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11 de junho de 2019 / carlostrapp

O mundo não é tão maternal

No dia 12 de maio, comemoramos o Dia das Mães. Escrevi algo sobre isso que foi publicado num site de notícias e que repassei para meus contatos no Facebook e no WhatsApp, destacando a importância da minha mamãe, que era sentido, principalmente, quando ela ficava acamada e que a gente precisava “se virar”, quando criança.

Nesse dia, vi muitas mensagens circulando pelas redes sociais, todas procurando homenagear as mães. Isso é muito bom; melhor ainda lembrar da mãe com carinho, todos os dias.

E falando em redes sociais, vou publicar uma crônica que o pastor Inaldo Almeida Borba divulgou, de autoria de Martha Medeiros, sob o título “O mundo não é tão maternal”, fazendo uma comparação entre o mundo e as mães, conforme segue:

“É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto.
Quando se é adolescente a gente pensa que viveria melhor sem ela, mas é um erro de avaliação.

Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.

O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se viramos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos. O mundo quer defender o seu, não o nosso.

O mundo quer que a gente torre nossa grana, que a gente compre um apartamento que vai nos deixar endividados, que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência e estoure o cartão de crédito.

Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, nossos dentes, nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba.

O mundo nos olha superficialmente. Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento.

O mundo quer que sejamos lindos, magros e vitoriosos para enfeitar a ele próprio, como se fôssemos objetos de decoração do planeta.

O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa.

O mundo quer nosso voto, mas não quer atender nossas necessidades.

O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui.

O mundo não tem doçura, não tem paciência, não nos escuta.

O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego.

Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta: exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática. Sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades, enquanto que o mundo nos exige eficiência máxima, seleciona os mais bem dotados e cobra caro pelo seu tempo. Mãe é de graça.”

Achei muito interessante essa comparação que a cronista faz entre as mães e o mundo, o que é um grande motivo para valorizar, honrar as nossas mães.

Agora, eu quero acrescentar algo sobre o comportamento das mães por causa da sua importância, pois se a mãe não educar corretamente o filho poderá levá-lo a caminhos tortuosos.

Para isso, quero contar uma pequena história que se deu com mãe e filho, nos Estados Unidos.

O filho foi condenado à morte, e como ele poderia expressar seu último pedido, ele disse que queria ver sua mãe, antes de ser executado, no que foi atendido.

Ao entrar na sala de execução o filho solicitou que ela se aproximasse dele, pois queria lhe dar um beijo.

A mãe se aproximou e ao invés do filho lhe dar um beijo, ele a mordeu.

Depois, explicou o motivo daquele gesto, dizendo que ela era a culpa de de ele estar sentenciado à morte, porque ela, quando ele era pequeno, praticando pequenos furtos, entre outras malcriações, não o corrigia.

Claro que preciso incluir também o pai, enfim, os pais, pois ambos são responsáveis pela educação dos seus filhos, dizendo da grande importância de ajudar os filhos a trilhar nos caminhos de Deus, conforme diz a Bíblia em Efésios 6.4, que diz o seguinte: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”.

O que também devemos combater é a rejeição em relação aos filhos, pensando que eles são difíceis de educar, de lidar com eles.

Muitos pais, de fato, têm dificuldades com os filhos, pois não sabem mais lidar com eles, achando que não podem mais usar a vara quando necessário, sofrendo, terrivelmente com a desobediência com os filhos. Mas a Bíblia diz: “Corrige o teu filho e te dará descanso, dará delícias à tua alma” (Pv 29.17). O que não convém é ralhar com o filho, mas ser sereno e enérgico. Veja mais este texto de Provérbios: “O que retêm a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” (13.24).

Por amor à família!

Pr. Carlos Trapp

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