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5 de setembro de 2012 / carlostrapp

Política: Diversas posturas

Quando o Jornal estiver circulando,estaremos a cerca de um mês das eleições. Devemos dar graças a Deus pelo fato de podermos votar. Lembro quando ainda jovem, residente no extremo Oeste paranaense, na chamada Faixa de Fronteira, nós não tínhamos o direito de votar, pois os prefeitos eram nomeados. Participei na luta pelo estabelecimento pleno da democracia, pois queria votar.

Destaco que o voto é um dos nossos instrumentos de construção do bem-estar da nossa sociedade. E eu não quero saber se sou obrigado ou livre – eu sempre vou querer votar. Há poucos dias, conversando com um líder, ele me disse que não votaria, pelo fato de estarem “obrigando o mesmo a votar”. Ora, para quem deseja participar, para quem está interessado no bem-estar comum, não vai querer saber se somos obrigados a votar ou não, pois sempre vai querer votar. Aliás, se ficamos presos a desculpas e não votamos, deixamos de agir com vistas a colocar pessoas qualificadas para nos representar.

Outra postura que tenho observado é que tem pessoas que desejam “ganhar algum dinheiro na campanha”, trabalhando para este ou aquele candidato, sem se importar com a qualificação do pretendente ao cargo público. Se remunerados ou não, sempre devemos trabalhar para alguém com um passado limpo e que nos vá representar bem durante os quatro anos de mandato.

Embora poucos, também tenho encontrado líderes “que nem sequer transferiram seu título de eleitor”, ficando, portanto à margem das eleições, não se importando com o que vai acontecer com o nosso município. Geralmente, são os que falam mal dos políticos, sendo que o maior problema está com eles, que nem sequer podem pregar sobre o assunto. Até vi um se gabando por não ter transferido o título, por “não precisar se envolver no processo eleitoral”. Pode?

Sei que também tenho falhado como presidente do Geap, pois não mobilizei nossos líderes, em tempo oportuno, para uma participação mais efetiva no processo eleitoral. Refiro-me à escolha dos candidatos. Entendo que os pastores deveriam participar mais desse momento, pois nós temos um enorme potencial (eleitores), mas surgem candidaturas das quais o pastor recebe o comunicado de que fulano é candidato, não participando do processo de escolha. Isso é algo confuso e dá pouco resultado.

E acrescento aqui que participar do processo eleitoral não é algo profano, pecaminoso (errado é se omitir, não se interessar).

Agora, para minha alegria, já há igrejas que se unem e orientam os membros a votarem e, geralmente, são bem sucedidos.

Exercer a cidadania de forma interessada e participativa é uma questão de amor ao próximo, pois se eu vejo o que o nosso interior e as nossas cidades precisam, é uma questão de bem-estar, de altruísmo.

Deus sempre estava interessado em que houvesse reis e dirigentes eclesiásticos do seu povo que lhe temiam. Quando isso acontecia, todos eram bem sucedidos, mas quando havia desvios de conduta, o povo sofria.

E esse desejo de Deus continua hoje, ou seja, Ele quer que nossos governantes se preocupem com o bem-estar do povo, por isso nós devemos escolher bem, enfim, alguém que faça isso.

Ainda lembro que assim como você deve se preocupar em ter um bom síndico no seu condomínio, um bom presidente de Bairro, um bom pastor na igreja, um bom diretor na escola, também deve se preocupar em ter bons vereadores na Câmara e um bom prefeito, no município.

Outra postura estranha, foi de um líder que me disse o seguinte: “Eu não me envolvo com política”. Ora, a pessoa que confessou isso se esquece de que ele é um político, pois ser político é algo inerente ao ser humano

. Quer dizer, não tem como fugir disso; a única escolha que podemos fazer é sermos bons ou maus políticos. E aqui até cabe perguntar: O que será que Deus quer? Faço essa pergunta pelo fato de haver pessoas que pensam que ser um bom militante político é algo nocivo, o que não procede, pois Deus, já na antiguidade, quis que seu povo agisse como bons políticos quando deu ordens a Moisés quanto à escolha e os deveres de um rei (Dt 17.14-20).

Há muitos cristãos em nossa cidade, mas se esses forem omissos e não escolherem bem, não forem criteriosos, vamos sofrer as conse-quências. O pastor Martin Luther King, já se preocupava com “o silêncio dos bons”, que desejam ficar numa situação cômoda. Para esses lembro as palavras de Jesus: “Porquanto, quem quiser ganhar a sua vida, perdê-la-á” (Mt 16.25a).

Finalizando, conclamo a todos a demonstrarem amor ao próximo, obediência à instrução divina, para o exercício salutar da cidadania, para o bem-estar da nossa gente.

Pr. Carlos Trapp, Presidente do Grupo Evangélico de Ação Política – Geap

Publicado no Jornal “O Cidadão Evangélico” de setembro/12

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