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4 de dezembro de 2017 / carlostrapp

Pronunciamento a respeito da Reforma Protestante

No dia 24 de outubro, realizou-se no templo da Igreja Batista Memorial, Rua 13 de Maio, 4418, Bairro São Francisco, uma Sessão Solene, promovido pela Assembleia Legislativa, tendo como proponente o Deputado Estadual, Herculano Borges.
Um dos oradores, na ocasião, foi o pastor Carlos Wilhelms, cuja mensagem, reproduzimos aqui:
“Saúdo o proponente desta Sessão Solene – 500 anos da Reforma – da Assembleia Legislativa de MS – Nobre Deputado Estadual Herculano Borges, autoridades civis, denominações cristãs, líderes religiosos, amado povo de Deus – redimidos e regenerados com o Sangue de Jesus.
Celebrar os 500 anos da Reforma não é celebrar e emeritar nós líderes religiosos, não é engrandecer as denominações cristãs – herdeiras da Reforma – nem é venerar e idolatrar o grande e servo de Deus chamado Martinho Lutero.
Celebrar os 500 anos da Reforma – é tributar honra e glória ao Deus dos deuses, o Senhor dos senhores, o Rei dos reis – O Deus que nos gerou, que nos sustenta e que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
Celebrar os 500 anos da Reforma é celebrar o poderio, a “dinamis” que é a Palavra de Deus, a força e o poder que há na verdade, em manifestar a glória da salvação da humanidade por meio dos méritos de Cristo Jesus, a salvação pela fé, independentemente das obras da lei.
Lembrar os 500 anos da Reforma tem sido uma oportunidade ímpar para um reencontro com os princípios que a nortearam e com as “pessoas-chave” que determinaram a sua caminhada. Mais do que celebrar a Reforma como algo estático, é importante destacar sua origem como um movimento que teve precursores, detratores e seguidores.
“Ecclesia reformata et semper reformanda est” como está descrito numa das últimas edições da Revista Ultimato, “sendo esta famosa expressão em latim, como sendo um dos princípios da Reforma, que diz que a igreja da Reforma precisa estar em contínua reforma. Ela ressalta que a igreja precisa nutrir-se de forma constante das Escrituras e sempre voltar a ela, pois nela a comunidade dos crentes encontra o seu lugar primordial de escuta, interpretação e vivência. Essa Palavra gera e alimenta uma comunidade formada por “todos” os seus membros, todos eles, santos sacerdotes, que é outro princípio da Reforma. Ou seja, essa é uma palavra que se encarna e que encontra expressão na vida em comunhão. Esse movimento que parte do encontro com a Palavra para a formação da comunidade de fé tem algumas marcas, entre as quais:
1) A Reforma é um movimento da “cúria” para a comunidade.
2) A Reforma é um movimento do “dogma” para a fé do dia a dia.
3) A Reforma é um movimento do mosteiro para a cidade.
4) A Reforma é um movimento do clero e do celibato para a vocação secular e para a família”.
A Reforma é a restauração da verdade de que o justo viverá pela fé.
“Concluímos, pois que o homem é justificado (salvo) pela fé, independentemente das obras da lei.” (Rm 3.28).
Que a coragem, a consagração, o exemplo de fé e ousadia que estiveram sempre em Martinho Lutero despontem também em nossas Igrejas e Ministérios, pela ação do Espírito Santo e a direção do todo-poderoso e eterno Deus.
A Ele toda a honra e toda a glória!
Rev. Carlos Wilhelms
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
25 de agosto de 2017 / carlostrapp

Eu e a Globo

Eu, como me costumo identificar, sou pastor batista e jornalista. Também digo que nasci no RS e resido em Campo Grande, desde 1991, e sou casado com Simone Nogueira de Moraes Trapp. Já a Globo (estou falando da TV aberta, pois não tenho TV a cabo) é a maior emissora de televisão do Brasil.

Costumo assistir os telejornais da Globo, na medida do possível. Mas também procuro observar sua programação, embora superficialmente.

As novelas eu não assisto, mas pela propaganda que se faz delas já consigo ter uma noção de que são carregadas de intrigas, traições, conflitos, enganos, e assim por diante. Diz-se que as mesmas retratam a realidade brasileira. Confesso que em nosso país há muitos problemas, mas também há famílias bem estruturadas, cristãs, com as quais, nem de longe, as novelas se identificam.

A Globo poderia aproveitar as novelas para serem um referencial aos brasileiros, em questão de apresentar famílias ordeiras, com filhos bem educados; com os pais, cada um cumprindo o seu papel, com o homem sendo o provedor do lar e a mulher a Rainha do Lar. E repito: com filhos bem educados, nutridos e instruídos, pois esta é a maior contribuição que os pais podem dar à sociedade.

Outro fato que chama a atenção nessa emissora de TV é a sua postura em relação aos evangélicos. Outras emissoras (canais abertos), de madrugada, apresentam programas cristãos, mas a Globo, não.

No campo político, a Globo, às vezes de forma velada, em outra situação, de modo mais explícito, demonstra sua preferência. No caso da política americana, em relação à última eleição presidencial, demonstrou sua clara preferência pela Hillary Clinton, do partido Democrata, que é o PT norte-americano. Essa preferência continua com as contínuas críticas ao presidente Donald J. Trump.

Mais um detalhe, um tanto quanto sutil, é que várias apresentadoras dos telejornais estão usando, ultimamente, roupas mais decotadas. Isso traz um questionamento em relação à próxima “ousadia” da emissora.

Como há a possibilidade de a gente interagir através do WhatsApp, mandei uma mensagem hoje cedo (dia 23 de agosto) falando que a emissora não dá espaço a um religioso (padre ou pastor) para opinar em situações como stress (o assunto no Bom dia, MS era esse).

Também sugeri que em caso de conflitos entre casais não há necessidade de logo se partir para uma demanda, uma denúncia, mas a busca de solução de conflitos, e isso também com o contato com um religioso. Mas também não deram atenção para isso, quando estavam tratando da Lei Maria da Penha!

