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5 de dezembro de 2007 / carlostrapp

Ladrões pobres morrem ao furtar

O título acima é propositadamente cômico. Imagine que abaixo dele houvesse um artigo desse conceituado jornal lamentando que a morte atinja sobretudo os ladrões menos abastados, vez que os de sofisticadas quadrilhas, a exemplo dos navalheiros, mensa-leiros, sempre conseguem escapar da condenação criminal. Com a liberdade que a Justiça tão agilmente lhes concede, podem usufruir a fortuna surrupiada e destruir provas do crime. Imagine ainda que houvesse estatísticas de quantos ladrões pobres morrem por roubar em "condições inseguras". E, chegando ao cúmulo, imagine que o articulista propusesse a legalização do furto como solução para promover a isonomia entre ricos e pobres, e para acabar com a injusta morte dos larápios menos favorecidos.

Seria total absurdo. Mas não é menos absurdo do que artigos e reportagens que temos lido nessa feroz campanha para legalização do aborto. Um deles com o título "Mulheres pobres morrem ao abortar", em vez de propor que as mulheres, ricas ou pobres, deixem de abortar para deixar de morrer (como seria normal propor aos ladrões que deixassem de furtar para evitar risco de morte), propõe que as mulheres tenham o direito de exterminar seus filhos "em condições seguras". E lamenta que a morte atinja sobretudo as gestantes pobres, uma vez que as ricas podem cometer esse crime em "clínicas particulares", que oferecem "melhor atendimento". Em nenhum momento o articulista se refere à vítima do aborto, o bebê, que é sempre morto, não só quando o aborto é praticado em "clínicas clandestinas" e com "métodos caseiros", mas também quando é feito em sofisticados ambientes dotados de potentes máquinas de aspiração e de afiadas curetas para esquartejamento.

O texto refere-se a dados publicados pela maior rede privada de abortos do mundo, a IPPF, conhecida pelo cognome "A multinacional da morte", com filiais em 180 países (no Brasil, com o nome de Bemfam). A nefanda organização, segundo o artigo, publicou relatório intitulado "Morte e negação: abortamento inseguro e pobreza". Além de todas as falácias denunciadas, o documento prima por fraudar dados e manipular informações, como é praxe no meio abortista. Baseando-se em uma bola de cristal, "estima-se" que, no Brasil, sejam realizados 1,4 milhão de abortos e "calcula-se" que 31% das gravidezes terminam em abortamento. Esses dados, baseados na mais científica chutometria, podem ser mudados de acordo com a conveniência do panfletador.

Em 1990, um jornal do Rio de Janeiro dizia que, segundo a ONU, o Brasil era recordista mundial de abortos, com uma taxa anual de 3 milhões. Afinal, são 3 milhões ou 1,4 milhão? Ou seriam 100 mil? Talvez 10 mil? A dra. Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Criança, assustada com a quantidade de abortos que se diziam praticar no Brasil "segundo pesquisas da ONU", foi consultar a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS, repartição regional da OMS) e recebeu a seguinte resposta em 1993: "Lamentavelmente, não é a primeira vez que, levianamente, se toma o nome da Organização Mundial de Saúde e/ou da Organização Pan-Americana de Saúde para dar informações que não emanam dessas instituições".

Quanto às mortes maternas, faltou ao documento honestidade para dizer que seu número permanece estável ao longo dos anos em nosso país: 1.577 mortes em 2001, 1.655 em 2002, 1.584 em 2003 e 1.641 em 2004. Desse número, a quantidade de mortes maternas em gravidez que terminou em aborto nunca passou de 200. Seu ponto máximo foi 163 mortes, em 1997. Em 2001, 148 mortes; em 2002, 115 mortes; em 2003, 152; em 2004, 156. Detalhe importante: essa cifra engloba não só a morte materna devida a abortos provocados, mas também gravidez ectópica, mola hidatiforme, outros produtos anormais da concepção, aborto espontâneo, aborto não especificado, outros tipos de aborto e falhas na tentativa de aborto. Com uma gama tão abrangente, a cifra não chega a duas centenas, para tristeza dos abortistas (dados disponíveis na página do Departamento de Informação e Informá-tica do SUS – Datasus).

