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6 de maio de 2022 / carlostrapp

Seleção, treinamento e envio depessoas para o campo missionário

O que você como pastor, líder faz quando um membro da igreja te procura pedindo ajuda e orientação para ir para o campo missionário? Seja dentro ou fora do Brasil. Uma vez que você é responsável por isso e a sua decisão fará toda a diferença na vida dessa pessoa agora e para o resto da sua caminhada, penso que vale a pena entender como isso pode ser feito de maneira responsável e eficiente.
Existe algum texto bíblico que nos ajuda a entender o princípio bíblico para a seleção? (At 13:1-4). A liderança deve buscar o Senhor com jejum e oração (v. 2; A liderança precisa ser sensível a voz do Espírito Santo (v. 2); A liderança deve oferecer o melhor para missões (v. 2). A Igreja de Antioquia enviou o seu melhor. O que eu escuto geralmente é que o melhor precisa ficar aqui e ajudar a fortalecer ainda mais a nossa comunidade local. Meu amado isso é um grande pecado!
Segunda coisa que preciso observar é que todo e qualquer candidato ao campo missionário precisa demons-trar essas marcas de maneira muito clara: 1. Demonstrar convicção de ser salvo; 2. Precisa apresentar constante crescimento na vida cristã; 3. Deve ter um caráter aprovado; 4. Deve ter convicção de chamado; 5. Deve ter um espírito disposto a aprender; 6. Deve ser submisso à liderança; 7. Deve ter o reconhecimento da igreja; 8. Deve ter a unção do Espírito Santo; 9. Deve ter autoridade espiritual; e 10. Deve ter as qualidades bíblicas para o ministério. Se você como líder tem dúvidas, ainda não é hora de aprovar e enviar. Precisa ter convicção que é a pessoa certa e que está em obediência a Deus.
Terceiro, como deve ser o processo de seleção? No nosso caso, já fazemos isso há 22 anos e tem dado certo. Aí vai o que e como fazemos.

  1. Entrevista com o mi-nistro de missões. Aqui a pessoa precisa conhecer as regras do jogo. Isto é: quais são os passos a serem dados? O que preciso fazer para chegar ao campo missionário;
  2. Elaboração do projeto de 5 anos. Esse projeto precisa falar: Vai para onde? Vai fazer o que? De que maneira vai fazer? Que resultados se espera nos próximos 5 anos de trabalho? Quanto isso vai custar?;
  3. Apresentação do candidato ao Conselho Missionário. O Conselho tem o poder de decisão para aprovar, vetar e orientar no encaminhamento. Isso dependerá da seleção, do treinamento, campo de atuação, apresentação do projeto, verbas disponíveis e outras séries de fatores que venham contribuir para o bom andamento da expansão da obra missionária; Bateria de Testes psicológicos. Cada candidato será submetido a uma bateria de testes por um profissional, com o objetivo de auferir ao candidato o credenciamento no processo de preparação para o campo missionário. Essa bateria de testes deverá acontecer no máximo no último ano de preparação do candidato;
  4. Agência Missionária definida. Uma vez aprovado pelas etapas anteriores, o candidato é encaminhado a entrar em contato com a agência missionária necessária e mais conveniente para realizar a parceria com a igreja; Quando o candidato fecha com uma agência missionária está muito perto de ir para o campo missionário. Falta pouco agora.
  5. Adoção de PGM (Pe-quenos Grupos Multiplicadores). Todo missionário(a) precisar ser adotado por pelo menos um PGM. Que irá orar por ele(a), oferecer cobertura espiritual, manter uma boa comunicação, divulgará nos PGMs as informações necessárias do bom andamento do trabalho missionário no campo, bem como apoiará na eventual visita à cidade quando da sua visita ou mesmo do seu retorno;
  6. Culto de envio. Essa é a última etapa antes do candidato partir para o campo missionário. Será fundamental para igreja que o candidato seja apresentado, que haja um momento para apresentação de um clip do candidato e sua família compartilhando sobre suas etapas ou trajetória vivenciada na igreja local, um momento de intercessão por ele(s), a bênção dos membros do PGM e da igreja.

Como podemos treinar melhor nossos candidatos ao campo? Jesus treinou seus discípulos (Mc 1.17). Paulo treinou seus companheiros (At 15:40; 16:1-3; 18:18; 20:4; 21:16). Precisamos cuidar muito bem das seguintes áreas: 1. Espiritual (Formação de caráter, família, aconselhamento e mordomia, vida devocional, como trata com o pecado e as tentações etc.); 2. Teológica (precisam ter um curso teológico reconhecido pela Abibet); 3. Missiológico (Teologia Bíblica de Missões, História das Missões, Contextualização, Costumes, Culturas e Religiões e Antropologia); 4. Ministerial (descobrir seus dons e talentos e colocá-los em práticas primeiramente aqui na igreja local, com o propósito de obter o reconhecimento.
É muito importante observar: história pregressa, família origem, relações interpessoais, relações matrimoniais, filhos, motivação, como lida com tensões, administração do tempo, administração das finanças, situação jurídica e legal, situação sentimental); 5. Treinamento Complementar (isso depende do local que irá – enfermagem, primeiros socorros, sobrevivência, linguística, língua, economia, mecânica etc.).
Você já percebeu que ir para o campo missionário não pode ser uma aventura, um passeio, uma fuga, ou seja, lá o que se passa na mente de uma pessoa. Mas a responsabilidade e o privilégio da obediência a Cristo Jesus. Por isso, precisamos fazer o melhor ao nosso alcance.

Pr. Djalma Prazeres de Jesus Albuquerque

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