Pular para o conteúdo
21 de dezembro de 2015 / carlostrapp

Ponderações em torno do nascimento de Jesus, o Natal

Logo após a queda de Adão e Eva, Jesus foi prometido como Salvador do mundo (Gn 3.15). E diz o apóstolo Paulo que “na plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” (Gl 4.4,5).
Então, no tempo apropriado, nasceu Jesus, para nos resgatar da condenação eterna e nos tornar filhos de Deus, e herdeiros da vida eterna, imerecidamente, mediante a fé Nele (Ef 2.8,9).
É importante notar que Jesus nasceu numa família. Cabe ressaltar que o casal, José e Maria, não eram ricos, porém obedientes. Não que a riqueza seja algo ruim, mas não é a questão principal, pois foi a fé e a obediência do casal que tornou realidade o nascimento de Jesus.
Jesus nasceu numa família, pois assim ele podia ser gerado, gestado, dado á luz, amamentado, vestido, educado, enfim, numa família encontrou o ambiente ideal para sua vinda ao mundo, para se “tornar carne’, ou seja, como um de nós, se identificando com os seres humanos.
Jesus, então, nasceu e cresceu num lar, começando seu ministério com cerca de 30 anos, onde reuniu um grupo de 12 discípulos, instruindo os mesmos, além de fazer milagres, expulsar demônios, repreender pecadores, pregar sermões, perdoar arrepen-didos, para, por fim, morrer numa cruz, para nos resgatar da condição de perdidos e condenados, sem esperança e sem salvação. Mas o importante que cabe destacar é que Jesus não foi vencido pela sepultura, pois ressuscitou ao terceiro dia, foi assunto ao céu, e deve voltar em breve, para julgar os vivos e os mortos.
Esses relatos todos os teólogos chamam de História da Salvação, pois conta o drama da humanidade, ou seja, o seu pecado e condenação, mas não pára por aí, termina com a boa noticia da morte redentora de Cristo Jesus, que agora oferece vida e salvação a todos, que é o evangelho, a boa notícia, que todo crente deve transmitir aos que estão próximos e distantes.
Há os que não querem comemorar o Natal, hoje em dia, dizendo que é uma festa pagã, envolvida em comércio. De fato, há muito comércio envolvido no Natal, mas nós não precisamos olhar para isso, mas para o amor de Deus, que não nos deixou perdidos, condenados, sem esperança, sem salvação.
O fato de ter sido salvos, imerecidamente, será que não merece ser lembrado, festejado? Os próprios anjos, na noite de Natal, fizeram festa nos céus, elevando suas vozes, num cântico de louvor (Lc 2.13,14). Também um anjo anunciou o nascimento de Jesus, dizendo trazer “boa-nova de grande alegria” (Lc 2.10). Será que isso não é digno de ser festejado, enfim, lembrado com alegria?
Lembro que quando era criança havia preparativos para os cultos natalinos, onde diversas pessoas participam, desde crianças, que decoravam e recitavam poesias, apresentavam cânticos, peças teatrais, tudo para lembrar e festejar o nascimento de Jesus. Inclusive, escolas festejavam o Natal. Lembro que nos três primeiros anos, estudava numa escolar particular confessional (Luterana), e nós tínhamos uma extensa programação natalina.
Hoje, as igrejas também fazem programas especiais para lembrar essa importante data da cristandade, com cultos especiais, cantatas de Natal, inclusive corais se apresentam fora das igrejas, em shoppings, hospitais, entre outros locais, tudo para cantar e divulgar o Natal de Jesus, e a boa notícia que isso trouxe, para que o maior número de pessoas saiba disso e também creia em Cristo como Senhor e Salvador.
Então, apesar do mau do Natal por parte de alguns, não nos iniba de festejar dignamente essa data tão importante.
Por fim, vamos nos alegrar que, apesar do pecado da humanidade, Deus prometeu um Salvador, foi fiel e cumpriu a Sua promessa, chamando o fato de “boa-nova de grande alegria”.
Além disso, que os festejos nos lembrem que devemos, com o nosso testemunho, pregar o Evangelho a todas as criaturas, pois a ninguém deve ser negligenciado essa boa notícia da salvação que há em Cristo Jesus.
Então, vamos festejar o nascimento de Jesus e anunciar a salvação que Ele nos trouxe, para que todos creiam Nele como Senhor e Salvador!
Pr. Carlos Trapp
12 de novembro de 2015 / carlostrapp

Reforma Protestante

No dia 31 de outubro, foram comemorados os 498 anos da Reforma Luterana ou Protestante. Portanto, daqui a dois anos, se Deus quiser, estaremos completando 500 anos desse evento tão importante.
Convém, portanto, lembrar fatos importantes que envolveram a Reforma, que vou procurar citar resumidamente, extraídos da internet, com algumas retificações: 
 
Contexto Histórico – No século XVI, a Igreja Católica teve seu poder político e espiritual contestado. Num momento em que várias mudanças sociais, econômicas e culturais ocorriam na Europa, o poder da Igreja já não representava os anseios, principalmente, da nobreza e da emergente burguesia. Membros da própria Igreja, como o frade e professor Martinho Lutero, propuseram uma ampla reforma religiosa, que deu origem às igrejas protestantes.
 
O que foi e principais características – A Reforma Luterana foi um movimento de caráter religioso, surgido na Alemanha na segunda década do século XVI, liderado por Martinho Lutero. Este movimento criticava várias ações da Igreja Católica, propôs novos caminhos para o cristianismo e resultou na criação da Igreja Luterana. Este movimento teve forte apoio da nobreza da Alemanha.
 
Principais causas da Reforma Luterana
– Lutero era contrário à venda de indulgência praticada pela Igreja Católica. De acordo com esta prática, bastava pagar à Igreja para se livrar dos pecados. A venda de indulgências foi um recurso usado para angariar fundos para a construção da Basílica de São Pedro.
– Centralização do poder nas mãos do papa, assim como a concentração de terras.
– Descontentamento da nobreza alemã com o poder político da Igreja Católica.
– Crise institucional e moral pela qual passava a Igreja Católica naquele momento.
 
