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7 de dezembro de 2018 / carlostrapp

Uma justiça que satisfaz

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mt 5.16).

Justiça é um clamor que vem de todos os segmentos sociais de nosso tempo. O trabalhador quer justiça na paga do seu trabalho. O que perdeu um familiar, vitimado pela irracionalidade ou inconsequência de alguém, exige justiça na punição do culpado. Justiça social é outra expressão que ganha corpo em meio às crescentes desigualdades entre ricos e pobres. Os homens, com frequência, declaram a sua autojustiça, coletam méritos, e se proclamam justos aos seus próprios olhos.

Os discípulos, os humildes de espírito, que choram e são mansos, renunciam não somente aos seus direitos, como também a esta falsa pretensão de justiça própria. São pessoas realistas: não possuem nada a apresentar diante de Deus. Tem fome e sede, e estão de mãos vazias. Sabem que, se submetidas ao esquadro de Deus, serão achadas fora de linha, em descompasso e em falta para com a vontade de Deus.
Os desejos gerados pela fome e pela sede são de difícil controle. E ressurgem a cada novo dia, ainda que satisfeitos. Por isso Cristo diz, no “Sermão do Monte”, que os que têm fome e sede de justiça – desejo incontido e renova-do – serão fartos. Mas, o que seria essa justiça de que fala Jesus? Essa justiça é o atributo daquele que é declarado “justo”, sem culpa, pelo eterno Juiz, de acordo com a sua norma de direito. É a capacidade de declarar inocente ao culpado. Nenhum homem, por melhor que se julgue, é capaz de cumprir os requisitos da justiça divina. Mas essa justiça é atribuída por causa da morte substitutiva de Cristo. Com o seu sacrifício, Cristo satisfez a exigência da justiça divina em nosso lugar e agora nos transfere a sua perfeita justiça. E pela fé nos apropriamos dessa justiça.
Por isso Cristo diz que todo aquele que buscar a sua justiça, como o faminto busca o pão e o sedento busca a água, esse será farto, receberá esse presente de Deus.

Se quisermos apresentar diante de Deus a lista dos nossos méritos e brandirmos ante os seus olhos a nossa justiça pessoal, seguramente seremos reprovados. Mas se nos apresentarmos diante do Pai armados com a justiça que Cristo conquistou em nosso lugar, ele nos abrirá as portas do céu e nos receberá com alegria na ternura do seu coração e no aconchego caloroso de seus braços. A mesa da justiça de Deus está posta, farta, abundante, plena. Cristo já pagou a conta com o Pai. Quer que joguemos ao lixo a nossa pobre autojustiça, nos sentemos à sua mesa para recebermos o presente que ele nos dá: sua justiça, vida, perdão e salvação. E para a sua festa todos são convidados – inclusive você! Amém!

Romeu Müller, pastor luterano

29 de novembro de 2018 / carlostrapp

Dia da Bíblia

No jornal Cidadão Evangélico de novembro, falamos que iríamos divulgar algo sobre o Dia da Bíblia e sobre a exposição de parte do acervo do Museu da Bíblia, que fica em Barueri, SP.

Quanto à exposição de parte do acervo do Museu da Bíblia, de 09 a 16 de dezembro, já está confirmado que será no Armazém Cultural, que fica na área contígua da Feira Central, e terá a seguinte programação:

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES:

Abertura oficial do evento: 09 de dezembro de 2018 – às 16h

Período de visitação:

De terça a sexta-feira, das 16h às 22h

Sábado e domingo: das 10h às 22h

Encerramento: 16 de dezembro, às 22h

 

Dia da Bíblia, segundo domingo de dezembro, dia 09

Sugerimos a todas as igrejas que o comemorem condignamente.

Informações quanto às comemorações podem ser encontradas no site: diadabiblia.org.br

Qualquer dúvida, podem entrar em contato comigo, Carlos Trapp, pelo fone 9.9998.4285

1 de outubro de 2018 / carlostrapp

Bolsonaro e as mulheres

Como sabemos, estamos em campanha eleitoral para presidente, deputados federais, estaduais, senadores e governador.

A campanha para presidente está acirrada. Há alguns dias, surgiram movimentos de mulheres favoráveis e contrárias ao candidato Jair Messias Bolsonaro, que concorre à presidência da República pelo PSL.

Pesquisei um pouco sobre o assunto e logo de início notei que o grupo de mulheres em Campo Grande, que está querendo realizar uma concentração contrária ao candidato, nas informações sobre o evento chama Bolsonaro de “Coiso”.