Como podem ver, eu e a Globo temos nossas divergências. E o que eu quero deixar para o leitor é que devemos ver o mundo ao nosso redor com olhos críticos e reagir em relação ao que está errado e propor o que é certo, destacando que a imprensa tem uma influência muito grande na sociedade!

Eu e a Globo: Pouco a ver!

Carlos Osmar Trapp, pastor batista (OPBB/3650) e jornalista (DRT/MS, 928).

20 de agosto de 2017 / carlostrapp

Igrejas cheias de pessoas vazias

Estamos vivendo um grande avivamento no Brasil? Tenho minhas dúvidas quanto a isto. Quanto mais observamos as igrejas em nosso país, a impressão que tenho é que as nossas reuniões cristãs mais se parecem com rituais tribalistas do que com um culto prestado ao nosso Deus.
O que os triunfalistas gospel chamam de avivamento, eu chamaria de algazarra travestida de espiritualidade. Creio em avivamentos. Entretanto, em avivamentos que produzam quebrantamento espiritual, arrependimento de pecados, amor pela Palavra de Deus e mudança de atitude na vida do cristão a tal ponto desta renovação espiritual ser transportada para a sociedade vigente.
Infelizmente, o que tem acontecido em nossos ajuntamentos é que temos muitos barulhos através de louvores com letras pobres de poesia, harmonia e até heréticas em sua teologia. Tais canções não revelam a beleza do evangelho e muito menos glorificam a Deus. Já que o propósito destas músicas são antropocêntricas e não cristocêntricas, elas não têm compromisso com Deus, e sim, com o homem, então vemos e ouvimos um festival de bobagens nas “ministrações” através dos “levitas” do Senhor. Levitas? Esta expressão é apenas um entre vários equívocos na teologia das letras evangélicas.
O que dizer sobre as pregações em diversas igrejas do nosso país? É lastimável o despreparo bíblico-teológico daqueles que são responsáveis por alimentar o rebanho de Deus aqui na terra. A influência secular nas pregações é sutil, porém não menos nociva a integralidade das Escrituras. As mensagens parecem que foram tiradas dos livros campeões de venda das editoras de autoajuda e não da Palavra de Deus. Geralmente, são sermões recheados de psicologia humanista que giram sempre em torno do homem e de suas potencialidades. O cerne de cada sermão é a promoção humana e sua capacidade de solucionar todos os males da vida com sua própria capacidade e inteligência. Afinal, dizem os pregadores: você é mais que vencedor.
Fico a pensar no apóstolo Paulo que ouviu do Senhor: “a minha graça te basta” no famoso episódio do espinho na carne. Percebo que tem faltado nos cristãos contemporâneos esta maturidade e humildade de saber calar-se diante de Deus mesmo que nossa oração não tenha sido respondida a contento. As igrejas estão doentes porque as pessoas estão doentes também e principalmente os seus líderes. Entretanto, não é por causa do evangelho de Jesus, e sim por causa daquilo que se tem feito com o evangelho. Tem-nos sido oferecido um evangelho genérico, domesticado e reducionista em muitas igrejas. A consequência disto é que temos gerado cristãos imaturos, vazios de significados e de existencialidade.
Por isso, o apóstolo Paulo nos diz que: “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (1Co 1.18). Nestes tipos de sermões, somos conduzidos como crianças o tempo todo e nunca somos desafiados a crescer na fé cristã. Ficamos sempre no leite espiritual e não avançamos para o mais sólido, porque não temos estrutura para ouvirmos a repreensão, correção, exortação do Senhor, já que estamos tão acostumados a termos nossos egos massageados por mensagens psicologizadas. No texto citado o apóstolo Paulo nos mostra que muitos da igreja de Corinto estavam equivocados por estarem superestimando quem lhes anunciava o evangelho do que o próprio evangelho. Erro que se repete frequentemente atualmente.
Os ilusionistas da fé se espalham aos borbotões nas igrejas e se proliferam rapidamente por onde eles passam. Eles são como vírus que contaminam todo o corpo e depois de nos tirarem toda imunidade eles nos matam. Os ufanistas se orgulham de dizer que o evangelho cresce em nosso país. Mas qual evangelho, eu lhes pergunto? A cada domingo vemos várias pessoas em busca de um “deus” que mais se parece com um analgésico. Ele só serve para aliviar as dores e estresses do cotidiano de seus seguidores, pois assim que termina o efeito do “remédio” tudo volta ao que era antes.
Se não nos voltarmos para o autor e consumador de nossa fé, que é Jesus e a sua Palavra, temo em afirmar que dias piores virão e que continuaremos com nossas igrejas cheias de pessoas vazias em seu sentido de viver. Pois só encontraremos vida se, de fato, entendermos que estamos mortos em nossos pecados e que somente Jesus pode nos oferecer uma vida plena e satisfatória.
Pr. Marco Antônio Carvalho
 
6 de maio de 2017 / carlostrapp

O desafio das mães de hoje!

Aproxima-se o Dia das Mães e, desde já, quero fazer algumas colocações relacionadas às mães, que são pessoas que tem um papel importantíssimo a cumprir em nossa sociedade.

Há mães que agem de diversas formas:
Há as que temem a Deus e cumprem o seu papel, sendo conhecedoras da Palavra de Deus, boas esposas, boas companheiras, boas amigas, boas mães.

Porém, infelizmente, há mulheres casadas que não querem ser mães por puro egoísmo; por engano, pensando que ser mãe é penoso; há as que preferem ter um animal de estimação a um filho; há mães que desejam ter prazer (sexo), mas não assumem a maternidade abortando o filho, ou o abandonam após o nascimento; há mulheres também que trocam a maternidade pelo emprego, pelo dinheiro, provocando a masculinização da mulher.