As 95 teses de Lutero
Em 1517, Lutero fixou as 95 teses na porta da igreja de Wittenberg. Estas teses criticavam a venda de indulgências, questionavam o poder papal e algumas práticas católicas, além de propor uma ampla reforma religiosa. Estas teses circularam pela Alemanha conquistando, principalmente, a simpatia de nobres (príncipes e senhores feudais).
Em 1520, o papa Leão X exigiu a retratação de Lutero. Este não se retratou como queimou em praça pública o documento papal. Foi excomungado e considerado herege. Protegido pelo príncipe da Saxônia se refugiou no castelo de Wartburg, onde passou a traduzir a Bíblia para o Alemão.
Princípios religiosos da Doutrina Luterana – Em 1530, Lutero divulgou os principais princípios da doutrina Luterana:
– Salvação somente pela fé;
– Salvação somente pela graça;
– Presença da verdade somente na Bíblia (os chamados três Solas, em latim);
– Extinção do clero regular (ordens religiosas);
– Sacerdócio universal dos cristãos, sem padres ou outros intermediários, enfatizando o contato direto com Deus;
– Eliminação de tradições e rituais nos cultos religiosos;
– Fim do celibato (proibição do casamento de padres, por exemplo);
– Proibição do uso de imagens nas igrejas;
– Uso do alemão nos cultos religiosos (não mais o latim como única língua);
– Santa Ceia e batismo como únicos sacramentos válidos.
Convém ainda citar os pré-reformadores John Wycliffe e Jan Huss.
Wycliffe nasceu, viveu e estudou na Inglaterra no século XIV. Jan Huss nasceu em 1373 na Boêmia (hoje, pertencente à Polônia) onde estudou, ordenou-se e adquiriu grande popularidade com seus sermões, marcados pela influência de Wycliffe, carregados de críticas ao clero católico. Condenado pelo Concílio de Constança, foi queimado em 1415.
Também podemos falar dos reformadores contemporâneos de Lutero, como João Calvino e Ulrico Zuínglio. Com Calvino surgiram as igrejas reformadas (presbiterianas).
Lutero e Zuínglio até se encontraram para discutir seus pontos doutrinários e não concordaram somente em relação a um, ou seja, a Ceia do Senhor, pois Zuínglio dizia que os elementos, pão e vinho, eram símbolos do corpo e sangue de Cristo, e Lutero dizia que “em, com e sob o pão e o vinho, tomamos o corpo e o sangue de Cristo”, chamado de Consubstanciação.
Um pouco mais tarde, surge John Wesley, o fundador do metodismo, na Inglaterra.
Por último, convém citar os da Reforma Radical, que entenderam o Batismo e a Ceia do Senhor, apenas como ordenanças, que não conferem graça, além do batismo (imersão) somente de crentes, surgindo desse ensino, principalmente, as igrejas batistas.
A pergunta é: Será que as igrejas hoje necessitam de uma Reforma? Seguem a Bíblia, ou introduziram coisas estranhas às suas práticas? A salvação é pela graça e pela fé somente, na sacrifício remidor de Cristo, ou tem gente que quer ir para o céu com seu próprio esforço?
Sejamos questionadores como os reformadores!
Pr. Carlos Trapp
28 de setembro de 2015 / carlostrapp

Matéria prima para construir um País

A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique.

Agora alguns dizem que Lula não serviu e que Dilma não serve. E o que vier depois de Lula e Dilma também não servirá para nada…

Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no Collor, ou no Lula.

O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país.

Porque pertenço um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal e se tira um só jornal, deixando os demais onde estão.

Pertenço ao país onde as empresas privadas são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se não fosse roubo, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu “puxar” a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos.

O povo saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas, dirige após consumir bebida alcoólica, pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho, quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20.

E quer que os políticos sejam honestos.

O Brasileiro reclama de quê, afinal?

Aqui congressistas trabalham três dias por semana para aprovar projetos e leis que só servem para afundar o que não tem, encher o saco do que tem pouco e beneficiar só a alguns.

Pertenço a um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar.

Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes.

Como Matéria Prima de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta muito para sermos os homens e mulheres de que nosso País precisa.

Esses defeitos, essa esperteza brasileira congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, eleitos por nós. Nascidos aqui, não em outra parte…

Entristeço-me.

Porque, ainda que Dilma renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que a suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor. Mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Collor, nem Itamar, não serviu Fernando Henrique, Lula e nem a Dilma, nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?

Aqui faz falta outra coisa.

E enquanto essa outra coisa não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados…

É muito gostoso ser brasileiro. Mas quando essa brasi-linidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa muda…

Não esperemos que nos mandem um Messias. Nós temos que mudar! Um novo governante com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada.

Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e estou seguro que o encontrarei quando me olhar no espelho.

João Ubaldo Ribeiro

3 de setembro de 2015 / carlostrapp

Estado Laico não é Estado Ateu

Gostaria de fazer uma distinção importante e espero que sirva para desmistificar e denunciar a aparente atitude democrática de alguns que, em nome da tolerância, criticam os que tem alguma fé religiosa, especialmente quando os religiosos tem crenças e atitudes mais alinhadas com a tradição: “Estado laico” não é “Estado ateu”.
No primeiro, todas as expressões religiosas são igualmente respeitadas pelo Estado, desde que não firam a Constituição e as demais leis do pais. Obviamente que, no Estado laico, as minorias religiosas terão de conviver com um menor espaço na mídia, etc; o que pode ser conquistado com a sua expansão e, consequentemente, com mais adeptos e recursos. Neste aspecto, o ateísmo também deve ser respeitado em sua livre manifestação, inclusive na mídia.
No Estado laico, os religiosos tem o direito garantido pela Constituição de poderem opinar como qualquer outro cidadão, expressando suas crenças e visão de mundo e se posicionando a partir de valores e princípios nos quais acreditam. Pois todos, repito, todos, formulam suas opiniões a partir de crenças e valores, próprios ou de outros.
No Estado laico, garantido pela Constituição, não há como evitar o confronto de crenças religiosas – isto é impossível. Mas,o mesmo confronto acontece em qualquer outro tipo de expressão nos âmbitos da educação, política, cultura, etc.Todos temos o direito de nos posicionar a respeito de qualquer tema a partir do que julgamos certo ou errado, bom ou ruim, adequado ou inadequado, justo ou injusto, construtivo ou destrutivo. Todos fazemos isso o tempo todo em todas as áreas das nossas vidas. Por isso, o religioso não pode ser coagido a não poder opinar segundo crê quando todos fazem o mesmo a todo o momento. Não há ninguém que não tenha pressupostos e conceitos prévios.
No caso da ocorrência de ofensas morais e violências em nome da fé, cabem os recursos da Lei, como acontece com as demais infrações. Mas, ser contra uma crença ou ideologia não é cometer um crime. Pelo contrário, é um direito que todos nós temos enquanto cidadãos do nosso país. Defender aquilo em que se acredita e se opor ao que nos é contrário em termos de crenças, princípios e valores, é uma prerrogativa irredutível de qualquer espaço democrático de direito. Os religiosos também tem o direito de fazê-lo.
Agora, num Estado ateu, como foi o caso da antiga União Soviética, China maoísta, Coréia do Norte, Cuba, etc, as religiões foram ou são totalmente proibidas, perseguidas ou, na melhor das hipóteses, toleradas, sob monitoramento a partir de dentro por agentes e funcionários do próprio Estado.
Mas, ninguém precisa ser um gênio para perceber que Isso somente é possível numa sociedade anti-democrática e totalitária, onde não existe liberdade de expressão e onde o direito ao contraditório não existe. No Estado ateu, o religioso deve permanecer calado sob pena de intimidação pública ou de alguma sanção legal. À religião bloqueia-se qualquer dimensão pública, privatizando-se a fé sob ameaças. O Estado que assim procede, em nome de um pretenso combate à intolerância, encarna a própria intolerância. Trata-se de uma ditadura dos iguais.
Não é o caso do Brasil, onde a Constituição Federal institui que este é um Estado laico e não um Estado ateu. Se você não gosta da opinião dos religiosos, você tem o direito de não gostar, mas isso é problema seu. Não os leia, ouça, assista, etc. Manifeste suas opiniões em contrário. Posicione-se. Mas, não venha em nome da tolerância defender medidas silenciadoras e anti-democráticas contra qualquer religião.
Se você não gosta dos Malafaias, Felicianos, etc, você tem todo o direito de não gostar. Acha-os fundamen-talistas? É mesmo? Continue achando. Manifeste suas opiniões, critique suas ideias, não os siga. Processe-os quando infringirem a Lei. Mas, contrário ao que pensa Leonardo Boff, eles tem o direito de expressarem suas opiniões conservadoras, tradicionais, arcaicas, ultrapassadas, funda-mentalistas, etc, ou outro adjetivo qualquer com o qual você as queira rotular. Eles tem o direito de não concordarem com você, assim como você, que não é mais cidadão do que eles, tem o direito de se posicionar a favor de suas crenças e ser contrário aos que eles defendem. É assim que funciona num Estado laico. Só não é assim num Estado ateu onde você pode ser preso ou morto – milhões de cristãos já o foram e milhares estão sendo atualmente – por afirmar qualquer fé.
Finalizando, os religiosos tem o mesmo direito que você, nem mais nem menos. Eles podem eleger seus representantes políticos, podem escrever sobre o que pensam, podem discutir politicas educacionais que entendam serem contrárias aquilo que eles creem em termos de princípios e valores, eles podem ocupar espaços na mídia (assim como hipócritas, libertinos e inimigos das religiões o fazem), eles podem se expressar sobre a vida e o mundo e expressarem a sua fé na esfera pública como qualquer outro se expressa. Pois não há esfera pública sem crenças, princípios e valores, sejam eles religiosos ou irreligiosos.
É assim num Estado laico.
Pr. André Holanda
26 de junho de 2015 / carlostrapp