Para mim, já estão começando mal. Defendo a liberdade de todos se manifestarem, mas sem agredir a pessoa; pode-se discordar da pessoa, mas nunca atacar a pessoa. E chamar Bolsonaro de Coiso, não é discordar de alguma opinião ou plano de governo, mas tratar com desrespeito a pessoa, procurando difamá-la. Até costumo dizer que quem costuma jogar lama nos outros, acaba se sujando.

Outro detalhe que deve ser visto são alguns motivos pelos quais esse grupo de mulheres se opõe a Bolsonaro. Um deles é o incidente que houve entre ele e a deputada federal do PT, Maria do Rosário, do RS. Bolsonaro estava dando uma entrevista para a Rede TV, quanto ao estupro coletivo de uma jovem e o posterior assassinato dessa jovem e seu namorado, condenando tal ato e sugerindo a diminuição da maioridade penal, entre outras soluções, quando a deputada se intrometeu na entrevista, defendendo os menores agressores e chamando Bolsonaro de estuprador.

Sei que a reação de Bolsonaro foi um tanto quanto infeliz. Mas temos que ser justos e ver que a agressão inicial foi da Maria do Rosário, atrapalhando uma entrevista, e defendendo malfeitores. A própria Bíblia diz que “palavras duras suscitam a ira”, e esta foi a atitude da parlamentar gaúcha, ou seja, usou atitudes e colocações arbitrárias.

Por outro lado, a mobilização, primeiro nas redes sociais, de mulheres contrárias a Bolsonaro, suscitou as favoráveis, que também estão se organizando e se manifestando. E uma das coisas que enfatizam é que Bolsonaro defende as mulheres. Gravaram até um pequeno vídeo, que pode ser visto aqui: https://www.youtube.com/watch?v=5Qf3IP0_VXA

Convém que ambos os grupos usem de respeito e se preocupem com o bem-estar de nosso país, pois assim exercem a cidadania, como deve ser com todos os brasileiros, homens e mulheres. Desinteresse, portanto, não convém, e isso vale para nós homens também.

Que Deus abençoe a recuperação de Bolsonaro e que a eleição seja uma festa cívica e que a escolha que nós brasileiros temos que fazer no dia 07 de outubro, seja iluminada por Deus!

Carlos Osmar Trapp, pastor batista (OPBB/3650) e jornalista (DRT/MS, 928).

5 de junho de 2018 / carlostrapp

Declaração de Poços de Caldas

A Convenção Batista Brasileira reunida nos dias 26 a 29 de abril de 2018, na cidade de Poços de Caldas – MG, vem a público expressar seu posicionamento diante de assuntos que estão em voga na atualidade, e que inquietam a Sociedade Brasileira.

• Justiça
Reconhecemos que a impunidade e a injustiça são realidades de nosso país e afetam diretamente nossa sociedade;
Lamentamos que o povo brasileiro sofra tanto pelos efeitos nocivos da injustiça;
Conclamamos os Batistas brasileiros a orarem pelos nossos magistrados, legisladores e por todos que trabalham no âmbito da justiça, para que sejam firmes em suas deliberações e que a justiça seja para todos e não apenas para alguns;
Convocamos os líderes Batistas a promoverem a conscientização dos membros de suas igrejas para que exijam que os magistrados e os legisladores sejam pautados pela ética e verdade, e que tratem a todos com direitos iguais;
Encorajamos todo o povo de Deus a que busque a justiça a partir de um comportamento ético de cada um, mas também de cada igreja, multiplicando assim um comportamento próprio dos que temem a Deus e desejam a prosperidade da nação;
Desafiamos cada Batista brasileiro a agir da forma mais correta possível, rejeitando a famosa filosofia do “jeitinho brasileiro” e abraçando o ideal de justiça expresso pela Palavra de Deus.

• Segurança
Reconhecemos o estado de insegurança em que vivemos em nosso país onde a sociedade é refém da violência;
Lamentamos o aumento significativo dos casos de violência familiar, destacando- se a violência contra idosos, mulheres, adolescentes e crianças;
Conclamamos os Batistas brasileiros a anunciarem o Evangelho com autoridade, na certeza de que somente Jesus Cristo transforma o homem;
Desafiamos as igrejas a refletirem sobre a inclusão social e o combate ao preconceito e desigualdade, propondo ações que promovam a mudança de vidas e do meio em que vivem.
Encorajamos as igrejas e em especial seus líderes a discutirem no âmbito local, regional e nacional as fragilidades, necessidades e possíveis soluções no combate às drogas, um dos maiores incentivadores da violência.

