Não faz muito tempo que estou participando de forma mais ativa no Facebook. O que acontece também com as listas criadas usando e-mails, e o celular, com o WahtsApp.
O interessante nessas redes sociais é que você fica conhecendo as mais diversas opiniões e posturas em relação à política.
E como eu gosto de ler o livro de Provérbios, vou usar uma das técnicas, que são os provérbios antitéticos, ou seja, sempre acontece a conjunção adversativa “mas” no meio do assunto em questão.
Assim, quero usar também esse método, dizendo que o diabo quer uma coisa, “mas” Deus quer outra coisa, no campo da política. Aliás, em todas as áreas da vida, opiniões e postura, o Diabo se opõe a Deus.
Então, vamos lá:
O diabo quer que você pense que a política é dele, que não presta, que o verdadeiro cristão não se envolve com a administração pública e o seu bem-estar, mas Deus quer justamente o contrário, ou seja, que o ser humano saiba que Deus foi o primeiro político ao criar o universo, colocando as coisas em ordem, criando o ser humano, dando tarefas, estabelecendo hierarquias, disciplinando condutas e, com o tempo, estabelecendo governos, dando orientações de escolha de governantes e de como deveriam se portar.
O diabo não quer que você procure se informar e saber da importância de ser alguém politizado e participativo, mas Deus quer que você saiba que a vida em sociedade não é possível sem governo, daí a sua importância e necessário interesse da nossa parte, visando uma sociedade justa, democrática e ordeira.
O diabo quer o caos, não quer ordem, não quer conhecimento nem sabedoria por parte do povo, mas Deus quer que as pessoas não errem por falta de conhecimento e de sabedoria, pois essa vale mais do que ouro e prata, enfim, mais do que muitas riquezas.
O diabo não quer que você assista os programas eleitorais, mas Deus quer que você faça isso, na medida do possível, para obter subsídios para uma escolha acertada.
O diabo não quer que você escolha candidatos (são cinco) e trabalhe para eles (de graça, se possível) divulgando o seu material de propaganda, mas Deus quer que você saiba quem são os melhores candidatos e os ajude a chegar ao poder, para que legislem, executem leis para o bem de todos.
O diabo não quer que nas igrejas se fale em política, querendo que o assunto seja visto como um tabu, que o povo fique na ignorância, mas Deus quer que política seja discutida na Escola Bíblica Dominical, nos pequenos grupos, nas células, nos cultos, enfim, Papai do Céu quer que sejamos pessoas politizadas, verdadeiros estadistas, dos quais o Criador dos céus e da terra pode se orgulhar.
O diabo quer que pensemos que o cristão não deve se candidatar, pois se eleito irá se corromper, mas Deus quer que além de candidaturas de seus filhos, haja formação de pessoas vocacionadas para esses cargos, como há para o exercício do ministério pastoral.
O diabo não quer que você se envolva com seu bairro, sua comunidade, seu condomínio, sua igreja, seu município, sua cooperativa, seus familiares, mas Deus quer que, qual bom samaritano, não “passemos de largo” e demonstremos interesse e ação em favor daquilo e de quem está a nossa volta.
O diabo quer que haja o máximo de atrapalho, impedimento, empecilho, tabu, proibição, preconceito, rejeição, desprezo, à política, a apoio à candidaturas, mas Deus que a gente faça de tudo para um mundo melhor, sendo que um dos instrumentos para tal finalidade é a política, sendo que a nossa ação nesse campo é fundamental, devida à importância do Estado, conforme já foi dito.
O diabo quer destruir, implantar a desordem, na economia e na família, enfim, em todos os setores, mas Deus quer que preguemos o Evangelho para que as pessoas se convertam. Quer também que exerçamos a cidadania para que as duas instituições que Ele criou, Igreja e Estado, sejam usadas para o bem comum, fortalecendo a família, a economia, a igreja, a política.