No entanto, é possível também reduzir a zero esse baixo índice de mortes maternas por aborto. O caminho é exatamente o contrário ao proposto pela "multinacional da morte": combater a lucrativa indústria do aborto, punir os aborteiros, fazer campanha de valorização da maternidade e da vida intra-uterina, dar assistência material e moral às gestantes em desespero e aos seus filhos nascituros.

É lamentável que governo e IPPF estejam unidos e usando os meios de comunicação social com argumentos falaciosos e falsas estatísticas para impor à população brasileira a aceitação do mais covarde de todos os assassinatos.

Maria José Miranda Pereira, Promotora de Justiça do DF

18 de agosto de 2007 / carlostrapp

A libertação do cativeiro sexual

Vander Rodrigues

vanderdoze@yahoo.com.br

O abuso sexual é um mal que se alastra impiedosamente na sociedade. Foi e continua sendo responsável pelo sofrimento de muitas crianças e adolescentes por todo Brasil, e é também uma das manifestações imundas da homossexualidade. Para quem não sabe, o abuso sexual acontece quando um adulto ou jovem, homem ou mulher, engana, ameaça ou obriga uma criança ou adolescente a manter contato sexual com ele ou com ela. Esse contato pode abranger situações em que a criança ou adolescente fique exposto a material pornográfico, gestos ou palavras obscenas. Incluindo ainda o manuseio, o contato genital, as relações sexuais, chegando até mesmo ao estupro. Em todas as situações a criança ou adolescente é usado como mero objeto para a satisfação sexual dos desejos imundos de alguém doente sexualmente.

O abuso sexual é devastador na vida de quem pratica e de quem se torna vítima. Eu não tenho problemas em falar abertamente que sofri abuso sexual quando adolescente. Graças a Deus, já estou resolvido em minhas emoções e sexualidade. Mas naquela época, sentia-me perdido e confuso. Depois do que me aconteceu, minha vida tomou um rumo que poderia ter sido trágico.

Quando a adolescência chegou, junto com a emergência dos hormônios, me via assolado pelo pânico homossexual ou pela fase popularmente conhecida como “saindo do armário”. Contudo, nunca foi minha intenção ter esses desejos. Não acordei em nenhuma manhã e pensei: “Hoje eu quero ser gay e meu mundo agora vai ser cor de rosa!” Pelo contrário, apesar de não ter plena consciência do que estava me acontecendo, esforçava-me constantemente para não ceder a esses desejos opressivos. Tinha uma leve impressão de que nada disso fazia parte de mim.

Para o meu desespero, a atração física por outros homens se intensificava cada vez mais. Acostumara-me a satisfazer meus desejos sexuais através da masturbação, e já estava consciente de que minhas fantasias eróticas envolviam apenas os rapazes e nunca as moças. Ainda não havia tido nenhuma relação homossexual, mas estava constantemente sendo tentado, o que salientava a minha curiosidade sexual, aumentando meus hábitos nada saudáveis de masturbação.

Toda a minha vida se tornou ainda mais complicada devido ao abuso sexual que sofri por quatro garotos, no início de minha adolescência. Até hoje, eu não sei se aqueles caras eram oprimidos pela homofobia ou homossexualidade. Só sei que eles tinham sérios problemas psicológicos. Lembro-me de ter sido espancado, torturado, e de ter sido jogado no chão, agonizando de dor, sentindo o gosto de sangue na boca.

Por causa deste abuso sexual, decidi que queria experimentar essa vida e “sair do armário”, pra ter certeza de que era essa a minha opção sexual. A propaganda exagerada e irresponsável da mídia me incentivava a aceitar esse comportamento como algo normal e agradável aos olhos de Deus. No entanto, eu procurava mais afeto e atenção do qualquer outra coisa. Não contei para ninguém o que me acontecia. Não havia em quem pudesse confiar o problema, ou quem pudesse entender essa situação. Romper o silêncio que envolvia a situação de abuso sexual era o passo mais difícil para mim. O medo, a culpa, a vergonha e a baixa auto-estima geradas pelo abuso me isolavam e me afastam de qualquer ajuda possível.

