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3 de fevereiro de 2013 / carlostrapp

Eu não votei no Bernal

Caro leitor, até minha esposa exclamou: “Nossa, que título!” Bem, eu não quero colocar algo bombástico, mas abordar um assunto que julgo de grande importância que envolve a nossa liberdade; também maturidade e identidade.

Você, assim como eu, que se encaixa no título acima, deve se sentir bem à vontade após a eleição e não temer nem uma retaliação, ou coisa semelhante, pois espero que os políticos já tenham alcançado um grau tão elevado de maturidade, que podemos expor nosso voto e nossas convicções, com a mais absoluta liberdade.

Falo isso, após às eleições, mas me refiro também à questão durante as eleições, pois tenho notado que há pessoas que são tímidas, retraídas, que não querem se comprometer, não querem levantar a bandeira de determinado candidato, enfim, preferem “ficar na moita”.

Digo isso, pois apoiei o Dr. Ovando para vereador, e vários me disseram que votariam no candidato, mas não colocariam um adesivo no carro, não distribuíriam material de propaganda, enfim, apenas votariam, não fazendo nada além pelo candidato. O pior disso, é que diversos disseram que assim procederiam porque tinham amigos, clientes etc, que “tinham outros candidatos” e não gostariam de causar algum melindre.

Por isso, volto a repetir que não votei no Bernal, para justamente mostrar que podemos e devemos ter essa liberdade, confiando na maturidade do próprio candidato vencedor, e da instrução que desejo passar para os leitores, que vai além da política.

Lembrem que estou falando de liberdade, maturidade e identidade. Há os que não assumem o que são, por motivos escusos. Talvez, até por preguiça de defender o que são, pois além de assumir o que somos, devemos saber defender o que cremos e esposamos.

Ainda acrescento que construir uma identidade também envolve a busca de conhecimento, para, baseado nisso, firmar nossas convicções.

Assim confesso que sou crente batista, em termos de fé cristã; quanto à política, sou de direita; sou a favor da pena capital e do uso de armas pela população civil, para se defender; sou contra o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo; sou a favor da disciplina física dos pais nos filhos, quando necessário (Pv 13.24); sou contra a ordenação de mulheres ao pastorado (1Tm 3.2; Tt 1.5,6); entendo que os cristãos se preocupam demais com a igreja e de menos com o poder público, com o governo; creio que os pais deveriam ter o direito de educar seus filhos em casa, sem ter a obrigação de enviá-los para a escola pública (Home Schooling).

Você pode perguntar o que isso tem a ver com o fato de não ter votado no Bernal. Muito, pois envolve a minha liberdade e a minha identidade, além de ter que haver maturidade.

Então, nós sempre devemos ter o trabalho de construir nossa identidade; confessar e assumir o que somos; além de construir uma sociedade em que haja o devido respeito, e trato com o contraditório.

Outra questão que desejo abordar aqui é que muitos pensam que determinados assuntos não se discutem, como religião e política. Eu já discordo disso, pois, como disse acima, devemos saber lidar com o contraditório; além disso, devemos nos “instruir e aconselhar mutuamente” (Cl 3.16b). Isso implica em maturidade.

Mas ainda sobre o meu voto, digo que sempre, nos meus 30 e poucos anos de eleitor, tive a consciência de que deveria apoiar o vencedor, mesmo que não fosse o meu candidato, pois, após as eleições, todos devemos nos unir em torno do bem-estar do Município, Estado ou Nação.

Portanto, mesmo não tendo votado no prefeito eleito, Alcides Bernal, estou aqui para apoiá-lo, de forma independente, orar por ele e pela sua equipe, para que façam um excelente governo.

Assim, caro leitor, estimulo você a construir sua identidade, e a sugestão é que o faça baseado nos valores exarados nas Escrituras Sagradas; expressá-la e vivê-la com toda a liberdade, ajudando, assim, a construir uma sociedade madura, onde as pessoas podem viver sem receio, sempre buscando o bem comum, mesmo havendo divergências.

E o Bernal? Estou com ele pelo bem de Campo Grande. E você?

Pr. Carlos Trapp, presidente do Grupo Evangélico de Ação Política – Geap

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