Há também mulheres, mães que sofrem todo tipo de desprezo e falta de amor de quem deveria amá-las, isso desde esposos, filhos, entre outros parentes.

Convém destacar que a Bíblia, desde os primórdios, exorta os filhos a honrar as mães, incluindo os pais (Isso está no Decálogo, nos Dez Mandamentos). Na exortação do Novo Testamento, há até uma promessa de vida longa e exitosa para aqueles que honrarem pai e mãe (Ef 6.1-3).

Acrescento aqui que a própria mãe (junto com o esposo) deve contribuir para que os filhos a honrem, dando-lhes uma educação primorosa, baseado no Livro dos livros, a Bíblia, que está cheia de exortações de como educar os filhos, inclusive de usar a vara quando necessário (Pv 13.24; 29.17), dizendo que colherá descanso e alegria quem proceder assim em relação aos filhos.

Como meu objetivo é estimular as mulheres quanto ao lar e à maternidade, lembro que há, em nossa sociedade, ou seja, no imaginário popular, certa reserva quanto a ser esposa e mãe, enfim, Rainha do Lar. Mas isso é algo muito sublime, por isso gostaria que toda mulher visse esse trabalho, essa tarefa, esse auxílio à humanidade, com bons olhos e se estiver no mercado de trabalho que pense e planeje com seu cônjuge o retorno ao lar, aos filhos, de modo integral. E se for solteira, que sonhe com o casamento, com filhos, com uma família abençoada, lembrando que a maior contribuição que a mulher pode dar ao mundo são filhos bem educados. Ainda quero citar o famoso ditado que diz: “A mão que embala o berço governa o mundo”, destacando a importância das mães.

Mas preciso acrescentar mais detalhes às mães, devido a importância das mesmas.

Conforme já adiantei, está acontecendo a masculinização da mulher. O que seria isso, visto de modo mais detalhado? Podemos dizer aqui que é o que o nome diz, ou seja, abraçar tarefas masculinas, e deixar, consequentemente, atividades que, geralmente, as mães fazem, como cuidar do lar, do esposo, dos filhos.

Sei que existem situações emergenciais, porém sempre se deve buscar o exercício da realeza, ou seja, ser Rainha do Lar.

Agora, por que muitas mulheres vão ao mercado de trabalho, em vez de cuidaram, integralmente, do lar?

Creio que aqui podemos citar diversos fatores. Vou procurar enumerar alguns.

Primeiro, é a mídia que exalta a mulher que vai ao mercado de trabalho, inclusive, destacando posições que já ocupa, salários que recebe, estimulando-a a sair de casa, do lar.

Segundo, o governo que também a estimula, pois até propaganda na mídia tem quanto a isso. Destaco, nesse caso, a propaganda que a Justiça Eleitoral faz nos meios de comunicação, sugerindo o número igual ao de homens, na carreira política. Creio que isso deve ser um processo natural, e não imposto por alguma lei. E o poder público também deve pensar no lar, na educação dos filhos, pois isso tudo é um grande aliado do Estado, pois já falei de uma das finalidades da mãe no lar, que é a educação dos filhos, pois filhos bem educados não darão trabalho e despesas para o Governo, bem pelo contrário, darão lucro e desenvolvimento.

Terceiro, é o que já está incutido na mente de muitas pessoas que dizem que a mulher não deve apenas “cuidar de panelas”, e que ela deve buscar um “lugar ao sol”.

Agora, vamos ver o que aconteceu com a primeira mulher, Eva. Ela foi enganada pelo inimigo de nossas vidas, o diabo, com uma oferta mirabolante, que após a aquiescência da mesma, mostrou-se que não era conforme o prometido. E ele, o diabo, continua procurando pessoas para aplicar o seu golpe (Gn 3.1-7).

E assim há mulheres, com filhos pequenos, que se deixam enganar com as mais variadas “vantagens” que no fim se tornam grandes problemas.

Junto com minha esposa, Simone, já falamos com diversas mulheres, que estão no mercado de trabalho, e constatamos que elas não se sentem bem, pois estão divididas entre o trabalho, o lar, e os filhos, sofrendo com isso, causando até doenças, e dificuldades para realizarem seu trabalho, pois a preocupação afeta a concentração.

Outro engano é quanto a ter mais recursos financeiros, pois o que adianta ter mais dinheiro, se a qualidade de vida é afetada?

Então, estimada mulher e mãe, não se deixe enganar, mas siga a orientação bíblica, que podemos ver em diversos textos (1Tm 2.15; Tt 2.3-5, entre outros) e não se constranja em ser Rainha do Lar, cuidando bem do esposo, dos filhos, do bom andamento da sua casa, e da sua saúde!

Esses são os desafios das mães de hoje!

Nota: Num pequeno texto não dá para ver todas as questões que envolvem o assunto, mas o foco principal é que as mães que tem filhos pequenos se dediquem aos mesmos, evitando o mercado de trabalho.

Carlos Osmar Trapp, pastor batista (OPBB/3650) e jornalista (DRT/MS, 928).

1 de fevereiro de 2017 / carlostrapp

A igreja precisa ser odiada!

O ano se inicia com uma facada no pescoço de um dos maiores líderes neo-pentecostais do país, o autodenominado Apóstolo Valdemiro Santiago, que sofreu um atentado na Sede da Igreja Mundial do Poder de Deus, em São Paulo. Pouco se sabe a respeito do ataque. Mas, especulam a tese de que a pessoa que efetuou a agressão sofra de problemas psiquiátricos.
 
Vale lembrar que outras duas facas foram encontradas com mais duas pessoas e o outro alvo seria a esposa de Valdemiro. 
 
Uma parte da mídia chegou a sugerir que este acontecimento se tratava, na realidade, de um golpe midiático por parte do referido líder. Este golpe teria como objetivo um aumento da popularidade do mesmo refletindo no aumento de membresia da referida denominação.
Juízos de valor a parte, um fato precisa ser salientado: A Igreja Evangélica no Brasil tem sido alvo de ódio! Isto é um ponto pacífico. Basta ler um artigo em algum site de internet, ou mesmo em alguma revista. Que sempre vamos nos deparar com o termo “evangélico” sendo colocado de modo pejorativo, como sinônimo de “alienação”, “corrupção”, ou “massa de manobra”.
 