Eu estive em vários lugares, como boates, saunas, cinemas, praias, praças e outros points freqüentados pela comunidade gay. Estava sempre à procura de alguém, ou de alguma situação, que preenchesse o vazio do meu coração. Sempre acompanhado de um homossexual assumido, e disputado por vários. Mas depois de cada relação sexual, eu ficava horas e horas tomando banho, tentando me limpar de toda aquela imundície.

Não queria aquela vida, mas não era por causa da “babozeira” da “homofobia internalizada”, mas sim por que havia constatado que não existe amor ou qualquer outra satisfação emocional no mundo cor de rosa do homossexualismo. Tudo o que vi foi traição desenfreada entre os parceiros sexuais, obsessão por contínuas relações sexuais, a falta de amor próprio.

Os homossexuais se submetem a toda sorte de baixaria e vulgaridade para fazer sexo com qualquer um, a qualquer momento e em qualquer lugar, além de correrem o risco de contrair uma doença venérea. Quando, eu percebi que toda a alegria e prazer que esse mundo cor de rosa oferece são temporárias e ilusórias decidir cometer o suicídio. Para mim, a morte me daria paz e me arrancaria das entranhas da escravidão. Claro que eu estava enganado. A morte me daria acesso ao inferno.

Tentei me matar duas vezes. Joguei-me em frente de um carro, em plena avenida, mas nada aconteceu — nem um arranhãozinho sequer. Em outra ocasião, ingeri um frasco inteiro de fortes comprimidos, mas novamente sobrevive sem nenhuma conseqüência.

Todas as vezes que eu chegava a casa, eu encontrava minha mãe, de joelhos dobrados, orando para que Deus transformasse minha vida. Ela orava tanto que um dia decidi entregar a minha vida a Jesus Cristo. A partir daquele dia, a minha vida mudou, renunciei a toda imoralidade e traumas internos dentro de mim, aprendi a me amar e a perdoar, mas acima de tudo, descobri que nenhuma alegria, satisfação ou prazer que a homossexualidade dá pode ser comparada com toda paz, felicidade e amor transbordante que Jesus Cristo oferece.

Por que estou escrevendo sobre minha vida? Escrevo essas palavras com amor, destinando àqueles que, de maneira egoísta, desumana e irracional, “querem normalizar a prática da pedofilia”, mas que não consideram os direitos e as trágicas conseqüências que esse ato imoral traz para às suas vítimas. As crianças e os adolescentes que eles abusam sexualmente se sentirão daqui a alguns anos do mesmo jeito que eu me senti. Sentir-se-ão sujas, vazias, tentando descobrir por que fizeram isso com elas. Algumas poderão até cometer o suicídio, outras sofrerão com o contágio de alguma doença venérea, e outras ainda mergulharão na depressão, dependência química e na doença do sexo compulsivo.

Contudo, é preciso que a sociedade — principalmente os pais e a igreja — tenha consciência dos males que uma criança e adolescente sofre ao ter contato com a imoralidade e doença alheia. Nossas crianças merecem e têm todo o direito de viver e crescer de modo saudável, desfrutando com intensidade toda a inocência e pureza que essa fase lhes oferece. Ninguém tem o direito de lhes roubar essa benção.

O abuso sexual é uma maldade terrível, mas não é um ato imperdoável. Deus oferece transformação e uma vida completamente nova. Há libertação do homossexualismo, ou da pedofilia, por meio do amor incondicional e da graça de Jesus Cristo. Essa transformação começa quando você decide buscar ajuda e se livrar desses apetites depravados que estão escravizando a sua vida. Existe cura e libertação, mas acima de tudo existe um amor tão imenso que é capaz de fazer por você o que a imoralidade sexual nunca pôde.