• Intolerância
Reconhecemos que a Liberdade de Consciência é um dos princípios batistas mais preciosos tendo em vista os primórdios de nossa história, onde esta liberdade foi conquistada com muita luta;
Lamentamos que estejamos vivendo em uma sociedade intolerante, onde a liberdade de consciência e expressão é negada a alguns e oferecida a outros;
Conclamamos cada Batista brasileiro a defender o direito de todos de se expressarem garantindo o respeito mútuo até mesmo diante de diferenças que contrariam nossa fé;
Convocamos o povo Batista a aprofundar-se no conhecimento dos fundamentos de sua fé a fim de ter conteúdo para dialogar e expressar seus valores de modo firme ainda que respeitoso;
Encorajamos cada cristão a respeitar o seu próximo, nutrindo o diálogo e valorizando o espírito de solidariedade presente na raça humana. Através disso espera-se obter-se o respeito recíproco dos que pensam diferentemente de nós;
Desafiamos as igrejas batistas brasileiras a vivenciarem o amor de Deus que alcança a todos e expressá-lo em cada momento de nossas vidas, amando ao pecador, mas repudiando o pecado; compreendo as diferenças, mas buscando a unidade em Cristo; olhando para além das aparências.

• Eleições
Reconhecemos que cada Batista é tanto um cidadão dos Céus como também um cidadão brasileiro, e por isso tem um compromisso direto com a sua nação;
Lamentamos o grave momento que vivemos em nossa política governamental em todos os aspectos;
Condenamos a corrupção, considerando-a contrária à vontade de Deus e, portanto, pecado;
Conclamamos os Batistas brasileiros a orarem pelo processo eleitoral de 2018 em nosso país, preconizando o ideal da unidade no Reino de Deus, e a avaliarem com o máximo de atenção os candidatos, preferindo aqueles cuja conduta é adequada de acordo com os critérios Bíblicos.
Convocamos os Batistas brasileiros a votarem de forma consciente, destacando como critério para a escolha de seus candidatos uma vida reconhecidamente ética e que tenham visão do bem comum da sociedade, do valor da família tradicional, da liberdade religiosa, estando tais elementos acima de seus interesses pessoais;
Encorajamos os membros de nossas igrejas Batistas a exercerem a sua cidadania de maneira responsável, sem extremismo ideológico-partidário, e a exigirem de seus futuros governantes ações concretas no combate da corrupção, investimento na melhoria de qualidade de vida de nossa população e a garantirem os direitos de expressão até aqui conquistados pelo povo brasileiro.

Nota: O documento, elaborado por um grupo de batistas, sempre se refere aos mesmos, por isso fazemos essa observação para que se veja inserido quando há a citação dos batistas (Carlos Trapp).

20 de maio de 2018 / carlostrapp

Os valores e princípios cristãos imprescindíveis para o sucesso de uma nação

Neste ano, estamos diante de uma eleição para presidente, senadores, governador, deputados federais e estaduais, fato que nos leva a pensar em melhorias para o nosso país, afetado pelos mais variados problemas. E para visualizar isto, cito um texto extraído do site do Fórum Evangélico Nacional Social e Político (Fenasp), que trata de valores e princípios necessários para o desenvolvimento de um país, e fazer um breve comentário após. Eis o texto:

“Há cerca de oito anos, o mundo recebeu a notícia que, o sucesso ou fracasso das nações, não dependia de suas economias ou recursos naturais, mas sim de suas instituições. Essa informação foi a conclusão de uma profunda pesquisa feita através da história comparada das nações, por Douglas North, dos Estados Unidos, que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Economia.

‘Instituições’, segundo North, não se resumem apenas às estruturas jurídicas-legais ou aos sistemas de governos, mas sim aos seus valores, crenças e culturas consensualmente aceitas pela sociedade. É aí que nós entramos.

Como se forma o conjunto de princípios que constituem esta ‘cultura’ de valores? Quem lhes dá forma? De onde vem o ‘jeito’ de viver, de se comprometer, de acreditar em si e nos outros? São forças quase invisíveis que compõem esse quadro, até há pouco tido como inofensivo e sem valor substancial à nação.