Mas, a questão deve ser feita é a seguinte: “Será que somos odiados pelos motivos corretos?” 
 
Em João 16.1-3, Jesus já avisa a igreja acerca das perseguições vindouras e diz isto para que a mesma não se escandalize. Afinal, os perseguidores fariam isto, pois não conheciam ao Pai.
 
A “perseguição louvável” aos olhos de Deus é aquela que faz com que demonstremos um verdadeiro testemunho da fé cristã e através do mesmo  possamos alcançar as almas perdidas.
 
Assim sendo, o “certo” é sermos odiados por obedecermos e não por vivermos uma mentira.
Ora, o maior exemplo de  mártir na Bíblia é o próprio Jesus. Sem dúvidas, a Igreja deve ser odiada, pois, antes de tudo, o seu Mestre foi odiado. Além do mais, ele mesmo afirma: “O servo não é maior do que o seu Senhor!” Por isto, quanto mais a igreja se aproxima da mensagem do evangelho mais ela é odiada. Mas, afinal, por que Cristo era tão odiado? 
 
Podemos sinalizar três motivos pelo qual Jesus era alvo de tanta hostilidade. O primeiro deles é a sua “obediência”. Sim, o mesmo certa feita afirmou: “Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim revogar, mas cumprir”. Jesus cumpriu a lei de maneira sincera, de dentro para fora. E, isto era revolucionário, pois os fariseus não conseguiam fazê-lo, o que gerava muito rancor da parte dos mesmos.
 
Um segundo aspecto está abarcado pela própria mensagem de Jesus, o Evangelho, uma pregação que dizia: “Para amar o inimigos” era, no mínimo, estranha em uma época em que o Império Romano dominava com ferro e fogo. Certamente, um “judeu médio” entortava o nariz ao ouvir estas palavras.
 
O último aspecto reside nas atitudes de Cristo. Ora, falar com samaritanos, tocar em leprosos, tratar as mulheres com respeito. Não eram atitudes dignas de louvor em uma época onde a segregação e humilhação eram palavras de ordem.
 
Por fim, ao olharmos o nosso Senhor, podemos concluir se igreja evangélica no Brasil tem sido odiada pelos “motivos corretos”. Ou está apenas recebendo um justo e merecido título de “persona non grata” por infringir as leis basilares de uma pátria estranha.
Daniel dos Santos Trefzger de Mello, Diácono na Igreja Presbiteriana Central, CG, Bacharel em Direito e Acadêmico de Filosofia.
1 de fevereiro de 2017 / carlostrapp

A diferença entre as nações pobres e ricas não é a idade da nação

Isso pode ser demonstrado por países como Índia e Egito, que têm mais de 2000 anos e são países pobres ainda.
Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que há 150 anos atrás eram insignificantes, hoje são países desenvolvidos e ricos.
A diferença entre a nação pobre e rica não depende também dos recursos naturais disponíveis, pois o Japão tem um território limitado, 80% montanhoso, inadequado para a agricultura ou fauna, mas é a segunda economia do mundo. O país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima de todo o mundo e exportando produtos fabricados.
Segundo exemplo é a Suíça, onde não cresce cacau mas produz os melhores chocolates do mundo. Em seu pequeno território ela eleva os animais e cultiva a terra apenas por quatro meses ao ano, não obstante, fabrica os melhores produtos de leite. Um pequeno país que é uma imagem de segurança que tornou-se o banco mais forte do mundo.
Executivos de países ricos que interagem com seus homólogos dos países pobres não mostram nenhuma diferença intelectual significativa.
Os fatores raciais ou de cor também não têm importância: imigrantes fortemente preguiçosos em seus países de origem, são forçosamente produtivos em países ricos da Europa.
Então, qual é a diferença?
A diferença é a atitude das pessoas, moldadas por muitos anos pela educação e cultura.
Quando analisamos o comportamento das pessoas dos países ricos e desenvolvidos, observa-se que uma maioria respeita os seguintes princípios de vida:
 
1. Ética, como princípio básico.
2. Integridade.
3. Responsabilidade.
4. O respeito pela legislação e regulamentação.
5. O respeito da maioria dos cidadãos pelo direito.
6. O amor ao trabalho.
7. O esforço para poupar e investir.
8. A vontade de ser produtivo.
9. A pontualidade.
 
Nos países pobres, uma pequena minoria segue esses princípios básicos em sua vida diária.
Não somos pobres porque nos faltam recursos naturais ou porque a natureza foi cruel conosco. Somos pobres porque nos falta atitude. Falta-nos vontade de seguir e ensinar esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas.
Estamos nesse estado porque queremos levar vantagem sobre tudo e todos.
Estamos nesse estado porque vemos algo feito de forma errada e dizemos: “Que seja”!
Deveríamos ter uma memória espirituosa e atitude…
Só então seremos capazes de mudar nosso estado presente.
Autor desconhecido
24 de janeiro de 2017 / carlostrapp