Jesus ama você!

Fonte: www.juliosevero.com.br 

6 de agosto de 2007 / carlostrapp

Eu só queria saber…

Eu só queria saber…

1. Por que palavras como "paixão", "fogo", "glória", "poder" e "unção" vendem muito mais CDs do que "graça", "misericórdia" e "perdão"?

2. Por que aqueles que mais falam sobre "prosperidade" evitam sistematicamente textos como Tiago 2:5, I Timóteo 6:8 e Habacuque 3:17-18?

3. Por que se fala tanto em dízimo, defendendo-o com unhas e dentes, mas quase nada se fala sobre ter tudo em comum e outras coisas como "ajudar os domésticos na fé" e "não amar somente de palavra e de língua mas de fato e de verdade"? Em qual proporção a Bíblia fala de uma coisa e de outra?

4. Por que em Atos 4, quando os apóstolos foram presos, a igreja orou de forma tão diferente do que se ora hoje? Por que não aproveitaram a ocasião pra "amarrar o espírito de perseguição", pra "repreender a potestade de Roma", ou coisa semelhante?

5. Por que Atos 2:4 é hoje muito mais citado como modelo de igreja do que Atos 2:42?

6. Por que todo mundo sabe João 3:16 de cor, mas tão pouca gente sabe I João 3:16?

7. Por que 90% ou mais dos cânticos congregacionais modernos são na primeira pessoa do singular, quando a proporção nos salmos é muito menor?

8. Por que quase tudo que se vende numa livraria cristã foi produzido nos últimos 50 anos, se nosso legado é de 2.000 anos de História do Cristianismo? O que aconteceu com os outros 19 séculos e meio?
 

 
9. Por que a Igreja é muito mais rigorosa com determinados pecados do que com a gula ou a ganância? Aliás, por que em tantas igrejas a ganância nem é vista como pecado, mas como virtude, disfarçada com o nome de "prosperidade"?

10. Por que tantos evangélicos chamam seus líderes de "apóstolos", mas criticam os católicos por seguirem um líder chamado "papa"?

11. Por que, mesmo o Cristianismo crendo que o homem foi nomeado por Deus como o responsável pela criação, e que tudo que Deus criou é bom, são os esotéricos os que mais lutam pela defesa do meio-ambiente?

12. Por que, na maioria dos grupos de louvor no Brasil, não há espaço pra quem toca instrumentos brasileiros como o cavaquinho e o berimbau?

13. Por que todos os ritmos de origem na raça negra até hoje são considerados por alguns como diabólicos?

14. Por que alguém como Lair Ribeiro faria mais sucesso como pregador hoje do que, digamos, Francisco de Assis?

15. Por que se canta tanto sobre coisas tão etéreas como "rios de unção" e chuvas de avivamento", ao passo que Jesus usava sempre figuras do cotidiano para ensinar, como sementes, pássaros e lírios?

16. Por que se amarra, todos os anos, tudo quanto é "espírito ruim" das cidades, fazendo marcha e tudo, mas as cidades continuam do mesmo jeito? Aliás, se os "espíritos ruins" já foram "amarrados" uma vez, por que todo ano eles precisam ser "amarrados" de novo?

17. Por que uma doutrina como o pré-tribulacionismo, que apregoa que Jesus vai tirar a igreja da reta de qualquer sofrimento ou perseguição, não faz sucesso algum na China, no Irã ou na Indonésia? Aliás, por que ela fazia tanto sucesso na China pré-comunista, e depois declinou por lá?

18. Por que se canta todos os dias "Hoje o meu milagre vai chegar"? Afinal, ele não chega nunca? Que dia está sendo chamado de "hoje"?

 
19. Por que Jó não cantou "restitui, eu quero de volta o que é meu", nem declarou ou amarrou nada, muito menos participou de "campanha de libertação" quando perdeu tudo?