A chamada cultura popular é sim a base de desenvolvimento de um país, pois nela se sustentam as demais relações da vida, como mostra North.

Na entrevista dada à revista Veja, ele menciona acreditar serem essas as bases para o desenvolvimento dos países nórdicos, chamados de ‘Ética protestante’.

É nesta seara, nos meandros da sociedade, que trabalham todos os dias, semanas, meses e anos, um exército de pastores, líderes e igrejas em todas as camadas sociais do país. Dos mais ricos bairros a mais carente favela brasileira e até mesmo, nas penitenciárias e casas de detenções.

O quadro desenhado por North a respeito do ambiente necessário ao sucesso de um povo, é no mínimo intrigante e coincide com a interpretação que damos à vida e ao evangelho para o homem comum.

Segundo North, ‘Instituições positivas’ são traduzidas por confiança mútua, ética no trabalho, senso comunitário, valorização social do mérito e do esforço individual, cumprimento dos compromissos. São, por ele, enumeradas como valores que levam um povo à maturidade, ao progresso e à prosperidade.

‘Instituições negativas’ como desconfiança do próximo, valorização do mínimo esforço, esperteza, malícia, a cultura do ‘levar vantagem em tudo’, cobiça da propriedade alheia, falta de compromisso com a palavra dada e contratos, levam à desagregação, aos conflitos sociais permanentes, de onde nascem à corrupção generalizada e o desinteresse ao empreendimento, tanto individual como coletivo.

As verdades do evangelho são mais atuais e necessárias que se podia imaginar. Vemos que a igreja hoje é fundamental e imprescindível em qualquer sociedade, por ser a agência que deve, prioritariamente, propagar e difundir tais valores.

Sem Deus o homem está sem rumo, sem destino, sem referencial, sem valores. É a instituição negativa onde cada um tenta sobreviver por si próprio, tirar vantagem de tudo e de todos. Parece que vivemos este filme aqui no Brasil. Infelizmente!”

O texto nos fala que a igreja cristã tem um papel importante na difusão de valores dos quais a sociedade não pode abrir mão, caso queira se desenvolver. E aí entram alguns questionamentos: Será que a igreja está cumprindo esse papel, ou está se preocupando apenas com os seus membros? A igreja está preocupada em ser a “consciência da sociedade”, ou ela está praticamente alienada do que acontece além das quatro paredes? Será que a igreja está instruindo os membros a serem bons cidadãos? Será que se ora constantemente pelas autoridades constituídas?

Deixo estas perguntas para que analisemos nossa atuação na sociedade, para ver se estamos cumprindo o nosso dever para que os princípios e valores supracitados sejam inculcados em nossa sociedade, e para que alcancemos mais desenvolvimento e tranquilidade em nosso querido Brasil.

Para finalizar, chamo a atenção para as eleições deste ano, solicitando aos eleitores para que sejamos criteriosos, a fim de eleger candidatos comprometidos com os princípios esposados pela Bíblia.

Pr. Carlos Trapp

31 de março de 2018 / carlostrapp

A morte de Jesus

A morte de Jesus Cristo

Se analisarmos o Evangelho de João, a partir do capítulo 18, vamos ver que Jesus se encontra no jardim do Getsêmani, onde é preso. Depois é levado a Anás, sumo sacerdote e sogro de Caifás. Em seguida, temos o relato de que um dos apóstolos, Pedro, que nega Jesus, fato que se repete, após o interrogatório de Anás em relação a Jesus. Depois temos Jesus perante Pilatos que também o interroga.

Já a crucificação é narrada no capítulo 19, a partir do versículo 17, e diz assim: “Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico, onde o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. Pilatos escreveu no cimo da cruz, e o que estava escrito era: Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus. Muitos judeus leram este título, porque o lugar em que Jesus fora crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego. Os principais sacerdotes diziam a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, e sim que ele disse: Sou o rei dos judeus. Respondeu Pilatos: O que escrevi escrevi.

A morte de Jesus é relatada a partir do versículo 28, e diz o seguinte: “Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede! Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissopo, lha chegaram à boca. Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito”.

Agora, você pode perguntar: por que tudo isso aconteceu? Foi para redimir, salvar e perdoar a humanidade.

Com a queda de nossos pais, Adão e Eva, todos se afastaram de Deus. Mas logo Deus prometeu um Salvador, que está registrado em Gênesis 3.15, que viria para reconciliar a humanidade com Deus.

