Pular para o conteúdo
1 de agosto de 2019 / carlostrapp

O dia que o pastor não foi à igreja

Com certa frequência aproveito textos que recebo pela internet, e como te-nho pouco espaço no jornal, aproveito-os aqui para divulgá-los. É o que vou fazer com o texto a seguir, com o título acima, tentando mostrar a importância da responsabilidade de cada um com a igreja onde participa, que não é apenas do pastor, mas de todos os membros.
Espero que isso ajude a cada um de nós a ver o privilégio que temos de participar das da nossa congregação e dar a nossa contribuição em relação à mesma.
Eis o texto, divulgado pelo Pr. Renato Cordeiro:
“Era um domingo muito bonito. Os pássaros gorjea-vam felizes. Tudo indicava que os cultos daquele dia seriam concorridos, com a presença maciça dos crentes.
Às 8h30, começaram a chegar os primeiros crentes. Podia-se perceber a alegria com que vinham a Casa de Deus. Às 9h em ponto, a diretora da EBD deu inicio ao trabalho. A congregação cantava animada: “Oh! vem, vem a igreja comigo, sim, vamos servir ao Senhor! Pois maior alegria não temos de que ter comunhão em amor”. Os que chegavam atrasados, iam se agrupando à porta de entrada do templo.
Na divisão das classes notaram algo estranho. A esposa do pastor, professora da classe das senhoras, não estava presente. O pastor também não estava à frente da classe de candidatos ao batismo. Na classe de adolescentes, perceberam a ausência dos filhos do pastor. Estranho. Tudo muito esquisito. O que teria acontecido à família do pastor?
O vice moderador estava doente, acamado. Mesmo assim, ao ser consultado, nada sabia sobre a ausência do pastor. Telefonaram para a residência pastoral. Ninguém atendia. Nunca havia acontecido algo semelhante.
Aproximava-se a hora do culto e o pastor não chegava. Ninguém sabia quem seria o pregador. Aliás, sequer havia alguém escalado para dirigir o culto. A diretora da EBD, muito sem jeito, comunicou à igreja a ausência do pastor. Leu um Salmo, fez uma oração e despediu os crentes. Estava terminado o culto matutino. Todos voltaram para os seus lares acabrunhados.
A ausência do pastor foi o assunto do almoço nas casas dos crentes. Várias hipóteses foram levantadas: Fôra chamado as pressas a casa de alguém? Estaria num hospital? Algum acidente?
Alguns crentes, resolve-ram dar uma chegada na casa pastoral. Ninguém atendia. Até que o vizinho deu uma surpreendente informação: “O pastor saiu hoje bem cedo com a família. Estava com uma vara de pescar e uma cesta de piquenique. Foi em direção ao litoral.” Ninguém acreditou.
Na hora do culto noturno, o pastor também não apareceu. Um irmão ficou plantado à porta da casa pastoral, aguardando novidades. As 8h da noite, aproximando-se um carro bem familiar. Era o pastor. Fisionomia cansada. Rosto queimado do sol. Os filhos com areia nos pés. Todos com roupas de banho.
“Pastor, hoje é domingo? O senhor esqueceu das atividades da igreja? Estão todos lá esperando o senhor!”, exclamou o irmão. Aquelas perguntas não removeram a tranquilidade do pastor. Sem respondê-las, entrou e mandou que o irmão aguardasse.
Tomou um banho, e depois veio conversar. Ouviu outro breve relatório do domingo: “Pastor, o culto da manhã ficou prejudicado pela sua ausência. O evangelismo à tarde foi feito com pouquíssimas pessoas. No culto da noite, ninguém sabia se podia contar com o irmão. O que aconteceu, pastor?”
“Não aconteceu nada”, disse seriamente o pastor. Prosseguiu: “Como ando cansado, resolvi imitar alguns irmãos da igreja. Utilizei o domingo do Senhor para fazer outras coisas. Imitei também alguns líderes que desaparecem sem dar qualquer explicação. Pensei comigo mesmo: ninguém sentirá a minha falta. Achei que, certamente, os outros crentes fariam a obra de Deus! Foi isso.”
Aquele irmão saiu pensativo da casa pastoral. Reco-nheceu que cada crente tem sua parcela de responsabilidade na obra de Deus. Conscientizou-se de que a obra não é apenas do pastor, mas de Deus. Viu como a indiferença, os atrasos desnecessários e as ausências injustificadas atra-palham o crescimento da igreja. Uma pergunta, entretanto, não lhe saía da mente: “Como andaria a igreja, se o pastor e os outros irmãos resolvessem imitar a minha vida?”
Templo constantemente fechado ou abarrotado de visitantes? Bancos vazios ou novas congregações e pontos de pregação? Homens amarados pelo pecado ou pessoas regeneradas, salvas por Cristo? Como estaria a sua igreja, se o Pastor e os outros crentes imitassem a sua vida?”
História muito clara para instruir a todos nós em relação à responsabilidade em relação à igreja.

Pr. Carlos Trapp

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: