“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mt 5.16).
Justiça é um clamor que vem de todos os segmentos sociais de nosso tempo. O trabalhador quer justiça na paga do seu trabalho. O que perdeu um familiar, vitimado pela irracionalidade ou inconsequência de alguém, exige justiça na punição do culpado. Justiça social é outra expressão que ganha corpo em meio às crescentes desigualdades entre ricos e pobres. Os homens, com frequência, declaram a sua autojustiça, coletam méritos, e se proclamam justos aos seus próprios olhos.
Os discípulos, os humildes de espírito, que choram e são mansos, renunciam não somente aos seus direitos, como também a esta falsa pretensão de justiça própria. São pessoas realistas: não possuem nada a apresentar diante de Deus. Tem fome e sede, e estão de mãos vazias. Sabem que, se submetidas ao esquadro de Deus, serão achadas fora de linha, em descompasso e em falta para com a vontade de Deus.
Os desejos gerados pela fome e pela sede são de difícil controle. E ressurgem a cada novo dia, ainda que satisfeitos. Por isso Cristo diz, no “Sermão do Monte”, que os que têm fome e sede de justiça – desejo incontido e renova-do – serão fartos. Mas, o que seria essa justiça de que fala Jesus? Essa justiça é o atributo daquele que é declarado “justo”, sem culpa, pelo eterno Juiz, de acordo com a sua norma de direito. É a capacidade de declarar inocente ao culpado. Nenhum homem, por melhor que se julgue, é capaz de cumprir os requisitos da justiça divina. Mas essa justiça é atribuída por causa da morte substitutiva de Cristo. Com o seu sacrifício, Cristo satisfez a exigência da justiça divina em nosso lugar e agora nos transfere a sua perfeita justiça. E pela fé nos apropriamos dessa justiça.
Por isso Cristo diz que todo aquele que buscar a sua justiça, como o faminto busca o pão e o sedento busca a água, esse será farto, receberá esse presente de Deus.
Se quisermos apresentar diante de Deus a lista dos nossos méritos e brandirmos ante os seus olhos a nossa justiça pessoal, seguramente seremos reprovados. Mas se nos apresentarmos diante do Pai armados com a justiça que Cristo conquistou em nosso lugar, ele nos abrirá as portas do céu e nos receberá com alegria na ternura do seu coração e no aconchego caloroso de seus braços. A mesa da justiça de Deus está posta, farta, abundante, plena. Cristo já pagou a conta com o Pai. Quer que joguemos ao lixo a nossa pobre autojustiça, nos sentemos à sua mesa para recebermos o presente que ele nos dá: sua justiça, vida, perdão e salvação. E para a sua festa todos são convidados – inclusive você! Amém!
Romeu Müller, pastor luterano
No jornal Cidadão Evangélico de novembro, falamos que iríamos divulgar algo sobre o Dia da Bíblia e sobre a exposição de parte do acervo do Museu da Bíblia, que fica em Barueri, SP.
Quanto à exposição de parte do acervo do Museu da Bíblia, de 09 a 16 de dezembro, já está confirmado que será no Armazém Cultural, que fica na área contígua da Feira Central, e terá a seguinte programação:
CRONOGRAMA DE ATIVIDADES:
Abertura oficial do evento: 09 de dezembro de 2018 – às 16h
Período de visitação:
De terça a sexta-feira, das 16h às 22h
Sábado e domingo: das 10h às 22h
Encerramento: 16 de dezembro, às 22h
Dia da Bíblia, segundo domingo de dezembro, dia 09
Sugerimos a todas as igrejas que o comemorem condignamente.
Informações quanto às comemorações podem ser encontradas no site: diadabiblia.org.br
Qualquer dúvida, podem entrar em contato comigo, Carlos Trapp, pelo fone 9.9998.4285
Como sabemos, estamos em campanha eleitoral para presidente, deputados federais, estaduais, senadores e governador.
A campanha para presidente está acirrada. Há alguns dias, surgiram movimentos de mulheres favoráveis e contrárias ao candidato Jair Messias Bolsonaro, que concorre à presidência da República pelo PSL.
Pesquisei um pouco sobre o assunto e logo de início notei que o grupo de mulheres em Campo Grande, que está querendo realizar uma concentração contrária ao candidato, nas informações sobre o evento chama Bolsonaro de “Coiso”.
