser muito tarde.

Deus abençoe você e a sua família.

Pr. Edson Lima

Igreja Batista Koinonia, CG

 

7 de dezembro de 2018 / carlostrapp

Uma justiça que satisfaz

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mt 5.16).

Justiça é um clamor que vem de todos os segmentos sociais de nosso tempo. O trabalhador quer justiça na paga do seu trabalho. O que perdeu um familiar, vitimado pela irracionalidade ou inconsequência de alguém, exige justiça na punição do culpado. Justiça social é outra expressão que ganha corpo em meio às crescentes desigualdades entre ricos e pobres. Os homens, com frequência, declaram a sua autojustiça, coletam méritos, e se proclamam justos aos seus próprios olhos.

Os discípulos, os humildes de espírito, que choram e são mansos, renunciam não somente aos seus direitos, como também a esta falsa pretensão de justiça própria. São pessoas realistas: não possuem nada a apresentar diante de Deus. Tem fome e sede, e estão de mãos vazias. Sabem que, se submetidas ao esquadro de Deus, serão achadas fora de linha, em descompasso e em falta para com a vontade de Deus.
Os desejos gerados pela fome e pela sede são de difícil controle. E ressurgem a cada novo dia, ainda que satisfeitos. Por isso Cristo diz, no “Sermão do Monte”, que os que têm fome e sede de justiça – desejo incontido e renova-do – serão fartos. Mas, o que seria essa justiça de que fala Jesus? Essa justiça é o atributo daquele que é declarado “justo”, sem culpa, pelo eterno Juiz, de acordo com a sua norma de direito. É a capacidade de declarar inocente ao culpado. Nenhum homem, por melhor que se julgue, é capaz de cumprir os requisitos da justiça divina. Mas essa justiça é atribuída por causa da morte substitutiva de Cristo. Com o seu sacrifício, Cristo satisfez a exigência da justiça divina em nosso lugar e agora nos transfere a sua perfeita justiça. E pela fé nos apropriamos dessa justiça.
Por isso Cristo diz que todo aquele que buscar a sua justiça, como o faminto busca o pão e o sedento busca a água, esse será farto, receberá esse presente de Deus.

Se quisermos apresentar diante de Deus a lista dos nossos méritos e brandirmos ante os seus olhos a nossa justiça pessoal, seguramente seremos reprovados. Mas se nos apresentarmos diante do Pai armados com a justiça que Cristo conquistou em nosso lugar, ele nos abrirá as portas do céu e nos receberá com alegria na ternura do seu coração e no aconchego caloroso de seus braços. A mesa da justiça de Deus está posta, farta, abundante, plena. Cristo já pagou a conta com o Pai. Quer que joguemos ao lixo a nossa pobre autojustiça, nos sentemos à sua mesa para recebermos o presente que ele nos dá: sua justiça, vida, perdão e salvação. E para a sua festa todos são convidados – inclusive você! Amém!

Romeu Müller, pastor luterano

29 de novembro de 2018 / carlostrapp

Dia da Bíblia

No jornal Cidadão Evangélico de novembro, falamos que iríamos divulgar algo sobre o Dia da Bíblia e sobre a exposição de parte do acervo do Museu da Bíblia, que fica em Barueri, SP.

Quanto à exposição de parte do acervo do Museu da Bíblia, de 09 a 16 de dezembro, já está confirmado que será no Armazém Cultural, que fica na área contígua da Feira Central, e terá a seguinte programação:

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES:

Abertura oficial do evento: 09 de dezembro de 2018 – às 16h

Período de visitação:

De terça a sexta-feira, das 16h às 22h

Sábado e domingo: das 10h às 22h

Encerramento: 16 de dezembro, às 22h

 

Dia da Bíblia, segundo domingo de dezembro, dia 09

Sugerimos a todas as igrejas que o comemorem condignamente.

Informações quanto às comemorações podem ser encontradas no site: diadabiblia.org.br

Qualquer dúvida, podem entrar em contato comigo, Carlos Trapp, pelo fone 9.9998.4285