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12 de novembro de 2015 / carlostrapp

Reforma Protestante

No dia 31 de outubro, foram comemorados os 498 anos da Reforma Luterana ou Protestante. Portanto, daqui a dois anos, se Deus quiser, estaremos completando 500 anos desse evento tão importante.
Convém, portanto, lembrar fatos importantes que envolveram a Reforma, que vou procurar citar resumidamente, extraídos da internet, com algumas retificações: 
 
Contexto Histórico – No século XVI, a Igreja Católica teve seu poder político e espiritual contestado. Num momento em que várias mudanças sociais, econômicas e culturais ocorriam na Europa, o poder da Igreja já não representava os anseios, principalmente, da nobreza e da emergente burguesia. Membros da própria Igreja, como o frade e professor Martinho Lutero, propuseram uma ampla reforma religiosa, que deu origem às igrejas protestantes.
 
O que foi e principais características – A Reforma Luterana foi um movimento de caráter religioso, surgido na Alemanha na segunda década do século XVI, liderado por Martinho Lutero. Este movimento criticava várias ações da Igreja Católica, propôs novos caminhos para o cristianismo e resultou na criação da Igreja Luterana. Este movimento teve forte apoio da nobreza da Alemanha.
 
Principais causas da Reforma Luterana
– Lutero era contrário à venda de indulgência praticada pela Igreja Católica. De acordo com esta prática, bastava pagar à Igreja para se livrar dos pecados. A venda de indulgências foi um recurso usado para angariar fundos para a construção da Basílica de São Pedro.
– Centralização do poder nas mãos do papa, assim como a concentração de terras.
– Descontentamento da nobreza alemã com o poder político da Igreja Católica.
– Crise institucional e moral pela qual passava a Igreja Católica naquele momento.
 
As 95 teses de Lutero
Em 1517, Lutero fixou as 95 teses na porta da igreja de Wittenberg. Estas teses criticavam a venda de indulgências, questionavam o poder papal e algumas práticas católicas, além de propor uma ampla reforma religiosa. Estas teses circularam pela Alemanha conquistando, principalmente, a simpatia de nobres (príncipes e senhores feudais).
Em 1520, o papa Leão X exigiu a retratação de Lutero. Este não se retratou como queimou em praça pública o documento papal. Foi excomungado e considerado herege. Protegido pelo príncipe da Saxônia se refugiou no castelo de Wartburg, onde passou a traduzir a Bíblia para o Alemão.
Princípios religiosos da Doutrina Luterana – Em 1530, Lutero divulgou os principais princípios da doutrina Luterana:
– Salvação somente pela fé;
– Salvação somente pela graça;
– Presença da verdade somente na Bíblia (os chamados três Solas, em latim);
– Extinção do clero regular (ordens religiosas);
– Sacerdócio universal dos cristãos, sem padres ou outros intermediários, enfatizando o contato direto com Deus;
– Eliminação de tradições e rituais nos cultos religiosos;
– Fim do celibato (proibição do casamento de padres, por exemplo);
– Proibição do uso de imagens nas igrejas;
– Uso do alemão nos cultos religiosos (não mais o latim como única língua);
– Santa Ceia e batismo como únicos sacramentos válidos.
Convém ainda citar os pré-reformadores John Wycliffe e Jan Huss.
Wycliffe nasceu, viveu e estudou na Inglaterra no século XIV. Jan Huss nasceu em 1373 na Boêmia (hoje, pertencente à Polônia) onde estudou, ordenou-se e adquiriu grande popularidade com seus sermões, marcados pela influência de Wycliffe, carregados de críticas ao clero católico. Condenado pelo Concílio de Constança, foi queimado em 1415.
Também podemos falar dos reformadores contemporâneos de Lutero, como João Calvino e Ulrico Zuínglio. Com Calvino surgiram as igrejas reformadas (presbiterianas).
Lutero e Zuínglio até se encontraram para discutir seus pontos doutrinários e não concordaram somente em relação a um, ou seja, a Ceia do Senhor, pois Zuínglio dizia que os elementos, pão e vinho, eram símbolos do corpo e sangue de Cristo, e Lutero dizia que “em, com e sob o pão e o vinho, tomamos o corpo e o sangue de Cristo”, chamado de Consubstanciação.
Um pouco mais tarde, surge John Wesley, o fundador do metodismo, na Inglaterra.
Por último, convém citar os da Reforma Radical, que entenderam o Batismo e a Ceia do Senhor, apenas como ordenanças, que não conferem graça, além do batismo (imersão) somente de crentes, surgindo desse ensino, principalmente, as igrejas batistas.
A pergunta é: Será que as igrejas hoje necessitam de uma Reforma? Seguem a Bíblia, ou introduziram coisas estranhas às suas práticas? A salvação é pela graça e pela fé somente, na sacrifício remidor de Cristo, ou tem gente que quer ir para o céu com seu próprio esforço?
Sejamos questionadores como os reformadores!
Pr. Carlos Trapp

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