20. Por que não se faz um mega-evento evangélico, desses que reúnem um milhão de pessoas ou mais, pra fazer um mutirão para distribuir alimentos aos pobres ou ainda para recolher o lixo da cidade? Aliás, por que se emporcalha tanto as cidades com óleo e outras coisas nos tais "atos proféticos"? Não seria um melhor testemunho limpá-la ao invés de sujá-la?

21. Por que as rádios evangélicas tocam tanta coisa produzida por gravadoras ricas e nada produzido por artistas independentes?

22. Por que se faz apelo ao fim de uma "pregação" que não fez qualquer menção ao sangue, à cruz, ao arrependimento, ou sequer ao pecado?

23. Por que se enfatiza tanto a ordem bíblica para pregar a Palavra e se negligencia tanto as ordens para fazer justiça social e alimentar os famintos? Quantas vezes cada uma delas aparece na Bíblia?

24. Por que Deuteronômio 28:13 ("o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda") é tão citado, ao passo que I Coríntios 4:11-13 ("somos considerados como o lixo do mundo") ninguém gosta de citar?

25. Por que quem pensa diferente de nós é sempre "inflexível", "fariseu" ou "duro de coração" (quando não chamamos de coisa pior)?

Fabio Q!

[Atos10Crew] 
21 de março de 2007 / carlostrapp

Jargões Evangélicos

Nada pode substituir a pregação e a sedimentação do evangelho na vida do cristão

Faz parte do trabalho da liderança cristã proteger o rebanho do Senhor, quando este está praticando ensinamentos que não são recomendados pela palavra de Deus. Alguns desses procedimentos serão abordados neste texto, com o objetivo de corrigir esses defeitos.

Nada pode substituir a pregação e a sedimentação do evangelho na vida do cristão. Os consagrados são chamados por Deus para liderarem a igreja, sendo que uma das suas tarefas básicas é a proclamação e a defesa do evangelho de Jesus Cristo contra as forças do mal (Fp 1.16). A palavra de Deus inspira os líderes cristãos a combaterem o bom combate, até o último dia de suas vidas ou até a segunda volta gloriosa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2Tm 4.7,8). Isso quer dizer que tudo que desvia a atenção dos crentes da cruz e do senhorio de Cristo precisa ser combatido.

Muitos "chavões" ou "jargões" têm invadido as igrejas evangélicas no Brasil. Frases como: "Eu te abençôo", "Eu profetizo", "Toma posse da bênção", "Eu determino", "Eu declaro", entre outras, viraram formas arrogantes de os crentes exercitarem sua fé ou de se dirigirem a Deus, exigindo bênçãos imediatas. Preocupados com essa nova linguagem e com essa nova postura, faremos uma rápida análise do contexto evangélico atual, para que possamos entender o porquê dessas invencionices, praticadas durante as chamadas "ministrações", realizadas nos cultos.

1. Os Jargões e as Doutrinas Modernas

Muitos jargões surgiram como resultado de doutrinas heréticas, como a crença em "maldição hereditária", a "confissão positiva", a "incubação de bênçãos", a "teologia da prosperidade", entre outros ensinamentos antibíblicos. Essas falsas doutrinas são usadas pelo inimigo para enganar e tirar dos cristãos a exclusividade da fé em Cristo, que é suficiente para libertar, curar e proteger os servos de Deus de toda força do mal. O desejo do inimigo é, também, sustentar, na mente dos evangélicos, essas inovações doutrinárias, contaminando-os com doutrinas de demônios.

1.1 Os jargões evangélicos e a confissão positiva

A chamada "confissão positiva" coloca o peso das realizações espirituais "nas palavras pronunciadas e na atitude mental da pessoa", de quem está ministrando, desconsiderando a genuína fé em Deus (At 3.16; Hb 12.1,2). Essa atitude louca é apoiada na falsa crença que diz: "Há poder em suas palavras", como se as palavras humanas tivessem poder de criar, de intervir, de mudar situações. A ênfase é posta no homem, e, raramente, o ministrante cita o poder da Palavra ou o poder de Deus (Rm 1.16,17). Há dezenas de livros ensinando os crentes a agirem assim. A maioria dos fiéis não percebe que está caminhando para o abismo espiritual, lugar daqueles que se afastam das verdades bíblicas.

