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19 de fevereiro de 2008 / carlostrapp

Desafios da atualidade e possíveis soluções

Entendendo que devo dar minha contribuição à sociedade como cristão e cidadão, visando melhorá-la, vou procurar relacionar vários desafios, apresentando, em itálico, as possíveis soluções para os mesmos.

1. Desafios éticos, sociais e políticos:

1.1. O alto número de assassinatos que ocorrem em nosso país, bem como o grande número de casos não resolvidos pela Justiça (apenas cerca de 12% em algumas regiões), gerando a sensação de impunidade, servindo de estímulo a que mais crimes sejam cometidos.

Todos nós sabemos que os males da sociedade são oriundos da nossa condição de pecadores, mas há certos problemas que podem ser estimulados e eu entendo que a violência, em grande parte, é fruto da desagregação familiar, produzida pelo promiscuidade sexual, que não é combatida devidamente pela Igreja Cristã e é estimulada pelo poder público, através do fomento do uso da camisinha, da liberação do aborto, fazendo com que a vida não seja devidamente valorizada. Precisamos mudar isso.

1.2. O desejo desenfreado de ter muito dinheiro, tanto por parte de políticos, funcionários públicos e de líderes religiosos que, geralmente, não ganham mal.

Sei que temos culpa na prática destes erros, pois não damos a devida formação aos políticos e não cultivamos uma salutar proximidade com os mesmos, nem oramos devidamente por eles. Devemos, portanto, investir na formação, orar mais e, por outro lado, ver com bons olhos o poder público, pois é uma instituição divina e sem governo a vida em sociedade não seria possível, daí a sua importância. E os líderes religiosos devem aplicar à sua vida a instrução de Paulo a Timóteo, quanto a avareza (1Tm 3.3).

1.3. Os juros altos que impedem, praticamente, que se busquem recursos para começar uma empresa que possa gerar emprego e renda, bem como a burocracia que dificulta os trâmites empresariais.

Se os juros fossem baixos, poderíamos pegar dinheiro emprestado, montar uma empresa e gerar empregos e renda. Se o Governo Federal não patrocinasse, com seus bancos estatais, grandes emissoras de TV, provavelmente para ‘comprá-las’, ou seja, para apoiar o Governo; os bancos poderiam baixar os juros e as taxas que cobram, facilitando empréstimos a baixo custo.

1.4. A elevada carga tributária, que leva ao aumento dos preços de produtos e serviços.

Creio que todos nós já vimos estatísticas de quanto um trabalhador precisa trabalhar por ano para pagar impostos. Se a máquina pública não fosse tão pesada, esta carga sobre os ombros dos cidadãos brasileiros poderia ser menor, bem como, se reduzisse o desperdício e a corrupção.

1.5. A falta de honestidade e altruísmo que faz com que se busque os seus próprios interesses em detrimento do bem comum.

Meu sonho é chegar a uma sociedade em que se possa ‘vender jornais’ em praça pública, apenas colocando uma caixinha, na qual se poderia colocar o dinheiro e apanhar o jornal, sem que alguém ficasse ali para efetuar a venda. Essa honestidade, esse respeito pelo que é dos outros, bem como a boa vontade, a ajuda mútua, o despreendimento, são ingredientes do Evangelho que precisam ser mais enfatizados, pois a sociedade não pode prescindir deles.

1.6. A falta de perícia com que muitas coisas são feitas, gerando resultados pífios.

A Bíblia diz que ‘Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente!’ (Jr 48.10a) e ‘Vês um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; não entre a plebe’ (Pv 22.29). Meu falecido papai também dizia: ‘Um serviço bem feito vale por dois’. Precisamos ser mais caprichosos, atentos, zelosos, pontuais, precisos, pois com isso estaremos fazendo a vontade de Deus e colhendo, também, excelentes resultados. Isso vale tanto para a Igreja como para o poder público.

1.7. O fraco desejo de estudar, da busca do saber, fazendo com que a taxa de analfabetos de nosso país seja alta, bem como a evasão escolar e a repetência.

Ao ler a Bíblia, vemos em muitos textos, o valor que é dado ao conhecimento e à sabedoria. E estes valores só se alcançam mediante temor e disciplina (Pv 1.7; 12.1). Nos meus diversos anos de frequência escolar, tenho visto alunos vibrando quando era anunciado que não haveria aula; outros até, quando o professor atrasava, procuravam fazer com que todos os alunos saíssem da sala, para quando o professor chegasse não encontrar ninguém e a aula ser suspensa. Para mudar isso, precisamos ter temor e disciplina, que inclui o bom gosto pelo estudo. Outro detalhe que precisa ser mencionado aqui é a falta de disciplina dentro dos lares, pois sem a mesma não se alcança conhecimento, conforme o texto bíblico supracitado. E esta indisciplina, em parte, é culpa dos ‘sábios’ que dizem que a vara deve ser suprimida na educação da criança (é lógico que se deve procurar evitar o seu uso mediante o diálogo, mas não se deve hesitar em usá-la se for necessário, ou seja, para alcançar que a criança obedeça e não seja mal acostumada e se torne desobediente).

1.8. A enorme quantidade de acidentes de trânsito, fazendo com que vidas sejam ceifadas ou fiquem com sequelas, além do prejuízo material com a danificação dos veículos, bem como eventuais congestionamentos causados.

Uma das coisas que ajudariam na diminuição de acidentes seria mais fiscalização no trânsito, coibindo o excesso de velocidade, o dirigir embriagado; sinalização e estradas em melhores condições, bem como mais seriedade e valor à vida nas ruas e estradas.