Para mim, já estão começando mal. Defendo a liberdade de todos se manifestarem, mas sem agredir a pessoa; pode-se discordar da pessoa, mas nunca atacar a pessoa. E chamar Bolsonaro de Coiso, não é discordar de alguma opinião ou plano de governo, mas tratar com desrespeito a pessoa, procurando difamá-la. Até costumo dizer que quem costuma jogar lama nos outros, acaba se sujando.
Outro detalhe que deve ser visto são alguns motivos pelos quais esse grupo de mulheres se opõe a Bolsonaro. Um deles é o incidente que houve entre ele e a deputada federal do PT, Maria do Rosário, do RS. Bolsonaro estava dando uma entrevista para a Rede TV, quanto ao estupro coletivo de uma jovem e o posterior assassinato dessa jovem e seu namorado, condenando tal ato e sugerindo a diminuição da maioridade penal, entre outras soluções, quando a deputada se intrometeu na entrevista, defendendo os menores agressores e chamando Bolsonaro de estuprador.
Sei que a reação de Bolsonaro foi um tanto quanto infeliz. Mas temos que ser justos e ver que a agressão inicial foi da Maria do Rosário, atrapalhando uma entrevista, e defendendo malfeitores. A própria Bíblia diz que “palavras duras suscitam a ira”, e esta foi a atitude da parlamentar gaúcha, ou seja, usou atitudes e colocações arbitrárias.
Por outro lado, a mobilização, primeiro nas redes sociais, de mulheres contrárias a Bolsonaro, suscitou as favoráveis, que também estão se organizando e se manifestando. E uma das coisas que enfatizam é que Bolsonaro defende as mulheres. Gravaram até um pequeno vídeo, que pode ser visto aqui: https://www.youtube.com/watch?v=5Qf3IP0_VXA
Convém que ambos os grupos usem de respeito e se preocupem com o bem-estar de nosso país, pois assim exercem a cidadania, como deve ser com todos os brasileiros, homens e mulheres. Desinteresse, portanto, não convém, e isso vale para nós homens também.
Que Deus abençoe a recuperação de Bolsonaro e que a eleição seja uma festa cívica e que a escolha que nós brasileiros temos que fazer no dia 07 de outubro, seja iluminada por Deus!
Carlos Osmar Trapp, pastor batista (OPBB/3650) e jornalista (DRT/MS, 928).
A Convenção Batista Brasileira reunida nos dias 26 a 29 de abril de 2018, na cidade de Poços de Caldas – MG, vem a público expressar seu posicionamento diante de assuntos que estão em voga na atualidade, e que inquietam a Sociedade Brasileira.
• Justiça
Reconhecemos que a impunidade e a injustiça são realidades de nosso país e afetam diretamente nossa sociedade;
Lamentamos que o povo brasileiro sofra tanto pelos efeitos nocivos da injustiça;
Conclamamos os Batistas brasileiros a orarem pelos nossos magistrados, legisladores e por todos que trabalham no âmbito da justiça, para que sejam firmes em suas deliberações e que a justiça seja para todos e não apenas para alguns;
Convocamos os líderes Batistas a promoverem a conscientização dos membros de suas igrejas para que exijam que os magistrados e os legisladores sejam pautados pela ética e verdade, e que tratem a todos com direitos iguais;
Encorajamos todo o povo de Deus a que busque a justiça a partir de um comportamento ético de cada um, mas também de cada igreja, multiplicando assim um comportamento próprio dos que temem a Deus e desejam a prosperidade da nação;
Desafiamos cada Batista brasileiro a agir da forma mais correta possível, rejeitando a famosa filosofia do “jeitinho brasileiro” e abraçando o ideal de justiça expresso pela Palavra de Deus.
• Segurança
Reconhecemos o estado de insegurança em que vivemos em nosso país onde a sociedade é refém da violência;
Lamentamos o aumento significativo dos casos de violência familiar, destacando- se a violência contra idosos, mulheres, adolescentes e crianças;
Conclamamos os Batistas brasileiros a anunciarem o Evangelho com autoridade, na certeza de que somente Jesus Cristo transforma o homem;
Desafiamos as igrejas a refletirem sobre a inclusão social e o combate ao preconceito e desigualdade, propondo ações que promovam a mudança de vidas e do meio em que vivem.
Encorajamos as igrejas e em especial seus líderes a discutirem no âmbito local, regional e nacional as fragilidades, necessidades e possíveis soluções no combate às drogas, um dos maiores incentivadores da violência.