Inclusive, essa ação voluntária fez parte da salvação. Até o fato de Jesus repreender Pedro para não reagir à sua prisão. Então, foi um ato de amor, de boa vontade, a fim de redimir todos os pecadores, entre os quais estamos incluídos.

Que possamos refletir nisso, ou seja, no grande amor de Deus para conosco, crer no amor de Jesus, aceita-lo como Senhor e Salvador, e estar cientes de que isso vai causar uma revolução em nossa vida, pois vai envolver arrependimento, mudança da nossa vida (nossa natureza), que afetará nosso comportamento, pois iremos andar em outra direção, sob o senhorio de Cristo.

Que assim seja!

Carlos Osmar Trapp, pastor batista (OPBB/3650) e jornalista (DRT/MS, 928).

27 de março de 2018 / carlostrapp

Bons hábitos

O que é hábito? É algo que você repete, que você está acostumado fazer.
Eu e a Simone, minha esposa, levantamos todos os dias às 05h45, pois dali a 10 minutos vem um programa religioso, que dura cinco minutos, por uma emissora de rádio, que ouvimos pela internet.
Também costumo tomar um limão com água, prática ensinada pelo pastor Lauro Henchen, que me tem feito muito bem.
Após cerca de 20 minutos, comemos frutas (geralmente, banana prata e mamão); em seguida, comemos pão integral e tomamos leite com flocos de aveia, semente de linhaça batida e cevada solúvel.
Após o almoço, que geralmente acontece por volta das 11h30, descansamos, ou seja, das 12 às 13h45, por ser salutar e por não descansar bem à noite, por ser diabético. Também costumo ler, de madrugada, quando a insônia bate, pois consigo espantá-la mediante a leitura.
Falando em leitura, digo que gosto de ler. Inclusive, no início do ano, sugeri, como propósito, a leitura da Bíblia, com mais dedicação, além da leitura de outros livros. Então, em janeiro já li os livros: Pregação bíblica, de Haddon Robinson; Contra a Idolatria do Estado – O papel do cristão na política, de Franklin Ferreira; Entre Mendes, uma biografia do pastor Antônio Mendes, da Primeira Igreja Batista de Atibaia, SP; O perfil do verdadeiro cristão, do pastor Paulo Júnior. Atualmente, estou lendo História da Bíblia no Brasil, de Luiz Antonio Giraldi.
Então, a leitura deve ser um dos bons hábitos das pessoas, pois quem lê sabe mais.
Outro hábito que tenho é me comunicar, por isso coletei, no tempo áureo do e-mail, cerca de 1.200 endereços eletrônicos. Agora, no tempo do WhatsApp, tenho cerca de 900 contatos adicionados.
Ainda no campo da comunicação, sempre investi bastante no uso do telefone, internet. Inclusive, em tempos idos, já usava os Correios, enviando cartas, pois comunicar-se é algo conveniente, ainda mais quando se tem algo bom para transmitir, como o evangelho, além de troca de ideias, reações, sugestões, tanto no campo político como religioso.
Também acrescento que ao assistir TV, como certos programas fornecem um número de WhatsApp, eu fico de olho, eu reajo, dando sugestões ou fazendo questionamentos.
Outro hábito que temos em casa é a prestação de contas mútua. Isso significa que, se não saímos juntos, um presta conta ao outro das aplicações feitas, que também são feitas de comum acordo. Mais um fato importante nesse campo é que não há “dois caixas”, ou seja, tudo o que é ganho vai para um caixa só. Entendemos que isso é salutar, bem como a aplicação austera dos recursos.
Procuramos também observar o hábito da pontualidade, pois alguém já disse que “horário a gente marca para cumprir”. Isso também envolve responsabilidade, pois além de sermos pontuais, devemos dar a devida satisfação quando, por um empecilho, não pudermos cumprir o horário, devemos avisar do atraso, ou não cumprimento do combinado.
Quero lembrar um hábito que adquiri de meu falecido papai, Waldemar Trapp, que é o de ser caprichoso. Papai dizia que “um serviço bem feito vale por dois”. E isso é verdade, pois o que você faz com zelo, com dedicação, com capricho, você não precisa refazer. Até costumo dizer para a Simone que se a gente faz algo deve procurar eliminar todas as chances de dar errado. Sei que não vamos alcançar a perfeição, mas devemos nos empenhar nesse sentido.
Bem, eu poderia citar vários outros hábitos, como a oração, o de ter opinião, o de me expressar, mas quero destacar um que é o de “procurar estar de consciência tranquila”.
A questão da consciência tranquila envolve uma série de fatores, como a certeza da salvação, que deixa a gente numa situação favorável para pensar nas atividades, nos relacionamentos, nas atividades da igreja, da sociedade civil, na política, e assim por diante.
Acrescento aqui que esse certeza está baseada no que Cristo fez por mim, na graça redentora de Jesus, não em mérito meu, pois eu sou um pecador. Então, isso me deixo de consciência tranquila, além de me alegrar e motivar para viver servindo a Deus e ao próximo, como salvo, nunca para me salvar, pois isso Cristo já conseguiu para mim, sem nem um mérito meu, sendo, portanto, imerecido da minha parte.
Eu ainda não citei a Bíblia, mas quanto à boa consciência ela diz que manter fé e boa consciência, caso contrário, vamos naufragar na fé (1Tm 1.19).
Então, devemos ter esse salutar hábito de uma boa consciência e isso depende dos hábitos que citei, onde podem, como já disse, ser acrescentados outros, além da confissão dos erros.
Então, que Deus nos ajude a termos bons hábitos, pois vão nos ser úteis, além de serem bênção para as pessoas com as quais convivemos.
Pr. Carlos Trapp
5 de fevereiro de 2018 / carlostrapp