A feminização da família

Quem acompanha as notícias veiculadas pelos meios de comunicação, sabe dos problemas que campeiam em nossa sociedade, que vão desde a agressividade no trânsito até barbáries em presídios. 
Agora, qual é a origem de tudo isso? Sabemos que desde a queda de Adão e Eva é que existe o pecado no mundo. Entendo que o agravamento das perversidades provém, em grande parte, da falta de investimento na família, que é a base da sociedade. 
Preocupado com isso, visando reverter essa situação, é que estou publicando aqui um artigo que trata dos problemas que afetam a família, sob o tema “A feminização da família”, conforme segue:
“O feminismo é um movimento radical. Como tal, ele atinge até as raízes do relacionamento entre homem e mulher, e busca alterar a estrutura social e institucional, que é percebida como conflitante com as ideias e objetivos do feminismo. Sendo uma ideologia radical, o objetivo do feminismo é a revolução. As feministas querem criar uma “nova sociedade” onde as condições restritivas sociais do passado sejam para sempre removidas. Quão bem sucedidas as feministas foram em promover sua agenda de revolução social? Davidson diz: “Hoje, o feminismo é a ideologia de gênero da nossa sociedade. Desde as universidades até as escolas públicas, da mídia até as Forças Armadas, o feminismo decide as questões, determina os termos do debate, e intimida oponentes em potencial ao ponto de fazer com que todos fiquem em silêncio absoluto.”
A instituição social que o feminismo tem mirado como uma das mais opressivas à mulher é a família tradicional. Por “família tradicional” queremos dizer a estrutura familiar desenvolvida na sociedade Ocidental, sob a influência direta do Cristianismo e a Bíblia. Na família tradicional, o homem é o cabeça do lar e o responsável por prover as coisas necessárias para o sustento da vida. A mulher é a “mantenedora do lar”, e sua principal responsabilidade é o cuidado com as crianças. A família tradicional assim definida é de acordo com o plano bíblico para o lar. As feministas odeiam a família que é padronizada de acordo com a Palavra de Deus porque é contrária a tudo que aceitam como verdade. Portanto, seu objetivo é a destruição total da família tradicional. A feminista Roxanne Deunbar disse claramente: “Em última análise, queremos destruir os três pilares da sociedade de classes e castas – a família, a propriedade privada, e o estado.” 
Quando consideramos a natureza radical do feminismo e da sua agenda para subverter a família que é estruturada segundo o modelo bíblico, seria sábio parar um pouco e refletir o quão bem sucedidas as feministas têm sido em remodelar a família de acordo com o seu próprio desígnio. O fato é que na sociedade ocidental o feminismo tem sido enormemente bem sucedido em destruir a família tradicional. A feminização da família já foi estabelecida! Por “feminização da família” queremos dizer o moldar da família de acordo com as crenças e objetivos do feminismo. Essa feminização ocorreu nos últimos 30 anos e com pouca oposição dos homens. Os homens sumiram amedrontados com as acusações feministas de sexismo, repressão, tirania e exploração, como um covarde fugiria diante de acusações de determinado inimigo em campo de batalha. Nada parece ter aterrorizado tanto os homens do que penetrantes olhares e palavras das militantes feministas.
Agora, quando dizemos que a feminização da família já foi estabelecida, não queremos dizer que as feministas alcançaram totalmente seus objetivos em relação à família. Queremos dizer, no entanto, que uma revolução na vida da família por influência feminista e de acordo com a ideologia feminista já foi estabelecida na sociedade ocidental. 
A feminização da família é observada em pelo menos seis áreas:
 
1. O casamento foi desestabilizado, e o divórcio está em crescimento.
O ensinamento bíblico de que o casamento é uma instituição divina e pactual que une homem e mulher para o resto da vida através de um voto sagrado (Gn 2:18-24; Mt 19:3-9) foi repudiado pela sociedade moderna. O conceito bíblico foi substituído pela noção de que o casamento é uma mera instituição humana, e por isso imperfeita, e que o divórcio é uma forma aceitável de lidar com qualquer problema associado ao casamento.
 
2. A liderança masculina na família foi substituída por uma organização “igualitária” onde marido e esposa “compartilham” as responsabilidades da liderança na família.
A ideia bíblica de que o homem é o cabeça da família (1Co 11:3-12; Ef. 5:22-23) e senhor do seu lar (1Pe 3:5-6) é considerada pelas feministas algo tirânico e bárbaro, um vestígio do homem primitivo e sua habilidade de dominar fisicamente sua parceira. Nos nossos dias, a esmagadora maioria de tanto de homens quanto mulheres zombam da noção de que a esposa deve se submeter à autoridade do marido.
 
3. O papel do homem como provedor foi rejeitado, e introduzido um novo modelo de responsabilidade econômica compartilhada.
A visão da nossa era é que a mulher não tem menor responsabilidade do que o homem no dever de prover as necessidades financeiras da família. As feministas creem que o ensinamento bíblico de que o homem é o provedor da família (1Tm 5:9) é parte de uma conspiração masculina para manter as mulheres sob seu domínio por meio de medidas que as tornem economicamente dependentes dos homens.
 
4. A mulher como uma dona do lar de tempo integral é zombada, e a mulher que trabalha fora buscando realização e independência é agora a norma cultural.
O mandamento bíblico para que a mulher seja “dona do lar” (Tt 2:4-5) ou é desconhecido ou ignorado. Pessoas com a mentalidade feminista consideram algo indigno que uma mulher fique em casa e limite suas atividades à esfera do lar e da família. Uma carreira profissional é considerada mais conveniente e significante para as esposas e mães de hoje.
 
5. A norma bíblica da mulher como cuidadora de suas crianças foi substituída pelo ideal feminista de uma mãe que trabalha fora e deixa seus filhos na creche para que ela possa cuidar de outros assuntos importantes.
A responsabilidade do papel da mãe é vista em termos muito diferentes do que no passado. O chamado bíblico para a mãe estar com suas crianças, amá-las, treiná-las, ensiná-las, e protegê-las (1Tm 2:15; 5:14) é rejeitado pela visão feminista de uma mulher que foi libertada de tais limitações sobre sua individualidade e realização própria.
 