1.2 Os jargões evangélicos e a incubação de bênçãos

A conhecida "Incubação de bênçãos" é um desdobramento da crença na "confissão positiva". Consiste no seguinte: O crente incauto é ensinado a "gerar uma imagem mental", direcionada para o alvo que se pretende alcançar; por exemplo: se o crente deseja um carro, deve engravidá-lo mentalmente, para que Deus possa conceder-lhe a graça. É ridículo, mas, infelizmente, centenas de crentes deixam-se enganar. Essa atitude tem levado muitas pessoas ao comodismo, à inércia espiritual e a uma atitude preguiçosa, pois já não se esforçam para conseguir, com trabalho duro e honesto, aquilo de que precisam. Pelo contrário, ficam à espera do momento em que a bênção irá "cair do céu". Da crença na "incubação das bênçãos", surgiu a arrogante frase: "Toma posse da bênção". Isso simplesmente não existe na palavra de Deus.

1.3 Os jargões evangélicos e a mania de querer mandar em Deus

Chavões tais como: "Eu declaro", "Eu ordeno", "Eu profetizo", "Eu decreto", são pronunciados sem a menor reflexão ou sentido de responsabilidade. Os crentes e, infelizmente, muitos líderes, comportam-se como se fossem Deus; colocam o "EU" na frente e soltam palavras que não fazem parte das alianças divinas, das promessas divinas, dos oráculos divinos, dos estatutos divinos, da graça divina, da misericórdia divina, do amor divino. Falam da forma como Deus não mandou falar, declaram o que Deus não mandou declarar. "Eu declaro", "Eu ordeno", "Eu profetizo", "Eu decreto" são expressões despidas da espiritualidade ensinada na palavra de Deus; são frases que revelam a altivez do coração humano, são palavras que, por não terem respaldo bíblico, não mudam situação alguma.

Os cristãos precisam entender que não podem dar ordens a Deus! É Deus quem determina; é Deus quem decreta; é Deus quem declara; é Deus quem abençoa. É Deus; não sou eu. Ele é tudo; eu sou nada! Eu sou servo; Deus é Senhor! Ele é soberano; eu apenas obedeço à sua Palavra. A Deus, toda a glória! Assim, não é a minha vontade que deve prevalecer.

Jesus não só nos ensinou a orar: … seja feita a tua vontade (Mt 6.9,10), como também pôs em prática o que ensinou: … todavia, faça-se a tua vontade … (Mt 26.42). Pronunciar uma frase por deliberação própria e dar a entender que está autorizado por Deus, sem, na verdade, estar, é enganar o rebanho do Senhor. Deus não opera onde há engano; não compactua com enganadores e não terá por inocente aquele que tomar seu nome em vão (Êx 20.7).

1.4 Os jargões evangélicos e o egocentrismo

O que nos chama à atenção nessas manias, nessas invencionices, é o seguinte: quanto mais elas se alastram, mais o nome de Deus desaparece e o "EU" entra em cena. É trágico: os cristãos vão se tornando embrutecidos, achando que podem assumir o lugar do Altíssimo Deus. E não é este o incansável desejo de satanás? Veja, leitor: Cada vez mais os cristãos expressam o desejo de assumir o lugar de Cristo: "Eu ordeno", "Eu profetizo", Eu te abençôo". É o "EU" como centro da fé; é o egocentrismo religioso em marcha; é o endeusamento do egoísmo; é a divinização do homem.

Os cristãos precisam entender que Jesus não permitiu que o seu "EU" aparecesse. Quando alguém o chamou de "bom Mestre", ele desviou de si a atenção e disse: … bom só há um, que é Deus … (Mt 19.17). É preciso ter muito cuidado com o egocentrismo religioso: o "EU" atrai para o homem a glória que a Deus pertence, sendo o resultado de tal atitude a morte eterna.

