
Confira na íntegra a edição de Março/2025 do Jornal “Cidadão Evangélico”.
Certa vez, escrevi um artigo com o seguinte título: “Em situação de risco”, citando várias situações em que podemos estar em risco, e uma delas que citei é a questão de onde vamos passar a eternidade.
Costumo dizer que estamos neste mundo por breve tempo, ou seja, em torno de 70, 80, 90 anos. Outros morrem em idade inferior. Enfim, para morrer basta estar vivo e o importante é viver com certeza da salvação, pois sem esta nosso destino eterno não é a salvação (quem avisa, amigo é).
O motivo de usar o texto publicado na Ultimato Online, de autoria de Henrique-ta Rosa F. Braga, é porque é necessário alertar as pessoas quanto à eternidade, pois onde ‘cai a árvore, ali ela fica’, ou seja, na eternidade não pode passar de um lugar para outro. Portanto, céu ou inferno se escolhe aqui.
Aproveito para perguntar ao leitor: Você tem certeza da salvação? Jesus é teu Salvador e Senhor?
Para saber mais sobre isso convém ler a Bíblia.
Agora, vamos ao texto publicado na Ultimato Online:
“Era uma manhã quente, mas cinzenta. No enorme salão de uma fábrica de tecidos para onde afluíam as peças de fazenda para serem revistadas, carimbadas e enfardadas, um jovem operário de 20 anos lidava automaticamente com o alvo tecido. Seu pensamento, porém, estava preso a algo que se passara na véspera, na pequena igreja batista local. O pastor, o Pr. A. B. Deter, após haver pregado um poderoso sermão evangelístico, lançara um comovente apelo ao auditório e numerosas pessoas haviam se decidido por Cristo. O fato ainda o emocionava e levou-o, pela imaginação, à Escola Dominical que frequentara na infância. Recordou com saudade os companheiros de classe, viu-se novamente no seio da família, em companhia dos pais, evocou a figura dos irmãos menores que a morte levara.
Nascido na Rússia, perto de Moscou, de pais letos, viera para o Brasil em 1897, aos oito anos incompletos. Vivia no momento em Jundiaí, São Paulo.
As recordações sucediam-se e o artesão nem se dava conta do ambiente sufocante, do tempo que corria e do tecido que maquinalmente lhe passava pelas mãos.
Repentinamente, como que por encanto, cessou a evocação e uma doce calma o invadiu. A seguir, em audição mental, ouviu uma música para ele desconhecida, mas que se desenhava clara e nítida, solene e lenta, gravando-se-lhe indelevelmente na memória. A melodia foi repetida inúmeras vezes. Trauteou-a o dia inteiro, procurando dar-lhe um texto.
À noite, regressou ao quarto em que morava, nos fundos do templo. Sentou-se à mesa e lançou no papel os versos que lhe haviam aflorado à mente na fábrica, para acompanhar a melodia. Não sabendo música, não pôde registrar também a linha melódica. Esta só foi reduzida a notas, na pauta, muitos anos depois por gentileza da filha do seu pastor.
O hino tão espontaneamente composto por João Diener, letra e música, foi pela primeira vez cantado, em público, na Igreja Batista do Alto da Serra, em São Paulo, num culto em que pregou o rev. Bagby e no qual foi solista o próprio autor.
A divulgação deste hino foi rápida. Primeiro, nas igrejas batistas; depois, nas igrejas de outras denominações. Figura hoje no Cantor Cristão sob o número 259 e no Hinário Evangélico sob o número 223.
Nas mãos de Deus, tem servido como instrumento para a conversão de muitas almas.
Aqui estão as cinco estrofes do hino 259 do Cantor Cristão:
- Ao findar o labor desta vida, quando a morte a teu lado chegar, que destino há de ter a tua alma? Qual será no futuro o teu lar?
Meu amigo, hoje tu tens a escolha: Vida ou morte, qual vais aceitar? Amanhã pode ser muito tarde, hoje Cristo te quer libertar.
- Tu procuras a paz neste mundo em prazeres que passam em vão, mas na última hora da vida eles já não te sa-tisfarão.
- Por acaso tu riste, ó amigo, quando ouvistes falar em Jesus, mas é só ele o único meio de salvar pela morte na cruz.
- Tens manchada a tua alma e não podes, nunca, ver o semblante de Deus; só os crentes com corações limpos poderão ter o gozo nos céus.
- Se decides deixar teus pecados, e entregar tua vida a Jesus, trilharás, sim, na última hora, um caminho brilhante de luz”.