Em defesa das mulheres!

Há poucos dias, li uma notícia sobre a questão da violência que muitas mulheres são vítimas, e fiquei preocupado com o direcionamento da questão, fato que me fez lembrar de um estadista norte-americano, cujo nome não lembro agora, que disse, certa vez, que “não é possível governar sem Deus”. Quer dizer, sem os valores do cristianismo nenhuma gestão agirá com os devidos acertos.
A questão da mulher é preciso tratar de outra forma. Vejam, estão até esquecendo de que mulher é a Rainha do Lar!
Em todos os sentidos se tenciona tirar a mulher do lar, e deixá-la longe dos filhos.
Por que nós temos tantos problemas na sociedade? Tanta violência, tanta corrupção, entre outros males? É porque os filhos (se ainda os tem) ficam entregues a si mesmos.
Se a mulher tem filhos pequenos ela deve dar prioridade para os mesmos, cuidar bem deles e o marido deve trazer o pão para casa. Isso não é vergonhoso; isso é o ideal. Repito: Ser mãe, ser dona de casa, é algo muito nobre. Aliás, muito bom para a mulher, onde ela se realiza.
Não tem contribuição melhor que a mulher pode dar à sociedade do que filhos bem educados. Pensemos nisso!
Sei que a mulher, quando os filhos já podem andar com suas próprias pernas, pode trabalhar fora, mas quando tem filhos pequenos deve dar prioridade aos mesmos (não vou comentar exceções).
E essa questão da denúncia, já citei para integrantes da Casa da Mulher Brasileira, falando do fato de se os cônjuges tiverem algum problema no relacionamento, procurarem um padre ou pastor; pois não há necessidade de logo fazer uma denúncia, não correr imediatamente para uma demanda, mas buscar o entendimento, porém a sugestão que dei para uma das atendentes da Casa, não foi ouvida. Por isso, repito, que para uma boa gestão é preciso colocar “Deus no meio”.
E por favor não gritem que o “Estado é laico”, pois isso significa apenas que o Estado não deve ter uma religião oficial, mas deve praticar valores, como amor, respeito, honestidade, consideração, carinho, lealdade, e assim por diante.
Eu sou pastor batista e fico triste com essas políticas equivocadas que apenas “parecem ser boas”.
A mulher deve amar a si mesma, cuidar do lar, dar filhos bem educados à sociedade e ser feliz.
Há poucos meses, comemoramos os 500 anos da Reforma Protestante. Eu e a Simone, minha esposa, falamos sobre a esposa de Lutero, a Katharina von Bora, que não fez nenhum ato heroico, não escreveu nenhum livro, mas cuidou da casa e dos filhos, dando condições para Lutero escrever sermões, traduzir a Bíblia para o Alemão, cuidar de aspectos doutrinários, enfim, fazer a obra da reforma da igreja, de cujos benefícios ainda desfrutamos hoje.  Então, esse lado familiar deve ser valorizado, pois é de grande importância.
Pensem nisso, e deixem de querer tirar a mulher do lar, pois lá ela é imprescindível! Lembrem também que Deus precisa estar tanto no lar quanto na política!
Pr. Carlos Trapp
4 de dezembro de 2017 / carlostrapp

