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24 de maio de 2014 / carlostrapp

O rabo está abanando o cachorro

Há alguns dias, recebi um e-mail, expondo situações chocantes envolvendo a nossa sociedade, que está doente, e por isso, precisamos nos ocupar com tais questões, pois, um dia, podemos ser atingidos também.

O meu objetivo não é dizer que não devemos ter cuidado, mas alertar quanto à situação, e buscar soluções, sem ideias equivocadas, como são apresentadas, verdadeiras inversões de valores, onde o Estado e bandidos, praticamente são inocentados, sendo que o crime deve ser combatido pelo Estado, com o devido rigor. Aliás, a principal função do Estado é o combate à margi-nalidade, que envolve até o investimento na família, que é a base onde os filhos podem ser bem educados, para uma sociedade melhor.

Mas vamos às situações apresentadas no e-mail, cujo texto não apresenta autoria:

José foi assaltado. Levaram o carro dele. Ao chegar em casa de táxi, ele imediatamente assumiu a culpa pelo roubo: “Eu dei bobeira, não deveria ter parado naquele semáforo”.

Maria foi estuprada, e quase morreu. Ao prestar depoimento, ela deixou bem clara sua responsabilidade pelo episódio: “Eu vacilei, não deveria ter ido comprar pão sozinha”.

Um ladrão arrancou o telefone celular das mãos de João enquanto ele atendia uma ligação. Ele – o João, e não o ladrão – assumiu total culpa pelo crime: “Eu não sei onde estava com a cabeça quando fui atender uma ligação no meio da rua”.

Mário, um dedicado Policial Militar, foi morto a tiros por traficantes do morro no qual morava. Seus familiares, entrevistados por um jornalista, o recriminaram duramente: “Ele sempre foi cabeça-dura, nunca quis esconder a farda quando voltava para casa”.

No mesmo morro, Paulo, um líder comunitário, foi esfaqueado até a morte pelos mesmos traficantes. Seus amigos o criticaram ferozmente: “Que falta de juízo, procurar a Polícia para denunciar que o crime estava dominando o morro”.

Marcos teve sua loja assaltada, e quase levou um tiro. Seus empregados reclamaram dele: “Que estupidez, deixar aquele monte de mercadoria exposta na vitrine”. Marcos passou a deixar tudo trancado em um cofre. Mas a loja foi assaltada de novo, e um de seus funcionários, após quase levar um tiro por ter demorado a abrir o cofre, agrediu-o violentamente: “Seu miserável, fica trancando tudo, mais preocupado com as mercadorias do que com a gente, e quase levamos um tiro por sua causa”.

Carlos estava jantando com sua namorada em um movimentado restaurante quando uma quadrilha armada saqueou todos os clientes. Seu futuro sogro não gostou: “Este rapaz é um irresponsável, ele sabe muito bem que não estamos em época de ficar bestando por aí, jantando fora, e passar por um assalto e traumatizando minha filha”.

Joel entrou em um subúrbio com o caminhão da empresa para entregar pacotes de biscoito nos bares de lá.
Após ter tido os produtos e o caminhão roubados, e quase ter sido morto, foi despedido por seu chefe: “Que sujeito burro, ir com o caminhão lá naquele bairro sem pedir licença para o líder do tráfico local”.

E é assim, de exemplo em exemplo, que vamos chegando a uma verdadeira “rotina do absurdo”, em nosso País.

Aqui no Brasil é tão normal um cidadão ter medo de andar pelas ruas, é tão comum um policial ter que esconder sua profissão para não morrer, é tão usual pessoas terem que pedir permissão a traficantes para subir em morros e é tão rotineiro abrir-se mão da cidadania mais básica que já não causa surpresa as vítimas estarem se transformando em culpadas pelos crimes.

Diante desta tenebrosa realidade, patrocinada pela fraqueza e falta de firmeza das nossas instituições, talvez já não nos cause surpresa ver um rabo abanando um cachorro”.

Você, leitor, pode dizer que a nossa Cidade (Campo Grande, MS) ainda não tem tanta violência, mas quando assistimos aos noticiários nos deparamos com inúmeras situações onde grassa a violência. Posso citar o roubo de celulares nos grandes centros urbanos, fora outros cada vez mais sofisticados e criativos.

Então, se amamos o nosso próximo, vamos nos ocupar no combate ao crime, vivendo e pregando o Evangelho, mas também exercendo a cidadania, investindo na família, participando das eleições deste ano, e assim por diante.

Pr. Carlos Trapp, presidente do Grupo Evangélico de Ação Política – Geap

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