Conta-se que diversas pessoas, ao passarem em frente a um templo e ouvirem esse hino ser cantado, entraram no templo e foram convertidos.
Aproveito para destacar os hinos dos nossos hinários, pois foram escritos por pessoas dedicadas a Deus, além de muitos terem conhecimento do vernáculo, de teologia, enfim, as qualidades para o surgimento de um belo e edi-ficante hino.
Lamento que muitos estejam deixando de lado os belos e edificantes hinos dos nossos hinários. Desafio o leitor a fazer o contrário, ou seja, valorizar os nossos hinários.
Eis aí o desafio para ter certeza do nosso destino eterno.
Jesus já fez a sua parte vindo a este mundo para nos salvar, imerecidamente.
Pr. Carlos Trapp

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Confira na íntegra a edição de Janeiro/2025 de O Cidadão Evangélico: Clique Aqui!
A prisão do General Braga Netto, acusado de “suposta” obstrução da justiça, é mais uma prova de um regime jurídico-ditatorial em plena operação no Brasil.
A fantasia de golpe foi criada com o único propósito de perseguir opositores políticos, com a mais alta corte do país, tornando-se o guardião desse regime autoritário.
Enquanto General de quatro estrelas é preso sem provas concretas, em uma acusação vaga e imprecisa, vemos que outros, mesmo com evidências claras de ilícitos, seguem livres e, em alguns casos, chegam até mesmo à presidência.
A inversão de valores é gritante: a justiça no Brasil parece ser seletiva, onde a culpa é presumida para a oposição e a inocência é dada a quem representa o outro lado do espectro político.
É fundamental que o Brasil retome a normalidade jurídica, onde a culpa só seja atribuída após um processo judicial legítimo.
Meu posicionamento é claro: se alguém é julgado e a culpa é provada, deve ser punido.
No entanto, não podemos aceitar prisões políticas antes da condenação, sem a devida apuração e respeito ao devido processo legal.
A perseguição política em nome de um suposto “golpe” precisa ser combatida, pois o verdadeiro golpe é o que está sendo desferido contra a democracia e os direitos dos cidadãos que ousam pensar diferente.
Dr. Luiz Ovando, Deputado
Federal (PP/MS)
O livro de Provérbios foi escrito por Salomão, rei de Israel. No seu reinado, Israel chegou ao apogeu da glória, da riqueza e da fama. No capítulo 29 de seu livro, Salomão oferece alguns conselhos àqueles que governam. Vejamos:
Em primeiro lugar, um governante perverso é um tormento para o povo (Pv 29:2). “Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo suspira”. O governante perverso é aquele que oprime o povo com leis injustas, com impostos abusivos, com abuso de poder. Em vez de servir ao povo, se serve do povo. Em vez de trabalhar pelo bem do povo, trabalha para locupletar-se. Em vez de coibir o mal, promove-o. Em vez de ser o braço da justiça, torna-se o chicote do flagelo.
Em segundo lugar, um governante taxador de impostos transtorna a terra (Pv 29:4). “O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna”. O governante precisa ser um facilitador do enriquecimento do povo, e não um explorador do povo. Deve viabilizar meios para o crescimento econômico da nação em vez de estancar o progresso da nação, pela imposição de impostos abusivos. Um governante que mata o livre comércio, emperra o empreendedorismo, sufoca os empresários, enfraquece as empresas, promove o desemprego e busca meios de sobrecarregar o povo com mais e mais impostos transtorna a terra.
Em terceiro lugar, um governante cujo trono está rodeado de mentirosos torna-se uma escola de perversidade (Pv 29:12). “Se o governante dá atenção a palavras mentirosas, virão a ser perversos todos os seus servos”. Um governante é uma bênção ou uma maldição. Inspira virtude ou perversidade. Promove a verdade ou incita a mentira. O governante que dá atenção a palavras mentirosas e se cerca de bajuladores, acaba criando em seu palácio uma escola de crimes e perversidades.
Em quarto lugar, um governante precisa tratar a todos com igualdade em vez de favorecer os poderosos (Pv 29:14). “O rei que julga os pobres com equidade firmará o seu trono para sempre”. Há governantes populistas que enganam o povo com seu discurso em favor dos pobres, mas favorecem os poderosos. Oferecem um agrado ao pobre para se perpetuarem no poder, mas abrem os cofres da nação para os mais abastados. Falam de justiça, mas têm dois pesos e duas medidas, mostrando aos seus ricos comparsas os favores da lei e ao povo sofrido pelo descuido do Estado os rigores da lei.