O diabo também não quer que você vote em pastor, que não está à frente de igreja, fazendo que você seja cheio de melindres e preconceitos, impedindo que alguém exerça o pastorado de forma mais ampla, mas Deus quer que apoiemos pessoas que desejam servir à comunidade, ainda mais quando tem formação cristã e tem um ponto de vista certo sobre os mais variados problemas que afetam nossa sociedade. Ainda observo que John Wesley, o fundador do metodismo, já dizia: “O mundo é a minha paróquia”, não se ocupando só com a pregação, mas com o cuidado com as mazelas do povo, livrando a Inglaterra de uma guerra civil, fato que não aconteceu com a França, que perseguiu os cristãos.
Enfim, o diabo, como fez com Eva, sempre tenta nos enganar, até com argumentos aparentemente “espirituais” como esse de que “Deus só que quer que oremos, e nada mais”, mas Deus quer que além da oração, sejamos bons cidadãos, sabendo que o governo tem uma grande importância e que através dele muitas pessoas podem ser beneficiadas.
Que assim seja, fazendo a vontade de Deus!
Pr. Carlos Trapp
Em plena Copa do Mundo (escrito em junho), resolvi escrever sobre um dos bons hábitos que podemos ter que é o da leitura. Não que a prática de esportes não seja algo bom, mas não basta sermos apenas bons de “pernas” e ruins de “cabeça”.
Quanto ao assunto, quero lembrar, com gratidão, dos meus pais, Waldemar (in memoriam) e Elsi, que me ensinaram a ler mesmo antes de ir para a escola. E falando em escola, que distava há cerca de três quilômetros da minha casa, havia uma salutar disputa pelo primeiro lugar. E quanto à leitura, todo o dia, nós alunos, íamos à mesa do professor onde cada aluno tinha que ler o texto indicado para o dia, e ganhávamos nota. Ainda lembro que o livro se chamava “Meu primeiro livro de leitura”, que dava destaque ao alfabeto, ou seja, a primeira leitura começa com um assunto que iniciava com a letra “a’’, e assim sucessivamente.
Ainda quanto à escola, ela era particular, confessional (luterana) e o professor usava a vara para os indisciplinados, que eram fustigados na frente dos demais. E quando um aluno se queixava aos pais das varadas que levou, corria o risco de apanhar novamente.
Lembro, com emoção, do meu primeiro professor, Walter Vogelmann (in memoriam), que falava Alemão com a turma do primeiro ano, pois a maioria ainda não sabia falar Português, o que já era proibido para a turma do segundo ano. Bons tempos!
Bem, mas o assunto principal é a importância da leitura, e nesse campo, para estimular o leitor a incrementar a leitura, quero contar um pouco do que tenho lido e aprendido. Já disse que meus pais me ensinaram a ler. Também lembro que meu pai comprou um livro ilustrado sobre a vida de Jesus. Ainda destaco que meu pai recebia, através de um amigo, muitas revistas da Alemanha. Assim, conhecia muitas coisas do País dos meus ancestrais (bisavós paternos).
Quando eu tinha cerca de dez anos, meus avós paternos vieram morar perto da nossa casa e eles tinham bastante livros, já editados no Brasil, sendo boa parte já em Português. Isso me levava, com frequência à casa deles para ler.
Em casa, além da literatura citada, também havia uma Bíblia alemã, de uma editora católica, sem os livros apócrifos, em letras góticas, impressa no ano de 1900, que ainda possuo.
Em 1970, meus pais se mudaram para o extremo Oeste Paranaense. E lá Deus me alcançou, de modo especial, através de literatura do missionário alemão, Werner Heukelbach. Era meu tio, Lindolfo Pino (in memoriam), que me encaminhava este material que consistia em folhetos (para crentes e não-crentes), além de revistas, que tratavam dos mais variados assuntos da vida cristã. Uma dessas revistas, serviu de instrumento para minha conversão, por volta do ano de 1974.
Mas um outro fato aconteceu um pouco antes disso, ou seja, eu lecionava numa escola municipal, e uma série de dificuldades me causaram um esgotamento físico e mental, fazendo com que tivesse que parar de dar aula e de trabalhar na lavoura, fato que me propiciou mais tempo para a leitura, embora com certa dificuldade, por causa do estado de saúde.
Em 1977, nos mudamos do interior do Distrito de São Clemente, município de Santa Helena, para a sede do Distrito.
Com isso, comecei a ter contato com a Congregação Batista de Pato Bragado, e com os livros do pastor Harri Wondracek. Mas também me tornei colportor da Juerp, e o maior cliente era eu. Assim, comprava muitos livros e passava boa parte do tempo lendo.
