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19 de dezembro de 2013 / carlostrapp

Salvação aplicada pelo Espírito Santo (?!)

É dezembro, mês em que comemoramos o nascimento de Jesus.

Então, nada mais justo que falar sobre a salvação, imerecida, trazida por Jesus.

E para dar destaque a isso eu quero, quebrando uma regra (não costumo abordar questões doutrinárias no Jornal), aqui, qual bereano, analisar uma afirmação do Pr. Hernandes Dias Lopes, no artigo que publiquei à página 11, sob o título “Salvação, dom inefável de Deus”, que ele descreve, magistralmente, porém, no último parágrafo ele diz o seguinte: “A salvação é um dom inefável de Deus. Foi planejada por Deus Pai, executada pelo Deus Filho e aplicada pelo Deus Espírito Santo.”

Primeiro, quero dizer que pensei bastante sobre o assunto, se abordaria isso ou não. Por outro lado, não quero me indispor com os que pensam de modo diverso, incluindo o próprio articulista. Quero, com o devido zelo, mostrar que devemos examinar tudo para ver ser se “de fato é assim” (At 17.10).

O articulista, como já disse, discorre de modo claro a salvação, destacando que é pela fé, e não pelas obras, e que essas são uma conse-quência da salvação. Mas deixa a entender que o ser humano é passivo nesta questão, pois fala que a salvação é “aplicada pelo Deus Espírito Santo”.

Mas como seria isso? É aplicada aos que ouvem e creem, por decisão dos ouvintes, ou é aplicada de forma unilateral pelo Espírito Santo, sem a decisão/aquiescência da pessoa?
No livro de Atos, Paulo procura “persuadir” seus ouvintes (18.4; 19.8). Creio que este é um dos motivos pelos quais podemos dizer que a pessoa pode ouvir a Palavra de Deus e decidir aceitá-la ou não. Aliás, em outros textos vemos pessoas crendo, outras, rejeitando a Palavra (At 28.23,24), sinal, mais uma vez, que têm poder de decisão.

Outra, se é o Espírito Santo que aplica a salvação sem o consentimento, sem a participação da pessoa, então, como entender que Ele não aplica isso a todos, pois “Deus deseja que todos sejam salvos”?

Além disso, há outros textos que falam da responsabilidade humana. Jesus declara, em determinado contexto, que pessoas “não queriam vir a Ele para ter vida” (Jo 5.35). Em outra parte, fala, referindo-se à cidade de Jerusalém, que Jesus quis ajuntar seus moradores “como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e eles não quiseram” (Mt 23.37).

Ora, em todos esses textos fica destacado que aparece a vontade das pessoas, o seu poder, a sua capacidade de decidir, por isso, Jesus as responsabiliza.

Agora, repito, se a salvação é uma ação unilateral do Espírito Santo, como o ser humano pode ser responsabilizado de não crer?

Quanto à decisão caber ao ser humano, ao ter contato com o Evangelho, não se trata de mérito em relação à salvação, pois a fé é depositada em Jesus, na Sua graça salvadora, não no ser humano, ou na sua ação. Por exemplo: Eu creio que vou para o céu, de graça, imereci-damente, por Jesus. Quer dizer: eu não creio em mim, mas em Jesus. Apenas destaco que a responsabilidade de crer é minha, que a fé não é aplicada sem passar pela vontade humana, que o ser humano é ativo na salvação, e que Deus deseja que todos O sirvam voluntariamente. Ou alguém discorda (vejam que é a vontade que está em jogo)?

Então, caro leitor, se você ouvir o Evangelho, que é a boa notícia, já destacada aqui que Jesus veio a este mundo, cujo nascimento comemoramos neste mês, para salvar todas as pessoas que creem Nele, não perca esta oportunidade e creia em Cristo como seu Senhor e Salvador.
Explicando isso um pouco mais, digo que Deus criou Adão e Eva, os nossos pais, que pecaram e se afastaram de Deus. Porém, esse mesmo Deus, que ofenderam voluntariamente, prometeu que enviaria Jesus para os salvar dos seus pecados, reconciliando-os e lhes dando o perdão dos pecados, enfim, a salvação imerecida em Jesus, fato que aconteceu com a vinda, morte e ressurreição de Jesus.

Bem, posso achar leitores que discordam de mim quanto à “aplicação unilateral ou não da salvação”, mas creio que todos vão concordar comigo que devemos pregar o Evangelho, pois é uma ordem de Jesus (Mc 16.15; Mt 28.19). E você que for alcançado pela mensagem do Evangelho, deve crer nela e aceitar o presente divino que é Jesus, que significa salvação e vida eterna.

Que assim seja!

Pr. Carlos Trapp

One Comment

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  1. Rene Alvarez / fev 5 2017 8:32

    Gostaria, se me permite, fazem um comentário sobre seu entendimento;
    quando a biblia fala na questão do CRER, creio que ela está se referindo a salvação do REINO DE DEUS,e não a salvação eterna.
    Reino de Deus não é a mesma coisa de salvação eterna,,,,,pense nisso.
    Fique com Deus.

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