Doutrinação de gênero nas escolas: o perigo vem de longe

Com intensa mobilização, grupos pró-vida e pais e mães estão lutando contra leis municipais que impõem a ideologia de gênero nas escolas. Um dos melhores alertas foi dado pelo Dr. Zenóbio Fonseca, num vídeo pessoal em sua página de Facebook.

A doutrinação de gênero não é um processo que vai começar com essa aprovação. É, na verdade, um processo que vem de muito longe, atrelado a um movimento internacional muito bem financiado que visa implantar e expandir a educação sexual, primeiramente de modo “informal” e depois de modo formal.

Em 1992 participei de um congresso internacional sobre essas questões, onde havia representantes de entidades brasileiras e internacionais, inclusive da ONU. A meta era uma frente ampla que incluía a ONU, o governo do Brasil e ONGs (organizações não governamentais) para alcançar professores e alunos com materiais que foram essencialmente o alicerce da atual onda de doutrinação de gênero no Brasil. Tudo começou na educação sexual.

Em escolas públicas e particulares da cidade de São Paulo, essas ONGs, com financiamento e know-how de entidades americanas, influenciaram, desde o início da década de 1990, gerações de professores e alunos.
Havia, pois, um relacionamento ”informal” entre essas entidades imorais e as escolas de São Paulo. Possivelmente, outras cidades do Brasil estavam tendo a mesma experiência.

Então, na década de 1990 as ideias de gênero já estavam, através de ONGs brasileiras financiadas e orientadas por ONGs dos EUA, chegando até os professores num proselitismo ideológico que visava transformá-los em agentes de mudança para os alunos sob sua influência nas salas de aula.

Essas ideias acabaram se tornando política oficial do governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC). Na sua presidência, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), publicados pelo Ministério da Educação (MEC), deram destaque, pela primeira vez de forma oficial nas políticas federais de educação, às questões de gênero.

Entre muitas outras questões polêmicas, os PCNs, de implantação obrigatória nas escolas do Brasil, disseram:
O trabalho com Orientação Sexual supõe refletir sobre e se contrapor aos estereótipos de gênero… Implica, portanto, colocar-se contra as discriminações associadas a expressões da sexualidade, como a atração homo ou bissexual, e aos profissionais do sexo.

O conceito de gênero diz respeito ao conjunto das representações sociais e culturais construídas a partir da diferença biológica dos sexos. O uso desse conceito permite abandonar a explicação da natureza como a responsável pela grande diferença existente entre os comportamentos e lugares ocupados por homens e mulheres na sociedade.

O governo de FHC formalizou, 20 anos atrás, a ideologia de gênero no currículo nacional. Evidentemente, o governo do PT tem expandido o pioneirismo de gênero do PSDB. Mesmo assim, iludidamente alguns acham que com a remoção do PT do poder, a ideologia de gênero vai embora. Não vai. Essa ideologia não está ligada exclusivamente ao PT. Está atrelada a muitos partidos, inclusive o PSDB.

Muito antes do PT assumir o governo federal, meu livro, “O Movimento Homossexual,” publicado em 1998, já denunciava a doutrinação de gênero que estava presente no governo e escolas do Brasil. Meu livro mencionava que o alastramento da ideologia de facilitação homossexual está ligado a objetivos de controle populacional, que é o coração da ideologia de gênero. Meu livro, citando a Dra. Dale O’Leary, disse:

“A fim de serem eficazes a longo prazo, os programas de planejamento familiar não devem se concentrar apenas na redução da fertilidade dentro dos papéis de gênero existentes, mas principalmente na mudança dos papéis de gênero para diminuir a fecundidade”.

Mudança de papéis: Homens sendo incentivados e inspirados a assumir o papel das mulheres e vice-versa. O único propósito da ideologia de gênero é provocar mudanças de práticas e atitudes sexuais a fim de reduzir a fertilidade, isto é, reduzir a população.

Os pais não enviam seus meninos para a escola pública a fim de aprenderem a ser meninas, e vice-versa. Mas a ONU, as ONGs nacionais e internacionais, atuando de modo “informal” ou não, têm essa meta. Tudo para reduzir a população.

A existência e atuação da ideologia de gênero ocorreu na década de 1990 sem estardalhaço no Brasil. O MEC do governo FHC estipulava que em vez de uma aula específica focada na educação sexual, as questões de gênero deveriam ser tratadas como temas transversais, isto é, o professor de matemática, a professora de português e professores de outras matérias introduziriam sutilmente as questões de gênero em suas aulas que nada tinham ou deveriam ter a ver com gênero e ideologia.

O golpe do gênero foi aplicado de uma forma que não despertou reação durante duas décadas.

Hoje, a sacralização em leis municipais da ideologia de gênero seria apenas a formalização de um relacionamento imoral e antigo que já existe entre escolas brasileiras e entidades sustentadas e inspiradas por entidades depravadas dos EUA, com a total aprovação do governo do PSDB e PT. Seria apenas implementar o que o governo de FHC já estava fazendo nas escolas, sem grande repercussão e oposição.

Com a legalização municipal, o processo de doutrinação existente há 20 anos pode avançar muito mais. Mas a rejeição das leis de educação de gênero, embora detenha o processo municipal formal, não vai deter o processo “informal” que já vem ocorrendo há décadas no governo federal.

É como o caso de um homem e uma mulher amigados há duas décadas. A formalização de seu relacionamento em casamento facilitará muita coisa na vida deles, mas a falta de formalização não anulará o relacionamento que já existe.

Há um antigo relacionamento promíscuo entre o governo do Brasil e as agendas mais imorais da ONU e entidades americanas.