• Intolerância
Reconhecemos que a Liberdade de Consciência é um dos princípios batistas mais preciosos tendo em vista os primórdios de nossa história, onde esta liberdade foi conquistada com muita luta;
Lamentamos que estejamos vivendo em uma sociedade intolerante, onde a liberdade de consciência e expressão é negada a alguns e oferecida a outros;
Conclamamos cada Batista brasileiro a defender o direito de todos de se expressarem garantindo o respeito mútuo até mesmo diante de diferenças que contrariam nossa fé;
Convocamos o povo Batista a aprofundar-se no conhecimento dos fundamentos de sua fé a fim de ter conteúdo para dialogar e expressar seus valores de modo firme ainda que respeitoso;
Encorajamos cada cristão a respeitar o seu próximo, nutrindo o diálogo e valorizando o espírito de solidariedade presente na raça humana. Através disso espera-se obter-se o respeito recíproco dos que pensam diferentemente de nós;
Desafiamos as igrejas batistas brasileiras a vivenciarem o amor de Deus que alcança a todos e expressá-lo em cada momento de nossas vidas, amando ao pecador, mas repudiando o pecado; compreendo as diferenças, mas buscando a unidade em Cristo; olhando para além das aparências.
• Eleições
Reconhecemos que cada Batista é tanto um cidadão dos Céus como também um cidadão brasileiro, e por isso tem um compromisso direto com a sua nação;
Lamentamos o grave momento que vivemos em nossa política governamental em todos os aspectos;
Condenamos a corrupção, considerando-a contrária à vontade de Deus e, portanto, pecado;
Conclamamos os Batistas brasileiros a orarem pelo processo eleitoral de 2018 em nosso país, preconizando o ideal da unidade no Reino de Deus, e a avaliarem com o máximo de atenção os candidatos, preferindo aqueles cuja conduta é adequada de acordo com os critérios Bíblicos.
Convocamos os Batistas brasileiros a votarem de forma consciente, destacando como critério para a escolha de seus candidatos uma vida reconhecidamente ética e que tenham visão do bem comum da sociedade, do valor da família tradicional, da liberdade religiosa, estando tais elementos acima de seus interesses pessoais;
Encorajamos os membros de nossas igrejas Batistas a exercerem a sua cidadania de maneira responsável, sem extremismo ideológico-partidário, e a exigirem de seus futuros governantes ações concretas no combate da corrupção, investimento na melhoria de qualidade de vida de nossa população e a garantirem os direitos de expressão até aqui conquistados pelo povo brasileiro.
Nota: O documento, elaborado por um grupo de batistas, sempre se refere aos mesmos, por isso fazemos essa observação para que se veja inserido quando há a citação dos batistas (Carlos Trapp).
Neste ano, estamos diante de uma eleição para presidente, senadores, governador, deputados federais e estaduais, fato que nos leva a pensar em melhorias para o nosso país, afetado pelos mais variados problemas. E para visualizar isto, cito um texto extraído do site do Fórum Evangélico Nacional Social e Político (Fenasp), que trata de valores e princípios necessários para o desenvolvimento de um país, e fazer um breve comentário após. Eis o texto:
“Há cerca de oito anos, o mundo recebeu a notícia que, o sucesso ou fracasso das nações, não dependia de suas economias ou recursos naturais, mas sim de suas instituições. Essa informação foi a conclusão de uma profunda pesquisa feita através da história comparada das nações, por Douglas North, dos Estados Unidos, que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Economia.
‘Instituições’, segundo North, não se resumem apenas às estruturas jurídicas-legais ou aos sistemas de governos, mas sim aos seus valores, crenças e culturas consensualmente aceitas pela sociedade. É aí que nós entramos.
Como se forma o conjunto de princípios que constituem esta ‘cultura’ de valores? Quem lhes dá forma? De onde vem o ‘jeito’ de viver, de se comprometer, de acreditar em si e nos outros? São forças quase invisíveis que compõem esse quadro, até há pouco tido como inofensivo e sem valor substancial à nação.
A chamada cultura popular é sim a base de desenvolvimento de um país, pois nela se sustentam as demais relações da vida, como mostra North.
Na entrevista dada à revista Veja, ele menciona acreditar serem essas as bases para o desenvolvimento dos países nórdicos, chamados de ‘Ética protestante’.
É nesta seara, nos meandros da sociedade, que trabalham todos os dias, semanas, meses e anos, um exército de pastores, líderes e igrejas em todas as camadas sociais do país. Dos mais ricos bairros a mais carente favela brasileira e até mesmo, nas penitenciárias e casas de detenções.
