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1 de fevereiro de 2017 / carlostrapp

A igreja precisa ser odiada!

O ano se inicia com uma facada no pescoço de um dos maiores líderes neo-pentecostais do país, o autodenominado Apóstolo Valdemiro Santiago, que sofreu um atentado na Sede da Igreja Mundial do Poder de Deus, em São Paulo. Pouco se sabe a respeito do ataque. Mas, especulam a tese de que a pessoa que efetuou a agressão sofra de problemas psiquiátricos.
 
Vale lembrar que outras duas facas foram encontradas com mais duas pessoas e o outro alvo seria a esposa de Valdemiro. 
 
Uma parte da mídia chegou a sugerir que este acontecimento se tratava, na realidade, de um golpe midiático por parte do referido líder. Este golpe teria como objetivo um aumento da popularidade do mesmo refletindo no aumento de membresia da referida denominação.
Juízos de valor a parte, um fato precisa ser salientado: A Igreja Evangélica no Brasil tem sido alvo de ódio! Isto é um ponto pacífico. Basta ler um artigo em algum site de internet, ou mesmo em alguma revista. Que sempre vamos nos deparar com o termo “evangélico” sendo colocado de modo pejorativo, como sinônimo de “alienação”, “corrupção”, ou “massa de manobra”.
 
Mas, a questão deve ser feita é a seguinte: “Será que somos odiados pelos motivos corretos?” 
 
Em João 16.1-3, Jesus já avisa a igreja acerca das perseguições vindouras e diz isto para que a mesma não se escandalize. Afinal, os perseguidores fariam isto, pois não conheciam ao Pai.
 
A “perseguição louvável” aos olhos de Deus é aquela que faz com que demonstremos um verdadeiro testemunho da fé cristã e através do mesmo  possamos alcançar as almas perdidas.
 
Assim sendo, o “certo” é sermos odiados por obedecermos e não por vivermos uma mentira.
Ora, o maior exemplo de  mártir na Bíblia é o próprio Jesus. Sem dúvidas, a Igreja deve ser odiada, pois, antes de tudo, o seu Mestre foi odiado. Além do mais, ele mesmo afirma: “O servo não é maior do que o seu Senhor!” Por isto, quanto mais a igreja se aproxima da mensagem do evangelho mais ela é odiada. Mas, afinal, por que Cristo era tão odiado? 
 
Podemos sinalizar três motivos pelo qual Jesus era alvo de tanta hostilidade. O primeiro deles é a sua “obediência”. Sim, o mesmo certa feita afirmou: “Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim revogar, mas cumprir”. Jesus cumpriu a lei de maneira sincera, de dentro para fora. E, isto era revolucionário, pois os fariseus não conseguiam fazê-lo, o que gerava muito rancor da parte dos mesmos.
 
Um segundo aspecto está abarcado pela própria mensagem de Jesus, o Evangelho, uma pregação que dizia: “Para amar o inimigos” era, no mínimo, estranha em uma época em que o Império Romano dominava com ferro e fogo. Certamente, um “judeu médio” entortava o nariz ao ouvir estas palavras.
 
O último aspecto reside nas atitudes de Cristo. Ora, falar com samaritanos, tocar em leprosos, tratar as mulheres com respeito. Não eram atitudes dignas de louvor em uma época onde a segregação e humilhação eram palavras de ordem.
 
Por fim, ao olharmos o nosso Senhor, podemos concluir se igreja evangélica no Brasil tem sido odiada pelos “motivos corretos”. Ou está apenas recebendo um justo e merecido título de “persona non grata” por infringir as leis basilares de uma pátria estranha.
Daniel dos Santos Trefzger de Mello, Diácono na Igreja Presbiteriana Central, CG, Bacharel em Direito e Acadêmico de Filosofia.

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