Há um relacionamento promíscuo entre as escolas brasileiras e instituições brasileiras e americanas que querem atrelar a educação das crianças a uma lavagem cerebral ideológica pró-homossexualismo, para o objetivo de controle populacional.

Acabar com as leis que formalizam isso é bom.

Melhor ainda seria extinguir o relacionamento promíscuo.

Na formalidade, eles ganham. Na informalidade, eles não perdem.

Na formalidade municipal, eles perdem. Na formalidade federal, eles sempre avançaram.

Mas escolas nas mãos do governo não foram criadas para promover a autoridade e respeito aos valores dos pais e muito menos aos valores morais. Foram criadas para promover a autoridade e respeito aos valores estatais, por mais imorais que sejam.

Qualquer mudança sempre será puramente cosmética. Nunca será possível uma vitória verdadeira nas escolas públicas, pois são agentes do socialismo e sempre se conduzirão conforme sua natureza.

Se os pais quiserem uma educação de fato livre de ideologias, é preciso se libertar da doutrinação travestida de educação do Estado.

O caminho é a adoção da educação escolar em casa para quem pode e igrejas abraçando a visão de estabelecer escolas cristãs particulares para salvar suas crianças do Estado. Educação não compete ao Estado, mas à família e, com o consentimento dela, à igreja.

Na França, o povo realizou manifestações de mais de 1 milhão de pessoas contra o “casamento” homossexual em 2013. O assunto fervilhou. O governo deixou a poeira baixar e agora, com o povo sem ânimo para prosseguir nos protestos, tal “casamento” fajuto está avançando.

Entregar os filhos às escolas estatais e lutar contra a ideologia de gênero do Estado tem muito pouco efeito a longo prazo. Quando a poeira baixar, o que era informal durante duas décadas será formal e legal nos municípios.

O único modo de passar por cima do desprezo estatal pela vontade e autoridade dos pais é escolher a educação escolar em casa ou a escola cristã particular.

As escolas públicas continuarão, como agentes socialistas que foram criadas para ser, produzindo alunos com mentalidade socialista e imoral. A ideologia de gênero na educação pública não vai parar. Vai continuar avançando, com estardalhaço ou não, do jeito que já vinha avançando durante 20 anos.

A diferença é que quando o avanço é feito pelo PT, gera oposição. Quando é feio pelo PSDB e outros marxistas diplomáticos, gera apatia.

Na educação escolar em casa, não existem os dois riscos.

Na escola cristã, não deveriam existir esses dois riscos.

Escolha o melhor para seu filho. Salve-o da ideologia de gênero. Salve-o da educação pública.

Fonte: http://www.juliosevero.com

22 de maio de 2015 / carlostrapp

Globo, Olarte e o povo

Eu estava com o jornal praticamente pronto, e já havia pensado em escrever sobre outro assunto, quando surgiu a questão da reportagem da Rede Globo de Televisão, a respeito do prefeito Gilmar Olarte.

Bem, a Globo já é bem conhecida, principalmente, com suas novelas, cheias de intrigas, enganos, safadezas, imoralidades, entre outros “valores”. Inclusive, ultimamente, com a novela Babilônia, a emissora levou uma enxurrada de críticas, principalmente, do segmento evangélico. Além disso, a Globo se distingue de outras emissoras (canais abertos) em não transmitir programas evangélicos.

Também destaco, sem emitir juízo sobre a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que a Globo a acusou, em tempos idos, mostrando uma nota de cem dólares, entre dinheiro recolhido nas ofertas. Depois, se descobriu que era uma nota de “um dólar”, levando a emissora a reconhecer seu erro.

Ainda quanto a erros, também noticiaram que uma “irmã” do Valtemir de Brito estava envolvida em falhas na prefeitura. Depois, viram que nem sequer há algum grau de parentesco entre eles.

Há poucos dias, o Deputado Federal, Jair Bolsonaro, esteve em Campo Grande, para receber uma homenagem da Polícia Militar de nosso Estado. Um grupo de gays foi lá protestar. Porém, um dos manifestantes levou um cartaz onde se lia, num linguajar chulo e ofensivo, que o órgão de excreção (no aumentativo) do Bolsonaro estava doente. A filial local (TV Morena) entrevistou alguém do grupo e “não viu” a ofensa. Além disso, no site borrou o cartaz ofensivo, mas não reprovou a atitude, demonstrando sua parcialidade.

Sabendo da fonte das denúncias contra o prefeito Gilmar Olarte, já podemos ficar com o “pé atrás”.

Agora, vamos ao prefeito Gilmar Olarte.

Como as questões estão sendo investigadas, não devo emitir qualquer juízo, mas dizer que tanto a imprensa, legisladores, executivos, magistrados, enfim, o povo em geral devem agir corretamente.

Sei que a administração municipal enfrenta diversos problemas, entre os quais a falta de recursos, conforme veiculam.

Também os vereadores Alex do PT, Luiza Ribeiro (PPS) e Thais Helena (PT) protoco-laram no dia 19 de maio, na Câmara Municipal, o pedido de abertura de Comissão Pro-cessante contra o prefeito Gilmar Olarte. Fato que foi qualificado, por alguns, como afoito, pelo motivo de estar em andamento a CPI das Contas Públicas.

Quanto à CPI, entendo que os vereadores estão certos, pois estão exercendo o seu papel, que é de fiscalizar.

E o povo nessa questão toda?

Primeiro, tenho que dizer que nós não devemos ser ingênuos e acreditar logo em tudo que nos dizem, pois temos que ver se a fonte é confiável, se é feito pela situação ou oposição, quais motivos estão por trás das veiculações (não estou me referindo apenas ao fato em foco). Enfim, nós precisamos ser como os cristãos bereanos que examinavam as questões para ver se “de fato eram assim”, ou seja, se procediam, se eram verdadeiras (At 17.10-12). Aliás, sermos criteriosos também é um virtude exaltada pela Bíblia, pois ela exorta os jovens, mas que vale para todos (Tt 2.6).

E eu preciso destacar que nós, povo, devemos ser criteriosos, dizendo que, numa eleição passada, muitos deputados federais evangélicos não foram eleitos porque foi veiculado maciçamente a questão das ambulâncias, denominada Operação Sanguessuga, onde políticos evangélicos foram acusados de estarem envolvidos. E isso ocorreu próximo às eleições, não dando tempo para um acurado exame dos fatos, que não eram bem assim conforme foram apresentados, mas o prejuízo ficou, pelo fato de muitos cristãos terem acreditado no que foi apresentado. Inclusive, muita gente que não tinha nem um envolvimento foi prejudicado, pelo simples fato de ser evangélico.

Nós, povo, também precisamos participar mais da vida pública, nos interessar pelo que acontece nos três poderes (Judiciário, Legislativo e Executivo). Veja a eleição do Ministro Fachin, recentemente. Ele nega, mas é alguém aparelhado com o governo federal. Sei que boa parte do povo protestou, mas ainda não foi suficiente.

Temos que rever também o nosso sistema de governo, e isso também pode partir do povo. Sugiro o Parlamentarismo, pois é um sistema mais exigente. Assim a Dilma já teria dificuldades de ficar no poder, com 78% de rejeição popular. No sistema Presidencialista é muito difícil tirar um mau governante do poder.