6. A ideia de que uma família grande é uma “bênção” é rejeitada por uma noção de que uma família pequena de um ou dois filhos (e para alguns, nenhum filho) é muito melhor.
O conceito de “planejamento familiar” objetivando reduzir o número de crianças num lar é defendido por quase todos. O ensino bíblico de que uma família grande é sinal de bênçãos e da soberania de Deus (Salmo 127; 128) é ignorado por famílias modernas, até mesmo aquelas se proclamam como cristãs. 
Sim, a feminização da família foi estabelecida no Ocidente! O conceito cristão de família foi substituído pela ideia feminista de família: o divórcio fácil substituiu a visão pactual do casamento; o igualitarismo substituiu a liderança masculina; o homem e a mulher como provedores em parceria substituiu o homem como provedor; a esposa e mãe que trabalha fora do lar substituiu a mulher como dona do lar; a mãe como uma empregada profissional substituiu a mãe como cuidadora de suas crianças.
Dois fatores contribuíram significantemente para o sucesso do feminismo na subversão da estrutura e prática familiar que é baseada na Bíblia.
O primeiro fator é a covardia dos homens. Até certo ponto é compreensível (mesmo assim vergonhoso) que homens não-cristãos se acovardassem diante das feministas e seus ataques contra eles e a família tradicional. Mas que homens cristãos, que têm a Palavra de Deus, igualmente tenham se rendido é realmente lamentável. Deus chamou o homens para defenderam a Sua verdade no mundo e viverem Seus preceitos. Mas uma olhada no lar cristão comum revelará que até mesmos eles foram em grande parte feminizados. 
Feministas radicais e anticristãs transformaram nossos lares, e os homens cristãos quase não fizeram objeção a isso, nem disputaram por esse santo território, que é o padrão familiar bíblico. Além disso, maridos e pais cristãos também demonstraram covardia ao serem incapazes de liderar e assumir a responsabilidade que Deus entregou a eles. Eles estiveram mais que dispostos a abrir mão da carga total de liderança e provisão para suas famílias; eles estiveram mais que alegres de compartilhar (ou despejar) essas cargas com (ou sobre) suas esposas. A família foi feminizada porque homens cristãos abandonaram seus postos.
O segundo fator é o silêncio e a passividade da igreja. A feminização da família ocorreu em boa parte porque a igreja na maior parte do tempo esteve em silêncio sobre a questão. A igreja não resistiu os ataques feministas com a espada da Palavra de Deus. Ao invés disso, e vergonhosamente, a igreja abandonou seu posto diante da investida feminista, e na verdade até absorveu várias ideias feministas. A igreja vem sendo cúmplice ao ensinar coisas como um casamento igualitário, e por apoiar a ideia de mulheres profissionais e mães trabalhando fora. Muito da culpa deve ser depositada aos pés de pastores que ou foram enganados ou se acovardaram de pregar ou se posicionar pela verdade concernente à família como Deus a revelou na Sua Santa Palavra.
Feministas tem sido bem sucedidas em alterar a família porque a igreja falhou em viver e ensinar a doutrina bíblica positiva sobre a família e não expôs, denunciou, e respondeu as mentiras das feministas.
Qual deve ser a nossa resposta como cristãos diante da feminização da família? Nossa resposta começa com o reconhecimento de que isso aconteceu. Negar o fato não nos fará bem algum. Então, devemos assumir a tarefa de “desfeminização” da família e da “recristianização” da família. Essa tarefa é o dever de cada família cristã individualmente; mas é principalmente o dever de maridos e pais cristãos que foram escolhidos por Deus como líderes de seu lar.
Homens devem liderar através de preceitos e exemplos na erradicação de todos os aspectos da influência feminista da vida e estrutura de suas famílias, e a restaurar segundo o padrão bíblico.
Homens devem ser homens e tomar sobre si a carga total da responsabilidade confiada a eles por Deus.
Homens devem parar de se intimidar com a retórica feminista e devem promover a ordem de Deus em suas famílias sem receio.
A tarefa de reconstrução da família de acordo com a Palavra de Deus também faz necessário que a igreja ensine fielmente o que a Bíblia diz sobre a família, e em muitos casos, a alterarem a estrutura de suas igrejas e ministérios (que também foram feminizados) para fortalecerem a família em vez de miná-la.
Faz-se necessário que pastores respeitam a instituição pactual da família, e parem de entregar o senhorio de suas famílias, e parem de perseguir aqueles homens que buscam uma “desfeminização” das suas próprias famílias.
Faz-se necessário que pastores sejam um exemplo para o rebanho na “desfemini-zação” das suas próprias famílias.
E faz-se necessário que professores e pregadores com a coragem e a convicção de João Knox e João Calvino exponham as mentiras venenosas do dogma feminista e declararem e defendam o padrão bíblico para a família desde o púlpito”.
Nota: O texto foi escrito por William O. Einwechter, traduzido por Isaac Barcellos, divulgado por Julio Severo e resumido por mim (pequenos trechos), Carlos Trapp.
6 de janeiro de 2017 / carlostrapp