Também voltei a estudar em 1979, fazendo o 1º e o 2º Grau. Em 1986, ingressei no Seminário Batista de Dourados, quando o pastor Erno Selvino Schmidt me perguntou se já havia lido a Bíblia toda. Eu tive que dizer não, pois havia lido boa parte, mas não toda a Bíblia. Então, em seguida, usando um plano de leitura da Juventude Batista, li a Bíblia toda, além das leituras que as tarefas exigiam.
Hoje, continuo lendo e sendo edificado. Ontem, lendo a revista Veja, que aborda o Centenário da Primeira Guerra Mundial, citou que “Para que os erros capitais cometidos há 100 anos possam ser evitados, eles precisam ser conhecidos”. Isso é verdade! Inclusive a Bíblia cita os fatos do passado que foram registrados para nossa instrução.
O espaço que me resta não me permite citar todos os livros e revistas que tenho lido ultimamente, mas quero destacar o livro “De volta ao lar – Do feminismo à realidade”, de Mary Pride, uma ex-feminista americana que conta como a mulher cristã de hoje pode ser livre do feminismo e experimentar a plena feminilidade bíblica. Também li: “Discipulado um a um – Crescimento com qualidade” de Abe Huber, do “badalado”, porém questionável, Modelo de Discipulado Apostólico; Falsificação do Dom de Línguas – Fogo Falso”, do missionário Alexandre R. Hay; Edir Macedo, minha biografia, 2, Nada a perder – Meus desafios diante do impossível, entre outros.
Finalizo dizendo que a leitura tem me ajudado muito, por isso me entristeço quando encontro pessoas que não gostam de ler.
Eu quero morrer lendo, devido a sua importância.
Pr. Carlos Trapp
Há alguns dias, recebi um e-mail, expondo situações chocantes envolvendo a nossa sociedade, que está doente, e por isso, precisamos nos ocupar com tais questões, pois, um dia, podemos ser atingidos também.
O meu objetivo não é dizer que não devemos ter cuidado, mas alertar quanto à situação, e buscar soluções, sem ideias equivocadas, como são apresentadas, verdadeiras inversões de valores, onde o Estado e bandidos, praticamente são inocentados, sendo que o crime deve ser combatido pelo Estado, com o devido rigor. Aliás, a principal função do Estado é o combate à margi-nalidade, que envolve até o investimento na família, que é a base onde os filhos podem ser bem educados, para uma sociedade melhor.
Mas vamos às situações apresentadas no e-mail, cujo texto não apresenta autoria:
José foi assaltado. Levaram o carro dele. Ao chegar em casa de táxi, ele imediatamente assumiu a culpa pelo roubo: “Eu dei bobeira, não deveria ter parado naquele semáforo”.
Maria foi estuprada, e quase morreu. Ao prestar depoimento, ela deixou bem clara sua responsabilidade pelo episódio: “Eu vacilei, não deveria ter ido comprar pão sozinha”.
Um ladrão arrancou o telefone celular das mãos de João enquanto ele atendia uma ligação. Ele – o João, e não o ladrão – assumiu total culpa pelo crime: “Eu não sei onde estava com a cabeça quando fui atender uma ligação no meio da rua”.
Mário, um dedicado Policial Militar, foi morto a tiros por traficantes do morro no qual morava. Seus familiares, entrevistados por um jornalista, o recriminaram duramente: “Ele sempre foi cabeça-dura, nunca quis esconder a farda quando voltava para casa”.
No mesmo morro, Paulo, um líder comunitário, foi esfaqueado até a morte pelos mesmos traficantes. Seus amigos o criticaram ferozmente: “Que falta de juízo, procurar a Polícia para denunciar que o crime estava dominando o morro”.
Marcos teve sua loja assaltada, e quase levou um tiro. Seus empregados reclamaram dele: “Que estupidez, deixar aquele monte de mercadoria exposta na vitrine”. Marcos passou a deixar tudo trancado em um cofre. Mas a loja foi assaltada de novo, e um de seus funcionários, após quase levar um tiro por ter demorado a abrir o cofre, agrediu-o violentamente: “Seu miserável, fica trancando tudo, mais preocupado com as mercadorias do que com a gente, e quase levamos um tiro por sua causa”.