1.9. As campanhas do governo contra a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis, na base do ‘uso da camisinha’ que são desprovidas de ética e estimulam a promiscuidade.

Entendo que este é um dos maiores problemas que enfrentamos, pois as campanhas do governo são extremamente nocivas, pois estimulam o viver desregrado que causa o desmoronamento da família, além de embrutecer e aviltar os que vivem promiscuamente. E o pior é que as igrejas evangélicas praticamente não reprovam tais campanhas, pois devem, além de reprovar, apresentar, em contrapartida, a solução infalível que é a abstinência sexual dos solteiros e a fidelidade dos casados. Outro grave erro é o que esta solução infalível é vista como questão religiosa, sendo, por isso, rejeitada, com o argumento que o Estado é laico. Tenho que dizer aqui que Estado laico significa apenas que o mesmo não tem uma religião oficial e não que deva rejeitar valores, pois ele mesmo combate a fome, prega a solidariedade, a honestidade, etc; para ser coerente teria que rejeitar essas questões também, por isso, entendo que apelar para o argumento do Estado laico para rejeitar a campanha, que é infalível (se também tiver cuidar com seringas e transfusão de sangue), é uma desculpa. Quem tem bom senso não irá rotular essa campanha como religiosa, mas como uma questão de saúde, trazendo um enorme benefício à sociedade, não só na área de saúde, mas também quanto ao respeito mútuo, na diminuição da violência e das doenças sexualmente transmissíveis.

1.10. O programa do governo federal chamado ‘Brasil sem homofobia’ que tem produzido material que fomenta o homossexualismo e financia ‘paradas gays’.

Esta é uma questão profundamente lamentável, pois o governo federal tem financiado paradas gays, produzido material de fomento ao homossexualismo. Isso é feito de uma forma um tanto quanto discreta, mas milhões são gastos nisso. E os homossexuais, embora não sendo muitos, são bastante organizados, tendo apoio de grande parte da mídia, havendo até uma ‘Frente parlamentar pela livre expressão sexual’, que procura lutar pelos interesses dos mesmos. Usam agressivamente os termos ‘discriminação’ e ‘preconceito’, criando, praticamente uma ditadura gay em que os que condenam tal prática estão sendo vítimas de discriminação e preconceito (eu não quero me calar diante disso, pois sei que é uma conduta reprovável, nociva, não exemplar, condenada por Deus e que os praticantes não são cristãos e se quiserem se tornar um dos tais, precisam ser convertidos, o que inclui o abandono da prática do homossexualismo). Sei que devemos amar todas as pessoas: tanto os homossexuais como os liberais, os desonestos, os adúlteros, os mentirosos, os omissos e os que buscam seus próprios interesses, mas jamais aprovar tais práticas (Ef 5.11).

1.11. O empenho das autoridades federais na liberação do aborto e da pílula do dia seguinte, sinalizando que a vida não é tão importante assim.

O lamentável de tudo isso é que estamos assistindo essas questões sem fazer praticamente nada, ou como se não tivéssemos conhecimento disso. Praticar aborto é uma das violências mais terríveis que existem, pois o feto não tem como se defender, além de ser, em muitos casos, fruto de uma relação sexual egoísta e irresponsável. O que mais me entristece é que não enfatizamos o suficiente uma vida sexual sadia, dentro do casamento, pois assim eliminaríamos muitos problemas. A pílula do dia seguinte, por mais que digam que não é abortiva, tal afirmação não procede, pois o efeito dela é fazer com que o óvulo fecundado não se fixe no útero. E, por outro lado, é mais um estímulo à sexualidade licenciosa, que causa grandes estragos à sociedade. Por isso, assim como a grande mídia fomenta, bem como o governo, nós deveríamos, de forma decidida, apresentar o que é correto e salutar nesta área.

1.12. A fome que atinge boa parte da nossa população.

Sabemos que a fome teve, da parte de Deus, preocupação desde os primórdios da humanidade (Ex 22.25; 23.10,11). Apesar disso, a fome continua. Por isso, o desempenho, tanto da Igreja como do Estado, devem ser mais intensos, através da oportunidade de trabalho dignamente remunerada, bem como ajuda direta aos necessitados, visando sair da situação de pobreza, podendo se auto-sustentar, inclusive ajudando outros, pois a renda também tem uma função social (Ef 4.28). Ensinar a viver dentro do orçamento, ter senso de econômia, fazer as coisas bem feitas, também ajuda muito no combate à fome.

1.13. A devastação de florestas e a poluição, que geram um desequilíbrio ambiental, provocando instabilidade climática.

Entendemos que o Governo deveria tomar medidas mais enérgicas neste sentido e isso também deve ser cobrado por parte da Igreja, pois ela também deve se preocupar com estes assuntos, visando o bem-estar da sociedade em geral. E porque também nos foi dada esta tarefa bem no começo da humanidade (Gn 2.15).

Eu poderia continuar citando outros assuntos como: indisciplina nas escolas, licenciosidade nos meios de comunicação, preconceito contra cristãos, turismo sexual, distribuição de camisinhas nas escolas, recursos públicos mal aplicados, uso de drogas, mas eu vou parar nestes 13 pontos, só lembrando que não sou supersticioso nem petista.

Carlos Osmar Trapp, 55, casado com Simone Nogueira de Moraes Trapp, pastor batista (OPBB/3650), presidente da Organização Não-Governamental do Grupo Evangélico de Ação Política (GEAP), membro da Igreja Batista Nova Jerusalémj, Campo Grande, MS.

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