Dando sugestões à administração pública

Vivemos dias de turbulência na política. Inclusive, essas dificuldades têm afastado muita gente das eleições, demonstrado pela grande número de abstenções, de votos em branco e nulos, o que não é a solução para os nossos problemas, pois o ideal é participar, decidir, escolher, visando melhorar a situação.
Também temos ouvido muitas críticas em relação aos governantes.
Mas antes de criticar entendo que devemos participar, nos ver como responsáveis pela administração.
Pensando nisso, um grupo de líderes cristãos (ver artigo , elaborou um documento e o entregou ao prefeito eleito, Marcos Trad, mais conhecido como Marquinhos Trad, visando dar algumas sugestões quanto à aplicação de recursos públicos, fato que é um anseio de grande parte da população da Capital.
E para que você leitor tome conhecimento do teor do documento, o publicamos aqui, conforme segue:
Muito se fala a respeito da aplicação de recursos públicos, destacando-se desvio de verbas, superfaturamento, enfim, diversos tipos de corrupção ligados ao dinheiro público. É justo que haja essa preocupação, pois é o dinheiro de todos nós contribuintes, que não é pouco, que está nas mãos do poder público para ser bem administrado.
Outro foco que geralmente não visto é a destinação de verbas públicas para grupos, em vez de centrar o foco dos recursos em ações de interesse geral. Temos como exemplo a aplicação de dinheiro público no Carnaval, na Parada Gay, na Festa de Santo Antônio, na Marcha para Jesus.
Agora, se alguém, por exemplo, quer pular Carnaval, deve também ficar com o ônus, assim como as outras atividades citadas, que são de interesse de grupos distintos, não contemplando toda a população.
E para exemplificar um pouco mais um dos pontos, ou seja, o Carnaval, podemos destacar vários motivos porque devemos ser contra a aplicação de dinheiro público nesse evento:
1. Geralmente se consome elevada quantidade de bebidas alcoólicas, provocando, além de danos à saúde, brigas, acidentes de trânsito etc;
2. Elevado número de policiais são destacados para cuidar da segurança, ficando, quase sempre, outros lugares sem proteção;
3. A promiscuidade sexual também se multiplica.
Ainda é necessário dizer que o alvo do gestor público deve ser a busca da satisfação das pessoas, que a mesma só será alcançada quando destinar os recursos públicos em ações de interesse geral, como saúde, educação, segurança, transportes; caso contrário, agradarão uns e aborrecerão outros, fato que não é bom para a população, nem para os governantes.
Quanto à argumentação que existem recursos para serem aplicados à cultura, podemos argumentar que há muitas áreas onde esses recursos podem ser aplicados, como o fomento ao teatro, à produção de livros, dança, filmes, orquestra sinfônica, aulas de música, e assim por diante.
Isso posto, deixamos a solicitação ao nosso prefeito eleito, e também ao nosso povo, para que não corra ao poder público, para buscar recursos para grupos, pois esses devem se autossustentar. Assim alcançaremos a adequada aplicação dos recursos públicos, que deve ser o alvo de todos.
Também assumimos o compromisso de interceder constantemente, pelo prefeito eleito, Marcos Marcello Trad e sua equipe, e ajudar onde for necessário para uma boa gestão.
Lembramos que o documento é uma iniciativa da Comissão de Fé, Cidadania e Ação Política, da Ordem dos Pastores Batistas da Associação Centro, Campo Grande, MS.
Campo Grande, 08 de dezembro de 2016
Pr. Dinart José de Souza, presidente da Comissão.
Nota: No documento seguem cerca de 30 assinaturas de líderes que derem seu aval ao documento.
Além disso, entregamos um outro documento que aborda diversos assuntos em outro momento.
Resta-nos conclamar a população para que ore pela atual administração para que faça uma boa administração.
Pr. Carlos Trapp
18 de dezembro de 2016 / carlostrapp

Feminilidade Bíblica X Igualdade de Gênero

Nos dias atuais, nós, mulheres cristãs, precisamos rever muitos posicionamentos, mas não para querer adquirir nossos direitos, mas sim, para resgatar o plano original de Deus para nossas vidas.
Mesmo dentro de nossas igrejas, estamos caminhando para o “feminismo cristão”, nos esquecendo, muitas vezes, da “Feminilidade Bíblica”.
No MS, estado onde resido, tenho me sentido desafiada, como coordenadora estadual das Jovens Cristãs em Ação (JCA), a falar sobre essas questões. Há pouco tempo, tive a oportunidade de falar em um Acampamento Estadual de Mensageiras do Rei, onde falei sobre a feminilidade bíblica, entre outros assuntos.
Devido ao período das Eleições 2016, tive acesso a uma resolução da ONU sobre Igualdade de Gênero, que é a seguinte: “O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 5 é: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”.
Aparentemente, parece algo bom e inofensivo, pois quer reduzir as “desigualdades” entre homens e mulheres, para, segundo eles: “Garantir a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública”.
Mas você pode até me falar assim: Mas a ONU não vai trabalhar com princípios bíblicos. É verdade. O problema é quando, como mulheres cristãs, adotamos essas resoluções como certas, em detrimento dos propósitos de Deus, descritos na Bíblia, para nós.
Desde o princípio, quando houve a queda, vemos a mulher tomando uma decisão que não competia a ela e induzindo o homem a fazer o mesmo, desobedecendo a uma ordem de Deus. O problema é que o homem (no caso, Adão) também se deixou levar “pela conversa da sua amada” que tinha sido enganada pela serpente, e aí vocês já sabem o final dessa história…
Queridas, não vamos nos deixar enganar novamente. Fomos criadas com todo o “capricho do Criador”, a partir da costela do homem, para ser sua auxiliadora, e mais do que isso, ele nos fez idôneas, ou seja, com capacidade para cumprir tal missão, conforme Gênesis 2.18-23. Somos iguais, portanto, em dignidade perante Deus, mas com funções diferentes.
Em busca dos “nossos direitos”, estamos nos perdendo, e ao invés das coisas melhorarem, as mulheres estão se atolando cada vez mais, estando, muitas vezes, em lugares onde não deveriam.
Alguém me qualificou, esses dias, como uma “militante política” em uma postagem que fiz no meu Facebook, sobre o “Dia da Dona de Casa”, que é 31 de outubro, e num grupo de esposas de pastores, no WathsApp, do qual faço parte, também falaram que o meu nome lembra “luta e civismo”.
Sim, quero continuar agindo nessas áreas, mas para um resgate do papel da mulher, não só na igreja, mas também na sociedade, que precisa de nossa influência, afinal, como mulheres cristãs, e discípulas do Senhor, somos chamadas a ser “sal da terra e luz do mundo” (Mt 5.13-16).
Particularmente, tenho me sentido desafiada a esse resgate do papel da mulher, em Tito 2.3-5, que diz: Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não calunia-doras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e as seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada.”
Então, procure conversar com as jovens de hoje e veja se elas estão sendo preparadas para o mercado de trabalho, ou se pensam em constituir um lar e ter filhos. Veja também se filhos são vistos como atrapalho para suas carreiras profissionais ou como bênção, ou se pensam em ter um animal de estimação, no lugar dos filhos, que tem sido um modismo dessa época. Ainda destaco a sujeição ao marido – “essa época já passou, vivemos em outro tempo”, muitas dizem. Há as que também argumentam que “hoje os direitos são iguais,pois isso era uma cultura daquela época”, e por aí vai.
Sei que não são todas que pensam assim, mas a maioria, infelizmente, caminha com esse pensamento que é incutido em suas mentes nas escolas, universidades e na vida secular. E nós, como mulheres cristãs, vamos falhar em falar sobre o que Deus espera de nós em relação as mais novas. Ou vamos também falar como o movimento feminista, que considera a Bíblia um livro machista?
Sou contra os abusos que existem contra as mulheres, e esses devem ser reprimidos. Mas não vamos nos deixar enganar e querer lugares que não são nossos, mesmo dentro da igreja.
Mas também existe um grupo de mulheres que estão atentas a toda essa situação e que estão fazendo um trabalho de resgate do papel bíblico da mulher. Tenho procurado me incluir, não porque “contemplo as qualificações”. Na verdade, tenho uma luta diária, para ser uma mulher conforme as recomendações do apóstolo Paulo a Tito, como já expus acima.
Assim, com a graça de Deus, quero cumprir a recomendação deixada, no cuidado que devemos ter para com as mais novas, e isso não inclui, necessariamente, a idade cronológica. Podemos e devemos cuidar umas das outras, com o propósito de que a palavra de Deus não seja difamada.
Que Deus nos ajude, com humildade, arrependimento, oração, estudo da Palavra , enfim, deixando o Espírito Santo agir em nossa mentes, para que possamos praticar a feminilidade bíblica.
Então, vamos caminhar juntas nesse propósito?
Simone Nogueira de Moraes Trapp, esposa de pastor,
dona de casa e coordenadora da JCA/MS
29 de outubro de 2016 / carlostrapp