Carlos estava jantando com sua namorada em um movimentado restaurante quando uma quadrilha armada saqueou todos os clientes. Seu futuro sogro não gostou: “Este rapaz é um irresponsável, ele sabe muito bem que não estamos em época de ficar bestando por aí, jantando fora, e passar por um assalto e traumatizando minha filha”.
Joel entrou em um subúrbio com o caminhão da empresa para entregar pacotes de biscoito nos bares de lá.
Após ter tido os produtos e o caminhão roubados, e quase ter sido morto, foi despedido por seu chefe: “Que sujeito burro, ir com o caminhão lá naquele bairro sem pedir licença para o líder do tráfico local”.
E é assim, de exemplo em exemplo, que vamos chegando a uma verdadeira “rotina do absurdo”, em nosso País.
Aqui no Brasil é tão normal um cidadão ter medo de andar pelas ruas, é tão comum um policial ter que esconder sua profissão para não morrer, é tão usual pessoas terem que pedir permissão a traficantes para subir em morros e é tão rotineiro abrir-se mão da cidadania mais básica que já não causa surpresa as vítimas estarem se transformando em culpadas pelos crimes.
Diante desta tenebrosa realidade, patrocinada pela fraqueza e falta de firmeza das nossas instituições, talvez já não nos cause surpresa ver um rabo abanando um cachorro”.
Você, leitor, pode dizer que a nossa Cidade (Campo Grande, MS) ainda não tem tanta violência, mas quando assistimos aos noticiários nos deparamos com inúmeras situações onde grassa a violência. Posso citar o roubo de celulares nos grandes centros urbanos, fora outros cada vez mais sofisticados e criativos.
Então, se amamos o nosso próximo, vamos nos ocupar no combate ao crime, vivendo e pregando o Evangelho, mas também exercendo a cidadania, investindo na família, participando das eleições deste ano, e assim por diante.
Pr. Carlos Trapp, presidente do Grupo Evangélico de Ação Política – Geap
Eu, a Simone, e a minha mãe (hoje, dia 10 de abril, a mamãe já está no Paraná, com minha irmã), temos o hábito de levantar cedo e tomar chimarrão. Geralmente, dá tempo para ler a devocional antes do programa Bom dia, Brasil, que começa às 06h30.
No dia 07 de março, ao assistir o programa, nos deparamos com um comentário do Alexandre Garcia, sobre as mortes no trânsito, que ocorreram nos dias de carnaval, que transcrevemos aqui:
“A falta de cuidado e a imprudência se refletiram nas estradas. As estatísticas das rodovias federais e das estaduais de São Paulo são uma pequena amostra do que acontece no Brasil inteiro. Os mortos durante seis dias do feriado de carnaval só nas BR e estradas estaduais de São Paulo são quase 200, em um pouco mais de cem mil quilômetros.
Projetando para o total das federais e estaduais, que somam 1,7 milhão quilômetros, seriam 3,4 mil mortes, durante os seis dias, sem contar o que teria acontecido nas rodovias municipais e nas vias urbanas. Uma matança sem igual nas regiões mais conflagradas do planeta.
Pelos pagamentos de indenizações do DPVAT, são 60 mil mortes por ano – 164 por dia em média. Os Estados Unidos tem o triplo de veículos e metade das mortes no trânsito. O Japão, com o mesmo número de veículos que o Brasil, tem 4,8 mil mortes por ano.
Só nas BR, durante o Carnaval, houve 1.823 feridos. Não se sabe quantos ficarão com sequelas. Pelo DPVAT, no ano passado, 444 mil acidentados ficaram com invalidez permanente – são 1.217 inválidos por dia. A maior parte homens e com menos de 35 anos.
Alguma coisa está muito errada no asfalto brasileiro e na nossa reação. Parece que nos acostumamos com a tragédia.”
Chamo a atenção a comparação que o Alexandre faz do Brasil com os EUA e o Japão. Por que aqui acontecem muito mais acidentes? O Japão, por exemplo, tem o mesmo número de veículos, mas tem apenas 4,8 mil mortes por ano. Por que será? Alguém pode argumentar que as estradas japonesas são melhores, e eu creio que realmente sejam, mas não é apenas isso; tem a ver com nosso comportamento.