Nós, povo, também precisamos nos interessar mais pelas eleições, estando sempre aptos para votar, não deixar de votar, como muitos fizeram nas últimas eleições, fato que demonstra desinteresse pelas questões públicas, não se importando com o que vem pela frente.

E aqui quero conclamar nossas lideranças cristãs para que já orientem seus membros a respeito das eleições do ano que vem, com vistas a gerar um vivo interesse quanto ao fato. Acrescento que os pastores devem apoiar membros com vocação política.

E todos precisam orar pelas autoridades. E se Deus quer que oremos, significa que Ele tem interesse pelo bom andamento das questões públicas.

Pr. Carlos Trapp

Nota: Editorial do Jornal Cidadão Evangélico de maio de 2015.

14 de maio de 2015 / carlostrapp

Frases (evangélicas?) que não aguento mais

1. Amém? Está fraco. AMÉM? Amém ou não amém?
2. Quem quer receber uma bênção de Deus hoje, levante a mão.
3. Existe a lei da semeadura, e o número da conta é…
4. Isso é roubo, meu irmão; você nasceu pra ser cabeça, não cauda!
5. Esse acidente aconteceu porque você deve ter dado brecha.
6. O Diabo quer lhe destruir.
7. Estou vendo uma obra de bruxaria em sua vida.
8. Vamos quebrar as setas inimigas.
9. Nada vai impedir que você seja um conquistador.
10.Não há nada de errado com o dinheiro; o único problema é o amor ao dinheiro.
11. Nossa denominação ainda vai conquistar o mundo.
12. A partir de hoje São Paulo nunca mais será igual.
13. Nós somos um povo que não conhece derrota.
14. Venha para Jesus e pare de sofrer.
15. Você é filho do Rei e não merece estar nessa situação.
16. Temos a visão de conquistar a Europa para Cristo.
17. Essa doença não existe, ela é apenas uma ameaça do Diabo.
18. Deus está nos dirigindo para abrirmos uma igreja em Boca Raton.
19. Vamos amarrar os demônios territoriais que estão sobre o Brasil.
20. Todos os que fizerem a campanha das sete semanas alcançarão seus sonhos.
21. Compre esta Bíblia fantástica com os comentários de…
22. Estamos num mover apostólico e o avivamento brasileiro é semelhante ao do livro de Atos.
23. Teremos uma explosão de milagres na maior concentração religiosa da história.
24. Vamos ficar em pé para receber o Grande Homem de Deus, fulano de tal, com uma salva de palmas.
25. Quando vejo essa multidão de quinze mil pessoas, só tenho vontade de dizer que amo cada um de vocês.
26. O Reino de Deus precisa de um candidato na Câmara; vamos eleger nosso irmão que vai fazer a diferença.
27. Deus abrirá uma porta de emprego para você, meu irmão.
28. Semana que vem teremos mais uma sessão de cura interior.
29. Enquanto não pedirmos perdão ao Paraguai pela guerra, nunca seremos uma nação próspera.
30. Os Estados Unidos são uma bênção porque o presidente deles é crente.
31. Tudo é miçanga, só Deus é jóia.
32. Não sou dono do mundo, mas sou filho do dono.
33. Este carro ficará desgovernado em caso de arrebatamento.
34. Crianças, cantemos: “Cuidado olhinho no que vê, cuidado mãozinha no que pega… nosso Pai está olhando pra você”!
35. Olhe para o seu irmão do lado e diga: Eu amo você!
36. O Espírito Santo está me revelendo que existem ladrões nesta igreja que não entregaram seus dízimos.
37. Ah, seu problema é maldição hereditária.
38. Quando você não entrega o dízimo na casa de Deus, Ele não tem compromisso financeiro com você.
39. Quero que vocês dêem uma oferta especial para manutenção do nosso programa de rádio e TV, pois foi Deus quem mandou pregar na mídia.
40. Ora em línguas aí, irmão.
41. Restitui, eu quero de volta o que é meu.
42. A visão da nossa igreja é evangelizar. Obra social é com o governo.
43. Abram suas Bíblias no livro “X”. Quem encontrou diga amém, quem não encontrou diga misericórdia.
44. Eu gostaria de cumprimentar a igreja com a paz do Senhor (se gostaria, então cumprimente, ou vai ficar na vontade?).
45. Abra o seu coração (como?).
46. Deus está aqui (que algo mais óbvio que isso).
47. Deus está curando você, minha irmã, deste nódulo no seio que você nem sabia que tinha (depois dessa, dizer mais o que).
48. Deus está operando poderosamente (alguém já viu Deus operar “meia-boca”?).
49. Deus vai enxugar suas lágrimas (O que dizer? Como é fácil falar).
50. Tá amarrado! (alguém sabe quanto tempo o Diabo leva para se desamarrar?).
51. Deus vai dar à nossa igreja um programa na Globo (tô com uma pulga atrás da orelha. Acho que esse pastor quer figurar na novela das 8).
52. Irmãos, Deus me deu revelação. Esse será o ano de Elias, de Josué, de Gideão, de João Batista… (Não parece calendário chinês?).
53. Abra a boca e profetize; as palavras têm poder.
54. Hoje eu deixo de ser crente se Deus não operar um milagre. (Por favor, deixe mesmo!)
55. Meus irmãos, estas igrejas que usam rosas ungidas, sal grosso para descarrego, etc., não são de Deus!….Ao final do culto tragam seus documetos, carteira de trabalho, chave de casa e do carro para ungirmos, pois aqui a coisa é diferente, Deus opera!
56. Não diga isso. As palavras têm poder!!
57. Incendeia tua noiva, Senhor.
58. Seja um adorador extravagante!
59. Fui chamado para ser um levita na casa do Senhor. Posso cantar na sua igreja e vender meus CDs?
60. Não podemos fazer da igreja um clube.
61. Sendo dizimista, você pode colocar Deus contra a parede.
62. Meus irmãos, é hora de mudar o Brasil.
63. Quem tem um caroço em qualquer lugar do corpo, levante a mão que Jesus vai curar agora.
64. A Rede Globo conspira contra a igreja.
65. Quanto mais glória você manda pra cima, mais glória Deus manda pra baixo.
65. Não dá o dízimo na casa de Deus, mas acaba “dando” na farmácia (Hum, não sei não!)
66. Você que não dá o dízimo não tem moral pra exigir nada de Deus.
67. Vamos pisar na cabeça do diabo; o Diabo só conhece o número do meu sapato.
68. Quando o crente ora, deve esperar retaliação do Diabo.
69. Sabe qual o nosso problema? O mundo está entrando na igreja.
70.Eu soube que o Anticristo já nasceu e está se preparando para aparecer.
71. Eu soube de um pastor que encontrou uns feiticeiros que estavam jejuando para fazer os pastores caírem.
72. O Rei Leão da Disney é gay!
73. Minha irmã, você precisa da nossa cobertura! (essa é quase pornográfica).
74. Não esqueça de enviar os boletos bancários que eu prometo subir o monte nesta madrugada e interceder por sua vida.
75. Não fique triste com a morte do seu filho (ou com seu divórcio, ou com sei lá o que). Tudo tem um propósito e Deus sabe o que faz.
76. Irmãos, hoje o Senhor falou comigo pela manhã para trazer esta palavra.
77. Orei e a chuva parou.(então ora e manda chuva pro nordeste, não é?)
78. Estou sentindo uma opressão aqui.
79. Hoje vamos ouvir o testemunho do Irmão que era ex-gay, ex-traficante, ex-drogado, ex-macumbeiro, ex-cafetão, ex-morto, ex-satanista, ex-sei-lá-o-que e que agora é crente!!!
80. Todo inimigo, fora daqui!
81. Posso ouvir 3 aleluias e 8 améns?
82. Cuidado para não perder a bênção, irmão.
83. Não adianta fugir de Deus, Ele vai ter pegar na curva.
84. Se não vier pelo amor, vem pela dor.
85. Sabe quanto custa uma consulta, uma internação? Dar o dízimo é mais barato.
86. Deus me revelou que 50 irmãos vão contribuir com mil reais cada um. Quem é o primeiro? Se não tem ninguém, então devem existir aqui 50 valentes que vão contribuir com quinhentos… Agora chegou a sua vez, meu irmãozinho querido. Todos vocês que sobraram tragam suas ofertas de um real. (Que leilãozinho ordinário, hein?)
87. Tomara que ao sair daqui um carro não passe por cima de você; vou orar para que Deus lhe dê mais uma chance.
88. Não troque sua salvação por um copo de cerveja.
89. Nesta noite Deus vai disribuir dar sapatos de fogo (Eu prefiro os de couro!)
90. Infelizmente ele preferiu morrer sem salvação do que voltar pra nossa igreja.
91. O diabo tentou impedir que você viesse aqui nesta noite, porque ele sabia que você seria revelado
92. Eu tinha preparado uma mensagem, porém o Espírito Santo quer que eu pregue sobre santidade (…E dê-lhe regrinhas!).
93. Deus confirmou a mensagem desta noite enquanto a irmã cantava aquele hino.
94. Dê o melhor que você tem, Deus não quer troco de ônibus.
95. Tire a melhor nota que você tem e ofereça o melhor sacrifício ao Senhor.
96. Tive uma visão que no estacionamento da igreja só tinha carro zero km.(Acho que ele confundiu a igreja com a concessionaria ao lado).
97. Minha teologia é joelho no chão!!!(Essa teologia é no mínimo esquisita).
98. Deus conhece a sinceridade do meu coração! Eu preciso da sua ajuda para manter este programa no ar e o número da conta é… (Sim, eu sei que Deus conhece tudo. Eu é que estou com alguma suspeita).
99. Se você sair de férias e não deixar o cheque do dízimo vai dar tudo errado na sua viagem. (E agora? Esqueci! Deve ser esse o motivo porque furou o pneu do carro)
100. Deus não escolhe os capacitados mas capacita os escolhidos. (Há muitos pastores repetentes nessa escola de capacitação).
101. Não toque contra o ungido do Senhor. (Chavãozinho para proteger os líderes inseguros).
102. Não diga a Deus que seu problema é grande; diga ao seu problema que o seu Deus é grande. (Poesia de quinta categoria]
103. Você é a menina dos olhos de Deus [com remela?]
104. Aqui é uma igreja diferente (Sério? Então tá].
105. Se vocês confiam em nós, pastores, para trazer a palavra de Deus, devem confiar na nossa administração das ofertas. Não precisamos prestar contas a ninguém, só a Deus [Hummm. Acontece que a palavra foi fraquinha).
106. Chega de esperar; hoje o seu milagre vai chegar (Posso reclamar no Procon?).
107. Plante sua semente que você vai colher a cento por um (Pequenas igrejas, grandes negócios).
108. Deus sabe de todas as coisas (Que clichê cruel, na hora que não tem respostas para uma questão).
109. “Mateus, Mateus, primeiro os teus” [Não entendi, hã?]
110. Comunico o falecimento do irmão Fulano. Infelizmente, perdemos um bom dizimista (A família enlutada agradece pelo gesto de solidariedade…).
111. Depois do culto, compre meus livros e CDs de mensagens. Vão abençoar o ministério infantil que cuido. Tenho quatro filhos (Se a piada é sem graça, imagine a mensagem dos Cds e livros.).
112. Olhe para o irmão do lado e diga “você está bonito hoje” (Por que tenho que fazer esse tipo de coisa? Logo eu que sou gaúcho?).
113.Tem gente que lê muito e só cresce em sabedoria humana. O importante é o conhecimento de Deus [“conhessimento” com dois “esses”, provavelmente…]
Acho que chega, não? A lista do besteirol parece não ter fim.

