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4 de outubro de 2013 / carlostrapp

Esperança em meio ao caos

Em meio a uma generalizada comoção, e apatia por parte de outros, vou procurar escrever sobre parte do que está acontecendo em nosso País.

Sabemos que, há poucos dias, tivemos problemas sérios em diversos presídios. Porém, o problema se estendeu a parte externa com a “greve” de policiais. Além disso, nós temos inúmeros problemas como a corrupção, elevado número de assassinatos, muitos acidentes de trânsito, divórcios, brigas entre vizinhos, falta de confiança em muitos políticos, apatia de eleitores (vejam o elevado número de abstenções na última eleição), e assim por diante.

Às vezes, a esperança até reacende, como aconteceu com o impeachment da Dilma, mas também não temos visto grandes mudanças com o atual governo.

Além disso, setores da população, como lideranças eclesiásticas, também não reagem como deveriam. O silêncio dos bons é um dos piores males que podemos sofrer.

Falando em indiferença, cabe citar o texto do pastor Martin Niemöller, um dos combatentes do nazismo, do quanto é nocivo ficar de braços cruzados:

E não sobrou ninguém

Quando os nazistas levaram os comunistas,

eu não protestei,

porque, afinal,

eu não era comunista.

 

Quando eles prenderam os sociais-democratas,

eu não protestei,

porque, afinal,

eu não era social-democrata.

 

Quando eles levaram os sindicalistas,

eu não protestei,

porque, afinal,

eu não era sindicalista.

 

Quando levaram os judeus,

eu não protestei,

porque, afinal,

eu não era judeu.

 

Quando eles me levaram,

não havia mais quem protestasse.

 

Assim como aconteceu com Niemöller, temos a tendência de pensar que não vamos ser atingidos. E mesmo que não sejamos atingidos, temos que ser altruístas e lutar pelos outros, pelo que é certo e útil à sociedade.

Como podem ver, estou destacando a impunidade e a reação que devemos ter em relação a isso.

Se olharmos os relatos bíblicos dos primórdios da nossa História, vamos ver que Deus, logo após o Dilúvio, implanta a pena capital, justamente para inibir a criminalidade. O extremo rigor não parte de um Deus sanguinário, mas do Criador que desejava, a todo o custo, evitar o derramamento de sangue inocente.

E assim devemos entender as questões hoje, ou seja, leis rigorosas são para inibir a criminalidade; sendo que acontece o contrário, ou seja, as leis são brandas, levando ao aumento do banditismo.

Ainda tenho que lembrar que além da impunidade, tem outro agravante em nosso País quanto às leis. É o caso de leis injustas, arbitrárias, como é o caso do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo; a liberação do aborto até ao terceiro mês, além do fomento da promiscuidade entre adolescentes e jovens, com a distribuição de camisinhas, sem falar da desconstrução da heteronormatividade, que afeta diretamente às famílias, que sofrem, com isso, as consequências.

A violência nas escolas, em grande parte, é fruto de lares desestruturados. São brigas entre alunos, agressão aos mestres, distância entre pais e alunos, baixo aproveitamento escolar devido ao desinteresse pelo saber, e assim por diante.

Nesse caos também é preciso citar o movimento laicista que procura excluir Deus de tudo. Basta dizer que as campanhas do governo contra a Aids não tem a devida ética, e que deveriam estar baseadas na abstinência do solteiro e na fidelidade do casado, para ser taxado de religioso, e ver sua ideia rechaçada. E assim que acontece em outras áreas, tendo a postura de “Fora, Deus”, em tudo que tem vínculo com valores cristãos.

Mas eu falei em esperança! E essa reside no fato que nem todos tem essa postura nociva, pois há pessoas cristãs que seguem a Palavra de Deus, com seus valores éticos e morais.

O que nós cristãos precisamos fazer, nessa situação de impunidade, corrupção, criminalidade, violência, desrespeito, em primeiro lugar, é orar; em segundo lugar, precisamos ser mais ousados, mais politizados, mais cidadãos, pois sabemos que, mesmo pregando o evangelho, nem todos se converterão, por isso deve entrar o rigor e a justiça da lei para uma sociedade mais humana.

Carlos Osmar Trapp – pastor batista (OPBB/3650) e jornalista (DRT/928 MS).

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