Para o bem ou para o mal, sem neutralidade

O fato de ter sido candidato a vereador me fez viver experiências interessantes. E na minha consciência sinto-me no dever de compartilhar um fato.
Mas antes, quero dizer que existem tantas opiniões sobre assuntos que envolvem as eleições, que julgo oportuno fazer seminários sobre isso, para que tenhamos um consenso maior.
Então, voltando ao fato, digo que mandei uma mensagem pelo WhatsApp, repassando algum material de campanha, solicitando que a pessoa compartilhasse isso para que o maior número de pessoas soubesse que sou candidato.
Ela me respondeu dizendo que não era para mandar isso para ela, pois “não fazia campanha”. Mas vamos analisar isso para ver se de fato ela “não faz campanha”.
No título, eu disse que todos somos relevantes, tanto para o bem quanto para o mal. Isso quer dizer que não há neutralidade. Ou seja, se você não seja engaja pelo bom, o mau vai te agradecer porque você está ajudando o mesmo.
Por isso, a pessoa que disse que “não fazia campanha”, na verdade “está fazendo” (talvez nem tenha consciência disso, mas está fazendo).
Pegando a Câmara Municipal de Campo Grande como exemplo, digo que há 29 cadeiras a serem preenchidas nas eleições de 02 de outubro. Se o eleitor não lutar por bons candidatos, os maus vão agradecer, pois irão chegar lá.
Então, mais uma vez tenho que dizer que não há neutralidade, por isso sua atitude é muito importante.
Você pode argumentar que estou querendo lhe obrigar a fazer algo. A resposta a isso é não, pois quero mostrar apenas a sua importância e as consequências da sua decisão, das suas atitudes.
Exemplifico isso com a pregação de um sermão, onde você destaca a salvação que há em Cristo Jesus. Você quer que o seu ouvinte creia no que você prega, mas ele pode argumentar que “não é obrigado a crer no que você prega”.
E é verdade! Mas se ele não crer ele será condenado! É a liberdade com responsabilidade!
Assim em todas as áreas da vida somos livres, porém responsáveis. Podemos escolher entre o bem e o mal, porém não podemos escolher as consequências, que são inexoráveis.
Então, temos que concluir que todos estamos engajados, para o bem ou para o mal, enfim, estamos “fazendo campanha”. Se estamos levando ao conhecimento dos eleitores bons candidatos, estamos dando subsídios para uma boa escolha; se não estamos fazendo nada, estamos contribuindo para que o mau obtenha êxito.
Você pode até replicar que tem os meios de divulgação e que, portanto, isso não é com você. Digo que sua atitude sempre será relevante, didática, pois estará dizendo que a eleição não é importante, que não se importa com quem chegará ao Legislativo e Executivo. Enfim, repito, não há neutralidade, pois sua atitude sempre terá consequências.
Você também pode dizer que “vai orar”. Isso é bom! Mas só a oração Deus não ouve, pois seria o mesmo que ouvir o estudante que não estudou, para “passar na prova”, pois estimularia o ócio.
Então, pastor, eleitores em geral: Todos somos importantes, somos relevantes. Basta agora usar essa relevância para o bem. Acrescento que o próprio Deus “fez campanha” ao ajudar os “eleitores de Israel” quanto ao proceder na escolha de um rei (Dt 17.14-20).
Sabendo disso, vamos errar se não o praticarmos (Tg 4.17).
Viu a sua relevância? Use-a para o bem para que os bons cheguem ao poder, e que haja justiça, e não, gemidos (Pv 29.2).
Para enfatizar termino dizendo que você “está em campanha”, para o bem ou para o mal, e sabemos que a minha, a sua escolha, sempre deve ser pelo bem. Façamos isso, para a glória de Deus!
Pr. Carlos Trapp
Nota: As eleições do Primeiro Turno já passaram e amanhã já teremos o Segundo Turno, mas a questão de que não podemos ficar neutros vale para todas as situações, por isso, a publicação do texto, e a solicitação para a devida compreensão.
Lembro que o texto foi publicado no jornal Cidadão Evangélico de outubro de 2016.