O pior é que está cheio!

Pr. Ricardo Gondim

Nota: É para sua análise criteriosa, pois o fato de ter publicado aqui não significa que concorde com tudo (Carlos Trapp).

23 de abril de 2015 / carlostrapp

Tarefas do Estado e da sociedade civil

Primeiro, quero dizer da importância do governo, pois sem o mesmo, a vida em sociedade não é possível. Então, o governo, seja ele de regime presidencialista ou parlamentarista, ele é necessário para reger a sociedade.

Agora, segundo o pastor Solano Portela, “devemos rejeitar filosofias políticas que ignoram a pecaminosidade humana e que tratam a sociedade como se fosse moralmente ‘neutra’.”

Portela ainda diz que “muitas teorias utópicas de governo têm essa premissa como base – algumas levam ao totalitarismo. Em sua obra clássica ‘República’, Platão propôs um governo ideal no qual filósofos iluminados, transformados em reis, governariam a terra. Mas a Bíblia ensina que todos são pecadores (Rm 3.23). Esses ‘iluminados’, pecadores como os demais nem sempre seriam benevolentes, bem intencionados e justos”

Ele ainda diz que “o estado não pode transformar a natureza humana. Sua capacidade de ação é propositadamente limitada. Sua abrangência de ação ocorre sempre às custas de liberdades confiscadas em outras áreas. O estado pagão, se considera Deus, e se arvora no direito de legislar moralidade, de indicar o que é certo e o que é errado, quando ele deveria atuar debaixo dos princípios de justiça que emanam de Deus. Deve ser protetor do indivíduo, da família e da sociedade, e não proponente da dissolução moral que aniquila essas três esferas”. Ainda afirma que “A família e a igreja são instituições que coexistem com o estado. De uma certa forma, estão sob ele, mas soberanamente atuam, cada uma em suas esferas – responsáveis, perante Deus, pelo exercício de suas prerrogativas e responsabilidades”

Eu já citei a importância do governo, mas vamos ver o que o articulista, Solano Portela, ainda acrescenta quanto a isso. Ele pergunta: “Para quê serve o governo? Para muito pouco, mas esse pouco é essencial. Serve para garantir a nossa segurança e para reconhecer os cidadãos de bem (Rm 13.1-7), dando-lhes oportunidades iguais de desenvolverem as suas desigualdades”.

