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15 de setembro de 2014 / carlostrapp

E não sobrou ninguém

Martin Niemöller foi um pastor luterano alemão que, desde a década de 80, tornou-se conhecido pelo texto: “E Não Sobrou Ninguém”, adaptação do poema de Vladimir Maiakovski – “Quando os Nazistas Vieram Atrás dos Comunistas”. 
O texto ficou assim: “Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse”.
O texto está centrado no fato de que o nazismo não surgiu de uma hora para outra. Pouco a pouco, foram feitas mudanças de valores que não foram observadas pelos alemães, e logo depois surgiram ameaças, impedimento da liberdade de expressão, controle da religião, pregação de conceitos bem diferentes dos praticados pela nação alemã, e por fim… o nazismo fez o que fez. Primeiro com os próprios alemães de origens diversas, e depois com o terror da guerra mundial. Muitas vidas foram ceifadas e a desgraça se abateu sobre o mundo de então, porque não houve reação sobre o que estava por trás da proposta nazista.
Mas, o que isso tem a ver conosco? Antes de considerar algumas questões, já adianto: muito, e tudo a ver com a política de uma nação. Política é um dos assuntos mais complexos que temos; ela é demasiadamente poderosa.
O desgaste advindo das más administrações e do nível de corrupção, mexe tanto com a sociedade que a vontade que temos é de parar de ler esta matéria, pelo simples fato de tratar deste tema. Entretanto, a política é essencial, só que apenas poucos se preocupam em aprofundar seu conhecimento sobre o assunto.
Por falta de interesse ou mesmo ignorância, fala-se muito sobre partidos e candidatos políticos, mas quase nada sobre a proposta ideológica que eles defendem. Não me refiro apenas ao sistema político, que é uma forma de governo que engloba instituições políticas para governar uma Nação, como a Monarquia e a República que são os sistemas mais tradicionais, mas sim, aos valores e intenções que os governantes, em nome do povo, aplicam em suas administrações. 
Para se ter uma ideia mais clara, um bom exemplo é o que temos visto nas declarações públicas da Ministra Martha Suplicy, do PT de São Paulo, sobre a “Ideologia do Gênero”, afirmando que não podemos ensinar aos nossos filhos pequeninos sobre a sexualidade que devem assumir, mas somente quando chegarem à adolescência poderão optar se querem ser homens ou mulheres.
Isso não é tolice de gente ignorante, nem de pessoas que desejam estar na mídia, mesmo porque muitas dessas ideias são desgastantes. Então, o que isso significa? A resposta é: “ideologia”, e neste caso marxista.
Não é comum perguntar aos candidatos ou partidos que desejam governar, quais os valores e princípios que acreditam. Por isso nos assustamos com leis que surgem, e que não fazem parte de nossa cultura e nem de nossa fé, já que a maioria da nação brasileira se diz cristã.
Quer um exemplo? Ficamos impressionados com a “Lei da Palmada”, pois é uma intervenção do Estado na família. Alguns até argumentam que precisamos defender as crianças. Concordo, mas elas já estão protegidas pelo Código Penal, só falta aplicá-lo. Então, por que essa intervenção na família? Isso é ideologia! O que é uma ideologia? Há dois sentidos de ideologia: neutro e crítico. O que se pode dizer do neutro, é um conjunto de ideias, pensamentos, doutrinas ou de visões de mundo de um indivíduo ou grupo, orientado para as ações sociais e, principalmente, políticas. A concepção crítica é que a ideologia pode ser considerada como um instrumento de dominação que age por meio de convencimento, alienando a consciência humana. Para alguns, como Karl Marx, a ideologia age mascarando a realidade.
É preocupante quando não estamos atentos no que acredita aqueles que poderão estar no controle de nossas vidas, e o que é pior, sendo colocados no poder por nós mesmos, por meio do voto, democraticamente.
Precisamos mudar esta realidade. Estar atento e sensível, sabendo o que está por trás do discurso, atitudes e propostas é uma obrigação fundamental, que se demonstra na coragem de questionar, mostrando preocupação com a mudança de determinados valores e princípios. Com isso, fica claro que existem pessoas com as quais candidatos e partidos terão compromissos mais profundos. 
Você concorda com a liberação da maconha? Você concorda com a intervenção do governo na educação de seus filhos? Você concorda com o aborto indiscriminado? O que você acha da mentira? Uma família deve ser constituída por um homem e uma mulher como diz a nossa Constituição? Você aceita que um professor da escola pública ou privada ensine homossexualismo para seu filho sem que você possa interferir nesse aprendizado?
Pois é… tudo isso é ideológico e está acontecendo.
Tenho percebido que as políticas públicas de nossa nação estão indo contra o conceito de família tradicional que acreditamos, e pouco está sendo discutido sobre isso. Às vezes, nos concentramos nas questões sobre quem seja menos corrupto ou o mais honesto, o que também é bastante importante, e nos esquecemos das ideologias que nos marcarão para sempre.
Temos a obrigação de enxergar o que está por trás dos discursos, se não por nós mesmos, pelo menos pelos nossos filhos e netos, que inocentes herdarão as consequencias do nosso silêncio e de atitudes não assumidas pelo que se diz “politicamente correto”.
Começando por nós, precisamos dar uma remodelada no caráter de nossa sociedade, e para quem é cristão de verdade, sabe que a única referência é Jesus Cristo, com quem podemos realmente aprender sobre ética e caráter.
Pr. Luciano Estevam Gomes

3 Comentários

Deixe um comentário
  1. Claudio Fernando Waldow / set 15 2014 12:23

    Muito bom, amigo!!!

    Date: Mon, 15 Sep 2014 15:34:25 +0000 To: cfwaldow@hotmail.com

  2. Carlos / out 24 2014 15:19

    Se não fosse por tantos benefício a TODOS, que vejo ao meu redor e em derredor nestes últimos doze anos, somente o fato de nesse período de tempo 22.000.000 (VINTE E DOIS MILHÕES) de pessoas sair da condição de miseráveis – em 2001, segundo reportagem premiada da própria Rede Globo,havia cerca de 32.000.000 (TRINTA E DOIS MILHÕES) de SERES HUMANOS nessa condição – seria o suficiente para eu votar na continuidade do governo que verdadeiramente se importou em reconhecer tanta gente como seres humanos.

    • carlostrapp / nov 20 2014 16:04

      Carlos, é só o governo dar condições, ou seja, não ter inflação que as pessoas conseguem progredir.
      Outro detalhe que gostaria de chamar sua atenção é que nós temos uma ideia equivocada em relação ao governo, ou seja, ele é visto como um grande pai, do qual todos dependem. Nós temos que depender menos do Estado, enfatizar a meritocracia, dar lugar à educação escolar em casa, instituir a pena capital para combater a criminalidade, e valorizar a família tradicional (homem, mulher e filhos).
      Além disso, você está equivocado quando pensa apenas em riqueza monetária. Lembra que a liberdade vale muito mais que dinheiro, e parece que você ainda não notou que o PT tem DNA prenhe de autoritarismo, que ele está procurando instalar aos poucos.

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