A importância da confessionalidade para uma igreja biblicamente saudável

Há poucos dia, passamos por um grande feito na história do mundo ocidental, pois no dia 31 de outubro de 1517, um monge agostiniano fixou no castelo de Wittenberg as famosas 95 teses que abalariam o mundo medieval não somente na teologia, mas também por toda a Europa.
Naquele contexto onde havia uma decadência moral e espiritual que assolava o clero e a sociedade, a Reforma Protestante redescobre o evangelho e não à Bíblia. Uma das grandes preocupações dos reformadores era a reforma da vida, da adoração e também da doutrina à luz da Palavra de Deus conforme descreve um pensador cristão contemporâneo.
Neste ano em que celebramos os 500 anos da Reforma Protestante é de
suma importância buscar uma linha de pensamento teológica que seja
fundamentada nas Escrituras Sagradas e que sirva de parâmetros bem estruturados no nosso labor pastoral e acadêmico. Em dias de fluidez teológica, moral, ética e de pressupostos claros, se faz necessário olharmos para nossa própria história e aprendermos com os nossos pais as ricas contribuições não somente no campo teológico, mas também no cuidado pastoral.
No atual cenário do evangelicalismo tupiniquim, a falta da confessionalidade
para a igreja local contribui em muitos aspectos para o enfraquecimento doutrinal.
Haja visto, que o desconhecimento de doutrinas elementares da fé cristã no seio da
membresia e também daqueles que devem conduzir o rebanho corrobora para a
tese de que a recusa de se criar ou pelo menos de estudar os grandes credos e
confissões históricas que fazem parte da construção teológica ao longo da história
cristã é um desserviço para a atual conjuntura.
Essa abordagem pode parecer para nós batistas como uma romanização da
fé. Nada mais enganoso. Infelizmente há entre muitos batistas certa rejeição sobre
este tema. Porém, a falta de conhecermos nossas raízes históricas é um dos
grandes males que assolam nossa rica tradição confessional. Nela encontraremos
inúmeros documentos que foram escritos por pastores e teólogos ingleses e
americanos ao longo dos séculos XVII e XVIII que serviram para afirmar a fé
objetivamente e orientar o rebanho em igrejas locais.
A importância da confessionalidade na tradição Batista influenciou até mesmo a CBB (Convenção Batista Brasileira) através da Confissão de New Hampshire no início da década de 20 até meados dos anos 80 do século XX. A partir de então, os documentos confessionais foram perdendo sua relevância no meio batista.
Nestes documentos, embora houvesse algumas divergências, tais como
encontramos nos credos e confissões de outras tradições teológicas, ambos
serviram como base para deixar claro os pressupostos teológicos defendidos e
vividos por aquela igreja. O que encontramos hoje é um relativismo em assuntos
centrais da fé cristã como Deus, Cristo, Escrituras e a natureza caída do homem.
que vemos no nosso meio são igrejas teologicamente fracas, eclesiologicamente
pragmáticas e orientadas para o mercado corporativo ao invés da suficiência das
Escrituras. Entretanto, nesta altura é bom afirmar que os credos e confissões não
estão acima da Palavra do Senhor, porém é ingenuidade não entendermos a
relevância dos mesmos para uma igreja biblicamente saudável.
Quando olhamos para as Escrituras observamos diversas passagens que
apontam para importância de se confessar a fé. Conforme podemos observar em:
Dt 6:4-9; Nm 15:37-41; Rm 6.17; 1 Co 1.21; 11.2; 15.1-8; Gl 6.6; 2 Ts 2.13; 3.6; 1 Tm 3.16; Tt 1.9; 2 Jo 9-10, estas e outras passagens servem de fundamento para elaborarmos credos e confissões para as igrejas locais com o intuito de pastoreá-la de forma mais eficaz e de proteger o rebanho de falsos ensinos e heresias destrutivas que tem assolado a sociedade pós-moderna.
Sendo assim, penso que trazer à memória, resumidamente, um pouco de
nossa história poderá ser uma forma de encontrar o antídoto contra o vírus que
adentrou as igrejas através da sua perda da identidade confessional que marcou os
batistas ao longo do tempo.
A caminhada não é fácil, porém, parece-me de grande valor refletir sobre quem somos e para onde iremos como cristãos que amam e zelam por uma igreja Santa, Una, Católica e Apostólica.
Que o Senhor nos ilumine nesta labuta. Amém!
 