Agora, o mais importante que ele enfatiza é a serventia do governo, dizendo: “Não serve para administrar empresas. Não serve como mero provedor de empregos sem critérios de eficiência. Não serve como supridor de assistencialismo perene, que gera dependência e tira a iniciativa. Não serve como base de ganho pessoal ilícito aos governantes. Não serve como instrumento de tirania, moral ou física. Não serve para estabelecer ou legislar o certo e o errado (mas deve se reger pelo certo, e não pelo erro). Não serve para tomar o lugar da família e postular como esta deve criar e não disciplinar os filhos. Não serve para alterar parâmetros biológicos e para inventar casamentos entre os incapazes para tal. Não serve para abrigar assassinato de infantes. Não serve para o gigantismo que gera opressão e tirania (mas deve se enquadrar em suas limitações, dando espaço para os cidadãos respirarem livremente). Ou seja, não serve para a maioria das áreas que usurparam o foco e a área de concentração legítima – garantir nossa liberdade!”.

Bem, eu citei diversas afirmações desse importante teólogo presbiteriano, que é dos articulistas do blog “Ó Tempora, Ó Mores”. Mas ainda preciso acrescentar que precisamos estar muito atentos ao governo, pois pode estar engendrando, a longo prazo, coisas bem nocivas, como é o caso da política desarmamentista, com a falsa impressão de que visa combater a violência. O que pode estar acontecendo, na verdade, é deixar a população vulnerável, pois pessoas desarmadas nem conseguem se defender.

Ainda bem que na atualidade estão querendo, em nosso país, reverter o quadro atual, que restringe em muito o uso de arma de fogo para a pessoa se defender. E o importante é que nos informemos bem sobre isso, pois convém que a população esteja armada, por dois motivos: Um é em relação ao próprio governo, para que não domine a população, e outra, para que possa resistir/inibir aos marginais, que podem agredir, roubar, furtar as pessoas.

Outro fato que tenho que destacar aqui, é que o pastor Solano disse que o “governo serve para garantir nossa segurança e para reconhecer os cidadãos de bem”. Seria muito importante divulgar isso ao máximo para criar uma consciência profunda sobre isso, pois hoje o governo é enorme, visto por muitos como um grande pai, que deve suprir tudo e todos. Sendo que, por isso, ele cobra tantos impostos da gente.

Seria conveniente se o estado fosse bem menor. Já imaginaram se não houvesse creches, se os lares fossem as creches, conforme deve ser? O estado já seria menor. Já pensaram se houvesse educação escolar em casa, conforme deve ser? Assim o estado diminuiria mais um pouco. Já imaginaram se não houvesse escola de tempo integral, conforme deve ser (exceto em caso de escolas técnicos, para alunos com mais idade, que podem andar com as próprias pernas)? O estado iria diminuindo.

Agora, já pensaram se não houvesse o SUS (Sistema Único de Saúde), sendo que cada um tivesse  recursos para que pudesse ter seu médico particular? Aí, o estado encolheria muito.

Já pensou também se a população estivesse tão bem de vida a ponto de os seus filhos não precisassem passe de ônibus, uniforme, material escolar?

Você está vendo que o estado pode ir diminuindo? Assim também a sua voracidade!

Então, precisamos nos conscientizar que o estado deve ser mínimo, zelando, principalmente, pela nossa segurança, dando, inclusive, como já disse, o direito de a população civil andar armada para se defender.

E se muitas estatais ainda fossem privatizadas, vai melhorar ainda mais.

Portanto, como vimos, precisamos de uma sociedade civil forte, e um estado mínimo possível. Esse é o dever de cada um.

 Pr. Carlos Trapp

20 de abril de 2015 / carlostrapp

Pode um cristão defender o impeachment de Dilma Rousseff?

Um dos pastores que residiu em Campo Grande, Gilberto Mynssen, me enviou um e-mail, contendo um link do artigo que tem o título acima, que se encontra no blog Púlpito Cristão, de autoria do pastor Renato Vargens.

Pelo fato de ser algo bem contextualizado, eu o reproduzo aqui, fazendo um comentário, em seguida:

O Brasil está passando por uma de suas mais severas crises. Corrupção, mau uso do dinheiro publico, falência estatal, alta do dólar, economia desaquecida, volta da inflação e a aprovação de leis arbitrárias, tem nos trazido a sensação de que estamos mergulhados num mar de lama.

Diante disso, uma enorme parcela da população  tem demonstrado sua insatisfação com o governo Dilma Rousseff. Nessa perspectiva, juristas de renome tem falado do impeachment e de impro-bidade administrativa, além é claro, de milhões de cidadãos, que  tem defendido a ideia de que mediante as vias legais, Dilma  sofra um  impeachment governamental.

Pois bem, diante da defesa do impeachment da presidente, cristãos defensores do partido dos trabalhadores, e por conseguinte de Dilma, tem afirmado que todo aquele que apoia o impedimento da presidente está desobedecendo a Biblia (Rm 13) e que em virtude disto está pecando contra o Senhor.

Caro leitor, isto posto, julgo que seja necessário, explicar à luz das Escrituras que defender o impeachment de um governante não significa de maneira alguma desrespeitar as Escrituras, senão vejamos:

Primeiramente torna-se necessário que entendamos que as Escrituras ensinam que  nossa obediência a Deus não é opcional. Na verdade, somos chamados a obedecer ao Senhor em tudo e em todas as coisas. Todavia, ao contrário disto,  a nossa submissão às autoridades governamentais, devem ser constantemente avaliadas. Na verdade, o cristão necessita averiguar se as leis aplicadas e defendidas pelos governantes infringem os princípios bíblicos, induzindo assim o servo de Cristo  a cometer atos contrários à inerrante Palavra de Deus. O reformador francês João Calvino afirmava que a desobediência civil ou a rebelião somente se justificam quando o Estado quer obrigar as pessoas a desobedeceram a Deus. Segundo as Escrituras, se isso efetivamente acontecer devemos recusar obedecer as leis contrárias a Palavra do Senhor  permanecendo fiéis àquele que nos salvou. (At 4. 19-21, 31; Dn 3:14-23). Calvino também dizia que apesar do Estado ser fruto de uma ordem divina, ele não pode ocupar em hipótese alguma o lugar de Deus. O reformador também afirmava que apesar de Deus ter ordenado o governo, Ele continua sendo Senhor sobre a sua ordenação, e o governo continua  sujeito a Ele.

Em segundo lugar, o processo de impeachment em nosso país não é um golpe de Estado, nem tampouco uma insubordinação ao governo estabelecido. No Brasil, o Impeachment de um gover-nante é uma regra constitucional e republicana, portanto, lícita. Segundo a Constituição Brasileira (Artigo 85, V) o presidente da República dentre inúmeras responsabilidades, deve zelar pela probidade da administração, o que não tem sido feito pela presidente Dilma Rousseff, visto que órgãos públicos como a Petrobras foram nos últimos anos saqueados por políticos inescru-pulosos.

Vale a pena ressaltar que a lei suprema de  um Estado Democrático de Direito é a sua Constituição, portanto, ao defender o impeachment da presidente, o cidadão não comete nenhum tipo de desobediência civil. Antes pelo contrário, ele submete ao Congresso Nacional o desejo de grande parte da população, que investida de direito constitucional, clama aos seus congressistas que mediante votação justa e transparente, intervenha no governo de um presidente, destituindo-o do cargo, reconduzindo assim o país as vias da decência, moralidade e probidade administrativa.

