“Vida ou morte, qual vais aceitar”
Certa vez, escrevi um artigo com o seguinte título: “Em situação de risco”, citando várias situações em que podemos estar em risco, e uma delas que citei é a questão de onde vamos passar a eternidade.
Costumo dizer que estamos neste mundo por breve tempo, ou seja, em torno de 70, 80, 90 anos. Outros morrem em idade inferior. Enfim, para morrer basta estar vivo e o importante é viver com certeza da salvação, pois sem esta nosso destino eterno não é a salvação (quem avisa, amigo é).
O motivo de usar o texto publicado na Ultimato Online, de autoria de Henrique-ta Rosa F. Braga, é porque é necessário alertar as pessoas quanto à eternidade, pois onde ‘cai a árvore, ali ela fica’, ou seja, na eternidade não pode passar de um lugar para outro. Portanto, céu ou inferno se escolhe aqui.
Aproveito para perguntar ao leitor: Você tem certeza da salvação? Jesus é teu Salvador e Senhor?
Para saber mais sobre isso convém ler a Bíblia.
Agora, vamos ao texto publicado na Ultimato Online:
“Era uma manhã quente, mas cinzenta. No enorme salão de uma fábrica de tecidos para onde afluíam as peças de fazenda para serem revistadas, carimbadas e enfardadas, um jovem operário de 20 anos lidava automaticamente com o alvo tecido. Seu pensamento, porém, estava preso a algo que se passara na véspera, na pequena igreja batista local. O pastor, o Pr. A. B. Deter, após haver pregado um poderoso sermão evangelístico, lançara um comovente apelo ao auditório e numerosas pessoas haviam se decidido por Cristo. O fato ainda o emocionava e levou-o, pela imaginação, à Escola Dominical que frequentara na infância. Recordou com saudade os companheiros de classe, viu-se novamente no seio da família, em companhia dos pais, evocou a figura dos irmãos menores que a morte levara.
Nascido na Rússia, perto de Moscou, de pais letos, viera para o Brasil em 1897, aos oito anos incompletos. Vivia no momento em Jundiaí, São Paulo.
As recordações sucediam-se e o artesão nem se dava conta do ambiente sufocante, do tempo que corria e do tecido que maquinalmente lhe passava pelas mãos.
Repentinamente, como que por encanto, cessou a evocação e uma doce calma o invadiu. A seguir, em audição mental, ouviu uma música para ele desconhecida, mas que se desenhava clara e nítida, solene e lenta, gravando-se-lhe indelevelmente na memória. A melodia foi repetida inúmeras vezes. Trauteou-a o dia inteiro, procurando dar-lhe um texto.
À noite, regressou ao quarto em que morava, nos fundos do templo. Sentou-se à mesa e lançou no papel os versos que lhe haviam aflorado à mente na fábrica, para acompanhar a melodia. Não sabendo música, não pôde registrar também a linha melódica. Esta só foi reduzida a notas, na pauta, muitos anos depois por gentileza da filha do seu pastor.
O hino tão espontaneamente composto por João Diener, letra e música, foi pela primeira vez cantado, em público, na Igreja Batista do Alto da Serra, em São Paulo, num culto em que pregou o rev. Bagby e no qual foi solista o próprio autor.
A divulgação deste hino foi rápida. Primeiro, nas igrejas batistas; depois, nas igrejas de outras denominações. Figura hoje no Cantor Cristão sob o número 259 e no Hinário Evangélico sob o número 223.
Nas mãos de Deus, tem servido como instrumento para a conversão de muitas almas.
Aqui estão as cinco estrofes do hino 259 do Cantor Cristão:
- Ao findar o labor desta vida, quando a morte a teu lado chegar, que destino há de ter a tua alma? Qual será no futuro o teu lar?
Meu amigo, hoje tu tens a escolha: Vida ou morte, qual vais aceitar? Amanhã pode ser muito tarde, hoje Cristo te quer libertar.
- Tu procuras a paz neste mundo em prazeres que passam em vão, mas na última hora da vida eles já não te sa-tisfarão.
- Por acaso tu riste, ó amigo, quando ouvistes falar em Jesus, mas é só ele o único meio de salvar pela morte na cruz.
- Tens manchada a tua alma e não podes, nunca, ver o semblante de Deus; só os crentes com corações limpos poderão ter o gozo nos céus.
- Se decides deixar teus pecados, e entregar tua vida a Jesus, trilharás, sim, na última hora, um caminho brilhante de luz”.
Conta-se que diversas pessoas, ao passarem em frente a um templo e ouvirem esse hino ser cantado, entraram no templo e foram convertidos.
Aproveito para destacar os hinos dos nossos hinários, pois foram escritos por pessoas dedicadas a Deus, além de muitos terem conhecimento do vernáculo, de teologia, enfim, as qualidades para o surgimento de um belo e edi-ficante hino.
Lamento que muitos estejam deixando de lado os belos e edificantes hinos dos nossos hinários. Desafio o leitor a fazer o contrário, ou seja, valorizar os nossos hinários.
Eis aí o desafio para ter certeza do nosso destino eterno.
Jesus já fez a sua parte vindo a este mundo para nos salvar, imerecidamente.
Pr. Carlos Trapp

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