Marco Antônio Carvalho, Pastor da CBRio – Comunidade Batista do Rio em Campo Grande, RJ.
4 de dezembro de 2017 / carlostrapp

O legado da Reforma Protestante

No dia 31 de outubro, durante a Sessão da Câmara Municipal, fez uso da palavra, durante 10 minutos, o pastor Daniel Schneider, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, de Campo Grande, a convite do Vereador Veterinário Francisco.
Lembro que o pastor foi aparteado por diversos vereadores que teceram comentários destacando os benefícios que a Reforma Protestante trouxe à sociedade.
Publicamos aqui a mensagem proferida pela pastor, conforme segue:
“Excelentíssimos senhores e senhoras, lhes pergunto:
Qual o benefício, a importância da Reforma Evangélica Protestante para a sociedade?
Se nos atentarmos para os fatos da história, não apenas para o momento atual, encontraremos fortes evidencias de que esta teve um peso significativo para o progresso e desenvolvimento desta em diversos âmbitos: social, político, econômico, educacional e, sobretudo, nas bases sólidas dos princípios e valores cristãos a família e a toda a sociedade.
O cerne da Reforma foi à volta às Sagradas Escrituras, num entendimento aprofun-dado desta, a partir de seus originais e, na centralidade de Jesus Cristo. De que a salvação eterna não é alcançada através das obras, méritos humanos, por mais boas e religiosas que sejam! Ela está alicerçada na obra suprema de Jesus Cristo na cruz do calvário, que morreu por todos nós e ressuscitou ao terceiro dia, para nos dar a verdadeira esperança pós-morte. Portanto, cuja justiça humana, não pode comprar nem barganhar com Deus. Somente pela justiça satisfeita por Jesus Cristo, pelo seu sangue derramado podemos ser salvos.
Há que, todavia afirmar, Lutero não só redescobriu o Evangelho de Jesus Cristo, e abriu caminho para que todos tivessem acesso à Bíblia em sua língua materna. Ele trouxe um entendimento integral do ser humano e da vivência de sua fé cristã para dentro da sociedade. Sendo assim, teve implicações praticas e éticas no mundo.
Lutero entendeu que a fé cristã deve ser ativa no amor para com todos indistintamente. E que cada cristão deve ser um sacerdote de Deus servindo ao seu próximo na sociedade. Isto é, no seu entendimento, não se serve a Deus apenas na igreja, no monastério, convento, pelo contrário. Parafraseando Lutero: “Se queres realmente servir a Deus então se case, constitua família, seja bom cidadão, patrão ou empregado, honesto, justo e demonstre na vida que és cristão de verdade.”
Ele deu grande valor à educação, incentivando o ensino, a ciência, a arte, a música. Ele mesmo foi um exímio doutor em teologia ensinando nas cátedras de sua época.
Inclusive, no legado que a Reforma trouxe, ao lado da construção de igrejas, vieram as escolas, muito comum no meio do povo luterano protestante, reformados, advindos da imigração alemã em diversos lugares do Brasil.
Lutero entendia que não há uma separação entre a vida espiritual e cotidiana, Deus age tanto no reinado secular como no espiritual. Ele é o Senhor da história. Isto o fez valorizar e, sabiamente orientar que o Estado – com suas autoridades governamentais, civis, tem o papel de ser promotor da paz, da ordem, do direito e da cidadania. Todas as autoridades, por serem postas por Deus, devem ser respeitadas e obedecidas.
Conquanto, o façam com a consciência de que um dia terão de prestar contas de seus atos diante do supremo Juiz e Senhor Jesus Cristo.
Ademais, destaco que a Reforma Evangélica Luterana tem ainda uma grande e importante contribuição aos tempos hodiernos.
Segundo o filosofo e escritor Zygmunt Bauman, vivemos tempos líquidos, ou seja, onde tudo é regido pela sociedade de consumo e nada é feito para durar. Portanto, todos os sólidos, valores e princípios éticos, morais cristãos devem cair por terra, inclusive as instituições tradicionais, sobretudo a família e a igreja.
Urge conscientizar-nos que uma sociedade a-ética, a-moral não subsiste a si própria. A Reforma Protestante nos pode ajudar a não perdermos estes sólidos referenciais que permeiam e sustentam a vida e a ordem social.
Finalizo com o Salmo 33.12: “Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para sua herança.”
Obrigado a todos.”