Como vimos, o afastamento da presidente, além de possível e lícito, pelo que se apresenta, podendo, assim, o crente participar do processo.

Agora, se alguém me questionar se esse é o meu desejo, ou seja, o impeachment da presidente, eu respondo que não, pois desejo que a presidente ache o rumo do país, lute contra tudo o que está errado, enfim, que ela mude, pois além dos males citados nesse texto, há também a amizade com regimes totalitários, como Cuba, Venezuela, entre outros.

O impeachment de um presidente é sempre algo traumático, por isso, deve ser evitado na medida do possível. Mas se necessário, não se deve hesitar também, assim como uma criança, quando não obedece ao falar, não se deve hesitar em usar a vara (Pv 13.24).

Agora, a minha grande preocupação é em relação à população brasileira, pois nas eleições de 2014, mais de 30 milhões de brasileiros deixaram de votar; mais de cinco milhões, anularam o voto, e cerca de dois milhões, votaram em branco. Isso somado dá mais de 27% do eleitorado brasileiro. É gente que não está interessada no futuro do país, no seu bem-estar, que não acredita nos poderes constituídos, na responsabilidade e privilégio que tem em construir uma sociedade melhor, elegendo bons políticos.

Quem não se importa com uma eleição não pode se queixar se o caos se instaurar no futuro.

Então, essa é uma das mudanças que deve acontecer, ou seja, na base, entre o povo, que deve se interessar pelas ações do governo, dos políticos, da administração pública, orando pelas autoridades, mas também votando e fiscalizando.

Façamos isso!

Pr. Carlos Trapp

Pr. Carlos Trapp

7 de março de 2015 / carlostrapp

De volta ao lar

O título acima é de um livro escrito pela ex-feminista, Mary Pride, citando que ela, agora, “convertida a Cristo, descobre em Tito 2.3-5, o lugar e o importante trabalho da mulher cristã em sua família”.

Julio Severo, que é o tradutor do livro, ainda destaca: “Ex-feminista americana conta como a mulher cristã de hoje pode ser livre do feminismo e experimentar a plena feminilidade bíblica”.

Em janeiro de 2014, gravei um vídeo, destacando a importância da presença da mãe no lar no combate à violência (Se quiser vê-lo é só acessar o YouTube e digitar Carlos Trapp e procurar pelo título “A importância do lar no combate à violência”).

Agora, para alegria minha, um amigo (Pr. João Alves de Souza), postou no Facebook, um link de um artigo publicado no Campo Grande News, de autoria do advogado Gregorio Vivanco Lopes, sob o título “Mulheres preferem o lar a uma profissão”, que reproduzo integralmente aqui:

Chegam-nos notícias de que uma tendência conservadora vai se afirmando entre as mulheres.

Há um surpreendente movimento de mulheres que, após serem bem sucedidas numa profissão, resolvem abandoná-la para se tornarem donas-de-casa, desagradando assim profundamente as chamadas feministas, pelo fato de representantes do belo sexo escaparem à sua ditadura.

Não ignoro, é claro, que possa haver mulheres que se dediquem por razões legítimas a uma profissão. Não estou aqui analisando casos individuais. O presente enfoque é a nova tendência que vai se afirmando no sexo feminino, e que tem relação com a presente “onda conservadora”. Dessa realidade nos dá elementos para análise a reportagem assinada pelo jornalista Guilherme Sillva na Gazeta de Vitória (ES), em 9 de novembro último. Dela extraio os dados abaixo, sem fazer comentários.

“Elas são estudadas e foram criadas para ser bem-sucedidas em suas profissões. Ocuparam cargos renomados nas empresas e mostraram que são competentes. Mas perceberam que a verdadeira felicidade estava em cuidar da casa e dos filhos.

“A engenheira Paola Cristina Cola, de 40 anos, foi educada para ser uma típica mulher do século XXI. Estudou inglês, cursou engenharia, casou e fez mestrado. Como profissional, construiu uma carreira sólida, chegando ao cargo de gerente sênior de uma empresa de satélites com sede no Rio de Janeiro. Há nove anos, no entanto, parou tudo para ser… dona de casa. Descobriu que sua felicidade estava em cuidar dos filhos.

“Paola faz parte de uma corrente de mulheres estudadas que foram criadas para ser bem-sucedidas em suas profissões. Mas abriram mão da carreira de sucesso para cuidar da casa e dos filhos. ‘Ouvi de tudo’ diz ela. Desde ‘Você não vai se adaptar’ ao ‘Louca, estudou tanto e agora vai emburrecer’.

“Paola não está só. Mais da metade das brasileiras (55%) que têm filhos e trabalham fora gostariam de largar o emprego e passar todo o tempo com as crianças, segundo a pesquisa Mães Contemporâneas/2013, do Ibope.

“Para Angelita Scardua, psicóloga especializada em felicidade e desenvolvimento adulto, existe, sim, em algumas camadas da sociedade, um movimento de mulheres que decidiu retomar uma vida doméstica. ‘Quando as feministas queimaram sutiãs, em nome da libertação, era outro cenário. […] O preço a se pagar é caro’.

“‘Algumas se perguntaram se realmente vale a pena abrir mão de presenciar o crescimento do filho em nome da competição no mundo exterior. E algumas, principalmente na faixa dos 35 e 40 anos, perceberam que não vale. Com isso, surge o movimento das mulheres que preferem fazer atividades em casa’, explica Angelita.

“Foi o que aconteceu com a nutricionista Luan Silva Teixeira Carvalho de Fonseca, 35 anos. Depois de dez anos de carreira, a coordenadora de Nutrição de um grande hospital, e chefe de 50 funcionários, deixou o emprego para cuidar do filho. Algumas pessoas também foram contra a decisão de Luan, inclusive gente da família.

“Para a psicóloga e escritora Cecilia Russo Troiano, autora do livro Vida de equilibrista – Dores e delícias da mãe que trabalha (Cultrix), ‘as demandas do lado do trabalho estão comprometendo aquilo que elas consideram razoável, seja pelo número alto de horas, muitas viagens ou pressão […] e voltam para casa com a certeza de que a compatibilidade carreira/família não é possível’, ressalta”.

Ficam aqui esses dados para a reflexão dos leitores.

Acrescento que já conversei com diversas mulheres que tem filhos pequenos e trabalham fora, dizendo que se sentem divididas, ou seja, estão no trabalho, mas com o pensamento voltado para o filho, entregue a terceiros.

Pensemos: O que as mulheres desejam ao trabalharem fora? Certamente, querem ganhar dinheiro. Mas como fica a qualidade de vida, o lar, os filhos, o esposo? Já ouvi um especialista em família dizer que “é preferível ganhar um pouco menos, porém com mais saúde e com ajuste familiar”. Sei que existem exceções, mas estas não devem ser vistas como regras. Ainda temos que lembrar que o principal provedor do lar é o homem, o marido. Também deve servir de alerta, a masculinazação da mulher, que deseja praticar muitas atividades semelhantes ao homem, prejudicando, com isso, saúde e relacionamentos.

Reflitamos sobre isso, e deixemos, com o devido estímulo, as mulheres voltarem ao lar!

Pr. Carlos Trapp