Aliás, antes de entrar nesse assunto, tenho que dizer que isso é algo espinhoso, pois grande parte de nosso povo pensa que somos “os bons”. No futebol, na alegria, na espontaneidade, na descontração, e assim por diante. É claro que há virtudes em nosso meio, porém há também coisas muito nocivas, que resultam nos dados desastrosos acima citados.
Qual seria, então, o comportamento que nos leva a esses dados alarmantes?
Bem, nós nos gabamos que somos bons no futebol, ou seja, somos bons de “pernas”. Mas eu pergunto: Será que somos bons de “cabeça”? Quero dizer, gostamos de estudar?
Veja, para estudar você precisa de um ambiente propício, ou seja, o silêncio, a quietude para ouvir e aprender o que o professor diz.
Agora, o que tenho visto nos meus anos de estudo, que muitos, não gostam de estudar, não dão valor ao saber, preferindo gazear a aula e recrear-se. Ora, isso demonstra superficialidade, falta de seriedade, fato que tem muito a ver com os acidentes de trânsito.
Outro fato que chama à atenção, é a irreverência. Reparem a torcida nos estádios, e até nossos parlamentares nas casas de leis, sem falar dos próprios cultos que são cada vez mais estrepitosos, com raras exceções. Ora, nossa mente, para pensar apropriadamente, precisa que o nosso corpo propicie uma situação favorável, que não se encontra numa conduta ruidosa, de fala superficial, cheia de gargalhadas. O Dr. Luiz Ovando costuma dizer: “Muito riso, pouco siso”.
Agora, como eu já disse, a conduta disciplinada, ordeira, propícia, tem inimigos em nosso meio, pois não faltam pessoas que zombam de uma conduta contida e mais séria.
Até a família falha nessa questão, pois muitos já estão indo atrás de políticas nocivas quanto à disciplina, não usando mais a vara em relação aos filhos. Isso faz com que deixem de observar limites, fato que é muito importante no trânsito, para evitar acidentes.
Bem, o que devemos escolher para evitar os resultados nas nossas estradas, que tem a ver com nossa conduta, já sabemos.
Então, vamos resumir o que nos falta: disciplina, amor ao conhecimento, seriedade, domínio próprio, limites, humildade para reconhecer nossos erros.
Sabendo dos nossos problemas e do que nos falta, vamos tentar corrigir isso para reverter esse quadro dramática em nossas estradas.
Aliás, a solução ainda envolve uma visão bem ampla, pois geralmente pensamos que apenas devemos pregar o Evangelho, e que os convertidos devem se comportar bem, e os demais podem agir de qualquer jeito. Digo não para isso, pois todos devem se portar adequadamente.
Pr. Carlos Trapp
Estou começando uma nova etapa na minha vida, com a gravação de vídeos.
Peço a devida compreensão por não estar fazendo isso num estúdio, por isso os ruídos indevidos.
Por outro lado, peço a sua intercessão por essa nova etapa, para que seja usado, poderosamente, por Deus, para a edificação de vidas, com vistas a uma sociedade melhor.
Esclareço que há uma informação truncada, quando falo em 40 mil acidentes de trânsito; na verdade, são muito mais acidentes, sendo que o número (40 mil) refere-se ao de vítimas fatais.
E quando falo do lar, refiro-me, principalmente, às famílias que têm filhos pequenos.
Assista, questione, curta, compartilhe!
Com este vídeo, peço, encarecidamente, aos pastores batistas presentes em João Pessoa, por ocasião da Assembleia anual da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB), que votem contra a “aceitação de mais pastoras”, pelos motivos expostos.
Por outro lado, peço a devida compreensão pela minha limitação na gravação de vídeos, pois não tenho estúdio nem sei editá-los. Veja que na hora que estava gravando passou um avião… Mas apesar das dificuldades, espero ser uma bênção!
Amigos
Questões doutrinárias me preocupam, e fico bastante frustrado quando pessoas não se importam com a doutrina, mas apenas se são bem recebidos com um largo sorriso na porta do templo (não sou contra sorrisos, mas esses não bastam).