2. Reflexões Bíblicas Sobre Alguns Jargões

É necessário muita graça e sabedoria divina para discernirmos o ensino que é de Deus e o ensino que é do diabo. A ausência de estudos da palavra de Deus, ministrados de forma sistemática, tem dado oportunidade para a entrada de heresias, acompanhadas dos chavões religiosos, nas igrejas. Por isso, somos convidados a refletirmos sobre seguinte questão: A utilização dessas estranhas expressões tem o apoio da Bíblia? Avaliemos algumas delas:

2.1 "Eu te abençôo"

À luz da Bíblia, não é correto usar essa frase, visto que o poder que promove a bênção não é do homem, mas de Deus. O homem é apenas um canal, um instrumento que está autorizado somente a ser bênção, não a abençoar. Os servos de Deus, em nome do Senhor Jesus, são bênção para as pessoas. A Bíblia diz: … estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome … (Mc 16.17). Todas as bênçãos divinas são derramadas através dos servos, em nome de Jesus.

Em lugar de "Eu te abençôo", o cristão deve dizer: "O Senhor te abençoe", conforme o ensino bíblico: Fala a Arão, e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel; dir-lhes-eis: O Senhor te abençoe e te guarde. (Nm 6.23, 24). O nome do Senhor precisa ser invocado e não o "EU". O "EU" é carne; o "EU" é pecador; o "EU" é corrompido; o "EU" não é divino; é humano.

Vejamos o complemento da palavra de Deus: Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei. (Nm 6.27). Vejamos também quem pode ordenar a bênção: … porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre (Sl 133.3); … então eu mandarei a minha bênção sobre vós … (Lv 25.21); … o Senhor mandará que a bênção esteja contigo … (Dt 28.8); … Eu o abençoarei (…) abençoarei os que o abençoarem … (Gn 12.2,3). Será que Deus mudou? Não encontramos, nem no Antigo nem no Novo Testamentos, alguém fazendo uso do "EU te abençôo". Se esse ensino esquisito não vem da Bíblia, de onde vem?

2.2 "Eu profetizo"

O ministério profético cessou. Todos os profetas de Deus foram rejeitados e mortos (Mt 23.37). Segundo a palavra de Deus, o que existe hoje, na igreja do Senhor, é o "Dom da Profecia". Profecia, então, é um "Dom espiritual" (1Co 12:10), útil para que Deus fale de maneira sobrenatural às pessoas, assim como, pela "variedade de línguas", se fala sobrenaturalmente a Deus. O "Dom espiritual" é uma capacidade sobrenatural que atua nos filhos de Deus, quando Deus quer, e para o que ele achar proveitoso (1Co 12.11). Por isso, o uso da frase "Eu profetizo" é totalmente incorreto.

A Bíblia ensina que a profecia não depende do "EU" querer: … porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirado pelo Espírito Santo. (2Pe 1.21). É bom observarmos que os homens santos de Deus também não usaram essa frase; ao contrário, quando profetizaram, disseram: Assim veio a mim a palavra do Senhor … (Jr 1.4); Assim diz o Senhor … (Jr 2.5; Is 56.1; 66.1); Ouví a palavra do Senhor … (Jr 2.4); E veio a mim a palavra do Senhor (…) disse o Espírito Santo … (At 13.2); … Isto diz o Espírito Santo … (At 21.11); Mas o Espírito expressamente diz … (1Tm 411). Em todos os casos, não aparece o "EU", aparece a pessoa divina.

Pense bem: Como é que eu e você vamos profetizar bênçãos, sem que Deus tenha nos autorizado, em sua palavra, a Bíblia Sagrada? Como é que eu e você vamos profetizar, se, em nós mesmos, não há bênçãos para oferecermos, visto que a Palavra afirma que, em nossa natureza, não habita bem algum? Como é que eu e você vamos profetizar bênçãos em nosso nome, se a Bíblia afirma que toda boa dádiva, todo dom perfeito vem do alto, do Pai das luzes, em quem não há mudança e nem sombra de variação?