Em quinto lugar, um governante corrupto destrói a si mesmo e se torna omisso diante dos crimes (Pv 29:24). “O que tem parte com o ladrão aborrece a própria alma; ouve as maldições e nada denuncia”. A governança tem seus privilégios, mas, também, suas tentações, como por exemplo a tentação do enriquecimento fácil e ilícito. A tentação de juntar-se a ladrões de colarinho branco. A tentação do surrupiar o erário público ou usá-lo de modo perdulário. O governante que está preso no cipoal da corrupção ouve os desmandos nos escalões de sua administração e nada denuncia, porque também está comprometido com o esquema criminoso.
Que esses conselhos que emanam da Palavra de Deus há três mil anos, sejam um alerta para os governantes da atualidade!
Rev. Hernandes Dias Lopes

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Hoje, é o Dia de Ação de Graças. A comemoração surgiu nos Estados Unidos da América (EUA), com a imigração dos Pais Peregrinos, que vieram da Inglaterra, fugindo da perseguição religiosa, e aportaram em Plymouth, Massachussets, que no primeiro ano perderam metade dos 102 imigrantes por causa das intempéries, mas no ano seguinte tiveram colheitas fartas, o que os levou a agradecer efusivamente.
Hoje, os americanos viajam e se visitam em gratidão; amanhã, é o dia de fazer compras com preços bem acessíveis.
Que tal termos um dia de gratidão no Brasil, também?

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O cristão não é neutro na política. Ninguém o é. O ser humano é político, querendo ou não. Seja qual for sua escolha, será sempre uma escolha política. Pode escolher bem ou escolher mal, sua escolha será sempre uma escolha política. Se escolher mal, por ignorância, é massa de manobra no sistema; se escolher mal deliberadamente, é parte do sistema. Porém, se sua escolha é governada por princípios e vai de encontro ao sistema, agirá como um defensor da contracultura, inconformando-se com o mal, para conformar-se com a justiça.
O cristão não deve ser ambíguo nem contraditório em sua posição política. É inadmissível apoiar o que se condena ou condenar o que se aprova. Dar seu voto é delegar ao candidato sufragado o direito de lhe representar. Portanto, votar num partido ou candidato que, sabidamente, sustenta ideologias anti-cristãs é negar a fé e insurgir-se contra os valores do Reino de Deus. Todo partido tem sua plataforma de governo e sua cartilha de princípios. Em tempos de campanha, alguns candidatos escondem-se atrás de discursos fingidos, o real ideário de seu partido. Muitos políticos levantam a bandeira da conveniência, tornam-se até mesmo religiosos, frequentadores de templos para angariarem votos dos chamados evangélicos. Posam de beatos. Amenizam o discurso. Escondem suas pautas progressistas. Abafam suas ruidosas defesas do globalismo, do marxismo cultural, da ideologia de gênero, da linguagem neutra, da prática indiscriminada do aborto, da liberação das drogas, da desconstrução da heterossexualidade e do ataque frontal aos valores judaico-cristãos.
O progressivismo vem, não raro, como um projeto de poder. Seus caudilhos querem se perpetuar no poder; por isso, fazem um trabalho de base para domesticar a educação, a grande mídia, as artes e os demais setores da sociedade, desenvolvendo uma política assistencialista, para manter os pobres dependentes do Estado e conformados com a miséria. Onde o socialismo governa, impera a pobreza. Onde o comunismo reina, medra a opressão. Onde esse viés ideológico se estabelece, a corrupção se agiganta, a economia se apequena, o livre pensamento se escasseia, a liberdade de expressão é atacada, a população é amordaçada e a imprensa é comprada, para só falar bem dos governantes.
Um cristão que faz campanha e dá o seu voto em candidatos que defendem essas pautas encontra-se em conflito com sua fé e deveria estar em conflito com sua consciência. A igreja cristã não deve entrar na seara da política partidária. O púlpito não é um palanque nem o templo um curral eleitoral. O cristão é regido por princípios e não por conveniência. Um cristão deve ser um indivíduo esclarecido, que não se deixa encabrestar. Não vende seu voto por vantagens pecuniárias nem hipoteca apoio a ideologias que conspiram contra a fé cristã.
Que a luz dissipe as trevas. Que o engano seja desmascarado pela verdade. Que a injustiça não se arvore de defensora do bem. Que o Brasil encontre o caminho da ordem e do progresso.
Rev. Hernandes Dias Lopes