O que se ensina pode envolver o destino eterno da pessoa, por isso é importante o que se crê e ensina.
Também é preocupante quando pessoas, a cada momento, abrem uma “nova porta”, com o nome mais estranho, e começam pregar, sem nem uma formação (é claro que é melhor que um boteco de pinga, mas não se deve esquecer que a verdade deve ser pregada, pois a mentira leva para o inferno).
Vou postar um vídeo no qual o pastor Hernandes acrescenta outras questões quanto ao zelo doutrinário que devemos ter:
Vamos ouvir, seguir, recomendar!
Depois de mais de dois mil anos de cristianismo. Depois de tantos concílios universais da igreja. Depois de tantos milhares de livros escritos sobre toda a teologia, esbarramos no séc. XXI com uma igreja doente. Deveria estar sadia, viçosa e madura, mas se encontra raquítica, doente e vem perdendo sua força a cada geração. Sua importância é questionada e seu valor posto à prova. Igreja, por natureza, é um corpo vivo, atuante e transformador. Seus membros devem crescer pela Palavra e testemunho. A igreja deve marcar mais pelo contraste do que pela semelhança. Mas em nossos dias, ela vem se igualando ao mundo e oferecendo exatamente o que o mundo já tem e não satisfaz.
Gostaria de analisar algumas marcas que apontam para uma igreja doente.
1 – Gigantismo em Lugar de Crescimento.
Hoje, o padrão para se avaliar a bênção sobre uma comunidade é o número de frequentadores. Não importa se são salvos ou não, mas se está cheio. Tomando este padrão como norma para as épocas da igreja, veremos que o próprio fundador da igreja foi um fracasso, pois, deixou somente 120 discípulos e estes medrosos. Se tomarmos este padrão para o mundo árabe, veremos que os missionários que trabalham por lá há mais de vinte anos, são fracassados, pois, suas congregações são compostas por pouquíssimos convertidos nativos.
Não sou contra congregações grandes, sou contra a despersonalização que elas geram. Os membros deixam de ser ovelhas e tornam-se estatísticas. Tem sites de igrejas que mostram, como se fosse um troféu, o número de membros arrolados com dizeres mais ou menos assim: “hoje já somos tantos milhares…”. Com isso querem mostrar que o Senhor é mais bondoso com eles que com as demais congregações.
Esse gigantismo é uma distorção gritante do que a Palavra diz. A Palavra diz que a igreja é um corpo ajustado com cada parte ajudando as demais no exercício de suas funções. Os dons são distribuídos visando o crescimento do corpo. Mas a antítese do gigantismo vivido atualmente é a inanição dos membros. Estes não crescem na proporção do número de membros. São crianças espirituais e crianças não trabalham, dão trabalho. Abraçam qualquer ensinamento de forma acrítica e vivem de onda em onda.
A igreja está doente porque aceita ser medida pelos padrões de desempenho empresarias mundanos, que pelos padrões de Deus. Está doente porque confundiu gigantismo com crescimento.
2 – Muito Dinheiro Investido em Prédios e Pouco em Missões.
Se fizéssemos uma análise do valor patrimonial das 20 maiores igrejas no país, ficaríamos estarrecidos com quantos milhões de Reais estão investidos em templos suntuosos. Cada vez mais as igrejas buscam prédios maiores com o argumento que precisam de mais espaço para acolher seus membros. Esquece-se que cada novo templo, por maior que seja, já nascerá pequeno, pois, o crescimento natural da congregação inviabilizará qualquer empreendimento imobiliário. Alguns líderes afirmam que possuem um patrimônio de tantos milhões de dólares, como se fossem deles tais igrejas.
Outro dia, ouvia um sermão de um apóstolo, dos mais insanos possíveis, no qual dizia que havia construído uma igreja de R$ 35.000.000,00 no meio de uma floresta tropical. Ele se gabava do fato de ter nascido no nordeste e agora estar onde está. Paulo pensava o contrário quando disse: “Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo” (1Co 15.10). Paulo sempre apontava para a graça de Deus. Nunca achou que nele havia algum bem ou valor, mas sempre a graça. Ele foi enfático neste versículo quando disse: “todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo”. Paulo sofria e lutava para que Cristo fosse formado em seus ouvintes. “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl 4.19).