Essa arrogância do "Eu te abençôo" deriva da falsa crença na "confissão positiva", que leva as pessoas a crerem em que há poder nas suas próprias palavras. Daí acharem que podem profetizar bênçãos a qualquer momento e a qualquer pessoa. A Bíblia condena essa falsa crença, pois somente Deus tem poder para abençoar.

Além de tudo isso, é estranho o fato de que as pessoas que vivem dizendo: "Eu profetizo" só "profetizem" bênçãos e mais bênçãos, sendo que, nas profecias bíblicas, o Espírito Santo inspirava os profetas a anunciarem bênçãos, castigos, catástrofes, juízos aos desobedientes à palavra de Deus, repreensão, etc. Não é estranho, hoje, as pessoas "profetizarem" somente bênçãos? Se Deus não muda, de onde está vindo a inspiração para essa gente "profetizar"?

Outro fator a pensar é este: As pessoas que profetizam bênçãos não esclarecem que tipos de bênçãos. As profecias bíblicas sempre especificaram que tipo de bênção ou de juízo sobreviria ao povo. Mas, hoje, é só isto: "Eu te abençôo". É um procedimento totalmente fora da palavra de Deus.

2.3 "Tomar posse da bênção"

Não encontramos o uso dessa expressão no Antigo e nem no Novo Testamentos. É um jargão de uso freqüente nas igrejas cujas reuniões têm como tema e propósito principal pregar e receber a prosperidade material, que eles reduzem a bênçãos. Os seus líderes não se preocupam com nutrir o rebanho com as verdades da palavra de Deus, que conduzem à salvação em Cristo Jesus (1Tm 3.14,15).

Essa frase surgiu para fortalecer a doutrina da "incubação de bênçãos". Como já vimos, neste texto, primeiramente a pessoa tem a "visualização positiva" da bênção desejada, isto é, concebe, em sua mente, o que ela quer receber, e, em seguida, é motivada a "tomar posse bênção".

A "incubação de bênçãos", a "visualização positiva" e o uso do termo "tomar posse da bênção" são atitudes que substituem a fé operante e a atuação divina, levando as pessoas a crerem em que tudo depende da força da mente e das palavras de poder pronunciadas por elas.

Comparando isso com o procedimento de Jesus e dos apóstolos, afirmamos que é errado usar o termo "Toma posse da bênção" como meio de termos as bênçãos divinas concretizadas em nossa vida. Os discípulos de Jesus nunca cometeram esse tipo de equívoco, pois, em lugar de dizerem: "Toma posse da bênção", eles disseram: … se tu podes crer; tudo é possível ao que crê (Mc 9.23); … Tende fé em Deus … (Mc 11.22), … grande é a tua fé! … (Mt 9.28) … Seja-vos feito segundo a vossa fé (Mt 9.23); Em nome de Cristo, o nazareno, levanta-te e anda … (At 3.6). Assim, em vez de as bênçãos serem direcionadas para o homem, a palavra de Deus ensina as pessoas a direcionarem suas esperanças para Deus, através da fé.

Conclusão

Doutrinas heréticas têm ocupado a mente e o tempo de muitos crentes. Elas não conduzem as pessoas a confiarem no sacrifício do Calvário, na cruz do Senhor, no sangue de Jesus, que nos purifica de todo o pecado, mas levam as pessoas a se envolverem com várias práticas estranhas à Palavra inspirada pelo Espírito Santo. Essas heresias são caracterizadas, na Bíblia, como o "outro evangelho" (Gl 1.8), chamado, pelo apóstolo Paulo, de anátema ou maldito.

Conhecendo a origem de algumas doutrinas, como, por que e para que surgiram, e somando isso aos esclarecimentos feitos à luz da palavra de Deus, você deve pedir a Deus graça e sabedoria, para ensinar à igreja o caminho da luz e para conduzir os filhos de Deus dentro dos propósitos do evangelho da graça divina, para que não se percam, mas tenham a vida eterna.

Colaboração: Emerson Oliveira / Pr. Norberto Marquardt