O quadro desenhado por North a respeito do ambiente necessário ao sucesso de um povo, é no mínimo intrigante e coincide com a interpretação que damos à vida e ao evangelho para o homem comum.
Segundo North, ‘Instituições positivas’ são traduzidas por confiança mútua, ética no trabalho, senso comunitário, valorização social do mérito e do esforço individual, cumprimento dos compromissos. São, por ele, enumeradas como valores que levam um povo à maturidade, ao progresso e à prosperidade.
‘Instituições negativas’ como desconfiança do próximo, valorização do mínimo esforço, esperteza, malícia, a cultura do ‘levar vantagem em tudo’, cobiça da propriedade alheia, falta de compromisso com a palavra dada e contratos, levam à desagregação, aos conflitos sociais permanentes, de onde nascem à corrupção generalizada e o desinteresse ao empreendimento, tanto individual como coletivo.
As verdades do evangelho são mais atuais e necessárias que se podia imaginar. Vemos que a igreja hoje é fundamental e imprescindível em qualquer sociedade, por ser a agência que deve, prioritariamente, propagar e difundir tais valores.
Sem Deus o homem está sem rumo, sem destino, sem referencial, sem valores. É a instituição negativa onde cada um tenta sobreviver por si próprio, tirar vantagem de tudo e de todos. Parece que vivemos este filme aqui no Brasil. Infelizmente!”
O texto nos fala que a igreja cristã tem um papel importante na difusão de valores dos quais a sociedade não pode abrir mão, caso queira se desenvolver. E aí entram alguns questionamentos: Será que a igreja está cumprindo esse papel, ou está se preocupando apenas com os seus membros? A igreja está preocupada em ser a “consciência da sociedade”, ou ela está praticamente alienada do que acontece além das quatro paredes? Será que a igreja está instruindo os membros a serem bons cidadãos? Será que se ora constantemente pelas autoridades constituídas?
Deixo estas perguntas para que analisemos nossa atuação na sociedade, para ver se estamos cumprindo o nosso dever para que os princípios e valores supracitados sejam inculcados em nossa sociedade, e para que alcancemos mais desenvolvimento e tranquilidade em nosso querido Brasil.
Para finalizar, chamo a atenção para as eleições deste ano, solicitando aos eleitores para que sejamos criteriosos, a fim de eleger candidatos comprometidos com os princípios esposados pela Bíblia.
Pr. Carlos Trapp
A morte de Jesus Cristo
Se analisarmos o Evangelho de João, a partir do capítulo 18, vamos ver que Jesus se encontra no jardim do Getsêmani, onde é preso. Depois é levado a Anás, sumo sacerdote e sogro de Caifás. Em seguida, temos o relato de que um dos apóstolos, Pedro, que nega Jesus, fato que se repete, após o interrogatório de Anás em relação a Jesus. Depois temos Jesus perante Pilatos que também o interroga.
Já a crucificação é narrada no capítulo 19, a partir do versículo 17, e diz assim: “Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico, onde o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. Pilatos escreveu no cimo da cruz, e o que estava escrito era: Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus. Muitos judeus leram este título, porque o lugar em que Jesus fora crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego. Os principais sacerdotes diziam a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, e sim que ele disse: Sou o rei dos judeus. Respondeu Pilatos: O que escrevi escrevi.
A morte de Jesus é relatada a partir do versículo 28, e diz o seguinte: “Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede! Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissopo, lha chegaram à boca. Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito”.
Agora, você pode perguntar: por que tudo isso aconteceu? Foi para redimir, salvar e perdoar a humanidade.
Com a queda de nossos pais, Adão e Eva, todos se afastaram de Deus. Mas logo Deus prometeu um Salvador, que está registrado em Gênesis 3.15, que viria para reconciliar a humanidade com Deus.
Inclusive, essa ação voluntária fez parte da salvação. Até o fato de Jesus repreender Pedro para não reagir à sua prisão. Então, foi um ato de amor, de boa vontade, a fim de redimir todos os pecadores, entre os quais estamos incluídos.
Que possamos refletir nisso, ou seja, no grande amor de Deus para conosco, crer no amor de Jesus, aceita-lo como Senhor e Salvador, e estar cientes de que isso vai causar uma revolução em nossa vida, pois vai envolver arrependimento, mudança da nossa vida (nossa natureza), que afetará nosso comportamento, pois iremos andar em outra direção, sob o senhorio de Cristo.
Que assim seja!
Carlos Osmar Trapp, pastor batista (OPBB/3650) e jornalista (DRT/MS, 928).