Quando investimos em pessoas os ministérios acontecem, os dons de ajuda mútua emergem e a obra se expande.
A igreja está doente porque olha para dentro de si mesma enxergando somente suas necessidades e esquece-se de olhar para a seara que está branca e pronta para ceifa.
Vejo os relatórios da convenção da qual faço parte e fico estarrecido com os valores aplicados em missões. Acredito que o executivo regional desta convenção deva ganhar um pouco menos do que o total investido em missões no estado. Não sou contra remunerar bem pessoas que se esforçam para o crescimento do Reino. Mas a necessidade de um não pode ser mais significativa que de todo um estado. O erro está em investirmos pouco, muito pouco em missões. Nunca soube de um alvo missionário para envio de 100 missionários para missões em um ano específico. Sempre os alvos são financeiros e estes, salvo engano, nunca são alcançados, porque a igreja não tem consciência missionária.
A igreja está doente porque acredita que possuindo prédios gigantescos estará influenciando o mundo e mesmo o salvando. A igreja está doente porque já não mais chora pelos perdidos e seus destinos, mas se alegra com um capitalismo travestido de espiritualidade. A Igreja está doente porque perdeu seu grande alvo, o mesmo de Cristo, buscar e salvar o perdido.
3 – O Pragmatismo é Mais Importante Que a Palavra.
Fomos assaltados pelo pragmatismo. Se funciona deve ser de Deus. Não perguntamos se está de acordo com a Palavra. Deu resultado, esqueça o resto.
Um pregador pela televisão disse que não estava pedindo dinheiro naquele mês, em seus programas, porque muitos haviam ofertado para seu ministério depois que um profeta havia prometido uma unção financeira ilimitada por R$ 900,00. Deve ter entrado muito dinheiro mesmo depois de tal profecia para que tal pregador jogasse no lixo a razão, a consciência e a Palavra. Isso é pragmatismo ao extremo.
Parece-me que para tais pessoas os meios justificam os fins. Nem tudo que funciona vem de Deus. Nem tudo que dá certo tem apoio na Palavra. Temos um exemplo dramático no Antigo Testamento. Israel, quando saiu do Egito, não se dispersou no deserto porque adorou o bezerro de ouro. Um fim foi alcançado, a não dispersão, mas ao preço de sacrificar a comunhão com Deus. O pragmatismo sacrifica a Palavra no altar do erro e do oportunismo.
A igreja está doente porque aceita os resultados sem prová-los pela Palavra. A igreja está doente porque a Palavra foi preterida como regra de fé e prática.
4 – Emoção Sim, Razão Não.
Os cristãos modernos são chorosos, gritadores, histéricos, menos racionais. Os pastores, não em sua totalidade, incentivam a irracionalidade e a emoção extrema como forma de espiritualidade. Acham que se o povo gritar e pular é porque o Espírito Santo está agindo. Não me entendam mal. Creio que a presença de Deus pode mexer com todo nosso ser e podemos ter reações não convencionais, como aconteceu na época de Jonathan Edwards (1734). Mas somente emoção destituída de razão é um absurdo. John Mackay disse: “Ação sem reflexão á paralisia da razão”.
Hoje em muitas igrejas existe a mania ou tendência de dar um brado de vitória. O povo grita até ficar rouco. Isso é catarse pura, mas confundem sair desses cultos aliviados com sair dali abençoados. Paulo nos encoraja a praticarmos um culto racional (Rm 12.1). Paulo nos encoraja a buscamos a sabedoria e o conhecimento para aprovarmos as obras de Deus.
A igreja está doente porque exalta a emoção e esquece-se da razão. Está doente porque o arrepio vale mais que a Palavra que em tudo pode nos tornar sábios para salvação.
5 – O Evangelho da Cruz Foi Sacrificado no Altar de Mamon.
Não é preciso ser experto em economia e finanças para identificar a crise que vive a igreja. Numa nação onde a justiça social é pouco praticada, a renda está concentrada nas mãos de poucos, o abismo entre ricos e pobres aumenta assustadoramente e os efeitos desastrosos de uma política neoliberal se fazem sentir, nada mais seduz as pessoas do que a oferta de dinheiro fácil, haja vista, o alto grau de endividamento dos aposentados após o governo federal permitir um comprometimento de suas rendas em empréstimos junto a bancos. O lucro dos bancos têm sido astronômicos. O povo endividado até o pescoço e os banqueiros colhendo os maiores resultados das últimas décadas.
Nesse contexto, o que mais cresce no Brasil são casas lotéricas, bingos, jogos eletrônicos proibidos e igrejas. Atraem os pobres com promessas de enriquecimento rápido. As loterias e congêneres pela facilidade de aposta e as igrejas com a doentia teologia da prosperidade ou da vitória financeira. Estamos promovendo a maior desevangelização do Brasil. Estamos perdendo um momento precioso de anunciarmos o evangelho da cruz, que gera arrependimento, fé e o novo nascimento. Em muitos lugares, o evangelho da cruz foi substituído pelo evangelho da prosperidade que gera ganância, barganha, materialismo e grandes desapontamentos. Sabemos que a maioria nunca chegará a gozar das falsas bênçãos apregoadas por pregadores gananciosos, materialistas e desumanos. Está emergindo toda uma geração de cristãos decepcionados com o evangelho de Cristo. Pessoas que a médio e longo prazo nada farão pelo Reino de Deus, porque estão tentando absorver ou conviver com as frustrações que tiveram nas igrejas que pregam tais distorções.
Há bem pouco tempo, acusávamos os católicos romanos de idólatras porque adoravam outros deuses ou santos. Mas deparo-me com a idolatria no meio evangélico. Não adoramos santos nem deuses, estamos adorando Mamon.
A igreja está doente porque oferece os benefícios da cruz sem a cruz. A igreja está doente porque aponta para este mundo como um fim em si mesmo. A igreja está doente porque se esqueceu de dizer ao homem que somos peregrinos em um mundo hostil a Cristo e seu evangelho.
6 – Teologia e Clareza Doutrinária Não, Revelações Sim.
Hoje em dia, para tudo há uma nova unção. Unção de nobreza de Salomão por R$ 10.000,00, unção de Abraão por ter agarrado a camisa de um profeta judeu norte-americano, unção de Ester, unção do Leão de Judá, unção de Davi, unção apostólica e por ai vai. Nunca vi tanto besteirol no meio cristão. O pior é as pessoas acreditarem que isso é verdade. Sacrificam suas competências mentais em nome de uma espiritualidade doentia e insana. Visões, palavras proféticas, atos e decretos proféticos, tudo isso mostrando o vazio interior de líderes confusos e desequilibrados.
Os cristãos acham que qualquer pessoa que fala em nome de Deus ou se diz pastor merece crédito. Estamos vivendo um momento onde milhares de pastores autocomissionados e mesmo consagrados a rodo falam em nome de Deus. Como não possuem formação teológica sadia ou mesmo compram seus diplomas teológicos de pessoas desqualificadas e desonestas, falam sobre revelações, visões que nunca tiveram usando a Bíblia como um manual manipulável e manipulador de massas. As massas evangélicas foram cooptadas por certo triunfalismo, certo utilitarismo e mesmo hedonismo, onde o que vale mais é a sensação prazerosa e imediata. Tem mais valor a estética do que a ética, o sentir e não o pensar, e a quantidade e não a qualidade.
A igreja está doente porque as novas revelações são mais importantes que A Revelação da Palavra.
A igreja está doente porque os sentimentos são mais valorizados que o pensar consistente.
A igreja está doente porque relativizou a Palavra de Deus. Está doente porque não possui mais valores absolutos.
Mas ainda resta muita esperança porque o Soberano Senhor está no controle de tudo. Ainda resta esperança porque existem homens e mulheres de Deus que pagam um preço pela sanidade, integridade, e não se curvam, nem se embriagam com estas posturas alucinadoras. Existem servos de Deus que não se venderam, nem pagaram por bênçãos e nem relativizaram os fundamentos da fé, e de uma vida cristã integral.
Ainda há esperança para igreja; eu creio nisso.
Pr. Luiz Fernando Ramos de Souza
ministerioforcaparaviver.blogspot.com
